No te Quiero más
14 Capítulo 14
Nas empresas San Roman Estevão não conseguia trabalhar, o perfume da Maria estava empreguinado na sua consciência.
— Tão perto e ao mesmo tempo tão longe.
Quando abriu os olhos nessa manhã sentiu uma necessidade grande de estar perto da sua Maria.
— Quer saber? Eu vou lá vê-la.
Ao chegar à porta, não encontrou a secretária dela, decidiu entrar sem bater porque sabia o quanto a irritava, mas quando abriu a porta teve uma surpresa.
— Estevão, posso lhe ser útil? – Era Luciano sentado na cadeira dela.
— Eu pensei que a Maria estivesse aqui.
— Pois como pode ver, ela não está.
Estevão sabia da antipatia de Luciano há muito tempo, mas não se incomodava com isso, pelo fato dele se sentir a mesma coisa pelo advogado. – Então vou voltar.
— Passar Bem. – Pode escutar a voz de bode de Luciano.
De volta a Prataria.
Maria e Vivian estavam a 4 horas fazendo as entrevistas das candidatas até que por último chegou a vez da Estrela.
— Senhora. – Estrela disse ao entrar. – Não sabia que era a dona deste lugar.
— Também estou surpresa de vê-la Estrela. Pensei que estava feliz trabalhando com o seu pai.
— Não. – Deu uma pequena risada. – Estava lá até eu procurar algo que eu queira de fato trabalhar.
— Mas porque você acha que isto. – Vivian mexeu as mãos apontando para o lugar. – Que você quer trabalhar.
— Depois que a minha mãe morreu, meu pai sempre queria ficar perto de nós, eu lembro que eu e meus irmãos dormíamos todos os dias na cama dele de tanta falta que ela nos fazia. O sonho dele é que todos os filhos trabalhassem na empresa dele, porque depois tudo vai ser nosso, mas eu não quero trabalhar lá, nunca quis, eu gosto de criar sempre gostei de criar desenhando, tenho até alguns desenhos aqui se a senhora quiser ver.
Maria tentava controlar as lágrimas que se formava em seus olhos, não queria imaginar a dor dos seus filhos ao contarem que ela havia morrido. Todo o seu corpo gritava para que a menina em sua frente soubesse que ela é a sua mãe, mas foi forte para se manter calada. Vivian viu a dor que Maria sentia e continuou com a entrevista, mas ao se despedir da moça Maria a chamou.
— Estrela. – Tentava ao máximo controlar a sua voz. – Me chame apenas de Maria, por favor.
— Tudo bem Maria. – Sorriu e saiu.
Estrela entrava eufórica na sala do seu pai.
— Minha filha eu já disse para bater antes ou pelo menos esperar para ser anunciada. – Disse ele colocando a mão no seu peito pelo baita susto que levou.
— Parece um velho, mas eu não vim aqui pra isso, pai eu estou muito feliz.
— Por causa da entrevista?
— Isso também, você não vai acreditar. – Não conseguia parar quieta. – A Maria, sua nova sócia que me entrevistou, porque não me disse que ela era dona de uma prataria?
— Esqueci, eu acho. – Estava atordoado. — Você passou?
— Não sei ainda, mas quando eu entrei naquele lugar senti uma força, não sei explicar, mas acho que achei o meu lugar.
— Que bom filha. – Ele deu uma risada sem graça.
— Vou contar para os meus irmãos. – Mas antes de ela sair. — Obrigada por contratar o Carlos, não vai se decepcionar.
— O que eu faço agora? – Tirou a gravata por se sentir um pouco sufocado. – Quando que essa culpa vai acabar.
Foi até a sua mesinha e pegou um copo de tequila, olhou para o copo e lembrou de um passado distante.
Maria: Amor mais um ano assim vamos poder por a nossa empresa na bolsa, quem diria!
Estevão: Isso não aconteceria se não fosse por você, mas temos de comemorar que tal brindarmos com Tequila?
Maria — Querido você sabe que sou fraca para bebida, ainda mais Tequila.
Estevão: Eu sei minha rainha, mas prometo fazer tudo que você quiser hoje e sempre.
Maria: Um servo particular é. – Deu um selinho dele. – Brindaremos com Tequila então.
Estevão olhou para a bebida intocada no seu copo. — Depois de tantos anos, ainda faço tudo que você quer.— E bebeu tudo em um gole.
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