Noite

1 Capítulo único - O capítulo.


Notas iniciais
Dicas sempre bem vindas.

Em uma floresta escura eu acordei, noite, lua cheia, um vão imenso, não conseguia enxergar nada. O
que eu estava fazendo ali? Bem no meio da noite eu escutei um uivo de lobo, mas o uivo bem no seu
tom mais alto foi interrompido, o lobo gritou de dor, e eu vi, no alto de um pico, uma forma de
pessoa, de uma criança, se escondendo em meio as árvores. Horas se passaram e eu nada escutei,
decidi andar em meio aquela escuridão, era melhor que esperar ali sentado para a morte, uma luz
brilhou e eu vi, vindo de uma casa de madeira, toda destruída, mas havia uma pessoa lá dentro, era
aquela criança, eu corri o mais rápido que pude naquela direção, gritando por ajuda, e a luz apagou,
eu parei de andar, por algum motivo, o vento parou, e, em uma velocidade quase invisível para meus
olhos, uma sombra de fumaça em forma de pessoa veio em minha direção e disse sussurando para
mim : — Volte, desista, é perigoso.

Eu não sabia o que fazer, meu coração acelerou, eu fugi, a luz voltou, o vento voltou, e eu cheguei na
casa, por incrível que pareça, a casa de madeira velha tinha uma campanhia. Eu toquei a campanhia e
a porta abriu na mesma hora. A criança tinha um aspecto sombrio, eu sabia que não devia estar ali,
eu havia sido avisado, mas a criança sorriu e com brilho dos olhos disse : — Bem vindo senhor! Esta é
minha casa! Quer entrar?

E hesitei mas concordei, não consegui responder, e novamente o vento parou, a luz apagou, e a
sombra de fumaça avisou : — Escolha errada.

A luz, o vento, voltaram, e lá estava eu na casa, a criança trazia café. O lobo que acabava de ser morto
estava pendurado de cabeça pra baixo, havia sido brutalmente assassinado, com a garganta cortada,
mas a criança por algum motivo, era incrívelmente boa comigo, ela me trouxe um corbertor, e me
perguntou como eu fui parar ali, eu consegui responder, disse que não sabia, minha voz estava rouca.

Eu ouvi um barulho vindo da sala onde o lobo estava morto, tentei olhar mas acriança me impediu,
disse que estava na hora de dormir. Eu estava cansado, mas tentava lembrar como fui parar ali. Olhei
no meu relógio a hora, mas ele estava girando para todos os lados, eu bati nele pra ver se funcionava,
e a criança bateu na porta : — Algum problema?

Eu olhei para o garoto e apaguei.

Era manhã mas a floresta estava escura, não como a noite mas escura. A criança se ofereçeu para me
mostrar a casa, eu tive que aceitar pois ela estava me pressionando, ela me mostrou a sala onde
estava o lobo, mas o lobo não estava mais lá, me mostrou o banheiro, a cozinha, e o primeiro andar.
Ele hesitou ao me mostrar uma sala no primeiro andar mas eu o empurrei, e olhei, a sombra de
fumaça estava lá, sentada cheia de velas ao seu redor, a criança chorou, e a sombra virou a cara e
veio direto para mim, eu senti na alma aquele susto, e ela desapareceu, as lágrimas da criança
pararam no ar e eu ouvi o sussurro da sombra : — Eu te avisei.

A criança mudou de forma para diversos animais e monstros e começou a me atacar, eu comecei a
fugir, me machucava, sangrava, gritava, e era atacado, ao chegar no andar mais alto da casa eu parei
em uma janela e senti meu corpo sendo empurrado, olhei pra trás e a criança não estava lá, ao cair
todos os animais e formas que a criança havia se transfomado estavam ali, do meu lado, eu sabia que
estava morto, eu tinha consciência, mas eu enchergava, e via eles, apaguei e acordei.
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Eu não acordei no céu, nem no inferno, eu acordei em um bar, eu acordei em um quarto, eu acordei
em uma sala, eu acordei no hospital, eu estava em muitos lugares, e esses lugares eram lembranças, e
eu não morri, por que já estava morto.


— Kauê Gervazio.

Notas finais
It's dangerous to go alone, take thiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiis.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!