Anteriormente

— E como a culpa de tudo isso é minha? – Cruzou os braços.

— Se você tivesse me dado um pouco de misericórdia, o tempo te mostraria que eu era inocente, mas não você preferiu me matar para os nossos filhos, arranjar mais um por aí, se esfregar com uma pirua de 20 e tantos anos.

Estevão ficou assustado, Maria estava exaltada de mais. – Maria se acalma.

— NÃO ME DIZ PARA ME ACALMAR. – Ela desmaiou.

XII

— Mamãe? – Estrela olhava com lágrimas nos olhos. – Mamãe?

— Sim sou eu minha Estrelinha. – Maria tentava abraçá-la, mas suas mãos atravessavam o corpo de Estrela.

— Como pode mamãe, como pode matar a mãe de Leonel? – O rosto angelical da sua caçula demonstrava dor, indiferença e ódio. – Como pode nos deixar aqui sozinhos,trocar os seus filhos por uma cela imunda?

— Filha não foi assim que aconteceu. – O ar começou a faltar – Filha eu posso te explicar. – Mas Estrela não a escutava mais. – Filha, Filha, Filha.

— Maria. – Estevão a chacoalhava. – Maria abre os olhos.

— FILHA – Maria se levantou assustada, seus olhos lacrimejavam e seu pulmão queimava.

— Calma Senhora está tudo bem agora. – Um homem de idade tentava a acamar, julgar pela roupa e equipamento era um médico.

— O que aconteceu. – Sua cabeça doía.

— Você apagou então pedi para o motorista chamar o médico. – Ele pegou na mão dela, mas ela logo puxou de volta.

— Não precisava foi apenas uma queda de pressão.

— Receio que é mais do que isso. – O medicou tomou a palavra. – seu corpo demonstra grandes picos de estresse, a julgar pela sua cor a senhora não se alimentou corretamente hoje, então Senhora San Roman te aconselho a comer alguma coisa e tomar esse calmante.

— O senhor está certo, tenho andado muito estressada e hoje apenas tomei o café da manhã. Mas me chame apenas de Maria.

— Tudo bem. – Ele sorriu gentil pra ela e virou para o homem ao seu lado – Estevão, foi bom te reencontrar, mas cuide para que ela tome esse calmante hoje, o estresse pode trazer complicações a saúde.

— Obrigado Doutor. – Apertou a mão dele. – A Tereza vai te mostrar a saída.

O médico se despediu de Maria e seguiu a empregada.

— Eu te trouxe um suco e algumas bolachas. – ele a entregou a bandeja.

— Você sabe que eu odeio remédio e que não vou tomar. – Ela disse tomando um gole do suco.

— Falamos isso depois de você comer.

Maria achou esse comportamento dele muito estranho, mas preferiu ficar quieta. Por fim ela terminou de comer.

— Eu preciso ir. – Ela começou a se levantar.

— Nem pensar. – Ele a impediu. – Eu sei o seu pavor de remédio por isso coloquei no suco. Então hoje a senhorita não vai a lugar algum.

— Como ousa a fa... – Ela adormeceu.

Estevão passou mais algum tempo zelando pelo sono dela.

— Aonde foi que nos perdemos? – Ele pensava enquanto acariciava o rosto dela. – Nosso amor era tão grande, tínhamos planos que nunca vamos realizar, medos que me atormentam todas as noites. Ah Maria! A justiça te inocentou, mas eu não consigo acreditar, não quero acreditar que você é inocente, porque se isso for verdade, perdemos 20 anos das nossas vidas e o pior, não vou conseguir conviver com o peso da minha consciência de não ter acreditado em você.

— Durma bem minha rainha. – Ele beijou de leve os lábios adormecidos dela.

Estevão. – Ela murmurou depois que ele se foi.