Noiva Em Fuga
28 Capítulo 27 - Eu não te odeio
Notas iniciais
Namie estava irritada. O pouco que sobrava de sua paciência estava se esvaindo rapidamente, mais alguns minutos e ela provavelmente cometeria um assassinato.
– Namie-saaannn...
A morena apertou o livro que tentava ler com tanta força que provavelmente teria deixado marcas na capa se ela não fosse tão dura e grossa. Respirou fundo e tentou ignorar aquele ser irritante que era o seu chefe.
– Eu estou entediado, Namie-san... – disse Izaya num tom de voz absurdamente irritante, girando preguiçosamente em sua cadeira.
– Então pule pela janela. – falou irritada.
– Mas se eu fizer isso, eu posso acabar me machucando. – começou a girar um pouco mais rápido.
– Vaso ruim não quebra!
– Que cruel, Namie-san! – fez bico e depois riu de forma escandalosa por alguns segundos, logo voltando a exibir sua expressão entediada – Namieeee... – choramingou e teve que se abaixar para não ser atingido pelo livro que ela jogou – Pra que tanta agressividade? – perguntou sarcástico. Adorava irritá-la, mas estava tão entediado que nem isso estava adiantando muito.
– Você está mais insuportável do que o normal, Izaya! Por que não vai brincar com seus preciosos humanos? Hm?
– Não estou com vontade. – disse fazendo uma careta.
Ultimamente estava pensando muito em certas coisas que não gostaria, e nem os seus preciosos humanos estavam conseguindo distraí-lo.
– Então vá perturbar o Heiwajima!
Izaya fez uma nova careta. Perturbar Shizuo havia sido a primeira coisa que passou pela sua cabeça e era justamente o que estava tentando não fazer. Estava pensando muito no loiro ultimamente, mais do que gostaria e não necessariamente num contexto sexual. Ultimamente seus encontros estavam mais freqüentes também, o que antes não passava de encontros esporádicos, geralmente uma ou duas vezes por mês, agora chegavam a duas ou três vezes por semana, isso quando não resolviam emendar com o fim de semana ou com alguma folga do loiro.
Isso não estava certo. Depois de mais de um ano e meio nesse estranho relacionamento com Shizuo, já deveria ter perdido qualquer interesse nele e não ficar ansiando pela próxima vez em que seria jogado numa cama e fodido com bastante força. Isso definitivamente não estava certo! E naquele dia em particular, estava com vontade de ver o loiro, mas estava resistindo o máximo que podia e era por isso que estava tão entediado.
Olhou as horas, 4:56 da tarde, Shizuo só sairia do trabalho por volta das oito...
Droga! Sacudiu a cabeça tentando tirar o loiro dos seus pensamentos e começou a girar novamente na cadeira, mais rápido, mais rápido, e de repente parou, levantando-se num salto. Pegou o celular e as chaves encima da mesa e foi em direção a porta.
– Vou dar uma volta. – disse simplesmente e saiu.
Namie não deu a menor importância, simplesmente pegou outro livro e começou a ler. Finalmente teria paz, já que Izaya só voltaria no dia seguinte ou então no outro. Aquele “Vou dar uma volta”, estava mais para “Vou até Ikebukuro dar pro Shizu-Chan!”, e ela esperava que o loiro estivesse inspirado o suficiente para deixar Izaya imprestável por uns dois dias! Seria o paraíso pra ela!
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– Hai. – disse a voz do outro lado da linha.
– Sentiu minha falta, Shizu-chan? – Izaya perguntou no mesmo tom debochado de sempre.
– Não. – a resposta veio curta e grossa, o que só fez com que o informante sorrisse de canto.
– Não seja tão mal, Shizu-chan! – não podia vê-lo, mas tinha certeza absoluta que Shizuo havia revirado os olhos.
– Estou ocupado. Fala logo o que você quer.
– Pensei em aparecer em Ikebukuro hoje...
Houve um momento de silêncio até Shizuo responder:
– Não venha. Vou estar ocupado.
Izaya estreitou os olhos. Normalmente o loiro o mandaria ir para o inferno ou para o raio que o parta, aquele “não venha” nunca havia sido dito antes. Isso era estranho. Muito estranho.
– Ocupado com o quê, Shizu-chan, se a única coisa interessante na sua vida sou eu? – Izaya sabia que ele não estava mais no trabalho àquela hora e tirando isso, não havia outras coisas com que o loiro se preocupasse, tirando o seu precioso irmãozinho, claro, mas se esse fosse o caso, ele teria dito. Não é?
– Não é da sua conta, verme.
– Que cruel, Shizu-chan! – choramingou falsamente magoado e pôde ouvir um “Heiwajima-kun!” dito ao fundo por uma voz claramente feminina.
– Vou desligar. – e a ligação foi encerrada.
Izaya guardou o celular no bolso e olhou para baixo, estava debruçado na grade de proteção do telhado de um prédio de doze andares localizado no centro de Ikebukuro. Havia dado algumas voltas à esmo antes de se dar por vencido e ir até Ikebukuro atrás do loiro. A ligação fora apenas para provocá-lo, mas Shizuo estava estranho e com certeza estava escondendo alguma coisa.
– O que você está aprontando, Shizu-chan...?
Se desencostou da grade e deixou o telhado, descendo dois lances de escada pulando de dois em dois degraus, depois pegou o elevador até o térreo e saiu do prédio. As ruas estavam cheias àquela hora, muitos humanos interessantes pra ele observar enquanto caminhava. Isso o distraiu um pouco, mas quando se aproximou do Rússia Sushi, viu algo que o fez estancar no lugar.
Shizuo estava sentado em uma das mesas bem em frente à grande janela de vidro jantando com uma garota. Izaya estreitou os olhos. Então Shizuo o havia dispensado por causa de um encontro? Por acaso ele não era o suficiente?
Continuou observando a cena, a garota era até bonita, tinha cabelos compridos e lisos num tom castanho-chocolate, não dava para dizer com exatidão a cor dos olhos, mas também eram escuros. Ela sorria e não parava de falar, devia estar se divertindo, ou não passava de uma tagarela, e o loiro... Izaya ficou surpreso quando viu Shizuo sorrir para a garota, não era um sorriso sádico, sarcástico e nem forçado, era um sorriso divertido. Ele não se lembrava de já ter visto o loiro sorrir assim antes e sua vontade era ir até lá e acabar com aquela palhaçada, provocaria Shizuo e mostraria que ele era o único que devia receber atenção daquele monstro! Era o que gostaria de fazer, mas infelizmente não podia já que havia prometido nunca mais arranjar confusão no restaurante. Simon podia ser bem persuasivo quando resolvia usar os punhos.
O que aquela garota tinha de tão interessante para receber toda aquela atenção de Shizuo? Em nenhum de seus antigos relacionamentos o loiro parecia tão à vontade como agora. Será que ele estava... Não. É claro que não! Shizuo não estava apaixonado por ela! Não podia estar! Não por ela! E além disso, eles estavam juntos, não estavam? Izaya riu com esse último pensamento. Eles não estavam “juntos”. Aquilo que eles tinham não era nem um relacionamento de verdade, era apenas sexo. E ele sabia que mais cedo ou mais tarde um deles acabaria se cansando, só não achava que fosse ser Shizuo a se cansar primeiro. Sentiu duas gotas escorrerem por seu rosto e olhou pra cima, estava começando a chover, não deu muita importância à isso e continuou ali por mais um tempo, observando aquela cena nojenta.
Quando a chuva ficou mais forte o informante puxou o capuz por sobre a cabeça e seguiu à passos lentos para longe do restaurante. Seu rosto estava inexpressivo, mas seus punhos estavam fechados com tanta força que as unhas começavam a perfurar a carne. Aquilo não era nada comparado ao que havia sentido quando viu Shizuo com outra pessoa. Mas isso era bom. Sentir dor era bom. Ele gostava de sentir dor.
Então por que não estava feliz?
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A chuva havia dado uma trégua quando Shizuo saiu do restaurante, mas pela quantidade de nuvens escuras no céu, não demoraria muito para recomeçar a chover. O loiro apressou o passo e cerca de meia hora depois adentrou o prédio em que morava e enquanto subia as escadas pôde ouvir o barulho da chuva que começava a cair do lado fora. Quando chegou ao seu andar levou um susto ao encontrar Izaya encostado à parede ao lado da porta de seu apartamento. O informante estava tão encharcado que havia poças de água ao redor de seus pés.
– Já ouviu falar em guarda-chuva? – o provocou enquanto destrancava a porta, mas não obteve resposta. Izaya mantinha o rosto inexpressivo e sequer havia olhado pra ele.
Shizuo não gostou daquilo. Izaya estava estranho, normalmente ele não esperaria no corredor, simplesmente invadiria seu apartamento como se fosse o dono do lugar, e aonde foram parar aquele sorriso cínico e as palavras sarcásticas e maliciosas tão típicas do moreno? O que teria acontecido pra ele ficar daquele jeito? Entrou no apartamento e manteve a porta aberta até que o moreno também entrasse.
– Fique aqui, vou buscar uma toalha pra você.
Quando voltou, Izaya já havia tirado o casaco e os sapatos e os colocado num canto, jogou a toalha em sua cabeça e começou a enxugar seus cabelos.
– O que você tem, Izaya?
O informante o olhou, havia um brilho diferente naqueles olhos, algo que Shizuo não soube identificar. Depois disso Izaya o puxou pela camisa e o beijou de forma bastante agressiva, pressionando fortemente seus lábios contra os do loiro. Shizuo retribuiu e passou seus braços ao redor da cintura dele, o trazendo para mais perto enquanto intensificava ainda mais o beijo pedindo passagem com sua língua, dando início a uma batalha furiosa por controle.
Quando precisaram interromper o beijo para respirar, Izaya se afastou um pouco do loiro e começou a puxá-lo pela mão até o quarto, empurrou-o sobre a cama e subiu encima dele, dando início a outro beijo tão agressivo quanto o primeiro enquanto tentava despir o guarda-costas de forma apressada, sendo imitado pelo outro. Em dado momento Izaya pegou seu canivete e fez um corte longo no abdômen do maior.
– O que você está fazendo, verme?! – pegou o canivete da mão dele e o jogou do outro lado do quarto.
O moreno ignorou a pergunta e se ocupou em lamber toda a extensão do corte que havia feito, depois beijou o guarda-costas, fazendo-o sentir o gosto do próprio sangue. Logo havia uma trilha de chupões e mordidas pelo corpo de Shizuo, algumas até sangravam mas ele não se importou, na verdade mal sentiu e até gostava quando Izaya ficava um pouco mais agressivo, era excitante. E o moreno parecia estar com muita raiva, precisava descarregá-la de alguma forma.
Izaya logo chegou ao membro ereto do loiro, abocanhando-o com vontade numa chupada longa e forte que fez Shizuo arquear o corpo. A língua aveludada do moreno movia-se com maestria ao redor da ereção pulsante, ora provocando suavemente a glande e ora deslizando por toda a extensão do membro até os testículos. Não demorou a intensificar as chupadas, movendo a língua com mais rapidez e passando os dentes pela glande até sentir o jato de esperma em sua boca, mas ainda assim não se afastou, continuou chupando com ainda mais vontade até que ele ficasse duro novamente. Voltou a distribuir algumas mordidas pelo abdômen do loiro até alcançar os lábios, atacando-os de forma violenta enquanto encaixava a nova ereção de Shizuo em sua entrada e descendo de uma vez sobre ele. Seu grito de dor misturou-se ao de prazer de Shizuo reverberando como um eco pelas paredes do quarto.
Seus corpos ainda tremiam um pouco quando o loiro o incitou a se mover, segurando fortemente em sua cintura e ajudando-o com os movimentos de sobe e desce. As mãos do guarda-costas pareciam estar cravadas em seus quadris tamanha a força que ele os apertava. Os movimentos eram cada vez mais rápidos e fortes e ainda assim não era o suficiente, Shizuo inverteu as posições, pondo as pernas do informante em seus ombros e estocando-o com bastante força. O moreno gemia cada vez mais alto e sem o menor pudor, suas unhas buscavam cravar-se em cada porção de pele do mais alto que estivesse ao seu alcance, muitas vezes arrancando sangue.
Shizuo retirou seu membro quase que totalmente de dentro de Izaya e então voltou a empurrá-lo para dentro com força, repetiu o movimento por mais algumas vezes e foi acelerando o ritmo aos poucos, levando ambos ao delírio. Seus corpos se chocavam cada vez com mais força, seus gemidos ecoavam cada vez mais alto, os corpos cada vez mais encharcados de suor... até que finalmente chegaram ao limite, tendo seus orgasmos quase simultaneamente.
O moreno se largou ofegante sobre a cama, o loiro logo saiu de dentro dele e se jogou ao seu lado, ambos respirando com dificuldade. Izaya foi o primeiro a se recuperar, levantou-se e começou a juntar suas roupas, mesmo estando encharcadas, quando ia começar a se vestir Shizuo o puxou de volta para a cama e ficou por cima dele, prendendo suas mãos acima da cabeça.
– Me solta! – o informante disse com raiva.
– Aonde pensa que vai?
– Embora.
– Por quê? – perguntou confuso. Já fazia tempo que eles não iam mais embora logo depois do sexo, eles simplesmente dormirem juntos já era algo comum.
Izaya lhe lançou um olhar irritado e não respondeu.
– O que diabos você tem? – ele próprio já estava ficando irritado com aquilo.
– Por que quer saber? Não é como se você se importasse mesmo!
– Você não vai sair daqui enquanto não me explicar o que está acontecendo com você! – intensificou o aperto nos pulsos do menor.
O moreno se debateu tentando se soltar mas foi inútil, bufou de raiva e virou o rosto para o outro lado.
– Izaya... Não me faça perder a paciência.
Izaya ficou calado por um bom tempo antes de responder:
– Eu vi você no Rússia Sushi.
– E daí?
– Como assim “e daí”? – encarou o loiro com os olhos faiscando – Você estava lá com uma garota! E como foi o seu encontro, Shizu-chan? Se divertiu? – perguntou com sarcasmo.
Shizuo ficou surpreso. Então Izaya estava com raiva e agindo estranho por causa disso? Ele estava com... ciúmes? O loiro não conseguiu se segurar e começou a rir, o que só fez com que a raiva do informante aumentasse ainda mais e ele recomeçasse a se debater, desta vez conseguindo soltar os pulsos e empurrando Shizuo na cama, ficando por cima dele e pressionando o canivete, que havia pegado junto com as roupas, em seu pescoço.
– Não brinque comigo, Shizu-chan! – pressionou um pouco mais a lâmina contra a pele, arrancando um pouco de sangue.
O guarda-costas num movimento rápido conseguiu se apossar novamente do canivete e desta vez o jogou pela janela que ainda estava aberta, depois, puxou o informante para que se deitasse novamente e segurou-o firmemente pela cintura, de costas para si.
– Você ficou com ciúmes? – perguntou com ar de riso.
– Vá para o inferno! Seu loiro cretino!
Shizuo riu novamente.
– Você perguntou como foi o meu encontro, não é? Bom, ele foi bastante agradável. – sentiu o corpo de Izaya se enrijecer entre seus braços – A Yumi-san é uma ótima pessoa. Ela é bonita...
– Me solta.
– ... simpática, inteligente...
– Me solta agora, Shizu-chan! – tentou se soltar, mas o loiro apertou ainda mais os braços ao redor do seu corpo.
– ... adora doces, gosta de ler...
– MAS QUE MERDA, SHIZUO! EU NÃO QUERO OUVIR VOCÊ DIZER QUE ESTÁ APAIXONADO POR ELA!
– ... e é a noiva do Kasuka.
Houve um longo silêncio até Izaya se pronunciar.
– O que foi que você disse?
– Disse que ela é a noiva do Kasuka.
– Então por que você estava se encontrando com ela?
– Kasuka marcou aquele jantar pra que nos conhecêssemos já que eles pretendem se casar.
– Não me lembro de ter visto o seu irmão lá.
– Mas ele estava. Só se atrasou um pouco por causa do trabalho. Pode perguntar ao Simon se quiser.
– Se era só isso, por que disse pra eu não vir até Ikebukuro hoje?
– Por que se você aparecesse iria ficar me provocando, eu iria querer arrebentar a sua cara, nós iríamos brigar e destruir alguma parte da cidade e...
– E iríamos acabar a noite transando loucamente. – completou a fala do outro – Não vejo nenhum problema nisso!
– Eu não queria perder o controle e causar problemas pro Kasuka, e também não queria que a noiva dele tivesse uma péssima impressão sobre mim.
– Hm.
– Você ficou com ciúmes, não foi?! – provocou.
– Não seja ridículo! Por que eu ficaria com ciúmes de um protozoário que nem você? – virou novamente o rosto para o outro lado.
– Ah, não? Então o que foi aquele “eu não quero ouvir você dizer que está apaixonado por ela!”? Hm?
– A-Aquilo não foi nada! Eu falei por falar! – seu rosto estava corado – E além disso, não tenho motivos pra sentir ciúmes de você. Nós nos odiamos, lembra?
Shizuo ficou sobre Izaya e segurou seu queixo, forçando-o a olhá-lo.
– Por mais absurdo que seja... eu não te odeio. Embora ainda queira arrebentar a sua cara na maior parte do tempo, mas... eu não sei ao certo o que eu sinto por você, só sei que não tem nada a ver com ódio.
Depois de dizer isso Shizuo sorriu, sorriu de forma sincera, como nunca havia feito antes e depois o beijou, primeiro um breve encostar de lábios e então finalmente o beijo, suave, lento e repleto de sentimentos, mesmo ainda não sabendo ao certo quais eram.
O coração de Izaya batia tão rápido e tão forte contra o peito que o moreno não ficaria surpreso se ele simplesmente arrebentasse sua caixa torácica e saltasse para fora. Um calor gostoso se espalhou por todo o seu corpo, era uma sensação maravilhosa, havia sentido algo parecido quando o loiro o havia beijado depois de ter ganho aquele bolo, mas desta vez, a sensação havia sido melhor, bem mais intensa.
– P-Pare de dizer essas merdas, seu imbecil! – seu rosto estava tão quente que ele achava que poderia pegar fogo a qualquer momento.
Shizuo riu e o beijou de novo, desta vez só um selinho, e voltou a se deitar, afundando o nariz na curva do pescoço do informante e inspirando o seu cheiro por um bom tempo até cair no sono. Quando percebeu que o loiro havia dormido, Izaya se livrou de seu abraço e se levantou, pegou a colcha embolada no pé da cama devido às atividades recentes, e cobriu o loiro. Ficou o observando dormir por vários minutos antes de se enfiar embaixo da colcha e depositar um beijo singelo nos lábios do loiro.
– Eu também não odeio você, Shizu-chan. – sussurrou em seu ouvido – Na verdade eu... acho que te amo. – e pousou a cabeça no travesseiro.
Assim que fechou os olhos, sentiu os braços de Shizuo rodearem seu corpo, o puxando para mais perto. Ficou apreensivo, achando que o loiro havia acordado e que talvez tivesse escutado o que havia dito, mas para o seu alívio, Shizuo ainda dormia profundamente. Se aconchegou melhor nos braços do loiro e tornou a fechar os olhos, adormecendo logo em seguida.
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