Noite Das Trevas, 1ª Parte.
1 Capítulo 1 O Dia que virou noite
— Eu me chamo Ravengar Almeida e a história que vou contar aconteceu há 200 anos atrás, mas é tão terrível que nunca mais a esquecerei apesar de minha imortalidade, até hoje tenho pesadelos, acordo a noite assustado pensando que o grande demônio voltou e com ele seu mestre o deus das trevas trazendo consigo a legião do mal, que veio aterrorizar o mundo, com desgraça, trevas, sangue e mortes.
—Isso tudo já aconteceu um dia. — Vou lhes contar como...
Era uma quarta — feira mais ou menos meio dia, o dia estava lindo e ensolarado, eu estava com meus amigos e estava-mus passeando pela cidade, e resolvemos andar por uma região mais afastada onde havia um antigo cemitério, e quando estava-mus rindo e conversando sentimos o chão tremer e logo se abriu e saiu fogo e de uma grande chama vermelha como brasa saiu um ser negro e alto, era o grande demônio, o general supremo das forças das trevas, nós conseguimos correr e nos esconder em uma capela e por sorte não fomos vistos.
O grande demônio se mostrou imponente e arrogante, usava uma armadura negra e seus olhos fumegavam como chama ardente, ele tinha uma espada. O grande ser se mostrou apressado pois ele estava liberto à serviço das trevas e do seu líder o deus das trevas e do mal que buscava sua libertação para dominar o mundo e o universo, mas para isso ele precisava de um sacrifício... O tal ser das trevas desapareceu como num passe de mágica.
Já em casa depois do encontro macabro com o ser das trevas, fiz silêncio e nada contei. Minha irmã Irma estava animada para festa e se arrumava e também me apressava para o mesmo. Meu pai e cunhado não estavam em casa e resolvemos pedir carona a um vizinho. Quando chamei na casa do vizinho ninguém atendeu, um homem estranho que estava na porta do vizinho de carro se ofereceu para nos levar ao baile.
Ele disse: — Você está procurando meu tio? Pode deixar que se precisa de ajuda eu posso lhes ajudar sem problemas.
Eu fiquei animado e disse: — Está bem! Entrei em casa, chamei minha mãe e minha irmã e lhes disse que o sobrinho do vizinho nos levaria, entramos todos no carro e fomos.
Pensando que estava tudo bem, nem percebia o que de mal estava por vir, chegamos ao baile o homem pediu que fossemos ver se já estava funcionando, minha irmã ficou e fomos minha mãe e eu. Quando voltamos para nossa terrível surpresa minha irmã e o homem haviam desaparecido, ficamos desesperados e tentamos procurar mas sem sucesso. Uma terrível intuição me fez lembrar do ser das trevas e algo me avisou que ele havia raptado minha irmã e a levado para uma caverna na cidade onde faria um sacrifício.
Eu não sabia onde se localizava esta caverna, então no dia seguinte chamei meus amigos Julho, Felipe e Ricardo e juntos fomos à procura de minha irmã, meu amigo Julio era muito inteligente e tinha um grande mapa de nossa cidade e com isso conseguimos achar a única caverna da cidade, que ficava em uma gruta entre as montanhas. Fomos todos e chegando fomos espertos em não deixar que fossemos vistos, mas era um engano pois o grande demônio sabia de nossa presença. Infelizmente avistei no chão o corpo de minha irmã ensanguentado e sem coração, o grande demônio pronunciava palavras ao qual não entendia e nem mesmo Júlio conhecedor de várias línguas compreendia, mas tudo levava a crer ser algum encanto ou palavras magicas.
Novamente sentimos o chão tremer, mas dessa vez foi muito forte, uma fenda se abriu e saia fumaça, logo começou a sair fogo e uma lava incandescente jorrava da fenda, o céu se escurecia e logo o dia se tornou noite e ficamos muito assustados.
O tremor parou mas das chamas e da lava saiu um ser alto, com uma grande espada negra, ele usava um cinturão negro e no peito um símbolo real, sua vestimenta cobria todo o corpo e parecia ser de metal, seu rosto era negro e seus olhos fumegava como os do grande demônio, este ser era Dahak o deus das trevas e do mal, o grande demônio se curvou diante de seu soberano. O ser das trevas pronunciou algumas palavras que não consegui entender, mas o grande demônio as entendia, a fenda continuava aberta e saia seres parecidos com guerreiros prontos para a guerra, muitos saíram e foram para o ar, e o céu estava negro.
Ficamos muito assustados pois tudo levava a crer que um destino terrível aguardava a terra e o universo. O deus das trevas disse algumas palavras que não compreendemos e desapareceu, o grande demônio que sabia de nossa presença se virou para nosso lado, estava-mus atrás de uma pequena rocha e notamos que ele já sabia de nosso presença.
Aterrorizados, começamos a correr e fugimos, mas Júlio tropeçou e caiu e quando se levantou para voltar a correr antes que fizesse o grande demônio lançou de sua mão uma corrente negra, a ponta da corrente como um ferrão de escorpião acertou a nuca de Júlio e atravessou sua cabeça e ele caiu morto, todos ficamos muito aterrorizados e continuamos correndo, por algum motivo que desconheço o grande demônio não nos matou mesmo sabendo que podia.
Fugimos desesperados e não sabia-mus o que fazer, resolvemos fazer um pacto e não dizer nada e manter segredo por enquanto, Felipe e Ricardo disseram não querer saber mais dessa história, e cada um de nós foi para sua casa.
A noite não passava e estava-mus todos assustados e as pessoas pelo mundo também, e todos sem saber o motivo do dia ter virado noite tão repentinamente, algo sombrio havia tomado conta da terra e eu sem saber como contar isso para minha família, ao chegar em casa tive uma surpresa não encontrei ninguém era como se eu estivesse sozinho no mundo.
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