No oceano do amor
29 Capítulo 29
Notas iniciais
A garota balançou a cabeça.
— Você me espera?
— Sim! – disse balançando a cabeça.
Edward colocou a bolsa nas costas e saiu o mais rápido possível.
***
Bella estava completamente em sinal de alerta. A amazona já estava pronta para a sua fuga, só havia tirado as botas para não chamar mais atenção de Renée. Era triste ela ter que ir embora da Ilha sem se despedir da sua guardiã. Mas era melhor assim. Mentalmente a jovem sabia contar qual seria o horário acenderiam a fogueira. Ela levantou-se cuidadosamente, sem fazer nenhum ruído. Pegou as suas coisas, mas antes de sair observou Renée profundamente. O seu coração apertou ao pensar que aquela seria a última vez que a veria. Cuidadosamente a jovem deu um beijo na testa da sua mãe e então saiu pela porta.
Toda a aldeia estava silenciosa. Bella observou que a fogueira ainda não tinha sido acendida, mas foi questão de segundos para que visse a fumaça. Ela não correu para não chamar atenção. Se esgueirou silenciosamente entre as casas. Perto de onde estava viu um pequeno movimento. A jovem amazona espiou para ver quem era. Sam e Jane pareciam discutir algo do lado de fora da casa de Nanny. As mulheres falavam sussurrando, por isso que ela não conseguiu escutar. De repente Sam olhou em sua direção.
— Merda! – sussurrou.
Bella deu mais uma olhada e viu as duas indo em sua direção. Ela moveu-se rapidamente para a frente da casa. A amazona escutou passos dos dois lados da casa. A amazona decidiu entrar na casa. Estava muito escuro lá dentro, a jovem foi andando nas pontas dos dedos. Tateou uma parede rapidamente até chegar uma cama. Ela se abaixou e ao tocar o chão pegou o pé de alguém.
Um clarão de luz invadiu o ambiente fazendo com que todos ali acordassem intempestivamente. Eram duas mulheres e uma criança.
— Desculpa entrar assim na casa de vocês. Mas vimos alguém entrar aqui.
— Não vimos ninguém! – disse uma mulher na faixa dos 40 anos.
— Tem certeza?
— E se tivesse entrado, qual seria o problema? Todas nos conhecemos!
Sam e Jane se entreolharam.
— Sinto muito pelo incômodo. Já estamos de saída! – exclamou Sam.
— Não vamos sair agora! Ainda não verificamos tudo.
A luz da tocha não clareava todos os espaços.
— Não precisamos disso, Jan – falou Sam com a voz cansada.
A garotinha ainda no chão se encolheu para mais perto de sua mãe que estava sentada na beira da cama.
— Apenas queremos dormir! – a mulher usou um tom áspero na voz.
– Nós vamos ter que verificar a sua casa!
Jane abaixou com a pequena tocha nas mãos.
— Não! – Sam tocou no braço de Jane.
O flash de luz alcançou o a cama do lado direito. A garotinha de cabelos cacheados viu Bella debaixo da cama. A amazona fez um gesto pedindo silêncio.
— Vamos sair daqui! – pediu Sam gentilmente.
A contragosto a mulher de cabelos castanho claros saiu.
— Desculpa o incômodo!
A dona da casa apenas assentiu com a cabeça.
***
Edward corria velozmente. Ele segurava uma tocha que estava quase se apagando por conta da velocidade, enquanto se desviava em meio a arbustos e árvores. Quando estava bem perto do local indicado o marujo diminuiu o ritmo. O mato cobria os seus tornozelos. O jovem estava ofegante e suava. Decidiu esperar sentado numa rocha. Bebeu um pouco de água e aguardou a chegada de Bella.
O forasteiro enxugou o a testa molhada se suor com uma das mãos. Passou-se alguns minutos e ansiedade misturada com o medo foi aumentando em Edward. Ele baixou a cabeça pediu para o universo que tudo desse certo.
Ao fundo da mata Edward viu um ponto amarelo. Ele ficou de pé e forçou a vista para ver se via algo mais. O marujo estava eufórico por eles estarem tão perto de sair daquela ilha. A saudade que o jovem tinha da sua família era enorme. Mas o pontinho no escuro acabou se tornando vários pontos e começaram a se aproximar muito rápido. Foi então que ele percebeu que tinha que sair dali.
Edward apagou a sua tocha e a jogou para longe. Ele saiu correndo em meio a escura e fria mata. Foi possível ouvir o relinchar dos cavalos. O marujo acabou esbarrando o seu ombro em uma árvore. Então, decidiu respirar um pouco.
— Silêncio! – gritou uma das amazonas.
Pelo que o forasteiro conseguiu distinguir o som eram provavelmente mais 10 mulheres talvez 20.
— Se separem! – ordenou.
Edward tentou tatear em meio aos arbustos e árvores. Infelizmente a luz da lua e das estrelas não era o suficiente para enxergar na mata. Ele deu cada passo cuidadosamente, mas acabou pisando num galho que fez muito barulho o que fez chamar atenção de pelo menos 3 amazonas.
— Ali!!! – uma amazona gritou.
O forasteiro correu intempestivamente sem rumo. No meio do caminho pisou numa pedra que o fez arfar de dor, mas continuou em frente. Os vultos de tochas estavam perto, então ele acelerou o passo. De repente Edward estava rolando rapidamente num terreno íngreme. O jovem ainda bateu em algumas pedras e sentia o gosto de terra em sua boca. Mantinha as suas costas virada para o chão, o coração estava acelerado e apresentava-se com a visão turva do céu estrelado.
— Mas que merda! – sussurrou para si.
Ele tentou se levantar, mas era como se sua força tivesse esvaído. Aos poucos uns pontos pretos manchavam o céu que em poucos segundos foi engolido pela escuridão.
***
Bella havia demorado mais do que tinha previsto. Ela correu até a clareira, apesar da demora ela tinha certeza que Edward estaria lhe esperando. Ao chegar perto do local a amazona se assustou ao ver as outras segurando tochas e algumas montadas em cavalos. Ela deu passo para trás e se virou para sair dali quando foi atingida por um soco no rosto, o que a fez cair no chão.
— Traidora! – disse uma das amazonas que tinha os cabelos curtos.
Bella cuspiu um pouco de sangue e depois tentou se recompor. Antes de se levantar pareceram outras duas mulheres e arrastaram ela para clareira. Ela ficou de frente para Nanny que estava montada num cavalo.
— Não posso dizer que não imaginava isso. Mas não sabia que você iria tão longe – assim que terminou de falar Nanny fez um gesto com a cabeça.
Duas mulheres apareceram arrastando Edward.
— O que vocês fizeram com ele? – perguntou Bella preocupada.
— Nada! A pergunta correta é: o que vamos fazer com ele? – Jane que estava com os seus cabelos marrons amarrados deu um sorriso maldoso.
Jane abriu o seu odre e jogou a água no rosto de Edward que acordou desorientado.
— O q...quê? Bella? – ele se agitou o que quase fez as amazonas o soltasse.
Uma das amazonas bateu com o cabo de madeira da lança na cabeça dele, o fazendo desmaiar.
— Edward? – gritou Bella – Não façam nada com ele!
— Você não está em posição de exigir alguma coisa! – repreendeu Nanny.
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