Notas iniciais
Esse capítulo foi difícil de finalizar! No final das contas acabei perdendo parte do texto, mas vida que segue. Agradeço a todo mundo que comentou no capítulo anterior! Um beijo para vcs!

Bella olhou para cima e viu que uma fumaça saia pelas frestas do assoalho. A amazona precisava imediatamente sair dali era sinal que a parte de cima estava pegando fogo. Mas antes disso ela pegou uma fotografia onde tinha a Renée e guardou na roupa. Olhou ao redor e decidiu pegar um envelope também.

A amazona subiu normalmente os degraus. Quando abriu a pequena entrada no chão viu uma labareda por toda a extensão do das paredes até o teto. A garota ficou em choque. Uma das ripas do teto se desprendeu e caiu em cima do alçapão, a porta fechou abruptamente e atingiu a cabeça dela. A moça deu um paço para trás para retomar o equilíbrio. A jovem tentou empurrar a porta, mas estava bloqueada apenas abriu alguns centímetros.

— Socorro! Alguém me ajuda! Socorro! – gritou Bella.

A fumaça inundava o ambiente onde a amazona estava. Ela começou a tossir um pouco.

— SOCORRO! – gritou desesperadamente.

A temperatura do ambiente aumentava cada vez mais. Gotas de suor pingavam da amazona. Bella tentou empurrar mais uma vez a porta, mas foi em vão.

— Socorro! Alguém? Socorro, alguém me ajuda!

O desespero de morrer daquela forma apavorava a amazona. Ela empurrou a porta com todas as suas forças, abriu mais alguns centímetros, mas era pesado demais para Bella. Seus olhos lacrimejaram. A esperança diminuía a cada segundo.

—BELLA! – Renée gritou.

Bella sentiu um fio de esperança ao ouvir sua guardiã gritar o seu nome.

— Aqui! – gritou – Eu estou aqui!

— Eu estou indo! Continue gritando!

— AQUI! – gritou o mais alto que pôde.

Bella começou a tossir. Renée conseguiu de longe visualizar parte da cabeça da filha e correu ao seu encontro.

— Eu estou aqui meu amor. Eu vou te tirar daqui! – Renée ajoelhou-se.

— Renée... – Bella tossiu mais uma vez.

Renée tentou levantar a porta alçapão sozinha, mas não conseguiu. Lascas de madeira caíram do seu lado direito. A ripa que impedia a saída da amazona estava em chamas. Como a madeira da ripa e a do chão eram diferentes iria demorar um pouco para em baixo dos pés dela ficasse brasa.

— Vamos empurrar juntas! – exclamou Renée.

Bella acenou com a cabeça.

— No 3. Um, dois, três...

As duas colocaram todas as suas forças para abrir a porta. Elas quase abriram toda. A mão de Renée encostou na parte da ripa que estava em chamas e ela arfou. As amazonas pararam de concentrar suas forças.

— Não vamos conseguir – Bella falou com a respiração ofegante – É melhor você sair daqui.

— Eu não saio daqui sem você. Eu prefiro morrer se você tiver que ficar – olhos de Renée ficaram cheios de água.

As duas ficaram em silêncio por poucos segundos que pareceram uma eternidade.

— Eu ... vou tentar empurrar com as pernas, nesse momento você tenta sair.

— É melhor empurrarmos juntas mesmo assim.

— Está certo.

Renée sentou-se no chão e colocou a planta dos pés apoiando na borda da porta. A amazona fez força até conseguiu empurrar o que impedia a abertura da porta do alçapão. Bella saiu imediatamente.

— Renée ... – foi a única coisa que Bella conseguiu dizer antes de abraçar sua guardiã.

— Vamos! – disse Renée.

As amazonas se puseram de pé rapidamente. Renée tossiu um pouco.

— Por aqui! – indicou Renée.

As duas deram as mãos a temperatura ambiente estava chegando aos 60 graus. Parte da lateral do telhado desabou, a poeira dos escombros espalhou-se. As amazonas tossiram. Desorientadas olharam para um lado e para o outro procurando uma saída. O cenário estava um caos, o fogo era alto e a fumaça estava por toda parte.

Alguém do lado de fora começou a dar machadada. Bella e Renée viraram-se para de onde estava vindo o som. Puderam ver uma pequena fresta se abrindo.

— Nanny! – disse Bella.

Após quebrar parte da parede de madeira Nanny conseguiu visualizar as duas amazonas.

— Por aqui! – gritou Nanny.

As duas correram em direção a saída tapando os seus narizes. Finalmente elas haviam escapado daquele inferno. Bella tossiu um pouco. Uma outra amazona ofereceu água para mãe e filha. Nanny as guiou para outro lugar, mas que era ainda perto do incêndio. O conselho estava todo reunido ali. As 12 mulheres e a matriarca.

— O que fazia na cabana, criança – perguntou uma mulher de olhos puxados.

— Eu queria saber mais sobre o passado... Já que vocês não contam –

Bella já não estava ligando para mais nada.

— O passado deve ser esquecido – iniciou a matriarca. Uma senhora de mais de 50 anos com quase todos os fios de cabelo branco – Ele é triste e sombrio, você não vai gostar dele.

— Não saber do passado também nos deixa no escuro. Todas as garotas da minha idade não sabem de onde vieram ou porque os homens são perigosos. Eu não sei a minha origem! – Bella estava ofegante.

— Não cabe você questionar o conselho! – gritou um mulher de cabelos castanhos claros.

— Jane! – Repreendeu a matriarca.

— Eu decido a minha história! E vai começar agora! – a jovem deu as costas e saiu mata adentro.

— Bella! Bella! – chamou Renée.

A jovem ignorou o chamado da guardiã. Renée quis ir atrás, mas Nanny a impediu segurando-a pelo braço.

— Deixe ela ir. Bella é esperta, vai voltar! – disse Nanny

Notas finais
Espero que tenham gostado! Estamos vivendo tempos difíceis, então se cuidem!