Notas iniciais
Oi povão, esse capítulo terá o tão esperado daryl p/ fazer vcs pirarem, enfim, comentem, e bla bla bla nos vemos lá embaixo

A porta se abriu. Eu não estava mais em Atlanta e sim numa das muitas casas abandonadas, não tão longe da fazenda. Mas não me arrisquei a sair de noite vagando por aí. Então volto a minha atual situação. Estou escondida em baixo da mesa (eu sei ridículo), esperando os meus queridos visitantes entrarem. Logo agora quando minha munição está acabando.

Se uma horda maior de fãs enlouquecidos entrar aqui, acho que ia ficar difícil enfrentar sozinha isso tudo. Eu estava cansada, faminta, e completamente dolorida devido a uma queda de um barranco enquanto tentava inutilmente caçar um esquilo. Olha só o que a fome causa nas pessoas, as faz subirem em lugares altos atrás de um pedaço de carne, despencarem e ficarem quebradas.

Tá tudo uma droga. Mas eu ainda tinha forças que vinham da esperança, nunca fui do tipo que desiste sem lutar, se eu for morta por zumbis, pode ter certeza que eu morrerei lutando, tentando até o final. Eu sempre fui assim marrenta, essa pode ser minha melhor qualidade ou até meu pior defeito.

Então algo me faz acordar em um estalo (sou muito distraída, sempre vou para o maravilhoso mundo da Megan quando viajo demais). Ouço poucos passos, lentos e vão direto para cozinha, para minha surpresa era uma pessoa VIVA. Estava salva! Ou não?

Um medo estranho toma conta de mim, podia ser um estuprador ou sei lá. Eu tenho um corpinho sexy. Mas pra minha surpresa, de repente, quando olhei o homem que vinha adentrando a casa, percebi que não me importaria em ser estuprada por ele. Sou tarada mesmo! Na minha cabeça o único homem que encontraria não estava nos meus padrões gostáveis. Por isso se deve aproveitar toda boa oferenda de Deus.

Ele tinha olhos azuis totalmente penetrantes, tinha braços fortes, era másculo. Sempre fui muito atraída por homens assim. Essa sou eu, totalmente ferrada e quase morta, mas ainda assim paro pra analisar o físico do cara que estava com uma besta na mão e que conseguiria me matar sem nenhum esforço se precisasse. Me senti uma maníaca sexual.

Mas enfim, eu era uma mesmo.

Tinha que me inclinar pra ver ele mais de perto, então foi aí que aconteceu o momento mais idiota da minha vida. Eu me inclinei e me apoiei na perna da mesa, mas escorreguei em algum líquido no chão e caí de cara, levando comigo a toalha quadriculada da mesa que cobriu minha cabeça e derramou as tigelas que tinham lá bem nas minhas costas.

Senti o homem mirando sua arma pra mim pensando que eu era um zumbi, então meu único impulso foi gritar:

–Não atira !

Daryl's P.O.V

–Não atira!

-Então quer dizer que não era um zumbi? Estranho, era difícil encontrar sobreviventes andando por aí sozinhos.

–Vai atirar? a ouço ainda com a voz abafada pelo pano que lhe cobria a cabeça.

–Não, pode sair. Falo cauteloso com sua reação

A garota sai aos poucos debaixo do pano, e aos poucos pude ir vendo seus traços. E QUE traços.

Tinha um rosto muito angelical, embora ainda com feições de uma mulher forte, e seu cabelo tinha alguns resíduos de tinta roxa. Isso sem falar do corpo.

Pegável, muito pegável.

–Quem é você? Ela pergunta com a mão nos facões que ela carregava em formato de "x" nas costas.

–Não é da sua conta garota. Que curiosa! Penso.

–Não é da sua conta. Diz o maluco que invade minha humilde residência! Ela fala irônica com um sorriso no rosto que me desconcentrou.

–Não importa, estou aqui pra procurar uma garotinha e de repente chega uma louca debaixo da mesa me atrapalhando. Estava começando a me irritar.

–Então você passou de estuprador para pedófilo, que coisa! O que momentos como esse não fazem com as pessoas.

–Estou falando serio! Eu digo perdendo a paciência.

–Garotinha? Então, eu tinha algumas pistas de uma GAROTINHA, mas já que só te atrapalho então acho que devo sair né. Ela começa a se dirigir até a porta rebolando provocante.

Hora de engolir o orgulho, eu tenho que achar a Sophie, essa é minha prioridade.

–Que pistas?

Ela sorri maliciosamente, e segue até um armário mostrando uma espécie de ninho desarrumado.

–Alguém dormiu aqui ontem, alguém pequeno suficiente pra não se incomodar com o pouco espaço do armário, e essa pessoa também comeu os últimos enlatados da casa. Há fortes evidencias de ter sido sua garotinha. Ela me mostrava às provas enquanto falava.

–Ela esteve aqui ontem á noite, com certeza. Tenho que falar isso ao grupo agora mesmo. Saio correndo da casa

–Vai lá Indiana Jones, e DE NADA !

Pensei em levar ela comigo, foi muito prestativa em mostrar as pistas e também não me incomodaria em ver aquela bunda passeando pelo acampamento todos os dias. Ela podia morrer aqui, passar fome ou frio, e isso de alguma forma me atingia. E lá estava o Daryl Dixon coração mole, aquele que eu lutava pra esconder. Puta merda!

–Não quer vir comigo? Temos um grupo lá, abrigo, comida, essas coisas. Falo meio sem jeito.

–Eu me dou bem sozinha, valeu!

–Sei, sempre é melhor ter um grupo, vem! Porque diabos eu estava insistindo?!

–Ok, eu vou. Mas se eles me encherem o saco demais eu saio correndo de lá sem pensar duas vezes. Ela coloca a mochila nas costas e vem até mim.

–Eles vão encher o saco realmente, mas nada que não dê pra aguentar.

Ela solta uma risada, gosto do som dela, gosto do jeito que seus dentes formam um sorriso tão perfeito.

Eca, que viadagem, diz logo que ela é gostosa.

–A propósito, nem sei seu nome... Ela fala sem jeito.

–Daryl Dixon.

–Megan Smith.

Megan Smith, não seria difícil gravar seu nome.

Notas finais
Estamos fazendo de tudo pra fazer um capítulo por dia ok tirulipos ? beijo