Notas iniciais
Ahhhh~~ desculpem a demora, tive simulado semana passada e morri de estudar. Mas ta ai um capítulo fresquinho para vocês! >.
Queria agradecer a minha unnie Bia, e a minha Dong linda, a Lulu por deixarem reviews, isso me animou muito. Principalmente a Lulu pegando no meu pé perguntando se eu ja tinha postado. Obrigada lindas! *-*
Enfim, nesse capítulo não da para saber exatamente quem é Nick, mas não me matem, vocês vão descobrindo depois...
Espero que gostem >.

– Whaaa!!~ como é lindo aqui!- Claire falou enquanto abria os braços e girava pelo extenso campo de um verde tão vivo quanto ela.

Seus olhos se iluminaram quando ela viu um arbusto cheio de rosas azuis, suas favoritas. Ela cheirou uma e suspirou, cheirava a, liberdade. Pegou uma rosa e saiu saltitando com um enorme sorriso no rosto.

Ela parou um pouco e ficou observando o gigante castelo que ali havia, seus olhos estudavam cada detalhe daquela magnífica construção, estava maravilhada.

Sentia como se tudo aquilo a pertencesse, uma paz enorme tomava seu coração, uma paz confortadora. Ela aumentou seu sorriso sempre presente e virou-se, se deparando com um homem que a observava sorridente.

-Olá?- Ela falou se aproximando.

— Claire minha princesa, o que achou disso aqui?- Ela ainda não via quem era, por causa da claridade, mas à medida que se aproximava respondeu.

-Aqui é lindo! Eu nunca me senti desse jeito antes, tão confortador, tão... — interrompeu a si mesma quando percebeu que o homem com que falava era seu pai.

— Que bom que gostou. Senti sua falta querida. — Ele estendeu a mão, se aproximando.

— Papai? Onde o senhor esteve?- Lágrimas já escorriam de seus olhos. Ela retribuiu o gesto e estendeu sua mão também.

— Estive aqui, esperando por você. — Ele respondeu. Mesmo sem entender, ela continuou andando em direção ao pai, que há tempos desejava abraçar.

Quando suas mãos se tocaram, Claire sentiu uma pontada em seu coração, levou a mão livre ao mesmo, e percebeu que sua outra mão estava sendo fortemente apertada. Tentou solta-la, mas não adiantava. Olhou para seu pai, aquele sorriso sincero e acolhedor havia sumido, agora uma expressão maligna havia ocupado seu rosto, Claire estava com medo.

— Me solta. – Ela falou com a voz falha.

— Você tem que vir comigo agora. – Ele falou calmamente, mas a sua voz estava diferente, agora era assustadoramente grossa e rouca.

— Ir para onde? O senhor está me machucando, pai. – Ela tentava se soltar, mas isso só a machucava mais.

— Pai? Por que está me chamando assim?! – Ele agora parecia atordoado, sua respiração estava ofegante, e ele não parava de olhar para os lados rapidamente.

— Q-quem é você? – Ela tremia e soluçava, o medo havia tomado conta dela.

— EU SOU O REI! – Ele gritou e sua voz ecoou, o que a fez encolher-se. Ele a puxou para dentro do castelo que por dentro não era tão encantador como por fora. Pararam numa enorme sala vazia, e só havia uma cadeira no centro. Ela foi empurrada para a cadeira e ele ficou de frente para ela.

Claire já estava ficando tonta, mas o medo não a impediu de olhar bem nos olhos do homem que estava perto demais dela, o que a fez perceber que sangue jorrava dos olhos dele. Ela queria gritar, mas parecia que algo a sufocava. O rosto do homem começou a se desfigurar, ele parecia estar derretendo, uma imagem extremamente aterrorizante se formava na frente de Claire, que tentou fechar os olhos, sem sucesso. Então ela começou a se debater na cadeira, não sabia se iria adiantar de algo, mas estava com tanto medo que não conseguia mais raciocinar.

— Claire! – Ela ouviu uma voz estranhamente familiar e parou. Olhou ao redor, a horrível figura ainda estava parada na sua frente. Tentou responder, mas nada saia de sua boca. – Claire acorda pelo amor de Deus! – Ela agora se sentia chacoalhada, e de repente, sente um forte impacto contra seu rosto, não havia dor, ela ficou parada por um momento. Até que sua bochecha começou a arder e formigar, causando uma dor extremamente insuportável. Ele sentiu seu ar ir embora e voltar de vez.

- Claire! Ai meu Deus, você ta bem? – Alguém perguntava afagando seu rosto. Ela ainda estava respirando com dificuldade e sua visão estava turva.

- E-eu estou bem. – Falou recuperando o fôlego.

- Tem certeza, você ta pálida. – Ele pega um copo na escrivaninha e a entrega.

- Ahn... – Enquanto bebe a água, começa a raciocinar. – Quem é você?! Onde eu estou? – Ela tenta levantar, mas é segurada, então começa a resistir batendo nele.

- Claire! Para! Olha para mim! – Ele segurou seus ombros obrigando-a a olhar-lo. Ela parou de resistir.

- Nick?!

-É, sou eu. – Ele coça a cabeça rindo torto.

- Ai minha nossa, é você mesmo! Mas, você estava desaparecido... – Ela pensa um pouco, e depois olha para ele. Sem acreditar, aperta suas bochechas e depois seu nariz o fazendo gritar um “ai!”

- Pois é... Mas é uma longa historia. Primeiro, me conta o que você estava fazendo bêbada num lugar tão perigoso? – Ela demorou um pouco para associar as palavras de Nick, e fez uma grande careta ao se lembrar do acontecido.

- Ahh...Ér...Uma longa história... – Ela da língua para o nada.

- Depois você vai me explicar direitinho essa “historia”. Só não faz mais isso ok? É realmente perigoso. – Ele alisa o rosto dela, o que a faz gemer com a dor que sentia em sua bochecha. – Ahh, me desculpa pelo soco, você não queria acordar...

- Soco?! Você.Me.Deu.Um.Soco? – Ela olhava furiosa para ele enquanto afagava seu rosto doído.

- Foi mal...

- Mas, me conta. O que tem de tão perigoso naquele lugar? – A dor deu lugar à curiosidade.

- Na verdade, é esse bairro. Ultimamente tem acontecidos desaparecimentos constantes, e na maioria das vezes, as pessoas são levadas para a floresta na frente da praça que você estava. – Ele contou. Claire arregalou os olhos, pensando no que poderia ter acontecido de ele não tivesse lá.

- Nossa, obrigada por me ajudar. – Ela faz uma careta, não é do tipo de pessoa que pede desculpas, ou que se deixa ser ajudada.

- Aliás, eu sei muito bem que você é menor de idade, como conseguiu aquelas cervejas? – Ele colocou as mãos na cintura a olhando seriamente.

- Vai começar? Já disse obrigada, não esta satisfeito? Tava com vontade de beber, então bebi. – Estava demorando para Claire se irritar, ela sempre foi assim, sorte dela é que Nick sabe lidar com ela como ninguém.

- Não importa, não vai fazer isso de novo. – Ele se esforçava o máximo para manter seu tom sério, mas a expressão de irritação no rosto de Claire não ajudava muito.

- Sinceramente... Nem devia ter pedido desculpas, eu não preciso da ajudar de ninguém ok?! – Ela bufou e virou-se procurando algo.

- O banheiro é logo ai. – Ele disse sorrindo torto, sem ela ver.

- Eu sei... – Ela entra no banheiro e começa a resmungar.

Quando Claire volta para o quarto, encontra o Nick ainda sentado na cama brincando com a bota que ela estava usando ontem. Ela abaixa a cabeça envergonhando-se pela cena dramática que havia feito a pouco, e andou lentamente até a cama para sentar-se ao lado dele.

- Ér... Foi mal, às vezes, sou meio infantil. – Ela coçou a cabeça.

- Acha que eu não lembro? Claire, a “rainha do drama”, a “sabe tudo”, a “não preciso de sua ajuda”! — Os dois riram.

- Você fez falta. Era meu único amigo, muito obrigada por ter me deixado sozinha. – Ela fez bico.

- Mas aposto que você se virou muito bem sem mim. Se enturmou bastante? – Ele deu leve batidas em sua cabeça como sempre fazia. Ela balançou a cabeça negativamente.

- Depois que você sumiu, eu fiquei realmente só. Aguentei mais dois anos naquele inferno e abandonei os estudos. – Ela sorriu forçadamente.

- Como assim abandonou os estudos no último ano do ensino médio? – Ela a fitou surpreso.

- Tanta coisa aconteceu Nick... As minhas notas nunca foram boas mesmo, todos diziam que você tinha morrido então eu parei de me esforçar, e há alguns meses... Meu pai desapareceu, e você sabe, ele era o único que se importava comigo naquela casa. – Ela enxugou uma lágrima. Ele a abraçou forte, e ela não pode deixar de sorrir, há quanto tempo não sentia aquele abraço confortador?

- Eu estou aqui agora. – Ele sorriu, e ela retribuiu. – Ah, desculpa perguntar isso, mas, seu pai morreu?

- Não sei, a polícia já investigou, mas não acharam nada.

- Hm, e ele tava na cidade? – Nick se sente mal em fazê-la lembrar dessas coisas, mas algo estava bem estranho nisso.

- Estava, era só mais um dia de trabalho. – Ela fala fitando o chão. Nick pensa um pouco.

Será que... Impossível. Ou não?


Notas finais
Bem gente, não deixem de mandar reviews ok? Ficaram curiosas? Ótimo, hahahaha!
Vou tentar ser mais pontual, até o próximo cap! chuu~ ♥
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.