Os dias haviam se passado com mais calma, Maria trabalhava nas finanças da empresa San Roman e supervisionava a Prataria.

Estevão estava dando um espaço pra sua nova noiva, mas estava usando esse tempo para fazer planos que a irritariam muito.

Estrela fugia de Carlos e colocava a desculpa nas provas.

Heitor ainda estava a procura de um belo rabo de saia

e os "amigos" de Estevão se aquietaram por enquanto.

Um mês depois

Já era o 20° suspiro que Maria dava enquanto analisava os balanços da Empresa.

— Não vai me dizer que esses suspiros é porque está com saudades de mim. — Estevão lhe sorria.

— Há quanto tempo está aí?

— Uns 5 minutos. — Se sentou na frente dela. — Pra minha defesa eu bate na porta, mas você nem notou.

Ela decidiu fechar os relatórios. — E o que quer?

Ele revirou os olhos pelo modo que ela ainda o tratava quando estavam sozinhos. — Estamos noivos há 1 mês e não estamos conseguindo enganar ninguém, já estão começando a falar de nós por aí.

— Como se eu me importasse com as fofocas.

— Mas deveria, se não. — Ele se aproximou dela. — Não haverá casamento.

Maria disfarçadamente mexia nervosa a aliança debaixo da mesa. — E o que sugere?

— Vamos sair pra jantar e só voltar amanhã. — Sorriu.

Ela levantou assustada. — Nós não vamos dormir juntos Estevão.

— Nós não vamos, mas eles precisam acreditar que sim.

Ela estava de costas pra ele, mas sentiu as mãos grande e fortes lhe fazendo massagem.

— Olha vamos sair, comer e depois eu durmo no sofá do seu apartamento e voltamos felizes pra empresa amanhã.

— Tudo bem. — Saiu de perto dele

— Apesar que você iria gostar de passar uma noite comigo, eu conheço todos os segredos do seu corpo.

— Olha aqui Estevão, coloca na sua cabeça. Acabou tudo, o amor, o desejo, o tesão. Estão todos mortos, não adianta você me querer enfiar uma coisa que nem sobe mais

— Epa. — Agora ele estava ofendido. — Você pode me xingar do que você quiser, mas do meu amigo não. Você sabe muito bem do que ele é capaz. Você viu os filhos que ele fez?

— A tinta é mais importante do que o pincel.

— Não me provoca Maria, se não eu vou tirar essa teia de aranha do meio das suas pernas agora.

Antes que ela respondesse Heitor bateu na porta.

— Desculpa senhora não sabia que estava ocupada.

— Tudo bem meu filho, eu só estava chamando ela pra sair.

— Eu volto depois então.

— Não, eu já vou. — Mas antes de sair ele agarrou Maria e deu um forte beijo em sua boca. — Ás 20:00 no lugar de sempre. Heitor filho, não volto pra casa hoje. — E saiu sorrindo.

O estômago de Maria se revirava e o coração batia forte, mas tinha que se recompor.

— Sente-se Heitor, temos muito que trabalhar!