Noiva Em Fuga
14 Capítulo 13 - Postes e canivetes
Notas iniciais
Primeiramente, eu gostaria de agradecer as sugestões que me mandaram. Eu adorei!! E vou tentar usar todas nos próximos lemons e se tiverem mais alguma, não hesitem em me mandar, ok!!? Bom, nesse capítulo não tem lemon, mas tem muita interação dos dois. Espero que gostem!!!!
Leiam as notas finais.
– Ei! Heiwajima!
Shizuo parou de andar assim que ouviu seu nome ser chamado, virou um pouco a cabeça e olhou por cima do ombro. Havia cerca de uns vinte homens munidos de bastões, correntes e barras de ferro, todos o encarando de forma ameaçadora.
– Nós viemos acabar com você, Heiwajima! – disse um deles.
– Hã?! Quem são vocês? – perguntou, nem um pouco interessado em saber.
– Sabemos que foi você quem entregou o nosso chefe pra polícia. – disse outro – E agora vamos fazer você pagar por isso!
Shizuo suspirou enquanto tirava os óculos e os guardava no bolso.
– Tudo bem se eu cuidar disso agora, Tom-san?
– Vá em frente. Vou tomar um café. – deu de ombros – Me encontre lá quando acabar. – atravessou a rua e entrou num Maid Café que havia ali.
– Não faço idéia do que vocês estão falando. – virou o resto do corpo, ficando de frente pra eles.
– Não adianta negar, nós sabemos que foi você! O informante nos contou tudo!
Uma veia começou a pulsar na testa do loiro. Tinha que ter um dedo daquela pulga maldita no meio daquilo! Os integrantes da gangue partiram pra cima dele, todos de uma vez, Shizuo apenas arrancou o poste mais próximo e começou a acertá-los, um por um, até que não sobrasse nenhum deles de pé.
– Se divertindo, Shizu-chan?
Aquele tom sarcástico fez a raiva de Shizuo triplicar em questão de segundos. Ele virou-se e arremessou o poste que ainda segurava, não o acertando por muito pouco.
– Izaya! – disse com raiva, arrancando uma placa e partindo pra cima dele.
O informante desviou do golpe e aproveitou a proximidade para fazer um corte no braço do loiro com seu canivete, se afastando rapidamente enquanto ria alto.
– Foi você, não foi?! Seu maldito! – continuou tentando acertá-lo com a placa e acabou conseguindo, jogando-o a uns cinco metros de distância.
– Isso doeu, Shizu-chan! – levantou e abriu novamente o canivete, apontando-o para o loiro, que vinha até ele.
– E vai doer ainda mais. – parou a uns dois metros de distância do outro e apoiou a placa no chão, sorrindo sadicamente – Você prefere que eu arranque a sua cabeça, ou que eu te espanque até que você morra?!
– Se eu morrer, com quem mais Shizu-chan vai brincar? – abriu um sorriso debochado.
– Não se preocupe com isso, Izaya-kun. – ergueu a placa e bateu com ela no chão com força, abrindo um buraco onde o informante estava minutos antes – Deve ter alguma outra pulga por aí que eu possa esmagar.
– Hã!? Shizu-chan está pensando em me trocar?! – fez bico, falsamente magoado e jogou três de suas lâminas em Shizuo. A primeira acertou de raspão o braço do loiro, a segunda foi pega com os dentes e a terceira foi rebatida com a placa – Mas você acabaria sentindo a minha falta, sabe por que?
– Cale a boca, verme! E fique parado pra que eu possa te esmagar! – tentou acertá-lo novamente e acabou destruindo completamente a traseira de um carro, fazendo com que a placa ficasse presa em meio a lataria.
Izaya aproveitou esse momento para se aproximar do loiro e dizer próximo ao seu ouvido:
– Duvido que ache alguém que faça isso.
Shizuo virou a cabeça na direção do informante por puro reflexo, dando a oportunidade perfeita para Izaya lhe roubar um beijo, bem ali no meio da rua, e em seguida se afastar rapidamente com um sorriso malicioso nos lábios. O rosto de Shizuo ficou completamente vermelho, ele parecia uma bomba prestes à explodir. Pegou o carro com a placa ainda grudada nele e jogou no informante, que conseguiu desviar por muito pouco e saiu correndo.
– Eu vou matar você, Izaya! – gritou e correu atrás do outro.
– Ei! Shizuo! – Tom tentou, em vão, chamar a atenção dele. Havia saído do Café quando ouviu o loiro gritar o nome de Izaya minutos atrás e ficou completamente chocado ao ver o informante dar um beijo na boca de Shizuo. – Desta vez Shizuo com certeza vai matá-lo! – falou consigo mesmo.
*** *** ***
Já estavam correndo há quase uma hora quando chegaram à praça central de Ikebukuro. Izaya aproveitou seus segundos de vantagem e parou próximo à fonte para recuperar um pouco o fôlego, de modo que ela ficasse entre ele e o loiro.
– Que tal desistir e me deixar te matar de uma vez, Izaya-kun? – arremessou um poste que havia arrancado no caminho, destruindo a parte superior da fonte e destroçando uma árvore há uns cinco metros de distância.
– E acabar com a brincadeira logo agora que ela está ficando interessante?! – subiu na lateral da fonte, se equilibrando no pouco espaço que tinha ali, sem nunca tirar os olhos de Shizuo.
“Se eu me distrair um segundo sequer perto desse loiro, ele...”
Esse pensamento do informante jamais foi concluído, tudo por causa de uma bolada certeira bem no meio da cara, que o fez se desequilibrar e cair dentro da fonte.
Shizuo levou três segundos pra ir de enfurecido à surpreso e mais um até cair na gargalhada. Havia sido hilário ver o moreno ser atingido em cheio por uma bola e depois cair dentro da fonte. Os três garotos que estavam brincando com a bola se aproximaram para se desculpar, mas quando se deram conta de que se tratava de mais uma briga entre Izaya Orihara e Shizuo Heiwajima, simplesmente mudaram de idéia e saíram dali o mais rápido possível, nem se importando em recuperar a bola.
– Isso não teve a menor graça, Shizu-chan! – disse irritado enquanto saía da fonte, completamente encharcado.
– Ah... teve... sim...! – respondeu em meio ao riso.
O moreno ficou ainda mais irritado. Pegou a bola, que havia permanecido dentro da fonte, e jogou-a com toda a força na cabeça de Shizuo. O riso do loiro morreu na hora, dando lugar à raiva e à imensa vontade de socar o informante com bastante força.
– Eu vou te quebrar inteiro, Izaya! – disse entre dentes.
– Estou morrendo de medo. – falou sarcástico, voltando a exibir seu sorriso cínico.
Shizuo partiu pra cima dele com o punho erguido, mas no último segundo Izaya se esquivou, fazendo com que o loiro destruísse toda a lateral da fonte e a água fosse se espalhando pela praça. O informante riu e começou a correr, tendo o loiro em sua cola arremessando placas, postes e tudo mais que encontrasse pelo caminho em sua direção.
Seguiram naquele jogo de gato e rato por horas, até Izaya fazer uma curva precipitada e entrar num beco sem saída. Tão nostálgico. Iria dar meia volta e continuar correndo mas estava cansado, seu corpo todo doía e estava totalmente sem fôlego. Aquilo não era normal, geralmente poderia ficar o dia inteiro sendo perseguido por Shizuo, mas só haviam se passado algumas horas. Definitivamente tinha algo errado com ele.
Respirou fundo e voltou a exibir um sorriso debochado quando o loiro se aproximou, com certeza levaria a maior surra agora! Quando o guarda-costas levantou a mão em sua direção, fechou os olhos com força, já esperando pelo impacto do soco, que não veio, e então arregalando-os, quando sentiu a mão de Shizuo pousar suavemente em sua testa.
– Você está com febre. – disse o loiro franzindo um pouco as sobrancelhas, depois deu as costas ao moreno e começou a se afastar.
– O quê? – Izaya estava um tanto perplexo com a atitude do loiro.
– Vá pra casa. Você não está bem. – disse sem se virar.
– Como assim “vá pra casa”? Nós ainda não terminamos aqui, Shizu-chan! E eu estou ótimo!
Ótimo? Era óbvio que ele não estava. Mas quem Shizuo pensava que era para acabar assim com a brincadeira?! Desde o início, sempre era Izaya quem determinava quando a brincadeira acabava. Shizuo não podia sair por aí mudando as regras do jogo. Isso era inaceitável!
– Você está péssimo. E provavelmente é por causa dessas roupas molhadas. – pôs um cigarro na boca e o acendeu – Quando eu te matar, quero que esteja perfeitamente saudável pra sentir o máximo de dor possível. – e continuou andando pra longe do informante.
– Eu já disse que estou ótimo, Shizu-chan! – falou irritado, começando a seguir o outro.
– Não me culpe se acabar desmaiando por aí. – jogou um pouco de fumaça pra cima.
– Eu não vou desmaiar! – exclamou quase indignado.
– Ei, Shizuo! Quer comer sushi? Sushi faz bem, é gostoso e... hã?! I-Izaya?! – disse surpreso ao ver Shizuo e Izaya andando juntos.
– Oi, Simon. Vou recusar o sushi desta vez. – o loiro passou por ele e acenou em despedida.
– Shizu-chan, não ouse me ignorar! Hm, olá Simon. – cumprimentou rapidamente, logo voltando a direcionar sua irritação ao loiro – Eu estou falando com você!
Simon permaneceu de olhos arregalados por um bom tempo, mesmo depois de eles já terem desaparecido de seu campo de visão. Ficou tão surpreso com a cena que não conseguiu nem entregar o resto dos panfletos, precisou até voltar ao restaurante para tomar um copo de água.
– A-Atchin!
– Viu só! Vai continuar dizendo que está bem?! – terminou o cigarro e jogou-o no chão, apagando-o com o sapato.
– Eu estou! – retrucou o moreno. Não iria deixar Shizuo em paz até conseguir o que queria.
– Ei, Shizuo! – Kadota o chamou, mas o loiro não pareceu ter escutado, quando ia chamar de novo, percebeu que ele não estava sozinho. Ficou estático.
– Hã? O que foi, Dotachin? – Érika perguntou, quando notou que ele não estava reagindo, isso chamou a atenção de Yumasaki e Togusa.
– Vá pra casa, pulga. – disse Shizuo, não notando os quatro pares de olhos arregalados em sua direção. Três deles completamente chocados, e um, brilhando intensamente.
– Não! – Izaya cruzou os braços como se fosse uma criança emburrada – Não até terminarmos o que começamos! – e continuou no encalço do loiro.
– S-Shi-zu-chan e I-I-zaya-san... – Érika não conseguiu terminar a frase, seu nariz começou a sangrar e ela precisou ser amparada pelos três amigos.
*** *** ***
Shizuo não demorou a chegar em seu apartamento e nem se preocupou em fechar a porta assim que entrou, já que uma certa pulga o havia seguido até ali.
– A-A-Atchim!
Shizuo suspirou. Izaya estava agindo igualzinho a uma criança teimosa. Pegou o moreno pelo braço e o puxou até o banheiro.
– Tire a roupa. – mandou.
Izaya arqueou uma sobrancelha e abriu um sorriso malicioso.
– Não terminamos nossa brincadeira de hoje à tarde por que eu estava doente, mas pra “esse” tipo de brincadeira eu estou bem, não é?! Seu pervertido!
O loiro o encarou de cima à baixo, como se estivesse considerando as palavras do informante.
– Talvez. – disse por fim – Mas não foi isso o que eu quis dizer e você entendeu muito bem. – saiu do banheiro e fechou a porta, deixando o moreno sozinho.
Izaya riu e começou a tirar as roupas, não estavam mais encharcadas, mas ainda estavam úmidas e sua pele estava fria. Sentiu o corpo estremecer quando a água quente tocou sua pele. Shizuo estava certo quando disse que ele não estava bem. Ficar tanto tempo com as roupas molhadas, sem dúvidas, o fizeram ficar resfriado. Desligou o chuveiro e se enrolou na grande toalha cinza que estava pendurada num gancho ao lado do box – a toalha de Shizuo – ,se secou um pouco e foi à procura do loiro, não o encontrando em parte alguma do apartamento.
– Eu não acredito que você saiu e me deixou aqui sozinho, Shizu-chan?! – falou irritado, entrando no quarto do loiro.
Havia uma muda de roupas sobre a cama, deviam ser pra ele, terminou de se secar e as vestiu. As mangas da blusa ficaram um pouco grandes, quase escondendo suas mãos, e a calça, também ficou um pouco folgada, nada demais, na verdade, ele se sentiu até confortável dentro daquelas roupas.
Se jogou na cama do loiro e ficou encarando o teto por algum tempo, iria esperar até que ele voltasse. Se Shizuo achava que se livraria dele assim tão fácil, estava muito enganado!
Quando Shizuo voltou, cerca de meia hora depois, encontrou o informante encolhido em sua cama, completamente adormecido, seu rosto estava um pouco corado e ele parecia tremer de leve. Checou sua temperatura e notou que ele ainda estava com febre, suspirou, não podia expulsá-lo dali naquele estado, podia detestar aquela pulga, mas não era assim tão insensível.
Pegou uma colcha bem grossa no guarda-roupas e cobriu o moreno até o pescoço, depois, pegou uma muda de roupas pra si e saiu do quarto. Iria dormir no quarto de hóspedes, o que sempre mantinha pro caso de Kasuka o visitar, dormir na mesma cama que Izaya estava fora de cogitação, parecia errado, era algo íntimo demais pra eles que tinham uma relação puramente sexual. Para Shizuo, simplesmente dormir com alguém, não era uma coisa qualquer, significava que queria ficar perto dessa pessoa, não num contexto sexual, e sim simplesmente passar mais tempo junto, algo a ver com sentimento, mesmo que fosse mera simpatia ou por se sentir à vontade com alguém. E entre ele e Izaya, só havia ódio e desejo, seria impossível qualquer outro sentimento. Certo?
Era nisso que eles acreditavam...
*** *** ***
Izaya foi acordado pela claridade excessiva que entrava pela janela, fechou novamente os olhos e virou para o outro lado, abrindo-os aos poucos e se deparando com um quarto que não era o seu. Havia dormido no apartamento de Shizuo sem sequer se dar conta. Sentou-se na cama e se espreguiçou, seu corpo não estava mais tão dolorido e também não parecia estar mais com febre. Pegou o celular, que havia posto sobre o criado-mudo antes de se jogar naquela cama, e notou que havia um pedaço de papel embaixo dele. “Engula esses remédios e suma da minha casa! Não quero te encontrar aí quando eu voltar!” , dizia o tal bilhete, e só então Izaya notou a sacola ao lado de onde ele estava. Eram vitaminas, um remédio para febre e outro para dor, e também havia um cupom fiscal esquecido no fundo da sacola, a hora da compra era de 8:43 da noite anterior.
O moreno começou a rir. Então naquela hora Shizuo havia saído para lhe comprar remédios? O riso logo se tornou gargalhada e ele se jogou pra trás, deitando-se novamente e cobrindo parte do rosto com um dos braços. Parou de gargalhar depois de alguns minutos, mas um sorriso divertido ainda brincava em seus lábios.
– Shizu-chan idiota... – disse em voz baixa.
Seu rosto estava um pouco corado, mas desta vez, não tinha nada a ver com a febre.
Notas finais
Agora, momento merchan : leiam a minha nova fic "Tela em branco", que obviamente é Shizaya! É uma one dos tempos de colégio, sempre quis escrever uma assim e finalmente consegui *fogos de artifício ao fundo* , ela é inspirada na música Complication, que é a segunda abertura do anime. Deem uma olhadinha...
Bom, até o próximo capítulo !!!! *-* !!!!
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