Nobody Knows
6 Tipo jogos mortais
Notas iniciais
Anteriormente em "Nobody Knows":
"– Acalme-se Senhora Eton... Vamos jogar um jogo! – Exclama a voz de forma assustadora, terminando com uma risada medonha que foi abafada. Cara! Minha vida com uma pelúcia era muito mais tranquila... Só falta esse cara ser um viciado em jogos mortais, daí estamos ferrados!
Todos os alunos que se encontravam no breu do refeitório, tinham seus rostos iluminados por pequenas velas que ficavam sobre a mesa, antes somente de enfeite. E seus rostos mostravam medos e insegurança, sobre um futuro totalmente incerto."
– Por que essa carinha de assustados? Não querem brincar...? – Disse novamente a voz fazendo a maioria dos presentes estremecer.
– Quem é você? Exijo que se identifique! – Bradou a voz da Diretora novamente pelo refeitório, porém dessa vez mais fraca devido a falta do microfone. Cara, acho que estamos realmente ferrados.
– Aconselho novamente que se acalme Senhora Eton, em quanto eu ainda permaneço calmo. Pois bem, quem eu sou não vem ao caso nesse momento, mas sim o que eu desejo. Quero que a Senhora me informe a localização daquilo que é "o secreto" se é que me entende...
– Do que está falando? Está louco? Aquilo que é secreto? Deve estar brincando! – Protestou a Diretora com a voz sincera e desesperada... Ela não parecia estar tentando mentir, era fácil constatar isso com o brilho de medo em seus olhos.
– Por que não pode simplesmente ir ao ponto... Tsc, tsc, tsc – Disse a voz soltando um suspiro logo em seguida. – Sabia que ia ser assim, mas não custava nada tentar. Bom, continuando... Quero que todos procurem uma... porta de pedra numa parede, vamos esse é o jogo e o que vocês ganham? A vida! – Após pronunciar tais palavras um estrondo pode ser ouvido, muitos alunos gritaram, o som do estrondo era de um tiro.
Olhei em minha volta encarando meu novos amigos.
– Isso é algum tipo de cerimônia de boas vindas ou algo do gênero? – Perguntei preocupado.
– Acredite, eu queria que fosse... – Respondeu Percy com a face preocupada.
– Então vocês não querem sair pelo colégio no escuro, não é mesmo crianças... ? – Disse novamente a voz misteriosa. – Eu ascendo a luz para que vocês procurem essa porta, mas não sem antes me apresentar....
E logo após essas palavras um holofote iluminou a entrada do Refeitório trazendo a todos a vista de um homem de estatura mediana, cabelo preto um pouco cacheado e devidamente penteado, com um sobretudo roxo de um tecido claramente fino. Uma espécie de bengala se encontrava em suas mão, mas estava ali mais como um enfeite, sapatos devidamente lustrados e calça social. Se não tivesse ouvido as palavras anteriormente proferidas por ele, o mesmo teria meu respeito.
O homem continuou andando até onde a Diretora estava, a luz voltou ao normal e ele tornou a falar:
– Apresentações devidamente feitas, que comec– Sua fala foi cortada por outro estrondo. Vários homens de preto e fortemente armados invadiram o refeitório.
– Mãos para o alto Senhor Mascard! – Todos os homens de preto, que equivaliam ao FBI eu acho, rodearam o homem estranho e apontaram suas armas para ele. – Alvo encontrado e interceptado, aguardando base. – Um dos homens fez contato com a sua escuta.
– Isso está parecendo jogos mortais misturado com FBI! – Disse num breve sussurro Percy que olhava a cena atônito.
O homem continuava imobilizado e logo outro homens com um uniforme um pouco diferente, porém ainda preto, chegaram e colocaram uma camisa de força nele. Todos estavam espantados, um dos homens estava conversando com a diretora que ouvia tudo atônita, os alunos também olhavam e cochichavam, encarei meus amigos que se encaravam sem dizer nada, Brandon era o mais estranho, ele parecia nervoso e depressivo acho melhor não falar com ele por em quanto.
A luz voltou ao local e o homem estranho e os agentes de algum lugar se retiraram, a diretora disse que eles iam fazer uma busca na escola pelos objetos utilizados por esse tal de Mascard.
– Ele é um louco que fugiu do hospício noite passada, ele é obcecado com uma história de portal.– Continuou a diretora tentando acalmar todos. – Ninguém deve sair do refeitório até o agente federal do governo dizer que é seguro. Enquanto aguardam vocês podem jantar, os funcionários irão esquentar a comida.
Depois do jantar, que foi um completo silencio, a diretora decidiu cancelar a aula do dia seguinte, todos estavam muito chocados e o psicólogo do colégio iria falar com todos os alunos no dia seguinte, os pais também seriam avisados.
[...]
Pela manhã, todos acordaram no horário normal de aula, nós deveríamos ir para a sala de aula e aguardar ser chamado, depois do café é claro. Por sorte minha sala foi uma das primeiras, então depois que fomos atendidos voltamos ao quarto, tínhamos tempo até a hora do almoço.
– Fala sério, eu não nasci pra tanta agitação assim. – Disse Percy soltando um suspiro e se jogando na cama.
– Humpf, tão jovem e tão velho... – Zombou Brandon de uma forma estranha.
– Deu pra falar filosoficamente hoje Brandon? – Disse Josh olhando pela janela do quarto.
– Não enche Josh... – Pediu colocando seus fones de ouvido e deitando.
– Bom eu vou fazer uma pesquisa, você está bem Edward? É novo aqui e já aconteceu isso tudo de uma vez... – Perguntou se sentando á mesa e ligando o notebook.
– Ãh... Sim não se preocupe. – Disse pegando o livro do meu lado e mostrando para ele, que rapidamente captou o meu gesto.
– Certo então.
Peguei o livro e comecei a folhear sem nada em mente, até que as palavras do louco da noite passada vem a minha mente, "Quero que todos procurem uma... porta de pedra numa parede". Imediatamente vou na página do livro que descreve como seriam os portais, e na descrição diz exatamente que é numa porta de pedra. Engulo a saliva lentamente cogitando a possibilidade disso ser real. Não seja bobo Edward, a Diretora mesmo disse que ele era um louco que fugiu do hospício, deve ter conhecimento dessa história e isso se misturou a sua loucura. Isso! Tem que ser isso. Ao menos eu espero...
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