Noites Do Passado
11 O Resgate do Guardião
Notas iniciais
Ulquiorra quase entrou em choque. Não acreditava no que estava vendo. Ficou muitos anos sozinho para depois ver a sua irmã bem na sua frente?! Deu um passo pra trás. Mitsuko ria baixinho com as ações do guardião.
- Que feio, Ulquiorra! Está com medo da sua irmã mais velha? Mitsuko brincava com tom carinhoso, mas não convenceu Ulquiorra.
- Você não é real. Disse Ulquiorra.
- Eu já sei! Está com tanta saudade que nem acredita, não é? Tudo bem! Nós daremos um jeitinho nisso! Disse Mitsuko.
- Você não pode estar viva, Mitsuko. Disse o guardião em tom sério e frio. Mitsuko começava a perder a paciência.
- Como assim?! Você não acredita que eu estou aqui na sua frente?! Desde aquela noite, eu procurei um corpo feminino para poder viver de novo! Eu procurei você durante meses e agora me livrei daquela Yoko! E é assim que me agradece, Ulquiorra?! Esbravejava a mulher de cabelos negros.
- Então a Yoko tem uma alma só dela, não é? A sua alma lutava com a dela por causa de um só corpo. Isso é verdade? Perguntou Ulquiorra.
- Awn! Você cresceu mais inteligente do que eu imaginava! Isso me agrada!
- E onde está a Yoko? Perguntou Ulquiorra com tom sério.
- Está desacordada no quarto ao lado! Parece que algo acertou a cabeça dela... Insinuou Yoko. Mas não iremos ligar para a existência implicante dela! Afinal, ela sempre implicava com você...
- Errado. Ela sabia do meu passado por sua causa. Ela tem poderes e dons por sua causa. E por sua causa, ela disse coisas que não queria. Como a parte da minha aparência. Ela disse que odeia as minhas marcas e minha aparência, mas na verdade, era você quem falava. Dizia Ulquiorra, enfrentando Mitsuko.
- Correto! Eu disse isso porque você praticamente se destruiu! Mas vamos pensar em uma coisa: Eu estou viva e voltei para proteger você como antigamente! Desconversava Mitsuko.
- Por mim, você não estaria aqui. Você estaria longe de mim. A Mitsuko que eu conheço era doce, inocente, sincera e boa. Você é muito diferente dela. É amarga, impiedosa e não tem coração... Assim como eu. E Ulquiorra deu uns passos para afastar-se de Mitsuko. A irmã de Ulquiorra estava horrorizada com as palavras dele.
- Você disse coisas tão feias para a sua própria irmã, Ulquiorra. Lembra o que eu disse pro Nnoitra, uns dias atrás? Perguntou Mitsuko. Como ele não respondeu, ela continuou:
- Eu disse que eu castigava crianças malcriadas... Você terá o seu castigo, irmão...
Enquanto isso, Nnoitra, Grimmjow, Szayel e Inoue chegaram na torre abandonada.
- É aqui! Afirmou Szayel.
- Tem certeza? Perguntou a princesa.
- É! Dá para sentir o perfume daquela mulher daqui! Comentou Grimmjow.
- Vamos logo! Eu estou a fim de lutar! Não me diga que a princesa está com medo? Perguntou Nnoitra.
- Eu não tenho medo da Yoko ou Mitsuko ou sei lá quem ela é! Disse Inoue.
- Só para saber, do que você tem medo, hein? É que eu não quero ter que te proteger de aranhas, fantasmas ou não sei mais do que você tem medo! Disse Szayel.
- Eu tenho medo de morcegos! Respondeu Inoue. Os três arregalaram os olhos com a resposta da menina.
- Tem medo de morcegos?! Espero que não tenha algum lá! Bem, vamos entrar e levar o Ulquiorra de volta logo! Concluiu Nnoitra.
Eles entraram e estava tudo escuro. Estava quieto até demais. Então algumas faixas brancas gigantes invadiram o local e começaram a atacar.
- Parece que a diversão começou! Comentou Grimmjow.
- Só pra nós! Você vai levar a princesinha até o Ulquiorra! Disse Szayel enquanto impedia a passagem da faixa pro outro lado.
- Fala sério! Eu quero lutar e você não me dar ordens! Debateu Grimmjow.
- Não tem outro mais rápido que você, ô pantera! Gritou Nnoitra.
Sentindo-se convencido, Grimmjow pegou Inoue no colo e correu rapidamente nas escadas. Até que surgiu um enorme grifo negro diante de Grimmjow. O mesmo conseguiu desviar, mas foi seguido por ele. Inoue avistou uma porta e Grimmjow segurava para que o grifo não a quebrasse.
- Qual dessas portas deve estar o Ulquiorra? Perguntou Inoue.
- E pergunta pra mim?! Não vê que estou ocupado?! Berrava Grimmjow.
- Olha só! Temos que escrever um código para abrir a porta! Mas por que tem a forma de um coração? Se perguntava Inoue.
- Como é que eu vou saber?! Gritava Grimmjow, que estava segurando a porta com todas as suas forças.
- Já sei! Deve ser o código do coração! O código deve ser algo que o Ulquiorra mais gosta! Do que ele gosta, Grimmjow?
- Eu sei lá, menina! Gritava Grimmjow.
- Mitsuko? Ela escreveu o nome da irmã de Ulquiorra, mas a porta permanecia trancada.
- Ou será... Coração? Inoue continuava a adivinhar o código.
- Coração?! Perguntou Grimmjow.
- O Ulquiorra adora quando eu falo sobre o coração! Explicou Inoue, sorrindo. Mas quando escreveu, a porta não se abriu.
- Escreve Inoue Orihime! Gritou Grimmjow, o que fez Inoue se surpreender.
- O meu nome? Inoue perguntou confusa.
- É! E escreve logo porque o grifo está quebrando a porta!
Quando ela escreveu seu nome, a porta se abriu. Inoue entrou no quarto escuro e a mesma porta fechou-se. Inoue correu até a porta e ficou batendo as mãos na mesma.
- Hei! Grimmjow! Abre a porta! Grimmjow! Gritava a menina, mas Grimmjow estava ocupado, tentando lutar com a fera que estava quebrando a porta. Até que Inoue sentiu que mais alguém estava presente naquele quarto.
- Quem está aí?! Perguntava Inoue com voz alta e assustada. Ninguém respondeu. Ela caminhou até chegar no centro do enorme quarto escuro. Tem alguém aí?!
No meio da escuridão, surgiu um homem quase semelhante a um morcego. Tinha asas negras, garras e grandes chifres na cabeça. A pele era pálida e tinha grossas marcas negras descendo pelos olhos. Era Ulquiorra, que foi castigado por Mitsuko, mas Inoue não sabia e tremia de terror.
Notas finais
Já vou avisar que só postarei nas quartas-feiras, nem todas, mas vou!
E já planejei a continuação de Noites do Passado! Porém, não escrevi ainda! Só estou pensando!
Beijos!
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