Nobodys Perfect
2 O Que é Amor?
Notas iniciais
Aqui estou com a minha primeira limonada do ano! =D
~Apesar de estar constrangida~
Enfim, espero que esteja boa e que vocês, leitores, apreciem esse doce limão ;P
– O amor? Bem... É um sentimento entre duas pessoas, é uma coisa forte que vai além da amizade.
– Quer dizer que o amor é um passo depois da amizade? — Engoli a seco, meu coração pulsava como louco! Mas pera... Nobodies não tem coração! Então sei lá o que está me fazendo ficar tão inquieto!
– Sim, quer dizer, não! Essas coisas você só entenderá quando tiver um coração, Roxas. — Sempre escapo dos questionários dele com essa resposta. Ufa!
– Você sempre diz isso... Mas... Se amor é algo que sentimos, vem depois da amizade e é um desejo de estar do lado da pessoa amada, então eu acho que te amo, Axel. — Como é?
– N-N-Não Roxas, você deve estar enganado... Nós dois somos homens e— Fui interrompido
– Homens não amam? – Droga! Eu consigo piorar cada vez mais a situação!
– Amam, mas os homens geralmente amam mulheres. – Daqui a pouco vou ter que ensinar sexologia pro garoto!
– Geralmente não significa sempre. – Ele está ficando cada vez mais inteligente, e isso é ruim... Pelo menos pra mim.
– É... Nem sempre... – JÁ ESTOU SEM SAÍDA! ALGUÉM ME AJUDA! Cadê a coisinha XIV quando preciso dela?
– Tem alguma coisa que posso fazer pra ver se eu te amo mesmo ou não? – Ferrou.
– Ter tem... Mas você não precis—
– Me fala Axel! Por favor! – O que você não me pede sorrindo que eu não faço chorando?
– Bem... Os humanos... Eles se beijam. – MORRI! Por favor, me enterrem.
– Beijar...? Onde? – VOCÊ TÁ TIRANDO QUE QUER MESMO QUE EU RESPONDA!
– Na... Boca. – Olhei para o lado direito, evitando contato visual, e corei feio agora hein... Não dá pra saber o que é minha cara e o que é meu cabelo.
– Beijo na boca... Assim? – Falou tão baixo, não pude escutar.
– O que dis— Virei meu rosto para fazê-lo repetir... Até que fui surpreendido pelos lábios daquele garoto.
Foi um beijo calmo que não durou muito tempo, mas que foi bom... Isso eu preciso admitir que foi. E lá vêm meus pensamentos gays... AHH já chega! Danem-se meus pensamentos, dane-se TUDO! Eu vou é aproveitar o momento!
– E aí? Descobriu se gosta de mim ou não? – Eu fingia indiferença
– Hm... Acho que você tinha razão. Eu estava enganado mesmo, não tem como eu gostar de um homem! – Disse meio sorridente olhando para o pôr do sol.
– É né? E-E-Eu te disse! – Estou desapontado? Quer dizer então que eu queria que o Roxas... Gostasse de mim?
– Hahahaha Você acreditou mesmo? – Tentava falar em meio às risadas
– Acreditei no que? — Agora eu fiquei confuso! Acreditei no que? Que ele gostava de mim ou que ele não gosta?
– Que eu não gostava de você! – Ufa... Que alívio...
– Acreditei... Você parecia tão sério.
– Consegui te enganar! – Deu uma leve risada – E você? Também me ama?
– Hm... – fingi estar pensando colocando a mão no queixo – Ainda tenho minhas dúvidas, será que podemos "testar" de novo? – Sorri maliciosamente pra ele
– Quantas vezes você quiser.
Coloquei minha mão esquerda na nuca dele e puxei para mais perto de mim. Colamos nossos lábios e logo já pedia licença para minha língua entrar. Ele cedeu, óbvio, mas ainda era desajeitado... Mas não o culpo, deve ser a primeira vez dele.
Nossas línguas se entrelaçavam, rodavam e exploravam a boca alheia... Cada pedacinho era lugar para explorar.
Mas nem dura pra sempre né? Somos Nobodies, mas também respiramos e o que mais faltava ali era o ar.
Separamo-nos e um olhou para o outro, onde o azul encontrava o verde e vice-versa. Queríamos falar algo, mas realmente as palavras fugiram de nossas mentes, afinal o desejo e a luxúria era o que predominava.
– Axel... Acho melhor descermos daqui – Ria baixo — Vai que a gente cai...
– Tem razão, quer ir para um lugar específico?
– Hm-hm — Negou com a cabeça – Aqui está bom, eu gosto desse pôr do Sol.
Descemos da mureta e sentamos no chão. O espaço não era largo, mas também não era tão estreito, devia ter um metro e meio... Ah que se dane o espaço também! Dá pra dar uns amassos? Então tá perfeito.
– Você está muito longe. – PS: Ele estava do meu lado
– Que isso? Só alguns centímetros!
– Então, é longe!
Puxei-o pelo colarinho do sobretudo e o beijei, e começamos mais uma briga de espaços entre nossas línguas. Desfiz o beijo criando uma fina ponte de saliva entre nós, depois parti para o lóbulo da orelha, onde mordi, fazendo-o gemer bem baixinho. Fui descendo, beijando até o pescoço... Que perfume delicioso ele tinha, até parecia uma droga no qual me viciei. Até que resolvi abaixar o zíper de seu traje, mas fui interrompido.
– Axel! A-Aqui? No topo da torre? A cidade inteira nos verá! – Disse um pouco assustado segurando minha mão que segurava o zíper.
– Relaxa! Primeiro que ninguém anda pelas ruas por causa dos Heartless, segundo que estamos atrás dessa mureta, mesmo sentados ninguém nos vê – eu acho — terceiro que ninguém pode subir aqui, só subimos aqui através dos portais, esqueceu?
– V-Vou confiar em você então.
Logo que disse isso soltou minha mão, permitindo eu abrir o sobretudo até o fim. Fui descendo os beijos por todo o seu tronco, deixando marcas, claro, ninguém ia ver mesmo. Comecei a beijar seus mamilos, chupava e rolava minha língua ali também.
– Ahhh – Gemeu de forma tão provocativa, como uma conformação de aquilo o excitava.
Tirei sua vestimenta, sua calça e seu coturno, jogando em um canto qualquer da torre. Agora meu Roxas estava apenas de cueca boxer... Que visão perfeita... Seu membro já estava pedindo atenção.
– Calma aí garotão – Falei enquanto acariciava-o por cima da cueca — Logo logo eu vou aí
– Ahh... Isso é in.. Isso é injusto... Quero te despir também.
Ele praticamente se jogou em cima de mim, me deitando no chão. Beijava-me ferozmente e já abria meu traje ao mesmo tempo. Até que ele tem habilidade pra idade dele...
Ajudei a tirar toda minha roupa e logo já estávamos com só uma peça no corpo, as boxers vermelha dele e a minha azul.
Sem nenhuma paciência, ele removeu minha peça e viu meu membro bem disperso. Certeza que gostou do que viu né? Fazer o que se o Nobody aqui é bem dotado.
– Nossa Axel! — Não disse? Não é pra qualquer um
– Por que não faz um bom proveito dele? – Cochichei no ouvido dele
– P-Pode deixar. – Disse meio tímido... Não era mesmo do feitio dele dizer essas sacanagens.
Eu estava sentado com as pernas abertas, então ele segurou firme meu membro pela base, lambia bem lentamente a glande e descia aos poucos... Até que ele era bom nisso, queria me torturar e conseguiu me arrepiar dos pés à cabeça (de cima). Quando menos esperava, colocou tudo em sua boca, chupando bem forte... E...
– Ahhhh! Roxas! — Gemi alto, ele me enlouquecia.
Agarrei seus fios loiros e incentivei o movimento que ele fazia, cada vez mais rápido... Meu membro já sinalizava que não aguentaria muito tempo.
– Pare Roxas, senão... — Ele parou... Não era pra fazer exatamente o que eu falo né?
– Segura as pontas aí — Se levantou, tirou sua cueca e se ajoelhou colocando cada perna de um lado da minha cintura, por fim, quase sentando em meu colo.
– Tem certeza?
– Tenho, mas... Vai doer?
– Um pouco... Mas vou te preparar antes. – Disse enquanto apontava os dois maiores dedos na altura de sua boca.
Ele entendeu a mensagem, e começou a chupá-los. Quando achei que estavam lubrificados o suficiente, tirei. Introduzi um dedo em sua entrada, ele grunhiu bem baixo, depois que adicionei mais um ele gemeu um pouco mais alto. Fiz alguns movimentos de tesoura e circulares. Acredito que não doía, mas incomodava-o. Quando achei que estava “preparado”, removi os dedos.
Coloquei as duas mãos na cintura dele, ajudando-o a sentar em meu membro, introduzindo-o. Gemeu bem alto e segurou meus ombros.
– A-A-xel... Está... D-Doendo... — Tentava falar em meio à dor
– Já vai passar.
Puxei-o pela nuca e o beijei, a fim de abafar seus gemidos. Enquanto isso, ele começara a se mover aos poucos, tentando se acostumar. Eu também me mexia devagar, até que a dor passou e ele já cavalgada devagar sobre mim. Paramos de nos beijar, e minha mão que segurava sua nuca, agora já se encontrava no membro dele, que clamava por atenção também. Masturbava-o conforme o movimento da calvagada, se intensificando a cada segundo.
– Rox-Roxas... E-Eu v-v-vou... — Disse com dificuldade
– V-Vam-Vamos juntos en-tão.
Estávamos em um ritmo bem acelerado até que chegamos a ápice juntos, seu sêmen se escorria na minha mão e em meu abdômen, e o meu dentro dele. Roxas caiu para trás enquanto eu me retirava de dentro dele. Depois deitei ao seu lado.
– Foi... Incrível... Axel... — Tentava falar e recuperar o fôlego ao mesmo tempo
– Foi?... Tá achando... Que acabou? – Falar e respirar com dificuldade era realmente complicado
– Mas...
– Nada de “mas”, vai me negar sexo?
– Ei! Eu não estou fazendo sexo contigo!
– É verdade, desculpe. Vem fazer mais amor comigo então.
Fiquei de lado olhando pra ele, apoiado em meu cotovelo esquerdo. Com a mão direita comecei a massagear seu membro, fazendo ele se arrepiar. Resolvi sentar e voltei a deitar de lado de novo, mas dessa vez estava com a cabeça na altura de seu quadril. Ele deitou de lado também, ficando de frente pra mim.
– O que você vai fa— Não conseguiu terminar a frase.
Comecei a lamber toda a extensão de seu membro, e rapidamente já coloquei tudo em minha boca, fazendo movimentos circulares, indo e vindo, chupando e arrancando mais gemidos dele.
– Ahhw... Ax...el! Você vai ver...
Ele pegou no meu membro também, fazendo a troca equivalente do “dar e receber”. Aquilo não podia ficar melhor, nossos chupões se intensificavam cada vez mais. Mas resolvi parar antes que ele gozasse na minha boca, me vendo parar, parou também.
– Por que parou? – Perguntou meio confuso, me aproximei do ouvido dele.
– Porque dentro de você é bem melhor. –Cochichei, fazendo-o morrer de vergonha.
– Safado... – Disse todo corado
– Não tenho culpa se você é gostoso.
Virei meu loirinho, ficando de quatro. Não perdi tempo e me introduzi nele. Comecei devagar, não queria me movimentar sua permissão, mesmo sendo o segundo round ele não estava acostumado.
– Pode se mexer... – Agora sim
Depois da autorização, dei uma, duas, três estocadas lentas, e a parti daí o ritmo se acelerou aos poucos. Aquele local era incrivelmente apertado, e isso me deixava cada vez mais insano. Peguei no membro dele novamente e continuei o que antes eu fazia com a boca. Nós gemíamos alto, as vozes se misturavam e suávamos muito. Até que, de novo, alcançamos o clímax.
Roxas caiu exausto e eu fiz o mesmo, claro, depois de me retirar dele. Ele estava de bruços, e eu virado pra cima, foi quando o puxei para deita-se sobre meu peito.
– Descobriu... Se gosta de mim? – Perguntou-me sorrindo, e tentando regularizar a respiração.
– Descobri sim... A verdade é que não gosto.
– Como não?
– Eu não gosto de você bobinho, eu te amo. – Ele abriu um grande sorriso e seus olhos azuis brilhavam... Ele realmente é lindo.
– Eu também te amo Axel.
Demos um selinho e depois acabamos pegando no sono. Fazia tempo que tínhamos terminado nossa missão, Saïx deve estar furioso com a gente por não termos voltado… Mas dane-se ele.
Somos seres chamados Nobodies, seres imperfeitos e sem corações... Mas quem disse que preciso de coração? Tendo ar e o Roxas pra mim já está bom, afinal, só somos perfeitos se temos um ao outro.
Notas finais
Foi uma two shot bem curta, mas foi feita com carinho! s2
Espero que tenham gostado.
Até a próxima ^^
Fale com o autor