Nobody is Home
13 Capítulo 13
Notas iniciais
Em uma das buscas pela floresta por sobreviventes, o Merle, (sempre ele) encontrou um rosto conhecido. Lá estava a Andrea e uma mulher que eu não conhecia provavelmente ela deve ter entrado no grupo depois que eu desapareci. Eu sei! Como eu estou descrevendo todo esse fato sem gritar o nome do DARYL, sem preguntar como ele está, se ele sentiu minha falta? Como eu não estou surpresa de ver a Andrea? Ela deveria estar com os outros e não aqui!
–Andrea! Grito o mais alto possível tentando chamar a atenção dela, já que ela estava rodeada de homens (cachorros atrás de uma nova fêmea).
–Megan, você esta bem graças a Deus! Cadê os outros eles estão aqui?
–Não, eu me separei deles, depois do que aconteceu na fazenda. Eu pensei que você estaria com eles-Fico cada vez mais nervosa e confusa- O que aconteceu Andrea, eles estão bem? O Daryl, ele... Nesse momento o Merle olha pra mim, me encarando de um jeito tão esquisito.
–Eu não sei. Eu também me separei deles, uma parte do bando foi atrás de mim e eu não pude mais reencontrá-los.
–Você conseguiu sobreviver a um bando?! Parece que a gracinha aqui não é a única durona. Diz Merle, agora dando um sorrisinho cínico como sempre.
–Eu espero que eles estejam bem.
–Eu também. Disse Andrea com um sorriso fraco no rosto, ela parecia doente e sem forças, aquela mulher ao lado dela deveria tê-la ajudado todo esse tempo, pois não teria como ela sobreviver lá fora nessas condições.
Viro-me para a tal desconhecida e dou um breve olá, ela não parecia ser das pessoas mais amigáveis:
–Eu sou Megan e você?
–Michonne. Nós só queremos descansar um pouco e depois partiremos.
–Nada disso, agora vocês estão em casa. Diz o Governador com aquele ar de superioridade de sempre e seu sorriso mais acolhedor e hipócrita de costume. Por que na verdade eu sempre fui a única que enxergava as intenções dele, e nunca me deixei levar por um bom par de frases acolhedoras que faziam você se sentir uma princesa mesmo nesse apocalipse. Ele poderia ter todas, mas não a mim.
–Ele tem razão, vocês podem ficar o quanto quiserem. Eu tenho que ir, até logo.
Ando depressa até a porta do então “meu apartamento”. Aquele lugar já foi de alguém, por isso acho que não tenho o direito de chamar de meu. Voltando ao assunto recente, a tristeza estampada na minha cara por não saber de notícias nenhuma do Daryl e que eu não sairia daquele quarto por dias. Eu não sou do tipo de pessoa que supera as coisas tão facilmente ou fingi que nada aconteceu. Só queria... Sou interrompida em meus pensamentos confusos:
–Tudo bem gracinha? Diz Merle me assustando e me fazendo ter como primeira reação esconder a cara enxugar as lagrimas e olhar para o nada como se aquilo fosse interessante.
–Você me assustou! Como você entrou aqui? Eu lembro muito bem de ter trancado a porta, agora você arromba elas também?
–Docinho eu sou mais sutil se você não percebeu! Eu fiz um copia da sua chave.
–O que? Quer dizer que todo esse tempo você poderia entrar aqui, quer dizer que qualquer noite você poderia me estuprar e tacar meu corpo no mato. Eu disse girando o corpo em sua direção e olhando com raiva a sua expressão de desdém.
–Estuprar? Ele ri. Isso seria muito fácil, gosto do difícil.
–Você é um panaca, mesmo. Quer saber, não vou ficar aqui mais um segundo sabendo que você pode vir e sair do meu quarto quando quiser. Pego minha bolsa e saio com pressa até a porta, quando tento cruza-la, ele me segura pelo braço e me olha fixamente nos olhos:
–É feio sair quando se tem visitas.
–Olha quem diz. Agora me largar, não me responsabilizo por meus atos. Falo quase gritando com tanto ódio.
–Uh ela vai me bater. Ele fala com um tom mais sarcástico possível, como se estivesse rindo da ideia de que eu bateria nele, enquanto aperta meu braço com força.
–Solta o meu braço, você esta me machucando. Grito de ódio.
–É uma pena querida. Ele me agarra pela cintura me joga na cama e começa a me beijar. Sim eu poderia sair dali correndo e ainda dar uma surra nele, eu estava tão confusa e sozinha, eu não queria aquilo, eu não queria o Merle, mas... Tudo que eu precisava era de carinho e aqueles beijos forçados começaram a ser suaves e eu fui levada por eles. A força que ele colocava sobre mim diminui e ele começou a me acariciar suavemente (com uma mão só obvio), eu me senti tentada a ir mais longe, parte de mim queria. Mas a outra parte se revelou e eu disse o que nenhum outro homem gostaria de ouvir:
–Daryl... Sim eu falei o nome dele, eu o amava e talvez só acetei aquele momento por que meu cérebro já desajuizado pensou por uma fração de minutos que era ele, o meu Daryl. Então já se pode imaginar o que aconteceu. Merle parou, me soltou como se eu fosse um brinquedo quebrado que não pode falar aquelas repetidas frases feitas. Ele simplesmente saiu pela porta, nem ao menos olhou na minha cara pelo resto da semana. Agora eu sei como fazer um homem me largar, é só eu falar o nome de outro que eles saem correndo, BINGO!
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