Noite de pesadelos

1 Capítulo único


Notas iniciais
Espero que gostem. :)

One-shoot: “Noite de pesadelos”

A noite lá fora não fazia com que o híbrido Klaus Mikaelson sentisse vontade de ir pra cama. Após um início de noite conturbado resolvendo problemas com um grupo de viajantes, finalmente conseguiu fazê-los entender que ali não era o lugar deles- depois de algumas gotas de sangue derramado, a parte de fazê-los compreender havia sido fácil-. Passava alguns minutos diante de seu piano, com um copo de whisky em mãos, até a presença de se irmão Elijah se aproximar.

- Quer uma companhia para beber?

Klaus se vira para olhá-lo, percebendo que o irmão já havia trocado de roupa, colocando mais um de seus típicos ternos.

-Claro irmão, se aproxime.

Disse levantando seu copo em sinal de convite, enquanto Elijah caminhava em seu encontro.

-Essa casa está estranhamente silenciosa. Só falta dizer que Hayley e Bekah saíram com Hope a essa hora da noite.

Elijah escondeu um sorriso ao perceber o quanto Klaus havia se tornado possessivo com Hope, assim como sempre foi com sua irmã mais nova. Às vezes era possível perceber alguns atos que demonstrava tamanhas reações com Hayley, porém de uma maneira mais discreta, típico do híbrido. Elijah bebeu mais um pouco de seu whisky antes de responder.

-Hayley ainda não chegou de sua viagem, provavelmente chegará ao início da manhã. Rebekah está em seu quarto e Hope dormindo, após, pelo que Rebekah me explicou previamente, ter um sono conturbado que a fazia se remexer de um canto a outro da cama.

Assim que terminou de falar, Elijah percebeu as feições de seu irmão mudar.

-Quando subir vou em seu quarto dar uma olhada.

Klaus respondeu tentando não deixar transparecer sua preocupação em relação à sua filha, porém o ato não passou despercebido pelos olhos de seu irmão, que convivia tempo o suficiente com ele para perceber quando estava preocupado, e o quanto era cabeça-dura com seus sentimentos, até mesmo com sua filha.

-Tudo bem, se caso precisar de mim estarei na biblioteca.

Disse o mais velho, ainda com sua dose de whisky em mãos.

Assim que percebeu que o irmão estava longe o suficiente, Klaus levantou-se da cadeira do piano, largando seu copo em cima do mesmo, não escondendo mais sua preocupação em relação à Hope, e caminhando em direção a seu quarto.

A pequena aparentava ter um sonho tranquilo, dormia entre suas bonecas prediletas, com o lençol cobrindo apenas uma parte de duas pernas, resultado de suas remexidas na cama. A cena fez Klaus sorrir, nunca havia realmente imaginado ter um herdeiro, e às vezes ainda parecia irreal a situação, porém não poderia imaginar sua eternidade sem sua princesa ao seu lado.

Caminhou em passos lentos e cautelosos até a cama da pequena, afastando um pouco as bonecas para cobri-la, depois as colocando de volta no lugar. Decidiu por ficar por ali, assim como fazia em grande parte das noites.

Minutos se passaram, e a pequena voltou a se remexer na cama, sua feição parecia pedir ajuda, em total desespero. Bastaram segundos e Klaus já estava na cabeceira da cama, com Hope parcialmente em seu colo.

-Shh, está tudo bem, love. Se acalme, é só um sonho ruim.

Sua voz era a mais calma possível, enquanto seus dedos alisavam os cabelos da pequena, que ainda chorava compulsivamente.

-Eles querem me pegar, querem me pegar.

Suas mãos apertavam o braço do pai, enquanto as lágrimas ainda insistiam em cair. Aos poucos, a pequena abriu os olhos avermelhados, levantando o olhar para seu pai, que ainda acariciava seus cabelos de forma protetora. Passaram alguns minutos de silêncio, até Hope rompe-lo com uma voz manhosa.

-Papai, posso tomar um copo de leite?

Perguntou com pouca empolgação, esfregando os olhos para secar as lágrimas. Klaus não tardou em responder, levando-a de volta para o travesseiro com cuidade e arrumando de leve seus cabelos.

-Claro, eu irei buscar para você.

Falou já se levantando, sendo parado quase que na mesma hora por uma cachinhos em sua frente, que não precisou dizer nenhuma palavra para que ele entendesse o que ela queria.

Olhou para a pequena com um sorriso, pegando-a no colo e caminhando despreocupado para a cozinha. Klaus supôs que seus irmãos deviam estar dormindo, ou ocupados com qualquer outra coisa, pois a casa ainda se mantinha em silencio. Hayley provavelmente só chegaria ao amanhecer.

Chegando na cozinha, sentou a menina no balcão próximo a geladeira, pegando uma garrafa de leite logo em seguida. Despejou uma pequena quantia em uma caneca, colocando-a no micro-ondas. Hope observava todo o trajeto do pai, que quando percebeu seu olhar nele, sorriu para a pequena, que sorriu de volta, parecendo bem mais cama do que quando chegaram.

-Papai, lembra quando tia Bekah e eu tivemos que fugir, quando eu nasci?

Klaus ficou surpreso com a pergunta, Hope nunca havia tocado nesse assunto, e achou que não iria precisar falar disso com ela tão cedo, afinal a menina tinha apenas 5 anos de idade.

-Lembro querida.

Respondeu rápido, não querendo estender o assunto.

-Será que precisaremos fazer isso de novo?

O sinal do micro-ondas rompeu os segundos de silêncio que aquela pergunta tinha criado no local, Klaus pega a caneca em mãos, colocando-a na frente de Hope, e sentando-se a seu lado logo em seguida.

-Acredito que não. Mas por que acha isso?

Perguntou ainda mais curioso com as perguntas da pequena. Por que ela estava tocando nesse assunto, será que tinha algo a ver com seus sonhos ruins?

A menina pegou a caneca em suas mãos, aproveitando a quentura que ela lhe proporcionava. Tomou um gole longo do leite, respondendo logo em seguida.

-Sonhei com o vovô, sonhei que ele me tirava de vocês, e me levava embora.

Assim que terminou a frase, lágrimas começaram a brotar de seus olhos, e segundos depois deu início a um choro baixinho. Klaus não sabia o que fazer, não queria que sua filha tivesse o mesmo medo que ele carregou por toda a eternidade, vê-la assim o machucava mais do que qualquer outra coisa. Agora Mikael realmente estava morto, sem chances de voltar nem com o feitiço mais poderoso de todos, o medo que a pequena carregava era algo impossível de acontecer, e ele fez questão de explicar isso à ela.

-Venha cá, quero te explicar uma coisa.

Falou com a voz mais calma o possível, pegando Hope em seu colo.

-Nada mais vai acontecer com você. Você não precisará mais fugir de nada, nem de ninguém. Você está segura, e eu matarei qualquer um que um dia sonhe em lhe fazer mal. Sobre seu avô, ele não tem como voltar, quando você e Rebekah estavam longe, nós, junto com algumas bruxas poderosas, fizemos com que ele não pudesse voltar nunca, nunca mais. Não há o que temer Hope, você está segura aqui.

A pequena ouvia tudo atentamente, prestando atenção em tudo o que o pai lhe dissera. Parecia mais tranquila agora, o medo havia passado para longe dali, uma vez que ela sabia que podia confiar no que seu pai lhe falava. Ficaram ali por um tempo, aproveitando o silêncio que a noite lhes permitia, Klaus acariciava o cabelo da pequena, enquanto a mesma demonstrava os primeiros sinais de sono.

-Venha, vamos pro quarto.

Levantou-se com a menina em seu braços, caminhando em direção à seu quarto. Acendeu a luz mais clara, se aproximando da cama e colocando-a deitada na cama, arrumando as bonecas do jeito que estavam antes do pesadelo. A pequena já estava sonolenta, porém sorriu ao sentir o beijinho que seu pai lhe dera na testa, como fazia todas as noites.

-Durma, pequena Hope. Eu ficarei aqui com você.

O pai disse, sentando-se na poltrona próxima da cama, observando- a dar os primeiros suspiros de sono.

Notas finais
E aí, o que acharam? Espero que tenham gostado, e se não, me digam o que que não gostaram para que eu possa refletir e talvez mudar numa próxima história. Esse é mais ou menos o jeito que eu imagino o Klaus sendo pai. ;)
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!