Noites Sombrias
40 De volta á Cidade Negra
Notas iniciais
– Avião-
–Já estamos chegando?! – Pergunta Levi
–Sim. Mais uns cinco minutos e chegamos á cidade. – Responde Raven.
–Deixa eu te perguntar, como você aprendeu a pilotar avião?!
–Naquela fuga da fábrica. Foi ali que aprendi. Para dizer a verdade, aquela foi a primeira vez que entrei em um avião.
–Você pilota muito bem. Sabe, você é incrível. Sua aura é tão limpa. –Diz Levi
–Espera, aura?! Você pode ver a aura das pessoas?! – Pergunta Raven, recebendo um sinal de positivo do rapaz. – Por que nunca disse isso antes?!
–Não achava grande coisa. Do que importava?! Agora, você pode se transformar em outras pessoas e nunca me contou isso.
– Por que, quando estávamos naquela ilha, eu me sentia livre. Não precisa tomar outra forma e nem me esconder. Eu podia ser quem eu sou. A verdadeira Raven. –Explica a vampira.
–Entendo.
–Chegamos. Ali está a cidade. –Anuncia.
–Ótimo. –Diz Iran. – Pousa na floresta. Não podemos chamar atenção.
Raven faz o que Iran havia pedido e pousa o avião na floresta da cidade. Um a um, todos saem correndo do avião.
–Como é bom sentir o cheiro da cidade. – Diz Rin, olhando para cima com os braços abertos.
–Minha casa. Eu preciso ir para a minha casa, encontrar a minha irmã. –Diz Hiendi correndo.
–Hiendi, espera. – Iran vai atrás dela. –É perigoso andar pela cidade assim, as pessoas podem te reconhecer...
–Que se danem as pessoas, Iran. Eu quero que todas elas se danem. A única coisa que me importa agora é encontrar a minha irmã. Saber que ela ainda está viva. –Diz a vampira.
–Está bem então. Você não vai me escutar não é?! Então eu vou com você.
–O que?! Não precisa. Eu sei me defender...
–Eu sei disso. Mas não sabemos o que nos espera. Eu vou com você e ponto final. –Diz o bruxo.
–Está bem. Vamos logo então. –Diz Hiendi, caminhando até sua casa, sendo seguida por Iran.
De volta ao grupo, Leon faz uma pergunta a todos. Agora que eles estavam na cidade, o que fariam?! Um momento de silêncio tomou conta do pessoal.
–Bom, acho que devíamos procurar um lugar para nos abrigar. –Diz Ana Júlia
–A Ana está certa. É o mais lógico agora. Jhonathan?! – Diz Rin
–Eu concordo. Mas onde vamos ficar?! –Pergunta o garoto
–Ana, lembra quando você estava sendo procurada na cidade e tivemos que levá-la a outro lugar?! – Pergunta Raven
–Lembro, ficamos numa caverna, mas aonde você quer chegar?! – Pergunta, até perceber que descobrira a resposta. – É isso, a caverna. Podemos ficar lá.
–Me parece uma boa idéia. –Diz Dan. – Mas é perto?!
–É sim. –Responde Raven
–Esperem.Onde a Hiendi e o Iran estão?! – Pergunta Levi.
– Ela foi procurar a irmã dela e o Iran foi atrás. Vamos andando e depois eles nos encontram. –Diz Leon.
E assim, o grupo caminha até a caverna, onde ficarão abrigados por um tempo. Enquanto isso, Jack e Krystal voltam para junto do resto do pessoal.
–Onde vocês estavam?! – Pergunta Sally
–Conversando. –Responde Krystal. –Estou com fome. Tem alguma coisa aí?!
–Bom, geralmente roubávamos frutas na cidade, mas agora, nos alimentamos de carne de animais que encontramos na floresta. –Diz Jack
–Vocês roubavam?! – Pergunta Krystal
–Tínhamos que sobreviver de alguma forma, não é?!
–Eu entendo. Então ta, pode ser carne de animal mesmo.
Angeline pega seu prato e o leva até a garota, com um leve sorriso no rosto.
–Ange, eu não posso aceitar, esse é o seu.
–Aceita logo. Eu já terminei, não estou mais com fome. –Diz a garotinha.
–Pode ficar. Quando ela diz que não está com fome, nem adianta forçar. –Diz Jack
–Bom, se é assim. Obrigada. –Diz a garota, sorrindo para a anja e recebendo um outro sorriso de volta. – Onde Tyler e Ana estão?!
–Ana levou Tyler para o meio da floresta, ela está o ensinando a controlar seu vampirismo. –Diz Sally.
Não muito longe dali, Tyler estava sentado no chão, suado, encostado em uma árvore. Ana ajoelha-se na frente dele.
–Eu não sabia que era tão difícil ser vampiro. –Diz.
–Você é forte, vai conseguir. – Diz Ana. – Você foi muito bem hoje, tenho orgulho de você.
Após dizer isso, Tyler solta um sorriso para a garota, mas não consegui esconder que estava exausto. Ana então, lhe dá um beijo. O vampiro segura pela cintura da garota e a joga no chão, ficando sobre a mesma e arrancando um leve sorriso dela. Logo após, volta a beijá-la.
–Casa Collins-
Hiendi abre a porta de sua casa nervosa, estava desesperada. Ao entrar,chamava pela sua irmã, subindo e descendo as escadas, para procurá-la por todos os cômodos.
–Ela não está aqui. –Diz a vampira- Ai meu Deus, será que... Será que...
–Não. Não pense nisso. –Diz Iran –Me dê algum objeto pessoal dela, que eu consigo localizá-la.
–Acha que consegue?! – Pergunta Hiendi
–Não, tenho certeza.
–Bom, se é assim... – Hiendi abre a gaveta e mexe em algumas coisas, retirando um colar. Ela usava esse colar. Ela nunca tirava, era a única lembrança que tinha da nossa mãe.
–Está ótimo. –Diz Iran, pegando o colar. – Onde quer que ela esteja, iremos encontrá-la.
Enquanto isso, Diana e Alexia estavam escondidas em um beco escuro da cidade.
–Há muitos caçadores na rua. Mas, por que?! O que aconteceu?! – Pergunta Alexia
–Talvez seja por que nós fugimos da base deles.
–Não. Patrick não mandaria tantos só por isso. Alguma coisa tem.
–Bom, enquanto isso, podemos pregar algumas peças neles. –Diz Diana. – O que acha?!
–Faça o que quiser, só não nos revele, Ok?!
–Pode deixar. – Diz Diana, que com o seu poder, começava a abaixar as calças dos caçadores e explodir suas armas. – Isso é tão divertido.
Alexia revirava os olhos, até que avista Hiendi e Iran saindo da casa da garota. Os dois também estavam escondidos.
–Aqueles dois... –Alexia agora, sussurrava. – Mas é claro, eles fazem parte daquele grupo que pegou o avião da fábrica. Eu me lembro deles. Mas o que eles estariam fazendo aqui na cidade?! Por que voltariam?! Diana, me dá cobertura. Vamos seguir aqueles dois.
–Agora que estou me divertindo?! – O olhar de Alexia foi o suficiente para que Diana colocasse um pedaço de telhado em cima da vampira, para que as duas seguissem Iran e Hiendi.
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