Noiva Em Fuga

13 Capítulo 12 - Apenas um jogo


Notas iniciais
Olá, olá meus amores!!! Tive um tempinho essa semana e resolvi postar o capítulo mais cedo. ^-^ Acho que muita gente quis me bater por eu ter acabado o capítulo anterior daquele jeito, né, bom, nesse capítulo não teria lemon, mas para me redimir um pouquinho com vocês, acabei colocando um. Espero que gostem!!!!

– QUÊ?!

“Fique calmo, Shinra. Não precisa fazer escândalo!”

– COMO NÃO, CELTY?! VOCÊ TEM NOÇÃO DO QUE ACABOU DE ME CONTAR?!

“Sim, eu tenho. E pare de gritar, antes que eu te bata!”

– MAS, CEL-

Foi interrompido por um soco no estômago, que o deixou momentaneamente sem fôlego.

“Eu avisei!”

– Isso doeu, Celty! – choramingou, massageando o local atingido – É verdade mesmo, o que você disse?

“É claro que é! Por que eu inventaria isso?”

– Não estou dizendo que você inventou, mas sim que talvez você tenha entendido errado.

“Eu não entendi errado. E foi o próprio Shizuo quem me disse!”

– O Shizuo-kun?!!

“Não sei por que está tão surpreso. Não era você que vivia dizendo que aquelas brigas um dia acabariam encima de uma cama?”

– Sim, mas...

“Pois, então! Você estava certo.”

– Eram apenas suposições. Não imaginava que isso fosse REALMENTE acontecer! – Celty deu de ombros – E o Shizuo-kun te contou isso assim, do nada?

“Na verdade, ele não teve outra opção a não ser me explicar o que estava acontecendo.”

Celty avistou Shizuo a alguns metros de distância, fazia tempo que não o via, a última vez havia sido há uns cinco meses atrás, quando lhe fizera uma visita. Acelerou a moto e o alcançou, parando bem à sua frente.

– E aí, Celty! – cumprimentou o loiro.

“Olá, Shizuo! Fazia tempo que eu não te via.”

– É verdade.

“E como vão as coisas?”

– Bem. E com você?

“Tudo bem também.”

– Ótimo. – sorriu de leve e acendeu um cigarro.

“Lembra da última vez que nos falamos, quando fui na sua casa?”

– Lembro.

“Acho que deixei meu laptop lá.”

– Hm. É verdade. Eu ia ligar pra você, mas acabei me esquecendo.

“Não tem problema. Eu estava tão ocupada ultimamente, que também me esquecia de te perguntar.”

– Muito trabalho?

“Muito. Está indo pra casa?”

– Estou. Meu trabalho já acabou por hoje.

“Sobe que eu te dou uma carona, assim eu aproveito e pego o meu laptop.”

O loiro apagou o cigarro e subiu na moto colocando o capacete que a dullahan lhe entregou. Dez minutos depois a moto era estacionada em frente ao prédio em que o guarda-costas morava, subiram as escadas e logo chegaram ao apartamento do loiro.

– Você demorou, Shizu-chan! Eu já estava quase indo embora! Oh, olá Celty!

“I-Izaya?! O que está fazendo aqui???” – digitou, completamente surpresa.

– Já disse pra não invadir meu apartamento!

“Calma, Shizuo! Não se deixe levar pela raiva!” – a motoqueira negra estava aflita, temendo que os dois fossem começar a brigar a qualquer momento.

– A culpa é sua por demorar demais, Shizu-chan! – disse fazendo bico.

Celty estava perplexa. Eles não pareciam à ponto de se matar, na verdade, Shizuo nem parecia furioso com a presença do informante e pensando bem, ele também não havia ficado surpreso por encontrar Izaya tranquilamente sentado no sofá de sua sala.

– Vou buscar seu laptop. – Shizuo disse para Celty e seguiu pelo pequeno corredor.

“O que está acontecendo aqui? Desde quando vocês são amigos?” – perguntou ao informante.

– Amigos? – arqueou uma sobrancelha e sorriu debochado – Você não soube? Eu e Shizu-chan nos casamos!

“Casa- está falando da tal encenação de cosplay? Shizuo me falou sobre isso.”

– E ele também te falou que desde então nós estamos brincando de casinha? – sorriu maliciosamente.

“Brincando de casinha? Como assim?”

– É simples: nós basicamente fazemos se-

– Pare de falar essas merdas, seu verme! – disse o loiro o interrompendo e entregando o laptop à Celty.

“O que está acontecendo aqui, Shizuo?”

– Vamos. Eu vou te explicar tudo. – falou saindo do apartamento e levando Celty junto.

– Aonde você vai, Shizu-chan? Se você demorar, eu não vou estar aqui quando você voltar! – ameaçou, irritado. Detestava ficar esperando.

– Faça o que quiser. – e fechou a porta, deixando Izaya lá dentro sozinho.

Shizuo saiu do prédio em silêncio e caminhou até um pequeno parquinho onde crianças brincavam, sendo acompanhado pela dullahan ainda perplexa e muito confusa. Os dois se sentaram num grande banco colorido, muito parecido com uma centopéia, o loiro então pôs um cigarro na boca e o acendeu, dando uma longa tragada.

“Shizuo, o que está acontecendo? Você e o Izaya são amigos agora?”

– Amigos? – fez uma careta – Nó nunca seríamos amigos! – soprou um pouco de fumaça pra cima – É um pouco mais complicado que isso.

“Complicado como?”

Shizuo a olhou de esguelha antes de responder:

– Lembra o que eu te contei na última vez que conversamos? Sobre aquela história de casamento?

“Lembro.”

– Eu não te contei tudo. Não foi exatamente daquele jeito que a história acabou.

“E como foi então?”

– Bom... eu corri atrás da pulga por um bom tempo até ele acabar entrando numa rua sem saída e pra fugir da surra, ele tentou fugir pelas escadas de incêndio de um prédio e entrou em um dos apartamentos pela janela. Eu estava tão cego de raiva que demorei para reconhecer o prédio e o apartamento em que ele havia entrado, aí eu dei a volta e fui até lá.

“E que apartamento era esse?”

– O meu.

“O SEU!? Izaya acabou indo parar no seu apartamento!?”

– É. Consegui pegá-lo antes que ele fugisse, ficamos trancados no meu quarto e eu estava pronto pra dar uma surra bem dada nele, mas aí ele...

“Ele...” – ela o incentivou.

– Ele começou a me provocar e depois foi tirando a roupa. Eu percebi que ele só estava tentando me distrair, assim como tinha feito no altar, e resolvi dar corda pra ver o que ele faria quando visse que o plano não iria dar certo.

“E então?”

– Ele continuou me provocando e... fazendo umas coisas... – pigarreou – A gente transou.

“QUÊ???”

– É, foi isso mesmo que ouviu.

“Mas, você não disse que tinha dado uma surra nele e que ele tinha ficado todo dolorido e cheio de marcas?”

– Eu não disse que tinha dado uma surra nele, só disse que ele devia estar todo dolorido e cheio de marcas.

“Então agora vocês estão juntos?”

– Juntos?

“É. Num relacionamento! Vocês estão namorando? Estão morando juntos? Vão assumir publicamente?”

E lá vinha a empolgação de novo...

– HÃ!? FICOU MALUCA?! – falou exaltado, se levantando do banco.

“Por que?”

– Eu não tenho nada com aquela pulga!

Celty o “encarou” de forma tão cética, que ele até pôde visualizar essa expressão nela.

– É só... sexo. – sentou-se novamente.

“Você acha isso pouco?” – Shizuo fez uma careta e não respondeu – “Vocês têm dormido juntos esse tempo todo?”

– Não. Depois daquela primeira vez a pulga sumiu por uns dois meses, cheguei até a pensar que ele tinha morrido. Mas um dia, quando cheguei em casa depois do trabalho, ele estava sentado no meu sofá lendo uma revista! Tive vontade de estrangulá-lo e jogá-lo pela janela!

“V-Você fez isso?”

– Não. – outra careta – Transamos de novo.

“E...?”

– Não o vi por mais um mês e meio.

“E num belo dia quando chegou em casa ele estava lá de novo, acertei?”

– Não.

“Então você o encontrou andando pelas ruas de Ikebukuro?”

– Também não.

Celty reparou que Shizuo parecia um pouco desconfortável e ligeiramente corado, talvez isso significasse que...

“Você foi atrás dele , não foi?! Que lindo!!! Você ficou com saudades e decidiu não esperar pela boa vontade dele em aparecer! Que fofo!!!” – Celty estava praticamente saltitando, mesmo estando sentada.

– Eu não fui atrás dele! – disse irritado, embora o tom levemente rosado ainda permanecesse em suas bochechas – Eu só estava andando um pouco e quando percebi, já estava em Shinjuku!

“Você diz que não, mas o seu subconsciente diz que SIM!”

– Meu subconsciente não está dizendo porra nenhuma! E você já está me irritando com essa história.

Ela deu de ombros.

“Continue!”

Shizuo respirou fundo pra se acalmar antes de continuar.

– Acabei encontrando o Izaya. Ele me irritou e saiu correndo e eu fui atrás dele para esfolá-lo vivo. Acabamos no apartamento dele e... bom, acho que não preciso dizer o que aconteceu, não é?

“Então, agora vocês estão juntos?”

– Não diga “juntos”! – fez uma careta de desgosto – Nos fazemos sexo com freqüência, se é o que você quer saber.

“Sabe o que isso significa, não sabe?”

– O que?

“Que o Shinra sempre esteve certo sobre vocês dois.”

– Eu sei! – bufou irritado – Mas se ele vier com gracinha pra cima de mim, vão ter que usar uma pá para juntar o que vai sobrar dele depois! – levantou-se do banco – Bom, é isso. Até mais, Celty!

“Até! Divirtam-se!”

– Cale a boca. – riu de leve e seguiu em direção ao apartamento.

Celty ainda permaneceu sentada por alguns minutos antes de se levantar e ir buscar sua moto.

“E foi isso!”

– Confesso que ainda estou chocado! Mas espero que agora, já que estão juntos, eles parem de tentar se matar pela cidade!

“Se tratando daqueles dois, acho que não vai ser assim tão simples!”

– Bom, de qualquer forma, eles que se entendam, não é!?

Celty apenas deu de ombros.

*** *** ***

Shizuo abriu a porta de seu apartamento e deu de cara com o informante prestes a sair.

– Pensei que não estaria mais aqui quando eu voltasse. Não foi isso o que você disse?

– Sim, foi. E eu já estou de saída! – tentou passar por Shizuo, mas o loiro bloqueou seu caminho. – Você pode me dar licença?

– Posso. – Izaya tentou passar de novo e o loiro novamente entrou na sua frente – Mas não quero!

O moreno estreitou os olhos.

– Não estou com paciência, Shizu-chan! Também não estou mais com vontade de brincar com você! – disse irritado.

– Mesmo!?

– É! Mesmo! – cruzou os braços, parecendo uma criança emburrada. Shizuo riu e isso deixou o moreno ainda mais irritado.

– Bom, já que você não quer mais... – deu de ombros e saiu da frente da porta, encostando-se na parede.

Izaya hesitou um pouco, mas acabou se aproximando da porta e a abrindo, só para vê-la ser fechada com força e seu corpo ser pressionado contra ela.

– Já disse que não estou para brinca... hmm... ...deiras, Shizu-chan. – gemeu quando a língua do loiro traçou um caminho do pescoço à orelha.

– Não? É uma pena... – mordiscou o pescoço do moreno – Eu estava interessado em saber mais sobre aquela história de “brincar de casinha” que você estava falando pra Celty... – chupou demoradamente aquela área.

– P-Pára Sh-Shzu-chan... – perdeu completamente a linha de raciocínio quando o loiro começou a fazer pequenos círculos com a ponta da língua.

O pescoço era o ponto fraco de Izaya e Shizuo já havia percebido isso há um bom tempo, do mesmo jeito que o informante também sabia que o loiro reagia muitíssimo bem à estímulos visuais e coisas pervertidas ditas de forma bem sexy. Shizuo parou repentinamente com o que fazia e se afastou, indo se sentar no sofá e ligando a tv. Izaya ficou um pouco desnorteado com a súbita mudança de atitude do loiro, sua respiração estava ofegante e já estava muito excitado.

– O que foi agora, Shizu-chan?

O loiro inclinou um pouco a cabeça em sua direção e sorriu de forma sádica e maliciosa.

– Você me disse pra parar e eu parei. – deu de ombros ainda sorrindo e voltou a olhar para a tv.

O informante estreitou os olhos, irritado, tinha vontade de bater em Shizuo sempre que ele resolvia bancar o sádico desse jeito. Sabia que o loiro estava tão excitado quanto ele, mas também sabia que ele não moveria um dedo até que desse o primeiro passo. Aquilo era apenas um jogo.

– Seu sádico desgraçado! – riu alto e se desencostou da porta. Aqueles joguinhos com o loiro só serviam para deixá-lo cada vez mais excitado. Foi até o sofá e apoiou um joelho de cada lado do corpo de Shizuo e se sentou em seu colo, segurando-o pela gola da camisa – Foda-se o que eu disse! – aproximou os lábios do ouvido do loiro – Ou melhor... Me foda! Bem forte, Shizu-chan! – lambeu a orelha dele – Me faça gritar!

O loiro gemeu e jogou o corpo do informante sobre o sofá, ficando por cima dele.

– Você parece uma puta, falando desse jeito.

– Não devia chamar sua querida esposa de puta, Shizu-chan! – provocou.

– Você não é minha esposa, então, posso te chamar de puta o quanto eu quiser! – prendeu as mãos do informante acima da cabeça com uma mão e com a outra, acariciou o abdômen dele por debaixo da blusa, fazendo-o gemer – Por que é exatamente o que você é... Uma puta! – sussurrou em seu ouvido e depois mordeu seu pescoço com força.

Izaya arqueou as costas e gemeu alto, seu pênis doía de tão duro que estava.

– Me come logo, Shizu-chan...! – pediu, prendendo o lábio inferior entre os dentes de forma bem sensual.

– Calada, vadia! – mordeu novamente, desta vez no ombro – Você não tem o direito de falar. O máximo que você pode fazer é gritar e gemer. Nada além disso. – abriu a calça do moreno e a puxou para baixo juntamente com a cueca, deixando-o nu da cintura para baixo.

– Mesmo?!

O estalo alto de um tapa ecoou pelo cômodo. Izaya riu alto ao sentir o lado esquerdo de seu rosto arder, aquele jogo estava ficando cada vez mais interessante!

– Já mandei calar a boca! – saiu de cima do informante e sentou na outra ponta do sofá, depois abriu a própria calça e abaixou-a apenas o suficiente para que seu membro completamente duro ficasse à mostra – Chupe! – mandou.

O moreno sorriu de forma pervertida e se ajoelhou entre as pernas do guarda-costas, lambendo toda a extensão de seu membro. Shizuo apoiou a cabeça no encosto do sofá e aproveitou as maravilhas que aquela boca deliciosa estava lhe proporcionando, acabando por gozar na boca do informante, que mesmo assim, continuou chupando até que ele ficasse duro novamente. O loiro puxou com força os cabelos do informante, o fazendo se levantar e se sentar em seu colo.

– Shizu-chan... – Izaya choramingou, ganhando outro forte tapa, dessa vez no traseiro.

– Você gosta de apanhar, não é, vadia?! – beijou o queixo do informante e depois mordeu.

– A-do-ro... ! – disse da forma mais pervertida que pôde, terminando com um gemido longo no ouvido do loiro.

Shizuo lhe deu outro tapa no traseiro e o ergueu um pouco, encaixando o membro em sua entrada e forçando seu quadril pra baixo até que estivesse completamente dentro dele, fazendo-o gritar alto por causa da dor. Logo começou a beijar seu pescoço e a masturbá-lo, até que o moreno voltou a gemer de prazer e começou a se movimentar, subindo e descendo cada vez mais rápido até que ambos chegassem ao orgasmo. O loiro então o fez deitar-se novamente no sofá e começou a beijá-lo enquanto suas mãos acariciavam o corpo do moreno até chegar ao pênis e iniciando uma massagem lenta até que ele ficasse duro de novo. Izaya também começou a masturbá-lo, só que de forma rápida, até que o loiro não agüentasse mais e o penetrasse novamente, dando estocadas rápidas e fortes sem parar de masturbá-lo, levando o moreno ao seu segundo orgasmo. Izaya ainda não havia se recuperado quando foi virado de bruços e teve seu pescoço beijado.

– Grite pra mim, Izaya. – mordiscou a orelha do informante e penetrou-o tão profundamente que sua próstata foi acertada logo de primeira, fazendo com que o informante gritasse alto o nome do loiro – Você não aprende, não é? Eu disse, nada de palavras, só gritos e gemidos! – saiu de dentro dele e fez uma trilha de beijos, começando na nuca e indo até o quadril, onde mordeu com vontade enquanto estapeava novamente o traseiro de Izaya, voltando a penetrá-lo com força e se movendo cada vez mais rápido, não parando até que gozassem novamente.

Depois de um longo tempo Izaya se levantou do sofá e vestiu sua cueca e a calça – havia permanecido o tempo todo vestido da cintura pra cima – , calçou os sapatos e foi até o loiro, puxou-o pela gola da camisa e lhe deu um beijo de tirar o fôlego.

– Pode me chamar de novo quando quiser, querido! – falou como se realmente fosse uma garota de programa se despedindo de um cliente e foi até a porta, ainda piscando um olho para o loiro antes de sair.

Shizuo riu e apoiou novamente a cabeça no encosto do sofá.

– Definitivamente uma vadia...

Notas finais
E então? Gostaram do lemon? Já deu pra perceber que aqueles dois não se abstêm à apenas uma cama, não é? Então, eu gostaria que vocês me mandassem sugestões de alguns outros lugares em que vocês gostariam que eles estivessem se agarrando. Lembrando que até agora já foram: cama, parede, chão sala e agora o sofá. Comentem e me digam, ok!!? Vou tentar usar todas nos próximos lemons, embora ainda não tenha certeza de quantos serão, mas... enfim, opinem!!!