— A onde eu estou com a cabeça? – Maria já estava pronta para o jantar, mas mirava seu semblante no espelho. — As coisas estão mais complicadas do que parece, eu preciso focar nos meus objetivos e deixar o Estevão de lado.

— Maria? – Vivian entrou no quarto. – Tem certeza disso? Eu posso dormir em outro lugar, não quero atrapalhar a noite de vocês.

— Vivian – Suspirou. – Não vai ter noite, não mais. Eu estou me rebaixando por amor, amor aos meus filhos. É o único amor que está vivo em mim.

— Não é o único amor vivo em você – Ela abraçou Maria. – Carinho, você pode por uma mascara sobre seus sentimentos, mas seus olhos gritam a verdade. Seu alvo pode ser os seus filhos, mas o seu corpo chama por ele.

— Me lembro quando eu era como você. – Sorriu triste ainda nos braços da amiga. – Uma jovem romântica, mas a vida não foi justa comigo.

— Ok! Mas mudando de assunto, te trouxe algo que vai ter alegrar. – Mostrou um molho de chaves na mão.

— Como você conseguiu? – Estava admirada. – Espera? Você roubou? Já conversamos sobre isso.

— Calma “mãezinha” até pensei em roubar do Leonel hoje de manhã, mas tomamos um café e ele acabou esquecendo as chaves em cima da mesa. – Lhe sorriu marota. – Eu te prometi mudar, não volto atrás com a minha palavra. Agora você precisa ir o mais cedo possível para a cabana da mãe dele, para que eu possa devolver.

— Obrigada.

— Me agradeça amanhã. – Piscou. – Agora anda vai se atrasar.

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Estou de frente ao nosso restaurante favorito, modesto, de comida caseira, simples e aconchegante. Estou olhando o meu relógio quando sinto de longe um perfume maravilhoso, um aroma de amora, morango e cereja.

— Não se preocupe. – Ela debochava. – Não estou atrasada.

Cariño. – Aspirou mais uma vez esse doce aroma. – Vamos?

Ela pegou encaixou seus braços nos dele e entrou

— Tenho uma surpresa pra você.

— Eu odeio surpresas. – Seu corpo queria travar de tão tensa que estava.

— Eu sei, mas essa surpresa vai lhe agradar. – Ele ficou de frente a ela. – Te garanto e ainda vai me dever um bom beijo em troca.

— Não tenha tanta certeza.

Estevão saiu da frente e Maria pode ver Heitor, Estrela e Angelo sentados na mesa.

— Maria? – Estevão puxava sua cadeira para que ela sentasse.

— Espero não ter acabado com os seus planos senhora. – Angelo a olhava divertido.

— Não se preocupem filhos, nossos planos são para mais tarde.

Maria acordou do transe e deu um beliscão em Estevão.

— Aí. – Ele esfregava o lugar. – Doeu.

— Mas foi pra isso mesmo. – Ela mirou seus filhos. – Sinto muito pelo pai de vocês.

— Que isso Maria, meu pai precisa de alguém pra por ele nos trilhos.

Todos riram da frase da Estrela, mas Maria percebeu o desconforto de Heitor.

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Pov. Heitor

— Eu não sei porque, mas não gosto de ver eles juntos. É como que seu preferisse ter a atenção dela só pra mim. – Pensava enquanto brincava com o garfo. – O que estou pensando? Ela é a noiva do meu pai.

— E você Heitor? – Maria lhe dirigiu a palavra. – Me fala mais de você.

— Bom, senhora, o que eu posso dizer? – Ele queria os olhos dela sobre os dele.

— Só diz – Ela lhe sorriu.

— Tudo bem! – Retribuiu o sorriso.

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O Jantar foi maravilhoso, Maria pode ver o quanto ela perdeu estando presa e o quanto seus filhos eram maravilhosos, o grande sorriso não saia de seus lábios.

— Eu falei que iria gostar. – Estevão falou enquanto dirigia para a casa dela.

— Desta vez você acertou. – Não conseguia parar de sorrir. – Eles são maravilhosos, fez um ótimo trabalho.

— Um elogio? – Não acreditava em seus ouvidos.

— Não é um elogio, é a verdade. Não se preocupe, ainda te odeio.

— Estava muito bom pra ser verdade. – Suspirou. – Chegamos.

Os dois adentraram no apartamento dela.

— O sofá está pronto pra você, o banheiro é ali, a cozinha aqui. Boa noite.

Antes que ele conseguisse falar alguma coisa, ela sumiu.

— Perfeito, estou dentro das terras inimigas. – Soltou uma enorme gargalhada de seus pensamentos.

Notas finais
Não me sinto confortável de fazer uma cena mais HOT, mas alguém se interessa de fazer essa pequena parte?