No teu olhar

13 Capítulo 13 - Nossos caminhos, nossa história.


Notas iniciais
oLHA EU AQUI!q!! A história está no 13 e vamos até o 15, então a coisa vai esquentar logo. Espero que gostem!!

— O que aconteceu noite passada? – Perguntou, segurando a cabeça e esfregando o rosto.

— Eu vou contar tudo. Mas eu quero saber, por que você tem retratos meus? As datas... Elas são de antes de nos conhecermos, Bella. Isso não faz...

— Sentido? – Questionou. – É, eu sei. Droga, minha cabeça...

— Já tomou o analgésico. Logo vai se sentir melhor. – Explicou se sentando na beira da cama.

— Olha, Edward. Existem coisas... Coisas que eu quero contar, mas não tenho ideia de como fazer isso, está bem? – Declarou, o observando. Podia sentir o calor que havia em seu olhar.

Edward parecia perdido, mas também levemente assustado. Quem não ficaria ao descobrir que alguem tem retratos seus escondidos?

— Eu não te conhecia quando os desenhei. – Começou a explicar, enquanto bebia o resto do suco. – Eu tinha... sonhos. Mas não era você no sonho. Era um realidade distante, está bem? Eram príncipes, e princesas, rainhas e castelos.

— Como no livro. – Edward acrescentou.

— Como no livro. – Confirmou. – Mas eu nunca o tinha lido. Na verdade, nunca o tinha visto, até conhecer você. No dia que te conheci, minha mãe se livrou de todos os meus desenhos e quadros.

— Ela sabia? Sabia que era eu no quadro? – Indagou.

— Não. Ela nunca se quer olhou direito para os quadros. Apenas mandou que alguem se livrasse deles enquanto eu estava fora. Só salvei os que eu havia escondido. Os que você encontrou.

— Isso é... – Começou, parando, sem saber o que dizer.

— Loucura? Mas eu pensava que eram apenas sonhos, entende? Ao menos até ler o livro e até conhecer você.

— Eu não... Não sei o que dizer. – Declarou, fitando o chão.

— Você queria a verdade. Essa é a verdade.

— Bem, nesse caso, — começou, erguendo o olhar, encontrando o de Bella. – Acho que é minha vez.

Edward se levantou, caminhando pelo quarto, apertando a própria nuca, depois voltando a olha-la. Bella mantinha os olhos preocupados.

— Você não é o única a ter sonhos. – Declarou, a observando. – Alguns meses antes de te conhecer, me mudei para a cidade. Foi quando os sonhos começaram. Talvez eu já os tivesse antes, mas eles ficaram mais claros quando me mudei.

— Que tipo de sonhos? – Indagou se levantando, depois se lembrando de que não vestia quase nada, agarrou o lençol.

Edward se virou, lhe dando privacidade e apontando para as roupas no chão.

— Eu nunca me lembrava dos detalhes quando acordava, mas quando a conheci, eles foram ficando mais claros. Eu vivia em outra época. E havia uma garota. Não parecia uma princesa, mas sim uma camponesa ou algo assim. Mas não importava. Eu a conhecia e a amava. No sonho, eu sempre corria até ela, mas não importava o quanto corresse. Ela sempre morria antes que eu alcançasse. Nunca via seu rosto. E o sonho acabava.

— Quantas vezes teve o mesmo sonho? – Perguntou, se aproximando. As costas de Edward estavam rígidas e ele estava levemente curvado sobre a mesa.

— Mais do que posso me lembrar. Haviam noites em que eu acordava gritando. Noites que eu me recusava a dormir. Não queria vê-la morrer de novo e de novo. Não sem saber quem era ela. Não sem saber a razão. Então as coisas mudaram.

— O que mudou? – Questionou, tocando seu ombro.

— Tudo mudou. Você deixou o livro e desapareceu. Eu o li e acredite, o sonho se tornou cem vezes pior.

— Eu não entendo... O que pode ter mudado? – Indagou, confusa. Sua respiração estava presa no peito, sua atenção nos olhos de Edward que a observava.

— A garota dos meus sonhos ganhou um rosto. Mas seu destino não mudou. Ela continuou morrendo de novo e de novo. Mas dessa vez, quando eu assistia, era você que eu via, Bella. Você era a garota.

Ao ouvir suas palavras, Bella ofegou, dando um passo para trás.

— Como isso... Como é possível?

— Seus sonhos pararam? – Edward perguntou.

— Não. Mas eles diminuem quando... – Começou, se detendo. Não queria contar aquilo.

— Quando...?

— Quando você está perto, Edward. Eles diminuem quando você está perto. – Explicou, se afastando. – Acha que há algo de errado com a gente?

— Acho que há algo com o livro. Que não é apenas uma história. – Explicou, fazendo suspirar.

— E não é. – Declarou, fazendo Edward se virar.

— O que disse?

— A história do livro é real. Meu avô disse que é a história de um antepassado meu. A história foi contada por vários lados, até o livro estar finalmente pronto. A maioria dos detalhes, saiu de um diário que Isabella tinha. Alice o encontrou junto a cela, onde ela morreu. O restante foi contado pelo príncipe.

— Isso é loucura. Não pode ter acontecido. – Respondeu.

— E desenhar um cara que nunca viu, ou sonhar com uma garota que nunca conheceu, todas as noites, não é? Agora sabe a verdade. É a sua vez. O que aconteceu ontem a noite.

— Depois que nos encontramos na sala de música, você disse que iria para uma festa. Eu tive um... pressentimento.

— Você me seguiu? – Questionou.

— Colocando desse jeito, faz parecer estranho, mas eu precisava saber... Eu tive uma sensação ruim, está bem? O que queria que eu fizesse.

— Então você me seguiu. – Afirmou.

— Eu disse a mim mesmo que manteria distancia. Que só me aproximaria se você precisasse, mas quando eu vi... Você não parecia... sóbria. Eu me distrai por um segundo e a perdi de vista. Então eu ouvi a discussão.

— Eu me lembro... Estávamos conversando e ele me chamou para dançar. Não me lembro do que veio depois. – Segurou a cabeça, se sentando.

— Você o dispensou e ele não aceitou bem. Eu ia me aproximar, mas Rosálie chegou antes. Disse que cuidaria daquilo. E não havia nada que eu pudesse fazer. Ainda sou um professor, não deveria nem estar ali, quanto mais tocar em um aluno. Não que eu estivesse ligando para as regras. Rosálie o colocou para correr. É uma garota durona.

— Ela é. – Confirmou. – O que aconteceu depois.

— Vocês estavam conversando e você disse que queria ir para casa. Eu ia me afastar, mas você começou a chorar então eu ouvi meu nome. Suas palavras estavam confusas, então ouvi Rosálie te chamar. Foi o que bastou, porque no segundo seguinte, eu estava no quarto. Eu disse a ela que cuidaria de você.

Edward se aproximou, tocando seu rosto.

— Quando me aproximei, você se agarrou a minha camisa e disse que eu havia voltado e que dessa vez seria diferente. Que minha mãe não nos separaria novamente. Então você me beijou. – Declarou, fazendo com que ela cobrisse o rosto. – Eu fiquei confuso, mas antes que pudesse perguntar alguma coisa, você desmaiou.

— Você me trouxe para cá em seguida? – Questionou.

— Não. Eu a levei para seu dormitório. Quando estávamos no meu carro, você não parava de dizer que havia algo que queria mostrar.

— Então como eu cheguei aqui? – Indagou, apontando para o quarto.

— Quando chegamos até seu apartamento, eu pensei que você dormiria, mas você parecia mais acordada do que nunca. – Explicou. – Foi até seu quarto e eu estava prestes a te seguir, para ter certeza de que ficaria bem. Então você voltou. E nas suas mãos, haviam os desenhos. – Apontou para o amontoado de folhas sobre a mesa.

— Isso ainda não explica como vim parar aqui.

— Depois, que me mostrou os desenhos, eu não consegui ir embora. Antes de ver as datas, pensei que os tivesse feito depois. Então, eu senti algo que não sentia desde que você se foi. Eu sabia que não era certo na época e sabia que não era certo agora.

— O que você sentia? – Perguntou, sua voz falhando.

— Quando nos conhecemos, quando eu vi você se rebelar contra sua mãe, e retomamos nossas aulas, percebi que alguma coisa havia mudado. Mas não queria admitir. Não podia. Então ignorei o que sentia.

— Edward, o que você sentia? – Indagou, dessa vez mais impaciente.

— Foi só quando você partiu, que permiti admitir. Eu havia me apaixonado por você, Bella. – Declarou, fazendo com que ela o fitasse, sem dizer nada. – Entende agora, porque me machucou tanto o fato de partir sem dizer nada? Você foi embora e tudo que deixou foi aquele livro, e seu rosto em meus sonhos, enquanto eu a via morrer. Noite após noite. Eu te procurei por meses, mas sua mãe se recusava a me dizer qualquer coisa. Então eu desisti e me mudei. Comecei a dar aulas e tocar minha vida.

— Então você me encontrou. Deixou o livro na minha porta.

— Ontem a noite, você o pegou, junto com os desenhos. Disse que não queria ficar ali. Você parecia histérica e assustada. Não parava de dizer que não queria que a história se repetisse. Então eu entendi. Quando falou da minha mãe, estava se referindo ao livro. Eu me aproximei e a segurei nos braços. Você parecia prestes a desmaiar novamente, então eu trouxe para meu apartamento. Não sabia se acordaria outra vez.

— Então eu passei a noite aqui? – Apontou para a cama.

— Passou. Quando a coloquei na minha cama, você parecia mais... tranqüila. Então eu arrumei o sofá. – Apontou para o sofá que havia no canto do quarto. – E dormi ali. Para o caso de você acordar outra vez.

— Bem, e o que fazemos agora? – Indagou, esfregando o rosto.

— Me diga você. Eu disse que havia me apaixonado por você e você nem ao menos piscou.

— Como posso saber se é de mim que você gosta? – Perguntou, o pegando de surpresa.

— O que?

— Como posso saber se não é pela garota dos sonhos que se apaixonou?

— Você é a garota dos sonhos, Bella. – Explicou se aproximando, fazendo com que ela recuasse.

— Não. Isabella, a garota do livro, essa é a garota dos sonhos.

— Era o seu rosto que eu via, Bella. Era você! – Se exaltou, puxando os cabelos. – Como pode...

— Assim como o cara dos desenhos tem o seu rosto, mas eu sei que não é você. Não pode ser. Um ano é muito tempo. Eu mudei, você mudou. – Explicou.

— Eu ainda sou eu. O cara que te dava aulas de piano e você ainda é você.

— Você não sabe quem eu sou. – Ralhou, sentindo seus olhos arderem. – Nem mesmo eu sei.

— Eu sei que você é linda, inteligente, divertida e a garota mais corajosa que conheci. Sei que enfrentou tudo e todos para viver seu sonho de ser artista e sei que é incrivelmente talentosa e tem a vida toda pela frente.

Edward se aproximou, segurando a mão dela.

— Também sei, que por mais que a história do livro seja real, não somos nós. Sei que podemos escrever nossa própria história, e não deixar que o que aconteceu, nos diga como devemos viver.

— Edward, não é real...

— Eu sei que me apaixonei pela garota que está na minha frente agora, e não pela que está nas páginas de um livro. E que se essa garota me quiser, eu sou dela. – Declarou pegando a mão de Bella, e colocando contra o próprio peito. Sobre seu coração.

— Edward...

— Parece irreal para você, Bella? Porque para mim não é. – Declarou, fazendo com que ela perdesse o controle e o beijasse.

As mãos dela envolveram o pescoço de Edward, o puxando para perto, colando seus corpos. O beijo era feroz, como se não fosse o bastante, como se precisassem de mais.

As mãos dele apertavam sua cintura, a puxando para si. E quanto o ar se fez necessário, suas testas continuaram coladas, enquanto controlava suas respirações.

— Como isso vai funcionar? – Ela perguntou, ainda de olhos fechados.

— Vamos dar um jeito. Um passo de cada vez, vamos dar um jeito. – Declarou abrindo seus olhos, encontrando os dela. E ali, ficaram perdidos, até retomarem o beijo e começarem tudo outra vez.

Talvez realmente pudessem começar sua própria história.

Notas finais
Sim!! Vão seguir e escrever sua própria história. Alguem muito especial vai aparecer no próximo. Continuem acompanhando e comentando.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.