Perder alguém nunca era fácil, Kiba sabia disso. Mas saber era diferente de sentir.

E a primeira vez que sentiu foi sem dúvida inesquecível.

Quando seu amigo passou a se cansar cada vez mais dos treinamentos e missões difíceis que tinham, Kiba logo entendeu que seu tempo estava acabando.

Afinal, até mesmo assumindo sua forma com pêlos avermelhados, o branco era perceptível.

Sim, a idade tinha chegado para Akamaru, deixando-o cada vez mais doente, cada vez mais indisposto para acompanhar seu dono e melhor amigo no dia-a-dia de um ninja.

Ainda assim, isso não impediu que Kiba continuasse ao seu lado até o seu último suspiro.

Quando ele se foi, todos os amigos fizeram questão de visitá-lo.

Shino, silencioso, mas atencioso. Hinata, emocionada, sem conseguir segurar as lágrimas. E até Naruto, relembrando os bons momentos que todos viveram com o amigo.

E com isso o tempo passou. Os dias passaram, os anos também.

Cada um retornou à sua rotina, incluindo Kiba, por mais difícil que fosse no começo.

Quando se perde alguém, é impossível esquecer. A dor, o vazio, ainda existem, apenas se tornam mais toleráveis com o tempo.

Então, todo ano, no Dia de Finados, o Inuzuka se dedicava a relembrar os momentos ao lado de Akamaru.

Ele sentava-se em frente ao pequeno túmulo onde o melhor amigo tinha sido enterrado e, bebendo um pouco de saquê, começava a contar as histórias que viveram juntos.

Geralmente passava horas fazendo isso, até que o álcool chegasse ao fim e as lágrimas começassem a descer. A saudade sempre aumentava quando lembrava demais.

E, com o coração apertado, Kiba encerrava o dia se levantando, secando o rosto e tocando levemente na lápide. Como se tocasse no topo da cabeça de seu companheiro, da maneira que costumava fazer antigamente.

— Você faz falta, Akamaru.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!