Noites Do Passado
8 Confusão
Notas iniciais
Mesmo querendo saber mais sobre o passado de Yoko, Ulquiorra não podia deixar Orihime sozinha por ordem do rei.
Eles estavam no quarto. Depois de um banho, Orihime escolhia a roupa. Ela pegou três tipos de vestidos: Um azul, um rosa e um verde.
- Ulquiorra! Qual desses fica bonito em mim? Perguntou Orihime.
- Qualquer um. Respondeu Ulquiorra.
- Não seja mal, Ulquiorra! Ajude-me. Por favozinho? Perguntou Orihime com voz doce e meiga.
- Escolha qualquer um. Respondeu novamente.
- Hunf! Então eu escolho... Qual cor você gosta, Ulquiorra? Perguntou a menina, curiosa.
- Por que me pergunta isso? Após Ulquiorra perguntar isso, Orihime ficou completamente corada.
- NÃO É NADA NÃO! Gritou Orihime, com vergonha.
- Não grite. Seu pai não gosta de barulho. E veste-se logo. Não vai querer sair do quarto apenas com uma toalha, vai?
- Claro que não! Vou escolher o verde! Disse Orihime, decidida.
- Por que escolheu essa cor? Perguntou Ulquiorra.
- Combina com os seus olhos! Respondeu a princesa, sorrindo.
Ulquiorra não entendeu, mas ignorou. Orihime colocou o vestido e pegou sapatos e uma fita de cabelo para combinar.
- Como estou?! Perguntou Orihime.
- Ficou bom em você. Respondeu o guardião. Orihime sabia que esse é um tipo de Melhor Elogio de Ulquiorra. Por isso, não disse nada.
Os dois saíram do quarto. No meio dos corredores, escutaram barulhos vindo da Cozinha Real. Foram para a cozinha e viram uma enorme bagunça.
As panelas estavam sujas de sopa e deixando fumaça escapar. Grimmjow estava tentando tirar as manchas de comida da sua roupa. Szayel estava fugindo das últimas panelas de sopa, que estavam explodindo. E Yoko estava tentando tampar as panelas.
- O que está acontecendo aqui? Perguntou Ulquiorra.
- A CULPA NÃO É MINHA, ULQUIORRA SCHIFFER! Gritou Yoko, que tentava desesperadamente tampar as panelas de sopa. O COZINHEIRO PEDIU DEMISSÃO E EU TENTEI CUIDAR DA COZINHA!
- O rei tinha que nos obrigar a vestir uniformes brancos! Agora essa mancha só vai sair quando a princesinha aí tiver um marido! Reclamou Grimmjow, que tentava esfregar a esponja no seu uniforme.
- AAAAAAAAI! A SOPA ME QUEIMOU! TÁ DOENDO! Gritava Szayel.
- Chega! Saiam dessa cozinha, se limpem, troquem de roupa e retornem pra cá. Vão. Ordenou Ulquiorra.
Como Ulquiorra mandou, eles foram para seus aposentos e voltaram apropriadamente. Ficaram um do lado do outro esperando que Ulquiorra dissesse algo, mas Yoko quebrou o silencio antes dele.
- Olha só, Ulquiorra Schiffer, eu não tenho culpa! Certo que eu queria cuidar da cozinha, mas saiu tudo do controle e eu tinha que pedir ajuda ao Szayel e ao Grimmjow. Explicou Yoko.
- Yoko, achou mesmo que se pedisse ajuda a um cientista e a um guarda real iria salvar esse castelo de uma explosão? Perguntou Ulquiorra com voz séria e fria.
- Tem razão! Eu errei! Era para eu ter pedido ajuda ao...
Então se aproximou um homem alto, magro, de cabelos negros e um pouco longos e com um tapa-olho no olho esquerdo.
- Ao Nnoitra! Concluiu Yoko.
- O que tem eu? Perguntou Nnoitra.
- É você quem deveria estar cuidando da cozinha! Explicou Yoko.
- Eu sou o Quinto Guarda Real do rei. Não cozinheiro. Disse Nnoitra.
- E eu sou a Segunda Guardiã da princesa Inoue Orihime. E tenho um posto mais útil que o seu. Debateu Yoko.
- O seu posto é mais útil que o meu? Ser babá de criança é mais importante que o posto de proteger o castelo? Perguntou Nnoitra ironicamente.
- Se eu sou babá... Então vou fazer o que as babás fazem: Tirar os brinquedos das crianças malcriadas. Yoko pegou a foice de Nnoitra e saiu correndo. Nnoitra foi atrás dela para recuperar sua arma.
Vendo que não tem mais o que conversar, dispensou Grimmjow e Szayel, chamou os empregados para limparem a cozinha e levou Orihime pro quarto. A mesma sentou-se na cama e encarou Ulquiorra.
- É verdade que quando eu estiver do seu tamanho, você continuará assim, Ulquiorra? Perguntou Orihime.
- Quem contou isso pra você? Perguntou Ulquiorra.
- A Yoko! Respondeu Orihime. Ulquiorra não gostou nem um pouco de saber.
- Então você ainda vai estar nessa idade não importando com o passar do tempo. Deve ser triste isso. Comentou Orihime.
- Por que você acha isso? Perguntou Ulquiorra, com um ar de curiosidade.
- É que eu sei que, quando eu for para o céu, eu encontrarei o Sora. Mas você nunca vai morrer. Então nunca encontrará a Mitsuko, não é? Perguntou a menina com tom triste.
- Não quero falar sobre isso. Disse Ulquiorra, virando o rosto para o lado.
- Você ama alguém, Ulquiorra? Perguntou Orihime, curiosa.
- Não sei.
- Não sabe ou não quer dizer? Insistia a princesa. Como Ulquiorra não dizia nada, ela disse.
Posso fazer uma pergunta, Ulquiorra?
- O que foi?
Será... Que... Quando crescer, eu posso ser sua namorada? Perguntou a menina, ficando mais vermelha do que um tomate. Ulquiorra ficou surpreso com a pergunta da dela.
Notas finais
Beijos!
Até a próxima!
Fale com o autor