Noite, Amor & Mar
4 Casar é um montão de coisas
Notas iniciais
A propriedade que Poseidon, usava quando estava de visita no Zeyggterasu, era enorme, assim como dos outros, na verdade, a “moradia” de Poseidon era bem complexa; geralmente os chalés só tinham uma cama de casal enorme, cortinas, carpetes e ás vezes, raramente janelas.
Mas, não na de Poseidon. Lá realmente era lindo, bem decorado, haviam conchas enfeitando por todo lugar que tinha uma cor bem veraneia, não tinha carpete, pois, nos cantos havia muita areia de praia, e o chão tinha um piso azul que refletia no teto, dando a ilusão que a água do mar brilhava a noite. Havia mais três cômodos, um tinha uma enorme hidromassagem, no outro era o banheiro, com um chuveiro bem chique e para finalizar o luxuoso quarto.
O lugar todo cheirava à praia, até a sensação era de estar perto do mar, pois bem baixinho podia-se ouvir o som de ondas batendo na praia.
—Isso é luxo mesmo ou é só porque ele é um dos Três Grandes? – Steffano perguntou para Peter que não ouviu, estava impressionado com local.
—Eu não sei... – Katherynne respondeu por Peter. – Mas, eu adorei! – Exclamou pulando na cama e soltando um grito. – É colchão d’água!
—Não brinca! – Berrou Peter indo em direção da cama e pulando nela, gargalhando junto com Katherynne. – Nem os filhos de Poseidon tem colchão d’água!
—Ouvi de algum canto que os filhos de Zeus têm!
—Ouvi também que na Ala de Thanatos também têm. – Katherynne olhou perplexa para Peter. – Não estou mentindo, hein.
Eles combinaram que ficariam ali enquanto não estivessem em aula, e para as refeições, porque não lá não tinha cozinha. Mas, tirando isso, o acordo era ótimo. O casamento ocorreu sexta à noite já para eles aproveitarem todo o fim de semana só para eles, entre eles. O egípcio pensou bem nesse quesito; e quando as aulas acabassem e eles fossem dispensados, eles iriam aproveitar sua lua-de- mel.
Assim que fechou a porta, Steffano olhou em volta. Respirou fundo. Era como estar na praia, a mesma sensação, com a exceção que estavam no território do Zeyggterasu a milhares de quilômetros de uma praia. Então suas mãos começaram a suar.
Ele odiava o cheiro do mar, o cheiro salgado, todas aquelas toxinas que a maresia trazia para suas narinas, aquele cheiro que embrulhava o seu estômago, fazendo-o se sentar no chão; ele não queria vomitar. Então abaixou a cabeça e começou a controlar a sua respiração.
—Steff? Você está bem? – Kathy parou de admirar a cama para dar uma olhada em Steffano sentado no chão.
—Cara? – Peter seguiu seu olhar. – Tá tudo legal?
—Amor? – Ela desceu da cama e se aproximou dele.
“Droga”— Ele pensou se levantando e saindo correndo do chalé.
—O que aconteceu? – Peter perguntou, sem pensar muito ela saiu correndo atrás dele. O encontrando bem afastado do chalé.
—(...) Steff? – Ele não estava apenas pálido, ele estava vomitando também. – Oh não.
—Você tem enjoo do mar? – O lado bom de estarem no território do Zeyggterasu era que podiam acessar a emergência quando houvesse uma, e de fato, havia uma. Steffano jogou tudo o que estava no corpo dele para fora.
—Rapaz, a gente tá em terra firme! – Peter disse meio intrigado.
—Mas, é a mesma coisa de estar no meio do oceano. – Ele fez uma careta. – O cheiro, o barulho, a areia, até a brisa. – Steffano apertou o estômago.
—Ouh. – Katherynne mordeu os lábios. – Tudo bem, eu entendi, compreendi. – Ela segurou em sua mão. – Vai ficar tudo bem, não vai Thomáz?
—Bom; ele só precisa tomar soro, depois imagino que com um ou outro remédio o enjoo passe. Aliás, parabéns pelo casamento.
—Muito obrigada. – Katherynne agradeceu.
—Sinto muito que não começou do jeito que você imaginou. – Steffano comentou se enrolando em um lençol.
—Na verdade não saiu nem do jeito que eu imaginei. – Peter falou recebendo um olhar feio de Steffano. – Mas, será bem complicado se você se enjoar no lugar que você vai morar nos próximos meses... – Steffano rangeu os dentes.
—O que aconteceu? O que vocês fizeram? – Paul apareceu do nada.
—Aaah!! – Katherynne e Peter berraram assustados. Thomáz deu um pulo para trás.
—Gente isso é uma enfermaria!
—Que hora merda pra você aparecer viu? – Steffano resmungou encarando o irmão.
—O que aconteceu?
—É que. – Peter foi interrompido.
—Tecnicamente, agora que somos casados, nós não temos que lhe dar explicações não é Paul? – Kathy falou rapidamente. – Mas, como irmão, e meu, nosso cunhado, devia ter mencionado que seu irmão, nosso noivo tem enjoo do mar.
—Mesmo sem estar no mar. – Paul coçou a cabeça.
—Porque eu falaria uma coisa dessas? – Ele respondeu indignado. – Sendo que Steffano sabe que ele não tem estômago para o mar!? – Katherynne se virou para ele tentando entender.
—Mas, quando nós sugerimos que íamos para o chalé de Poseidon, porque não falou que você tinha enjoos ou coisa assim?
—É Steffano, porque você não falou? – O loiro respirou fundo,
—Primeiro que era a opção mais provável de dar certo. Segundo, eu não imaginei que seria tão característico. E terceiro, Paul, você nem devia se envolver nesse assunto!
—Fiiuu♪... – Thomáz assobiou se afastando do grupo. – Boa noite!
Paul ficou em silêncio alguns segundos.
—E outra; vocês estavam bem felizes disso dar certo. Não queria boicotar tudo apenas por um enjoo besta.
—Own. Isso foi fofo. – Ela falou. – Porém, você devia ter me avisado.
—Ora, você nunca avisou à sua “mulher” Steffano? – Paul disse com um sorriso sarcástico. – Significa que você escondeu deles; traduzindo, esconder segredos é errado, então o seu casamento com eles está anulado.
—Ah vai a merda Paul! – Katherynne berrou. – Desculpa. Digo (...) é uma mentirinha de nada. Qual o problema? Steffano agora é problema meu!
Paul fechou a cara dando de ombros.
—Claro. O problema é todo seu. – Ele respirou fundo. – É por isso que eu sei que isso não vai dar certo. – Disse estreitando os olhos bem próximo da garota.
—Ah, sai pra lá agorento! – Gritou Peter. – Eu tô no meio também! Vai dar certo sim! – Steffano abaixou a cabeça.
—Hunf. – Paul deu ombros e depois e dar um toque na nuca do irmão, saiu assim como chegou, sem fazer barulho, do nada, sem cumprimentar e sem despedir.
—Steff, você está bem? – Kathy se aproximou dele assim que Paul saiu. – Ele te machucou?
—Ele te amaldiçoou? – Perguntou Peter.
—Não. Não. – Ele colocou a mão na nuca. – Ele só está zangado e decepcionado. É o jeito dele de dizer, palavrões sem dizer.
Os dois arregalaram os olhos.
—Bom, ainda bem que ele não te amaldiçoou né? – Peter riu. – Foi a única coisa que eu imaginei.
—Não... – Steffano negou sorrindo. – Ele é apenas tradicional. Perdoe pelo meu irmão. – Ele segurou na mão de Katherynne que beijou a sua testa.
—Não peça desculpas. Ele que tem que desapegar!
—Então; – Thomáz reapareceu. – fui atrás de algo para poder ajudar você. – Os três o encararam. – O que? Quando as coisas começam a pegam fogo eu vou embora. Eu hein; enfim, imagino que esse remédio ajude você a não enjoar por doze horas.
—Ora! – Peter exclamou. – Isso ajudaria bastante, não é?
—Sim, o cheiro não vai te incomodar Steffano. Porém. Não tem nada dizendo que os barulhos não vai te incomodar.
—Mas, qual é o problema dos barulhos das ondas do mar se nós vamos nos preocupar com outros barulhos hoje? – Katherynne ficou vermelha.
—Peter!
—Bom, se for assim, então ao menos está tudo resolvido. – Thomáz diz rindo.
—Quanto tempo demora para fazer efeito?
—Se você tomar agora, daqui á uns trinta minutos começa a fazer efeito.
—Claro. Tenho que esperar.
—Oh, que pena, nós vamos na frente então, né, amorzinho!? – Peter tenta puxa-la, porém, ela o segura gentilmente fazendo-o se sentar gentilmente em uma maca ao perto de Steffano e do lado de Katherynne.
—Então, sobre o que não conversarmos antes de casar?
—Alergias! – Exclama Peter.
—Sobre onde vamos na lua-de-mel... – Comenta Steffano.
—É uma coisa boa para começarmos. – Kathy diz sorrindo, tranquilamente, estava perto dos dois na mesma distância. Peter estava ao seu lado, Steffano a sua frente. – Peter, você tem alguma alergia ou tolerância alimentícia?
—Hmm... – O garoto abaixou a cabeça pensando. – Thomas diz que eu não posso comer muito tomate.
—Porque?
—Eu não sei. Eu não como!
—Mais aí não é alergia nem tolerância de alimentos. É o que seu primo fala para você não comer! – Steffano começou a dizer. – O que é bem um erro, já que ele é bom pra um montão de coisas...
—Tipo?
—Deixa sua pele saudável, seu cabelo fica bonito, melhora o sono... – Kathy sorriu.
—Imagino que você coma bastante.
—É um protetor solar natural... – Ele respondeu dando ombros e sorrindo. Peter imediatamente fez uma careta para o outro. – E você, amor? Tem alguma alergia?
—(...) Os filhos de Afrodite, são instruídos á não comem algumas coisas... – Peter ergueu uma sobrancelha. – Tipo, aspargos, amendoim, pimenta. – Ela hesitou. – Tudo o que for alimentar a nossa libido.
—Aah... – Peter resmungou. – Mas, eu que amo quando você está a todo vapor! – O rosto de Kathy se enrubesceu. E ela tampou a boca com a mão; estava do lado de Steffano, e aquilo era tão constrangedor. Porém, agora não era tanto. Ambos eram casados.
—Peter! – O outro chamou a sua atenção. – Eu estou aqui, tá?
—ah, qualé... – O loiro falou. – Vai me dizer que você também não gosta quando Kathy está es. – Steffano tampou sua boca.
—Não. Aqui não. Pelos deuses; cara! Ela é minha mulher!
—E daí? É minha também.
—Então a trate como uma.
—Rapazes, não precisam brigar! – Ela ainda estava vermelha. – Somos casados, é coisa de ca. (...) trio! É coisa de trio! Então, vamos mudar de assunto.
—Bom; dadas as circunstâncias... – Peter falou depois de um tempo. – Acho melhor cancelarmos a reserva em Santorini! – Ele disse triste. – E para as Ilhas Maldivas! Poha Steffano! Você devia ter falado isso do começo e.
—Vão sem mim então.
—Vamos sem você!
—Não, nós não vamos. – Kathy interveio. – Podemos achar outros lugares.
—Acho que em Santorini eu sobrevivo. – Steffano disse segurando na mão da esposa, antes que ela protestasse ele continuou. – Nasci e me criei lá, acho que lá eu sobrevivo. – Kathy fez um bico. Estava pensativa, não queria arriscar a vida de seu marido assim.
—♫Triiooo!!♫ – A voz saiu dos corredores e entrou na enfermaria. – Mas, que... Estranho. Achei que estariam(...) – Begpep era o egípcio estranho, que não tinha medo da noite ou da escuridão como os demais; e em vez de dormir, passava suas noites vagando pelos corredores do Colégio.
Ele apagou a chama em sua mão e se aproximou deles. – O que vocês andaram aprontando, hein?
—Bem...
—Steffano tem enjoo do mar, da praia, da maresia, da poha toda. – Peter falou rapidamente. – Ele cortou nossa vibe de núpcias.
Steffano revirou os olhos.
—(...) Isso é embaraçoso... – Begpep falou mordendo o polegar. – Porque você não ameniza o cheiro do mar pra ele? – Perguntou olhando para Peter.
—É que está tãoo perfeitinho... – Ele olhou para Kathy. – Não está?
—O pior que é verdade! –Ela concordou com Peter. Steffano fechou os olhos. Kathy amava praia, a mãe dela nasceu do mar, então não seria justo por culpa, causa dele, arrancar esse prazer dela assim. – Mas, mesmo assim, não seria justo com Steffano. – Ela segurou nas bochechas de Peter o deixando com um bico de peixe. – Pensa comigo; a Lua de Mel é uma viagem, e o ponto importante dela é a nossa união. Não importa onde for...
Begpep fez uma expressão de fofura ouvindo Katherynne.
—Nunca falamos sobre ir para Veneza...
—Tem água do mar!
—Se eu parar pra pensar, todo lugar bonito é banhado por água do mar!
—Porque a graça é a beleza do mar!
—Olha... – Begpep sentou-se em uma outra maca. – Já pensaram em ir para lugares onde só os Semideuses vão? Aliás, segundo a Sra. Sparks-Black, o importante é a união, não importa aonde forem, estejam... – O egípcio cruzou as pernas e aguardou a resolução.
Houve um estalo. Eles nunca pensaram em ir em lugares que para mortais era perigoso; mas, para eles não. Peter comentou algo como: Ilhas Galápagos, Foça das Marianas, Triângulos das Bermudas, ambos locais cercados por mar. Nunca foi cogitado um lugar como:
El Dorado, Asgard, Shangri-La, Agartha, Shambhala, Avalon, Paititi... Lugares ditos como mitológicos para mortais, refúgios de Semideuses... Tão complicados de se acharem por mortais, mas, para quem tem todas as estradas do mundo em suas mãos, não seria difícil. E esses lugares não teriam à sua volta o mar.
—Shangri-La seria um paraíso maravilhoso... – Steffano comentou.
—Atlântida seria tão legal. – Steffano encarou Peter que sorriu.
-El Dorado parece tentador...
—Ou vocês podem ir para lugar nada clichês. – Eles encararam Begpep. – Como Marrocos, Madagascar, Cusco, Praga. – Ele deu uma gargalhada. – É muito mais fácil ir para lugares não clichês do que para onde os mortais não podem ir. Vocês iriam precisar de uma autorização!
—Se a gente precisa de uma autorização, porque fez a gente pensar neles?
—Vocês estão quase trabalhando juntos... – Peter torceu a boca, quando Kathy tocou em seu ombro.
—Aliás, você pode diminuir o cheiro da praia? – Ele acenou. – Awn, como você é maravilhoso!
—Hãn, eu sou não é? – Ele disse rindo enquanto Steffano revirava os olhos. Begpep apenas os admirava.
—O que foi? – Kathy perguntou intrigada.
—Tão fofos... – Ele respondeu. – Porém, tão jovens. Estão mesmo prontos para uma vida juntos? Á três? – Eles acenaram positivamente. –Sugiro que então vão formalizar isso... – Os três ficaram vermelhos.
—Bem...
—Qual é pessoal, são suas núpcias! Vocês têm o fim de semana inteiro para isso! – O egípcio parecia bem animado com isso. Não que não fosse comum, mas, ele estava totalmente contente com aquilo. O que era a cara dele. Ou não, os três não sabiam o que deviam ser a cara dele. – Bom, eu digo “Boa noite” ou “Aproveitem a noite’”?
—(...) Acho que os dois está bom. – Respondeu Kathy rindo, olhando para Peter e Steffano que acenaram concordando. – É está tudo bom....
Ele deu um sorriso largo.
—Então, Aproveitem a noite Katerano...
—Que?
—É o nome do shipper de vocês.
—E nós tinha um shipper? – Peter falou animado. – Rapaz... Parece um nome italiano.
—Vocês quem dizer. Boa noite...
—Ele é muito esquisito, como seu irmão é amigo dele? – Peter perguntou a Steffano, que deu ombros.
—Está se sentindo melhor querido? – Katherynne passou a mão na bochecha do garoto que respirou fundo apreciando o carinho.
—Acredito que sim.
—Hey, eu quero carinho também! – Exclamou Peter. A garota riu, fazendo carinho nos cabelos dele. Intercalando os afagos entre um e outro, Katherynne apenas se enchia de gratidão por aquilo, por aqueles dois.
Quinze minutos depois, eles resolveram seguir os conselhos do egípcio, eles precisavam aproveitar a noite, o fim de semana, se aproveitarem. Peter conseguiu diminuir o cheiro do mar, não o tornando tão enjoativo para Steffano. Já o barulho das ondas foi diminuído por músicas, deixando o clima mais tranquilo, e totalmente relaxante.
Porque uma coisa que ambos estavam receosos, era sobre como iam prosseguir aquela noite para concretizar o casamento. Kathy já tinha dormido com os dois, porém, ambos separadamente, nada dos dois juntos, então ela apenas precisou guiar cada um, na parte que eles eram melhores; intenso com Steffano, enlouquecedor com Peter, inesquecível com Katherynne. Pelo fim de semana inteiro eles não foram incomodados, recebiam as refeições na porta, Kathy tomou banho com os dois separadamente, com o mesmo tempo, até porque os dois não estavam a fim de tomarem banho juntos. E tudo foi dividido na moeda.
Traduzindo, o fim de semana de núpcias foi perfeito!
—Podíamos ficar assim o resto da semana, não é? – Comentou Peter abraçando o corpo de Katherynne, enquanto ela fazia carinho em seus cabelos com uma mão.
—Seria muito bom. Mais do que eu posso imaginar... – Ela dizia fazendo carinho em Steffano que estava com a cabeça em seu peito. Provavelmente ele estava cochilando. Cada um estava de um lado, e Kathy estava no meio.
Eles haviam feito o melhor sexo daquele fim de semana. Evitaram de chamar de ménage, eles faziam amor; de uma forma diferente, mas, era amor; eles se amavam, então era amor.
—Tem uma coisa que eu não tinha pensado. – Katherynne olhou para Peter. – Como os outros vão olhar pra gente? Vamos ser motivos de zombaria? Aliás, somos um trio!
—Nós ignoramos... – Steffano murmurou se afagando no pescoço de Kathy. – Se eles reclamarem, mandamos pro Tártaro.
—Own... – Kathy falou sorrindo. – Gostei disso. Na verdade, eu amo vocês!
—Eu também. – Peter disse a apertando Kathy mais ainda.
—Eu quero dormir... – Resmungou Steffano. – Mas, eu te amo estrela mais brilhante do meu céu...
—E eu? – Peter perguntou.
—Eu quero dormir, estrela do mar.
Katherynne começou a rir enquanto era preenchida de carinho por cada lado do corpo.
*
Ainda estava escuro, eles estavam em sono profundo quando várias batidas brutas, altas que pareciam que iam derrubar a porta a qualquer hora.
O susto é compartilhado. Os três loiros se levantam como loucos da cama, mas, esperam. Peter aprendeu que não se deve abrir a porta assim que se ouve a batida. Pode ser de um ladrão, até a morte.
—Quem está batendo na porta essa hora da manhã?— Cochichou Katherynne tampando os seios.
Toc toc.
—Que droga. — Murmurou Peter se cobrindo com o edredom. Não era medo, era precaução.
Toc toc
—Quem é? – Perguntou Steffano com cautela.
—Paul!
—Fala sério. – Resmungou Peter.
—Deixa, eu vou. – Steffano falou com raiva, se levantando da cama e se enrolando em um lençol. Ele caminhou até a porta dizendo algo bem baixinho, e quando abriu, deu de cara com seu irmão. – Que você quer?
—Que eu me lembre, você foi decretado pelo Conselho para ser meu guarda-costas-espião por ser meu irmão. – Paul disse calmamente, com uma raiva nas palavras.
—O que você odeia. – O outro respondeu.
—Sim; mas, é uma ordem direto do Conselho! Não quero desafia-los. – Steffano respirou fundo, irritado.
—Porque você não chama o Gaile? Ou o Gabell? Tem que ser eu?
—Porque você sabe como as coisas funcionam desde sempre! – Ele entregou duas folhas para Steffano. – Porque você sabe o que fazer, porque também temos o mesmo pai e. – Steffano mostrou o dedo para o irmão. Era o mesmo discurso sempre.
—Você nunca pensou que um dia eu iria me casar não, Paul? – Ele ergueu uma sobrancelha. – Nunca pensou nisso?
—Claro! Com mais dignidade que isso com certeza. – Paul pigarreou. – Você tem trinta minutos para me encontrar no jardim grego! Mas, se eu fosse você saia agora para tomar um banho.
—(...)
—Você está fedendo! E cheirando a maresia. – Ele deu uma risada; — Seria melhor tomar um banho.
Steffano respirou fundo, irritado.
—(...) Claro que eu vou madrasta má! – Steffano fechou a porta na cara de Paul com tudo e, tentando ver se realmente estava fedendo ou era implicância do irmão dele.
—O que ele queria? –Peter perguntou saindo debaixo do edredom.
—Eu, tenho que ir ajudar meu irmão!
—O que? Agora? – Katherynne o olhou com calma. – Não são nem 5 horas ainda. – O garoto relaxou os ombros.
—Então estou no meu horário. – Ele inclina sua cabeça em direção à de Katherynne, que faz o mesmo para que seus lábios se encostem, fazendo eles se beijarem como loucos. Deixando ambos excitados. Kathy o puxou para a cama.
—Fique então mais um pouquinho... – Ele acaricia sua bochecha e então estrala o corpo.
—Eu adoraria meu amor, mais, você merece dormir o sono da beleza! – Ela geme com a distância de seus lábios dos dela enquanto ele se levanta. Ele arfou. – Eu sei que você terá uma boa companhia...
—Mas, você sabe que eu também amo você, né? – Steffano concordou.
—A gente se vê no...
—Café da manhã? – Ele olhou em um dos papéis que estavam em suas mãos.
—Apenas no almoço.
—Ouh... – Ela não contava com isso.
—Eu vou contar os segundos para ver você. – Peter o encarou. – Vocês... –O outro riu.
Katherynne estava preocupada, sabia desde o começo que casamento não era uma coisa fácil, nem seria um conto de fadas, que ela imaginava que seria com Peter e Steffano. Paul era ruim, a palavra certa seria mal-amado. E nisso prejudicaria sua vida de casada por parte de Steffano, já que ele seria o loiro que não seria tão visto com ela, resultando em comentários que significariam que “Karlan tem um favorito. É o Sparks. ” Não era o que a filha de Afrodite queria, os dois eram os favoritos dela. A primavera mal havia começado direito, e de uma coisa que ela temia muito era que Paul fosse capaz de lançar pragas que se realizassem.
“Com mais dignidade com certeza.”
Como ele atrevia a dizer uma coisa dessas?
Paul era desprezível.
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