Noites De Outono

9 Thank you mom !


Notas iniciais
Bom, demorei bastante para postar essa capitulo. Estava realmente sem criatividade para escrever, mas aqui esta. Espero que gostem. Ah, e esse capitulo terá algumas participações. Aproveitem !

O relógio marcava sete horas da manhã quando meu acordei, meu celular não parava de tocar junto ao telefone residencial. Não sabia qual atender primeiro, acabei não atendendo nenhum. Logo meu celular voltou a soltar um som estridente que penetrava em meu cérebro fazendo-o doer tal como tivesse recebido um soco. Resolvi atender, era Simon.

– Alo?

– Sua briga com Harry esta em todos os tabloides. Mandei algumas fotos para o seu e-mail. Estou tentando contornar a situação. Encontre-me às duas da tarde no meu escritório, vou tentar falar com Harry.

– Tem noticias dele?

– Não, nada. Mas vou tentar, quem sabe ele atende.

– Ok. Qualquer noticia é só me ligar ou mandar um e-mail. Tchau Simon – desligamos.

Sentei no sofá com a alguma dificuldade e alcancei meu notebook que estava na mesinha de centro. O liguei e acessei meu e-mail. Abri dezenas de imagens que Simon havia mandando e outros e-mails que pessoas que trabalhavam em parceria com a imprensa, e não sabia que existiam até então. Enquanto as paginas carregavam fui à cozinha procurar o que comer, nunca fui comilão igual o Niall, mas não sou de ferro. Peguei algumas torradas e um copo de vitamina e voltei para onde estava. Fitando a tela daquele aparelho tecnológico criei coragem para começar a ler os e-mails, depois olhar as manchetes de Jornal. O primeiro que li me assustou. Harry era um foragido da policia e eu algum tipo de criminoso? Porque tantas perguntas? Decidi que seria mais fácil começar olhando as fotos. A primeira era de uma famosa revista adolescente brasileira, Capricho. Era apenas uma foto minha e do Harry em formato de coração e separados com uma manchete que, de acordo com a tradução mandada por Simon, dizia assim: Harry Styles e Zayn Malik provocam discussão em restaurante. Ate o momento nada fora do normal, até ler algumas linhas do texto que vinha logo abaixo da foto. Separação, fim da One Direction, briga, ciúmes da atual namorada, Harry apaixonado; besteiras, com toda certeza. Fechei a imagem. Abri outra. Não demorei muito, dizia praticamente a mesma coisa, mas em meu idioma. Fechei. Próxima. Mesma baboseira. Especulações, não passavam disso. Revistas de fofoca são tão exageradas. Não vi todas. Fechei. Deixei apenas os e-mails abertos para que pudesse responder todos. Dei uma mordida em uma das torradas e tomei um gole de vitamina, olhei logo para o primeiro que havia lido, respondi clara e diretamente o delegado ou delegada frustrado com o emprego na policia a ponto de interrogar celebridades para revistas de fofoca, ou pelo menos era o que eu achava, “Não tenho nada a declarar até o momento” foram as minhas palavras. Segundo e-mail. Um pedido para que eu fosse a um talkshow esclarecer o escândalo do ano, quanto exagero! Mais uma resposta de poucas palavras “Fale com meu empresário. A resposta dele será tida como minha”. Terceiro e-mail. Mesma resposta do primeiro. Quarto, quinto, sexto. Mesma reposta. Quanta criatividade para um interrogatório. Terminei meu café da manha antes de acabar o trabalho matinal. Fundi as duas respostas, um e dois, então respondi todos os outros e-mails com a frase “Nada a declarar ate o momento. Fale com o meu empresário. A resposta dele considere a minha”. Trabalho terminado. Levantei e fui para a cozinha lavar o que estava me esperando na minha. Tudo lavado, enxugado e guardado. Hoje a secretaria tirou folga. Sou um bom patrão. Procurei pelo meu celular, até desistir. Vinte minutos mais tarde o achei dentro da geladeira. Vai entender! Liguei para minha mãe, precisava falar com ela; urgentemente.

– Mamãe?

– Oi filho. Como esta?

– Bem. Preciso conversar.

– Sobre o Harry?

– Sim, como sabe?

– Esta em todos os jornais e revistas meu filho.

– Ah, entendi. Vamos almoçar? Posso lhe levar ao seu restaurante favorito.

– Que tal comer aqui em casa? Posso fazer sua comida favorita. – soltei uma risada baixa e senti-a sorrindo do outro lado da linha.

– Claro mamãe. Chego meio-dia em ponto.

– Tudo bem filho. Até mais tarde.

– Até. – Apesar de ser um homem formado, eu não posso negar que seria bom comer uma comida caseira. Era tudo o que eu precisava.

O relógio marcava nove da manha quando mandei um sms desejando bom dia pra Amber e pedindo para me ligar assim que possível, ela não dava noticia há tempos. Fui para o meu quarto e deixei o celular na cama, peguei uma toalha limpa e dirigi-me ao banheiro. Tomei um banho um tanto demorado, sai e vesti uma cueca box preta com uma calça jeans escura seguida de regata branca com uma blusa quadriculada com tons de vermelho por cima. Arrumei meu cabelo, passei perfume e outros cuidados pessoais. Demorei quase uma hora. Peguei minhas chaves, carteira, celular e segui para o meu carro. Era hora de resolver alguns problemas pessoais. Minha vontade era de sair de casa apenas para ver a minha mãe, pois, no momento, o meu maior e único problema era o Harry; não queria ele longe da One Direction, longe de mim. Infelizmente certas vezes temos que ignorar nossa vontade e fazer o que é certo, ou o que parece certo. Então era hora de resolver tudo o que estava pendente e seguir em frente.

Meio-dia, hora de ir pra casa da senhora Trisha. Cheguei e estacionei meu carro no meio fio. Entrei. Mamãe já me esperava na sala de jantar. A mesa já estava servida, mas com apenas dois pratos. Acho que seriam um almoço particular, apenas os dois; eu e ela.

– Saudade de você – levantou-se e me abraçou, retribui dando um beijo em sua testa.

– Eu também mãe – sorri – Vamos? – apontei para mesa. Ela acenou com a cabeça e sentou-se. Sentei-me também. Olhei para o banquete a minha frente, tudo que eu gostava. Espaguete a Bolonhesa, frango e Coca-Cola. Mamãe sabia me mimar.

Servimos nosso prato em silencio, ate que ela quebrou-o fazendo a pergunta que eu mais queria saber a resposta.

– Então, noticias do Harry? – ela me olhou enquanto colocava refrigerante em nossos copos

– Não nenhuma.

– Ah. – suspirou – como isso aconteceu filho? Quer dizer, vocês são irmãos e essa briga foi tão repentina.

– Eu sei, mas Harry estava estressado aquele dia e eu sou cabeça quente. Você sabe.

– Eu sei sim. Lembro-me bem de quando era pequeno. Uma vez ficou chateado porque não deixamos ir vestido de Michael Jackson pra escola e fez greve de lanche por uma semana – rimos – depois descobrimos que seus amiguinhos estavam dividindo a comida com você porque dizia que era um pobre garotinho órfão que morava com cinco cachorrinhos famintos

– Eu me lembro disso também – sorri. Dei uma garfada no Espaguete e comi junto com um pedaço de frango.

– A questão é: se vocês são amigos de verdade nunca vão deixar o outro, mesmo que tenham essas brigas. De um tempo ao Harry e, quando se encontrar, não tente se explicar. Apenas ouça! Você o tem ouvido? Qual foi a ultima vez que você ouviu o que ele tinha para falar? Um desabafo, uma ajuda ou apenas uma conversa sem sentido? – Mamãe me olhava com os olhos preocupados. Ela tinha razão. Há muito tempo eu não tinha sido um bom amigo para ele. Não conversávamos tanto quanto antes, não o ouvia, nem nada do gênero.

– A culpa foi minha. Eu sempre estive tão ocupado no meu mundo que o esqueci, na verdade acho que esqueci muitos outros amigos. Talvez da minha própria família. – abaixei a cabeça, estava com vergonha. Como pude?

– Não se preocupe conosco meu querido – mamãe estendeu o braço por cima da mesa e tocou minha mão – Sabemos que nunca nos deixaria. Eu tenho certeza que vai fazer o que é certo, quando chegar o momento certo. – voltamos a comer. Não demorou muito para que ouvíssemos o barulho da porta se abrindo. Seja lá quem entrou estava acompanhada, ouvi risos e uma conversa bem acalorada. Eram vozes familiares.

– Oh! Veja só quem esta aqui. Zayn Malik. Quanta honra! – Doniya, minha irmã, a mais velha e mais chata. Ou pelo menos é o que eu penso quando quero implicar com ela. Mesmo com vinte e três anos, quando a encontro a trato como minha garotinha.

– Oi pequena – levantei e nos abraçamos – estava com saudade!

– Zayn! – Waliyha e Safaa gritaram em coro jogando suas bolsas no chão e correndo para me abraçar. Meu pai sorria ao fundo, sorri de volta. Waliyha tinha dezesseis e Safaa, a caçula da casa, apenas onze. Quando pequeno achava estranho ser o único homem de quatro crianças, mas agora vejo o lado bom, pois sei como tratar uma mulher; de todas as formas possíveis.

– Como estão garotas?

– Eu estou ótima. Hoje apresentei um trabalho sobre a Itália. Daqui a uma semana vai ter exposição e eu vou ficar na barraca de comidas. Mamãe vai fazer Lasanha. Você vai me ver? – Safaa me olhou com olhos esperançosos, não iria falar que não

– Claro que vou!

– Oba! Vou te esperar. – Deu-me um beijo no rosto e sentou na mesa para comer.

– Leve os rapazes – Waliyha dizia enquanto colocava uma quantidade significativa de Espaguete em seu prato – Acho que Niall vai gostar – Ela sorriu, sorri de volta

– Niall vai acabar comendo toda a comida da feira – meu pai se aproximou tocando o meu ombro, sorriu – Filho, quanto tempo heim! Trabalhando muito?

– Claro pai. Aprendi a ser dedicado com o senhor – nos abraçamos e voltamos para a mesa.

O almoço passou rápido, conversamos muito e brincamos. Depois ajudei minha mãe com os afazeres domésticos rotineiros do meio-dia. Yasser, meu pai, ficou horas falando sobre carros e como dirigem praticamente sozinhos hoje em dia. Doniya e Waliyha falando como um jogador de futebol brasileiro que apareceu na TV ontem a noite era lindo. Safaa estava ajudando a mamãe com a cozinha. Logo todos nos reunimos na sala para conversar novamente. Quando me dei conta já estava quase atrasado para me encontrar com Simon.

– Pessoal preciso ir. Já são quase duas da tarde, marquei com Simon há essa hora. – levantei-me

– Tudo bem meu filho. Va! Mas não deixe de vir aqui em casa. – mamãe me abraçou, dei-lhe um beijo no rosto.

– Pode deixar, não deixarei de vir. Tchau meninas, até mais pai. – acenei para todos logo depois da despedida. Fui para meu carro e segui para o escritório.

Fazia tempo que não encontrava minha família e muito menos passara um tempo assim, falando e rindo sobre qualquer bobagem que viesse a cabeça. Às vezes o que você precisa é simplesmente de um ombro família e colo de mãe; e agradeço por ter isso comigo. Com a fama e dinheiro as pessoas acabam esquecendo que o mais importante é o amor daqueles que te deram a vida e cuidaram de você desde o primeiro dia de vida. Que trocaram suas fraldas, acompanharam seus primeiros passos e as primeiras palavras. Minha família. Eles eram tudo que eu precisava, a base da minha felicidade. A caminho do local de trabalho do Simon tive uma nova perspectiva, uma nova idéia do que fazer para ter o meu amigo Harry de volta. Uma delas é deixar o meu ego de lado e pedir desculpas, afinal eu errei e, quando se erra com alguém que é importante para você, essa simples palavra pode ser a oportunidade para tudo ser o que era novamente.

Notas finais
Espero que tenham gostado. Qualquer sugestão, elogio ou reclamação deixem Review. Ah, falem comigo no Twitter também @SamyCoutinho. xoxo
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.