Londres, 23 p.m.

Harry’s POV

Mais um show, nossa, eu estou realmente cansado. Quero ir pra casa, além de tudo ainda estou muito magoado. Por que mesmo que tudo está acontecendo? Eu sou o Harry, poxa, ela não podia ter feito isso comigo. Espera! Eu tenho razão, eu sou o Harry, por que estou me lamentando por isso?

– Ainda chateado Hazz? – esse era Danny interrompendo meus pensamentos.

– Sim, ratman, ainda estou chateado. – respondi trocando minha blusa.

Minha chatice tinha nome e sobrenome: Izzy Johnston. Estávamos namorando há oito anos, e quando finalmente eu planejo pedi-la em casamento ela vai, e termina tudo comigo. Ela só podia estar louca jogando tudo isso fora! Tudo bem Harry, seja mais modesto. Cara! Não tem como, eu sou mesmo um gato.

– Foi um belo show meninos. – Fletch entrou no camarim.

– Claro, eu estava lá. – Dougie falou convencido.

– Olha só, o anão agora está dando uma de senhor Judd. – Tom se pronunciou para abaixar a bola do Dougie. Dougie realmente ficou bolado com a situação.

– Cala a boca, Tom. Se você não sabe, eu sou realmente o senhor Judd.

Dei um sorriso fraco, não queria que meus amigos percebessem que eu estava chateado com a história da Izzy. Ainda mais por que eu nunca me magoava por causa de garotas.

Liberados. Finalmente. Peguei minha mochila que estava jogada em algum canto do camarim e sai pela porta sendo seguido pelos guys. Danny tagarelava sobre algo que nós não prestávamos atenção. Fletch fora embora antes de nós.

–...MAS NÃAAAO! EU TENHO CERTEZA COMO ESTAMOS NO LUGAR ERRADO! – ouvimos uma voz desconhecida ecoar do final do corredor.

– Cala a boca pelo amor de Deus, Anna. – outra garota reclamou.

– Nem vem me mandar calar a boca, Evelyn, você sabe que estamos no lugar errado.

Olhei para o lado a tempo de ver quatro garotas. Duas delas estavam caladas, uma tinha os cabelos pretos, longos, E a outra os cabelos lisos, castanhos, um pouco abaixo dos ombros, e olhos também castanhos. A primeira que falara estava brava, está tinha os cabelos pretos, com uma mecha rosa, puxada da nunca, e a outra que a mandara se calar tinha os cabelos enrolados e castanhos avermelhados , as duas também tinha olhos castanhos.

– Gente, calma. – a de cabelos pretos longos disse.

– Deve ser impossível para a Evelyn seguir instruções, sério! – a que aparentemente se chamava ‘Anna’ disse.

‘Evelyn’ ficara calada agora, mas vi no rosto dela que ela estava quase se virando para bater na amiga.

– Isso não vai nos render nada, só uma boa dor nos pés e tempo perdido. – ‘Anna’ estava brava também.

– Posso ajudar? – falei sem pensar, devia ter ficado calado.

As meninas me olharam como se fossem me atacar a qualquer momento, mas não fizeram nada, o que me deu menos medo.

– N-nós estamos perdidas. – ‘Evelyn’ falou.

– Perdidas? – como alguém se perde no camarim particular de alguém? – Tudo bem, onde vocês estavam querendo ir? – Estávamos atrás de um pub que fica nessa rua, mas esse lugar era o mais movimentado da rua, só podia ser aqui. A garota me respondeu.

– Qual pub? – perguntei inocente.

Percebi que os meninos ainda estavam atrás de mim olhando aquela cena constrangedora para as quatro garotas. Evelyn’s POV

O que é isso? Isso que era sorte. Procuramos um pub, e encontramos Harry Judd, e os outros guys.

– Estávamos procurando o “Le Gatô”.

– Le Gatô fica a três quarteirões daqui. – ele disse segurando um riso.

– O que prova mais uma vez que deve ser impossível a Evelyn seguir instruções. – Anna disse e Anne riu.

Eu não estava culpando Anna por estar brava, estávamos planejando há semanas para ir até o Le Gatô. E logo hoje eu resolvi que estaria com um senso de direção maravilhoso, e com uma ótima visão para diferenciar pubs de shows do McFLY. É, eu aprecio a arte da ironia.

– Droga, quer dizer que a gente precisa andar mais? – Anne reclamou finalmente se pronunciando. – Estávamos indo para lá também. – Dougie começou.

– Estavam indo para lá? – Isabella perguntou desconfiada.

– Parece que sim, né? – Tom disse como quem queria arrancar a cabeça de Dougie.

Trocamos olhares desconfiados.

– Não, nós realmente vamos para lá. – Harry disse sorrindo. – Me chamo Harry, Harry Judd. Esses são Dougie. – Ele agora estava apontando para um dos garotos mais baixos, ele tinha olhos verdes e cabelos loiros. – Danny. – agora ele apontava para um garoto um pouco maior, com cabelos ruivos, e olhos azuis. – e Tom. – já este era loiro, com os olhos castanhos e uma bela monocova no canto esquerdo da boca.

– Prazer. – Anne sorriu, e fizemos o mesmo. – Essas são Anna, Evelyn, e Isabella. – ela apontou para nós. – E eu me chamo Anne.

– Ok. – Dougie sorriu. – Por que vocês não vêm com a gente?

– Acho que... – Anne começou.

–... Adoraríamos. – terminei antes que Anne falasse algo e se arrependesse depois.

– Ótimo, vamos então? – Danny perguntou sorridente.

Caminhamos em silêncio olhando para os quatro garotos á frente. Dois deles – Danny e Dougie – brincavam de lutinha, enquanto Tom mexia no twitter pelo celular, e Harry caminhava calado assim como nós. Eles já estavam prontos, provavelmente se arrumaram dentro do camarim antes deles verem a gente. Dougie’s POV

Depois de pelo menos três minutos caminhando chegamos ao belo, bem cuidado e intocável conversível preto de Harry. Eu me lembrava muito bem da vez que tentara encostar um dedo naquele carro. Harry quase voara em cima de mim. Isso tudo por que eu queria apenas pegar meu cd do Blink que estava lá dentro.

– Não vai caber todo mundo aqui. – Danny disse rindo como se fosse a piada do século.

Nós olhamos sério, então ele se calou.

– Podemos dividir os carros, eu e Dougie ainda estamos de carro. – Tom disse.

Quase me esquecera de que eu tinha carro, e uma vida. Ri com meu pensamento... Me senti meio Jones. Tudo bem, apenas sorri para eles como quem diz “topo levar qualquer uma das gatinhas” e Danny fez o mesmo.

– Então, Evelyn pode vir comigo e Danny. Isabella pode vir conosco também. – Harry disse.

– Posso levar a Anna. – Tom disse dando de ombros.

– Anne pode ir comigo então. – dei um sorriso maldoso.

– Acho que o Danny ficaria mais confortável do seu lado. – Anne disse.

– Eu não, eu tenho medo desse anão maligno. – Danny respondeu.

No fim, acabou que Anne foi comigo mesmo. Evelyn, Danny e Isabella foram com Harry. E Tom e Anna foram juntos. Parecia grande coisa quando falamos á elas, mas três quarteirões eram apenas vinte minutos a pé de onde estávamos. Sendo assim demoraríamos apenas dez minutos para chegar ao pub de carro. Anna’s POV

Loucura a gente encontrar os guys essa noite, só que não imaginava que acabaria dividindo carro com um deles, ainda mais com Tom. Eu deveria estar mais vermelha do que um pimentão há essa hora. Tom não falará nada desde que saímos do camarim, e eu que não puxaria assunto.

– Então... – Ele disse, e eu prendi a respiração.

– Então? – Perguntei quase de imediato.

– Vocês já foram ao Le Gatô? – ele perguntou meio sem jeito.

– Não. – eu disse rindo. – Por isso nos perdemos.

– Ah, tem razão, nossa eu sou um idiota. – ele ficou sem jeito.

– Não, não tem nada haver. – Quis fazer o assunto durar. – Mas e vocês? Já foram lá muitas vezes?

– Vivíamos lá, Albert, o dono é nosso amigo.

– Entendi.

– Então... Você namora? – ele perguntou ainda mais sem jeito.

– O que? – fiquei surpresa pela pergunta dele.

– É, oras. Você é tão bonita, deve namorar claro.

– Não. – eu disse, segurando o riso. – Minha beleza ainda não chamou a atenção de ninguém.

Isso mesmo colegas, assim como a minha querida Evelyn, eu aprecio a arte da ironia. Acho digno, vocês entenderem isso.

– Ah que mentira. – ele disse rindo.

– Estou falando sério, oras. – Falei me fingindo de ofendida.

Conversa vai e conversa vem, percebi que Tom era uma pessoa legal.

– Mas e você? Namora? – perguntei.

Tom ficou calado, acho que fiz besteira. Olhei para a janela do meu lado do carro, e fiquei pensando.

– Namorava. – Ele respondeu. – Até mês passado. Parece que algum tipo de macumba atingiu o McFLY...

Fiquei calada, não queria que ele soubesse que eu sabia quem era ele. Isso faz algum sentido? Sim, acho que sim. Além do mais, se ele soubesse poderia pensar que eu sou mais uma daquelas fãs doidas com as quais eles têm que conviver todos os dias.

– Hm. – foi tudo o que eu disse. – E por quê?

– Por que... Bom, Danny e Dougie não namoram a sei lá quantos mil anos. Aqueles gays. – ri mentalmente quando ele disse isso. – Giovanna... – me arrepiei quando ele disse isso. Sabia que Tom a namorava, e sabia que eram noivos. – Nós terminamos nosso noivado há uns dois meses. Ah, e Harry e Izzy terminaram um dia desses.

– Então os famosos lindões do McFLY estão solteiros? – falei tão baixo que acho que nem eu pude ouvir.

– Perdão?

– Nada, deixa... Anne’s POV

Imagina a sensação de você subir em um palco para falar sozinho para uma plateia de duas mil pessoas. Isso. Agora imagina a sensação de quebrar o salto enquanto sobe a escada. Isso. Agora imagina a sensação de além de quebrar o salto, ainda cair da escada. Isso. Agora imagina a sensação de além de quebrar o salto, e cair, você ainda deixar seu vestido subir. Isso. Agora imagina a sensação de além de quebrar o salto, cair, e levantar o vestido, descobrir que ele rasgou no meio, e que seu conjunto de roupa de baixo era de patinha de cachorro. Isso, imaginou tudo? Já pensou na vergonha que passaria? Agora, quero que saibam que essa vergonha não chega nem aos pés de estar sozinha em um carro com Dougie Poynter, em um silêncio completamente constrangedor. Ou eu puxava assunto, ou saia dali naquele momento.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.