Notas iniciais
Boa Noite people!

Maria estava sentada tentando controlar o seu temperamento, mesmo sendo quase impossível porque o safado mexeu com a sua filha.

— Lupita, pega um pouco de gelo, por favor. – Estevão desligou o telefone. – Me fala o que aconteceu.

— Aquele incompetente, eu devia ter dado um soco nele, sei que poderia ter quebrado a minha mão, mas valeria a pena quebrar o nariz daquele idiota. – Ela não conseguia prestar atenção em mais nada.

— Maria? – Lupita chegou com o gelo e deu para Estevão. Ele foi até Maria e pôs a mão dela no gelo sem ao menos ela perceber.

— Safado, idiota, eu devia ter arrancado o saco dele.

— Epa. – Ele se afastou e colocou a mão para proteger o seu membro. – Você está me assustando.

Foi quando ela percebeu que a sua mão estava no gelo. – Precisamos ir para a polícia.

Ele a segurou antes dela alcançar a porta.

— Calma, me explica o que está havendo. A única pessoa que você ameaça a cortar o saco sou eu.

Ela respirou fundo, sabia como ele iria reagir. – Carlos abusou da Estrela. – Fechou os olhos.

Estevão soltou os braços dela e começou a respirar como um touro raivoso. – Vamos. – Voltou a segurar pelos braços e a arrastou até o elevador.

No carro Maria ligou para Rodrigo, além de amigo ele também é advogado, ele aconselhou levar Estrela até a delegacia e ele os encontraria lá.

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— Estrela, você precisa ir. – Estevão tentava convencer a sua filha a ir até a delegacia.

— Eu não quero, me deixa em paz. – Estevão tentou abraçar a sua menina mas ela gritou. – NÃO TOCA EM MIM.

— Mas você precisa ir, o delegado não vai poder segurar ele por muito tempo se você não for fazer o exame de corpo de delito.

— Me deixem aqui sozinha. – Ela deitou na cama. – Por favor.

Maria vendo o sofrimento da sua filha e a aflição de Estevão decidiu tomar as rédeas da situação.

— Estevão me espera lá embaixo. – Quando ele saiu, ela sentou na cadeira perto da cama. – Estrela eu sei que dói o que está sentindo agora, mas se você não for, ele pode fazer isso com outras mulheres, eu te conheço o suficiente pra saber que o que você sente não quer que mais ninguém passe por isso.

— Eu não tenho forças Maria. – Sussurrou ainda de costas na cama pra ela.

— Olha, eu fui molestada pelo meu pai durante algum tempo, não falo de boca pra fora quando falo que sei o que está passando dentro de você. Eu tinha 5 anos quando a minha mãe morreu, e meu pai começou a me tocar quando eu tinha 6 anos, não sabia o que estava acontecendo, mas me sentia suja, culpada e tantas outras coisas erradas, quando completei 10 anos fugi de casa. Mas acabei tendo um acidente na rua e me levaram para o hospital, foi ali que descobriram tudo e acabei em um orfanato. Hoje eu não vivo com medo e ele ter sido denunciado foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida.

— Eu não sabia disso. – Seus olhos eram tristes.

— Eu nunca contei isso pra ninguém. – Deu um fraco sorriso. – Nem para o seu pai.

— Eu não sei o porque, mas confio em você. – Disse secando as lágrimas. – Eu vou trocar de roupa. Ah! Não sei se ajuda, mas a roupa daquela noite está debaixo da cama, eu não quero chegar perto.

— Tudo bem eu levo.

/../

Maria, Estevão e Rodrigo estavam na sala do delegado.

— Fizeram bem ter vindo a delegacia, nós fizemos todos os procedimentos padrão e também demos um coquetel de remédios para doenças sexualmente transmissíveis. Nossa legista conseguiu encontrar pelos pubianos e sêmen na cavidade genitália da sua filha, com isso podemos oficialmente acusar o meliante de estupro.

— Esse imbecil vai passar quanto tempo na cadeia? – Estevão perguntou.

— De 6 à 10 anos de prisão, mas isso vai depender do juiz.

— Só isso? – Levantou indignado.. – Esse verme deveria apodrecer na cadeia.

— Calma Estevão.. – Maria tentava conte-lo.

— Eu também concordo com o senhor, mas conhecendo os que já estão presos, o acusado não vai viver no mar de rosas.

— Não se preocupe, eu como advogado vou me certificar que ele pegue a sentença máxima.

Estevão e Rodrigo não tinham uma boa relação, mas o que e estava fazendo pela sua filha não tinha preço. – Obrigado Rodrigo.

— Antes de irem – O delegado chamou a atenção deles. – Vou deixar o cartão dessa psicóloga, é de minha inteira confiança. A senhorita Estrela vai precisar de muito apoio agora..

— Obrigada Delegado pode deixar conosco.

Maria chamou Estevão de lado.

— Hoje eu vou dormir na mansão.

— Claro Maria, vou ligar e pedir pra preparar um quarto pra você. – Ela viu o quanto ele estava tenso com a situação, pois não fez nenhuma piada. – Olha Estevão tudo vai ficar bem, Carlos vai pagar muito caro pelo que fez e nós vamos ajudar a nossa menina.

Ele a puxou para um abraço. – Não sei o que faria sem você aqui. – Ficaram mais um tempo abraçados, mas antes de se soltarem. – Eu preciso mesmo pedir pra preparar um quarto pra você? Você pode dormir comigo na nossa cama.

— Você sempre tem de estragar tudo abrindo a boca não é?

— O que posso fazer? Uma hora vai dar certo. – Sorriu.

— Já podemos ir. – Estrela chegou de cabeça baixa.

Partiram para o apartamento da Maria para que ela pegasse algumas mudas de roupas e depois direto para a mansão.

Ao abrirem a porta Alba e Carmela vieram até Estrela.

— Estrelinha. – Abraçou ela. – Vem fiz um suquinho pra você.

— Não estou com sede tia.

— Mas você deveria comer alguma coisa está tão magrinha, FILHA. – Alba disse esta última palavra para alfinetar Maria.

— Eu vou para o meu quarto. – Estrela subiu.

— Vou levar as suas coisas e por ela na cama. – Estevão avisou Maria.

— Como assim? – Mas Estevão já havia saído. – Vai passar a noite aqui?

— O que acha? – Maria revirou os olhos.

— Por acaso você não tem casa? Pensei que estava acostumada a dormir no chão, já que esteve presa durante anos.

Maria pegou no cabelo dela e olhou bem nos seus olhos.

— Eu espero que você não esqueça disso Alba, porque na cadeia aprendi muito bem me defender e respondendo a sua pergunta, sim eu tenho uma casa e você está morando de favor nela. – Soltou ela. – Boa noite Carmela.

— Boa noite Mary.

— Você viu o que essa delinquente fez? Ela já perdeu o respeito por tudo e ainda se diz mãe, essa criminosa. – Bufava de raiva.

— O que ela fez? – Carmela se fez de inocente. – Eu virei pra procurar meu isqueiro, perdi alguma coisa?

— Outra incompetente. – Saiu brava para os seus aposentos. – Mas todos vão me pagar.

Notas finais
*Todos os procedimentos neste capítulo foram tirados da internet seguindo a legislação Brasileira.