Nobi, aquele que dominará o Japão!
31 Trem Explosivo
Notas iniciais
“Ainda bem que não foi nada de grave, Momoka-san.” Suspirou Chiyo aliviada enquanto examinava a sua Wakagashira. “Mas recomendo repousar por hoje. Aparentemente você sofreu um forte choque psicológico, infelizmente essa não é a minha área.”
“Não tem problema, eu queria cochilar de qualquer forma.” Respondeu Momoka se deitando de novo no futon. “Agora já pode sair, não quero ser incomodada.”
“Ela continua rude como sempre.” Pensou Chiyo forçando um sorriso, enquanto uma veia pulsava na testa.
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No jardim, Koji, Jin e Goru estavam sentados no soalho, observando Nikko de frente para o seu irmão.
“Oh, este lugar é perfeito para treinarmos.” Comentou Kazuo olhando em volta.
“Vamos começar logo, Nii-san.” Falou Nikko determinada, a mesma prendia agora o seu cabelo com um rabo-de-cavalo e usava uma roupa desportiva.
“Ela parece bem determinada.” Comentou Jin com um leve sorriso. “Parece que mudou bastante desde a primeira vez que nos vimos.”
“Sim, tenho de concordar.” Falou Goru acenando com a cabeça.
“A Nikko-chan fica tão bem com aquela roupa! Que sensual!” Afirmou Koji de forma exagerada. “Mal posso esperar para a ver coberta de suo-”
O esverdeado fora interrompido por um chute voador de Chiyo.
“Chega de perversões na minha casa, maldito!” Gritou a rosada abanando o quase inconsciente pervertido.
“Realmente arranjaste uns amigos peculiares.” Riu Kazuo descontraidamente, pensando levemente. “Aquilo é um robô?”
“Acho que é uma boa forma de os definir…” Murmurou Nikko observando-os com uma gota de suor atrás da cabeça.
“Hum, parece que estamos sendo avaliados.” Comentou Kazuo olhando para o teto da casa, onde o Oyabun da Onigumi se encontrava sentado, observando-os.
“Quando é que ele subiu para ali?” Indagou Nikko espantada.
“Será que ele está avaliando a minha força?” Questionou Kazuo com a sua expressão descontraída e depois pensando de forma mais séria ao olhar para a sua irmã. “Ou será que ele quer ver o potencial da Nikko-rin em ação?”
Nobi apenas sorriu, enquanto pensava.
“Nikko, quero ver com os meus próprios olhos, o quanto podes evoluir.”
“Ah, eu queria ver a Nee-san treinar.” Lamentou Chiyo desiludida. “Mas tenho de ir ao outro lado da cidade para comprar umas ervas medicinais que preciso.”
“Sabes quanto tempo vou demorar para estar recuperado, Chiyo-dono?” Perguntou Jin apontando para a tala no seu braço esquerdo.
“A fratura não parece ter sido muito grave, aparentemente a Tsukuyomi também aumenta a tua resistência.” Analisou a rosada pensativa. “Eu diria que em duas ou três semanas poderíamos retirar a tala.”
“Entendo.” Murmurou Jin com um ar pensativo, olhando para o seu braço ferido.
“Bem, cuidem da casa.” Ela falou, saindo a correr.
“Ela parecia já estar atrasada.” Comentou Goru, enquanto Koji mexia no celular.
“Sim, ela deve precisar pegar o trem para o outro lado da cidade.” Supôs o azulado olhando na direção que ela havia saído.
“Bem, eu também vou sair.” Falou Koji arrumando o celular e se levantando. “Tenho um compromisso.”
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Enquanto isso, no quarto de reuniões de Takara, princesa dos White Tigers, a mesma encontrava-se atrás de uma cortina semitransparente que só mostrava a sua silhueta, abanando-se com um leque, quando Hikaru chegou e se ajoelhou perante a sua figura.
“Então, Hikaru.” Falou ela fechando o leque. “Como estão os nossos problemas com essa tal Onigumi? Estamos prontos para o primeiro movimento?”
“Na verdade… Takara-hime, o general Ishida agiu por conta própria e enviou o general Katsugawa para queimar a base inimiga.” Reportou Hikaru baixando a cabeça.
Depois seguiu-se um curto silêncio, sem sinal de resposta da princesa.
“Takara-hime?” Inquiriu o mordomo preocupado.
“Entendo, então nós fizemos isso.” Murmurou Takara baixando a mão com o leque. “Avise para não voltarem a agir sem o meu consentimento.”
“Eu mesmo já os avisei.” Respondeu Hikaru levantando a cabeça e retirando uma foto do seu terno. “O Katsugawa já foi enviado para a sua próxima missão. Caçar o que cremos ser o membro mais frágil da gangue inimiga. Pelas informações que reunimos, o seu nome é… Mochizuki Chiyo.”
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Uns minutos depois, Chiyo finalmente chegara à estação e pegara o trem que precisava. No seu vagão, além dela, estavam apenas dois homens. Um usava uma grande gabardine e um chapéu que ocultava o seu rosto, estando sentado, lendo um bloco de notas; enquanto o outro estava de pé, virado para a janela da porta do outro lado, sendo também impossível ver o seu rosto, porém usava um estranho penteado moicano.
“Parece que não há muita movimentação a esta hora.” Pensou rosada também ficando de pé, observando a paisagem do trem em movimento.
“Perfeito.” Murmurou o homem do moicano, sendo na verdade Katsugawa. “Agora tenho-a encurralada. A nossa rede de informações é perfeita, nada pode escapar dos olhos da nossa informadora.”
O General dos White Tigers dirigiu-se, então a ela, sigilosamente ficando atrás da Kunoichi, enquanto a mesma estava distraída com a paisagem.
“Agora só preciso tocar nela e tudo acabará.” Pensou ele aproximando lentamente a mão. “Uma pena acabar tão rápido, mas tenho de ser profissional.”
“Oi, oi, o que temos aqui?” Questionou o homem da gabardine agarrando o pulso de Katsugawa e chamando a atenção de Chiyo. “Será um molestador de trem? Nunca pensei que um dos 10 Generais da White Tigers fosse capaz disso.”
“Essa voz.” Murmurou Chiyo a reconhecendo.
“Tch. Quem é você?” Interrogou Katsugawa libertando a sua mão e recuando. “E como você sabe isso?”
“Reunir informação é a minha especialidade. Especialmente se estivermos falando de informações privadas de garotas, nessas sou o melhor.” Falou ele retirando a gabardine e o chapéu, se revelando. “Sakurama Koji é o meu nome! Pode me considerar o informador da Onigumi!”
“O quê?” Indagou o general, surpreso. “Nós não sabíamos que eles também têm um informador.”
“Essa expressão prova a minha teoria.” Comentou Koji confiante. “Como nunca cheguei a agir contra vocês, não tinham qualquer conhecimento da minha existência.”
“O que fazes aqui?” Perguntou Chiyo também surpreendida.
“Yo, Loli-chan.” Cumprimentou o esverdeado normalmente.
“Responde à minha pergunta!” Reclamou ela começando a ficar irritada.
“Um trem com pouca gente, num horário de pouca movimentação.” Analisou Koji com uma expressão bastante séria. “É o lugar perfeito para assediar garotas solitárias!”
“Já devia saber!” Falou Chiyo socando o queixo do esverdeado, fazendo-o cair.
“Não devias ser tão cruel, Loli-chan.” Reclamou Koji massageando o queixo. “Eu acabei de salvar a tua vida.”
“A minha vida?” Questionou Chiyo confusa.
“Isso realmente me irritou.” Murmurou Katsugawa rodeado por cinco estranhas esferas negras e com uma expressão raivosa. “Me sinto desprezado!”
“O que é isso?” Indagou Chiyo fincando em guarda.
“Uma arma amaldiçoada.” Respondeu Koji se levantando, enquanto observava os 5 anéis presos com uma corrente que o inimigo usava na mão direita. “Baixa-te!”
Chiyo não entendeu o porquê, mas fez imediatamente o que o esverdeado disse, enquanto uma das esferas ia em direção a eles, explodindo ao chocar com o braço do pervertido.
“A habilidade de criar e controlar explosivos.” Falou Koji enquanto a fumaça desaparecia e revelava o seu braço endurecido. “Tal como as informações diziam.”
“Entendo, então você também é um amaldiçoado.” Comentou Katsugawa com mais esferas atrás de si. “Mas realmente sabe muita coisa.”
“Eu estudei a fundo a White Tigers.” Revelou ele sorrindo. “Sei mais que alguns de vocês.”
“Isso realmente me irrita.” Respondeu o Yakuza inimigo dando um passo em frente, mas caindo logo após o fazer. “O quê?”
“Não estou entendendo muito bem, mas basicamente você é nosso inimigo.” Falou Chiyo segurando uma linha de aço que estava agarrada ao pé do general, enquanto se levantava.
“Quando é que foi?” Questionou Katsugawa com os seus pés presos.
“Atacar furtivamente é a minha especialidade.” Respondeu Chiyo segurando fortemente o fio para que o inimigo não se soltasse. “Sei que a melhor hora para pegar o adversário é quando ele menos espera.”
“Nada mal, Loli-chan.” Elogiou Koji observando o general. “Te darias bem com Bondage (N/a: um tipo específico de fetiche, geralmente relacionado com sadomasoquismo, onde a principal fonte de prazer consiste em amarrar e imobilizar seu parceiro ou pessoa envolvida). Só não foi perfeito porque faltou peitos da tua parte.”
“O que os peitos têm a ver com esta situação?” Reclamou a rosada constrangida.
“Uma abertura.” Murmurou Katsugawa fazendo uma das bombas ir em direção à Kunoichi.
Apanhada de surpresa recuou para trás, alarmada, largando assim o fio que prendia os pés do Yakuza segundos antes da bomba explodir perto dela, ainda a jogando para o chão com o impacto da explosão.
“Não o podemos subestimar.” Advertiu Koji ficando entre Katsugawa e a sua companheira caída, para a poder defender enquanto estava vulnerável. “Não te distraías.”
“Tu é que me distraíste!” Reclamou Chiyo levantando-se.
“Parece que as explosões dele não são o suficientemente potentes para matar uma pessoa.” Analisou Koji encarando o inimigo. “Mas podem Causar graves queimaduras se formos descuidados.”
“Estas bombas remotas são apenas uma das funções da minha arma amaldiçoada.” Katsugawa gargalhou confiantemente. “Eu ainda tenho alguns truques escondidos.”
“A outra é o toque explosivo.” Revelou o esverdeado, fazendo com que o Yakuza mudasse para uma expressão mal humorada. “Ao tocar em alguém com a palma da mão direita, podes implantar uma bomba letal que explode quando quiseres, não é?”
“Nossa, ele realmente sabe imenso sobre os White Tigers.” Pensou Chiyo admirada.
“Moleque, já me estás irritando bastante.” Murmurou Katsugawa com veias pulsando na cabeça.
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No jardim de Chiyo, o treino de Nikko finalmente começara.
“Bem, o primeiro passo é conseguires manipular o teu Anima.” Exemplificou Kazuo cobrindo a sua mão direita com uma espécie de garra feita de Anima. “Mesmo nós, Izumo, tendo uma maior naturalidade e facilidade para o conseguir, qualquer humano normal pode chegar a manipular o seu Anima se treinar bastante. Porém só o nosso Anima tem a capacidade de anular armas amaldiçoadas.”
“Entendo.” Murmurou Nikko encarando a sua mão direita e se lembrando todas as vezes que utilizara o seu Anima.
“Concentrar o teu Anima nas pernas fará com que consigas saltar grandes distancias e correr a alta velocidade. Se o concentrares nos punhos, serão mais resistentes que ferro.” Explicou Kazuo socando o chão e fazendo uma pequena cratera. “Também se pode concentrar o Anima em objectos, tal como armas, mas por enquanto, vamo-nos focar na luta corpo-a-corpo.”
“Certo.” Respondeu Nikko se concentrando na sua mão, porém o seu corpo não mostrava qualquer sinal de libertação de Anima. “O quê?”
“Hum, das outras vezes que o usaste o teu poder estavas passando por emoções intensas.” Comentou Kazuo com um tom pensativo. “Nunca chegaste a usar o Anima correctamente.”
“Então o que devo fazer?” Perguntou a loira preocupada.
“Bem, mesmo que só tenhas usado o Anima brutamente, não muda o facto de que já o usaste, sendo assim, os teus esporos já abriram por completo.”
“Esporos?” Murmurou Nikko confusa no meio da explicação do seu irmão.
“Começa por fechar os olhos.” Comandou Kazuo e assim a sua irmã fez. “Respira fundo, desfaz-te de todas as distrações, esvazia a tua mente, não é muito diferente de uma meditação.”
Nikko seguiu os conselhos do seu irmão, enquanto se concentrava calmamente, os sons à sua volta iam ficando cada vez mais baixos, até que a na sua mente, alcançaram o completo silencio, poucos segundos depois, o Anima dourado começava a surgir do seu corpo e envolvendo-o como se fosse uma aura.
“Nada mal. Com o treino correto conseguirás fazer isso instantaneamente sem a meditação.” Elogiou Kazuo analisando a sua irmã. “Agora tenta focar o Anima num único ponto do corpo, como por exemplo o teu punho.”
“Certo.” Nikko, ainda de olhos fechados, concentrou toda a sua força na mão direita, porém, o processo estava demorando bastante e a única diferença, que apenas Kazuo notava, era que a densidade de Anima na mão estava aumentando, mas muito lentamente.
“Quando ela tenta fazer apropriadamente, a velocidade de manipulação de Anima é muito lenta.” Pensou o detective privado observando seriamente a sua irmã. “Isso pode vir a ser problemático se não revolvermos rápido.”
“Nikko, estás demorando muito!” Gritou Nobi desde o telhado da casa. “Isso está ficando entediante!”
“Calado! Estou tentando me concentrar!” Reclamou Nikko com o seu punho perfeitamente coberto de Anima. “Oh, consegui.”
“O que foi isto? Essa velocidade de reacção foi praticamente instantânea.” Pensou Kazuo engolindo em seco. “Isso é quase impossível para um principiante que acabou de descobrir o que é Anima, especialmente para alguém que estava tendo uma manipulação tão lenta há uns segundos atrás. Acho que posso ter subestimado a minha irmãzinha. Parece que ela tem um grande controle subconsciente, só ainda não percebeu.”
“O que faço agora, Nii-san?” Perguntou ela começando a ficar entusiasmada.
“Ah, sim.” Falou Kazuo acordando dos seus pensamentos e começando a olhar em voltar. “Bem, primeiro vamos ver o nível intensidade. Tenta atacar-me.”
“Certo!” Respondeu ela ficando numa posição de combate.
“Não hesitou nem um segundo em querer me atacar… Como esperado da minha irmãzinha.” Pensou o loiro com uma gota de suor atrás da cabeça. “Mas tens de ser precisa, só terás uma única oportunidade.”
“Concentração… Foco…” Murmurava Nikko respirando fundo e fechando os olhos por breves momentos, seguindo logo depois para o ataque. “E atacar!”
Nikko foi em direção ao seu irmão com o Anima no seu punho brilhando intensamente, pronta para o atacar, quando o mesmo se esquivou velozmente para o seu lado esquerdo.
“Falhaste.” Declarou ele ainda no meio da esquiva.
“Eh?” Murmurou Nikko surpreendida, desfazendo a concentração de Anima no seu punho.
“Como suspeitava.” Pensou Kazuo fazendo uma rasteira na sua irmã, ainda a meio do ataque, fazendo-a cair. “Mesmo que ela consiga se focar, uma leve distração é o suficiente para o Anima dissipar.”
“Ah, droga.” Lamentou Nikko se levantando e tirando a poeira da sua roupa. “Pensei que finalmente tinha conseguido.”
“Parece que não tenho escolha.” Suspirou Kazuo se virando depois para Nobi. “Você, garoto barulhento do cabelo bagunçado!”
“Eu?” Questionou Nobi apontando para si mesmo confuso, enquanto pensava. “Bagunçado?”
“Você mesmo.” Confirmou Kazuo apontando para o ruivo. “Desce e luta com a minha irmã, podes vir com tudo se for preciso.”
“O quê?!” Indagaram Jin, Goru e Nikko simultaneamente.
Nobi simplesmente deu um leve sorriso e saltou do telhado para o jardim, levantando alguma poeira.
“Interessante.” Murmurou ele com um olhar brilhante e feroz. “Agora fiquei animado.”
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A batalha de Koji e Chiyo contra um dos 10 generais da White Tigers continuava, Katsugawa lançava as suas esferas negras em direção à dupla Yakuza que graças à sua forte defesa e reflexos incríveis respectivamente se livrava das explosões sem muita dificuldade.
“Fiquem quietos!” Gritou Katsugawa ficando com cada vez mais veias pulsando na sua cabeça. “Eu quero explodir vocês!”
“A explosões são pequenas, o vagão não está muito danificado, algumas partes apenas ficaram queimadas e os vidros quebraram, devemos ficar bem.” Analisou Chiyo mentalmente enquanto se esquivava dos ataques inimigos. “Mesmo ele podendo sempre recriar estas esferas assim que explodem, parece que o número limite dele é 5… Será que?”
“Oh, ela também percebeu?” Pensou Koji com um leve sorriso e um olhar sútil para a rosada.
Assim que pousou no chão, após a sua última esquiva, Chiyo saltou em direção ao General, arremessando uma agulha que cravou no ombro direito do inimigo.
“Maldita, você acha que algo tão pequeno me vai deter?” Questionou Katsugawa confiante, até perceber que perdera a sensibilidade no braço direito. “Mas que raios?”
“Acompultura anestesista.” Murmurou Chiyo com uma expressão triunfante ao ver que as esferas tinham ficado imóveis no ar. “Tal como pensei…”
“Ele controla as esferas com os dedos da mão direita!” Pensaram Koji e Chiyo em sincronia.
“Isso realmente me irrita…” Murmurou Katsugawa rangendo os dentes, preparando-se para retirar a agulha do seu ombro.
“Você acha que vamos deixar?” Questionou Koji aproximando-se pelo lado esquerdo com o seu punho endurecido, pronto para atacar.
“Maldito…” Murmurou Katsugawa levando o braço esquerdo em direção à cabeça do esverdeado, com uma lâmina saindo da sua manga.
“Uma lâmina oculta?” indagou Koji apanhado de surpresa, enquanto o ataque cortante se aproximava da sua cabeça, sem possibilidade de escapatória.
“Achavas mesmo que ia deixar o meu lado esquerdo desprotegido?” Questionou o White Tiger com um sorriso maníaco.
“Era o que esperava.” Respondeu Koji com um sorriso provocador, distraindo o Yakuza inimigo.
Então, a poucos centímetros da lâmina cortar o esverdeado, Chiyo deu um potente chute voador no rosto de Katsugawa, fazendo-o perder o equilíbrio.
“Ele.. era apenas… uma distração?!” Murmurava o Yakuza explosivo enquanto era arremessado contra o chão.
“Incrível, conseguiste perceber o meu plano sem que trocássemos qualquer palavra.” Comentou Koji com a mão no queixo de forma pensativa. “O que é isto? Estás tão obcecada por mim que até já consegues ler a minha mente? Queres assim tanto que o Senpai te note? Nossa, isso chega a ser assustador.”
“Claro que não, maldito!” Reclamou Chiyo irritada. “Alguém como tu não levaria um golpe daqueles com tanta facilidade, era óbvio que só querias distraí-lo e fazer revelar qualquer trunfo que tivesse.”
“Ela me analisou melhor do que eu pensava.” Pensou Koji com um leve sorriso. “Isso pode vir a ser problemático para mim.”
“Vocês me irritaram demais.” Murmurou Katsugawa com imensas veias pulsando na sua cabeça, enquanto arrancava a agulha do ombro. “Vou contar-vos mais uma função da minha arma amaldiçoada… Eu posso transferir toda a minha raiva para as bombas!”
“O quê?” Indagou Koji ao ver que as 5 esferas estavam inflando bastante rápido.
“EXPLODAM!” Gritou Katsugawa com um olhar insano.
Imediatamente se seguiu uma enorme explosão que destruiu por completo o vagão.
No meio da nuvem de fumaça causada pela enorme explosão, apenas Katsugawa estava de pé, rindo histericamente e com o seu moicano todo espetado também por causa da explosão.
“Eles não me deviam ter irritado.” Ria Katsugawa descontroladamente. “Bem, pelo menos agora eliminei dois alvos. Por outro lado, fui bem escandaloso, o Hikaru-san vai dar na minha cabeça de novo.”
“Stage 2!” Uma voz raivosa se fez ouvir pela fumaça que restava, chamando a atenção do Yakuza.
Então, uma figura sombria surgiu pela cortina de fumaça, carregando Chiyo nos braços como se fosse uma princesa. Era uma armadura negra e futurística, usava um cinto com um emblema em forma de “H” e a sua aparência fazia lembrar um clássico herói Tokusatsu.
“Arma amaldiçoada: modelo armadura.” Nomeou o misterioso sujeito com o seu visor brilhando de forma intimidadora. “Kurotama!”
(N/a: Kurotama (黒玉) significa concha negra, porém também é um trocadilho com alma negra (黒魂) que também se lê como Kurotama)
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