No teu olhar

10 Capítulo 10 - Pare e volte ao passado


Notas iniciais
Olha eu aqui!! Foi rápido hein? Que tal uma recomendação? Os mistérios estão começando a aparecer e já passamos da metade da fic. Comentem.

A chuva caia sem parar, enquanto os trovões soavam ao seu redor.

Edward olhou e volta, parecia uma campina e começava a anoitecer.

— Alguem? – Gritou, esperando uma resposta que nunca vinha. – Tem alguem aí?

— Edward... – Ouvi um murmuro baixo, fazendo com que ele se virasse.

— Bella? – A chamo, tentando chegar até ela. – Eu estou aqui! – Rugiu, começando a correr.

— Por favor, não! – A ouviu gritar. O grito da garota, fez seu coração se despedaçar.

— Acha mesmo que pode salva-la? – Uma voz soou atrás dele, mas assim como as outras, ele nunca via um rosto. – Ela não pertence ao nosso mundo, Edward. Mata-la foi o maior favor que eu irei lhe fazer. – Acrescentou.

Quando Edward se virou, ouviu um grito de dor e avistou um corpo caído. Foi quando começou a correr ainda mai.

— Não! Não de novo! – Implorou, chegando, se atirando ao corpo caído, cujo os cabelos escuros cobriam o rosto. – Bella? – A chamou, tocando seu rosto, seus cabelos grossos. Mas antes que pudesse revelar o rosto, ouviu uma batida na porta.

— Inferno! – Rugiu, se arrastando até a porta.

— Bom dia, bela adormecida. – Jasper declarou, com um sorriso brincalhão.

— O que você quer aqui?- Indagou, mal humorado.

— Bom te ver também, Jasper. Como tem passado? Eu vou bem, Edward. Aqui, eu trouxe uma oferta de paz. – Disse, estendendo um copo de café.

— Agora está melhor. – Indagou, dando espaço para que o amigo passasse e caminhou até o piano.

— Conseguiu dormir? – Jasper perguntou, lhe entregando as partituras da música nova.

— Tenho inveja das pessoas em coma. – Edward murmurou, servindo terminando o copo de café. – Vamos ver o que temos aqui.

— Está bem. – Respondeu olhando para os papéis, mas voltando a atenção para o amigo. – Você não tem curiosidade?

— Em que? – Questionou.

— Em saber quem é essa garota. Quer dizer, eu vi um estudo uma vez, que não é possível sonhar com alguém que nunca vimos.

— E? – Indagou, sem realmente prestar atenção.

— E, que você conhece ela. Só não sabe de onde. – Explicou, fazendo Edward erguer o rosto cansado.

— É? E o que quer que eu faça? Mesmo que eu saiba como ela é, o que eu não sei, porque nunca consigo ver o rosto. Eu tenho tido o mesmo sonho por anos, Jasper. Eu sei dizer o que acontece e como me sinto em cada parte dele, mas a única coisa que não posso dizer, é como é o rosto da garota, e sabe por que? – Questionou, fazendo Jasper negar.

Edward se levantou do piano, esfregando o rosto.

— Porque noite após noite, essa garota dos meus sonhos, aparece, chama meu nome... – Declarou se virando para o amigo. – E morre.

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As páginas rolavam, mas não pareciam ser o bastante. Quanto mais Bella lia, mais ela queria saber o final da história. A distração era tanta, que nem ouviu Renne batendo na porta, até que ela entrou.

— Não ouviu te chamar? — Questionou, erguendo a mão antes que ela pudesse responder. — Francamente, Isabella. Por onde anda sua cabeça? Não escuta quando te chamo e ainda por cima fica aos gritos.

— Mamãe, nós já...

— Acha que me esqueci? Sabe, querida. — Declarou se sentando na cama. — Talvez tenha sido um erro contratar um estranho. Você tinha razão, não é certo que fique sozinha aqui com um homem estranho.

— Ele não é um estranho. Edward é meu amigo. — Explicou, se arrependendo no minuto em que as palavras deixaram sua boca e ela pôde ver a expressão da mãe. Era uma armadilha.

— Edward? Tratam-se pelo primeiro nome agora? Só tiveram o que? Três, quatro aulas e já viraram amigos? — Indagou, em tom de deboche.

— Semanas, mãe! Já fazem três semanas que Edward tem me dado as aulas. Ele é um cara legal, mamãe.

— Um cara legal? — Questionou. — E o que você sabe sobre isso, Isabella? Vamos, me diga? — Retrucou, mas voltou a falar antes que ela respondesse. — Alias, deixe que eu respondo. Nada, você não sabe nada sobre a vida. É uma criança. Não é capaz de tomar decisões e...

— Não sou capaz de tomar decisões? — Bella questionou, sentindo seu sangue ferver. — Eu sou perfeitamente capaz de fazer escolhas, mamãe. E se não fiz nenhuma até agora, foi porque a senhora sempre decide tudo por mim! — Gritou.

— Que tom é esse, Isabella? Viu o que estou falando? Veja no que esse garoto a transformou! Uma arruaceira, que grita pela casa e desobedece a própria mãe. — Retrucou se levantando. — Sua mãe sabe mais, Isabella. Seja sensata. Você não terá mais aulas de pianos com esse rapaz. Amanhã mesmo irei procurar outro professor e... — Dizia, mas dessa vez, Bella a interrompeu.

— Não...- Murmurou tão baixo que Renee quase não ouviu. Quase...

— O que disse? — Questionou, desafiando-a a repetir aquela afronta.

— Eu disse que não! Eu gosto das aulas do Edward e continuarei com elas. — Respondeu se levantando e apanhando uma bolsa.

— É? E como pretende pagar pelas aulas? Porque eu me recuso a colaborar com esse absurdo. — Teimou, fazendo Bella revirar os olhos enquanto enchia a mochila.

— Eu tenho dinheiro guardado. Claro que eu terei menos aulas, mas não importa. — Explicou, apanhando as roupas.

— O que diabos está fazendo, menina? — Questionou quando a filha terminou de fechar a mochila. Renee percebeu que pela primeira vez, não ganharia uma briga. — Aonde você pensa que vai, Isabella? — Questionou, tentando controlar sua raiva e falhando miseravelmente.

— Para casa da Rosalie. Ela é minha amiga e uma boa pessoa. Cansei de ouvir você me dizendo o que eu devo ou não fazer.

— Ela não serve para você! — Ralhou.

— Essa é a sua opinião. Eu cansei disso mãe. Eu já tenho quase dezessete anos. Logo vou para a faculdade. Já é hora de tomar minhas próprias decisões! Cansei de ser sua marionete.

— E quem será que colocou isso na sua cabeça?

— Eu não sei do que você está falando. – Retrucou se afastando, quando Renée agarrou seu braço.

— Aquele garoto virou sua cabeça, não é? Mas ele não te conhece como eu te conheço, Isabella. E eu sei que você vai se arrepender disso. E adivinha quem terá que apanhar seus cacos? – Respondeu com desprezo. – Não vê que tudo que eu faço é porque é o melhor para você? Ninguém te conhece tão bem quanto eu.

— Eu amo você e tenho medo de você, mãe! E isso não é bom. Me sufoca e me prende. Ninguém deveria viver assim. – Declarou, apanhando a mochila e caminhando até a porta.

— Sua... Como se atreve! – Renée rugiu.

— Ah, e mais uma coisa. — Declarou, ainda segurando a maçaneta. — Eu vou largar o latim. É uma lingua morta. Ninguem mais usa isso. — Acrescentou, antes de bater a porta e correr para o taxi que a esperava.

— Isabella! — Gritou, enfurecida. Se tinha alguma duvida, ela havia sido eliminada. O tal professor era uma ameaça e precisava ser eliminado. O quanto antes.

Notas finais
Jasper tinha que bater na porta? Renee chocadissima com essa rebeldia hehehe. Logo teremos um encontro!