No lugar mais inesperado... Pt 2
1 Capítulo 2 - você nunca saiu da minha cabeça
Notas iniciais
Lá estava Cartman de novo, deitado em sua cama, desta vez, não por um motivo ruim. O garoto não conseguia tirar a menina gótica de sua cabeça, o beijo que a mesma havia lhe dado, parecia não somente ter marcado suas bochechas, mas também seu coração. Parecia que, para Eric, Heidi nem importava mais, ele queria era saber da garota "fofinha" que encontrara no shopping. De repente, uma ideia veio a sua cabeça... o garoto procuraria por Henrietta (A quem ainda não sabia o nome).
Cartman, com pressa, agarrou seu gorro e partiu para encontrar a garota. Começou procurando atrás da escola, que era onde os góticos se reuniam, na maioria das vezes, para fumar, beber café e escutar músicas depressivas. Chegando lá, encontra apenas Michael, o líder, o gótico mais alto. Eric encarecidamente pergunta onde Henrietta está, Michael apenas ri, jogando toda a fumaça de seu cigarro na cara do garoto, para completar, diz:
— Você acha mesmo que Henrietta iria ficar com um gordo conformista perdedor igual você?
Cartman se sente humilhado, mas mesmo assim, corre por toda South Park para encontrar a causadora de todos aqueles sentimentos estranhos. Enquanto sentia o cansaço pesando sobre seu corpo, a imagem de Henrietta fazia com que ele não desistisse.
Eric já havia rodado a cidade inteira, mas nada. Em todo canto, em todo lugar, nada de Henrietta. Triste e sem esperanças, o garoto decidiu se sentar nos bancos próximos a prefeitura de South Park. Enquanto remoía sua dor, não percebeu uma figura sombria se aproximando. A figura chegou perto de sua orelha e disse, com a mesma voz firme de antes:
— Procurando por mim, "garoto dos ossos largos"?
Neste momento, a alegria de Cartman foi tanta, que o menino chegou a soltar um sorriso quando viu o rosto da gótica
— Oi, "menina fofinha"!
— Michael me disse que estava me procurando.
— Estava sim, queria muito te ver...
Neste momento, Henrietta fez a mesma coisa, soltou um sorrisinho, sorrisinho que, novamente, pareceu perfurar o coração de Cartman, deixando o garoto vermelho.
— Bom, a propósito, meu nome é Henrietta, e o seu deve ser Eric, não?
Como a menina sabia o nome de Cartman? Essa pergunta ecoava em sua cabeça, enquanto dizia;
— S-sim, é sim...
Ninguém, além de Butters, havia o chamado de Eric. Ele até que gostara. Os dois conversaram por muito tempo, até que na hora de ir embora, Eric notou que havia umas gotas de milkshake nos lábios da gótica, não se contendo, deu um selinho, desses, de repente, que parecem ousados. Esperando uma reação negativa da garota, Cartman já se desculpava:
— Henrietta, desculpa, eu não sei o que deu em mim, descul....
A garota havia lhe puxado para perto e dado um verdadeiro beijo. O beijo durou segundos, mas na mente dos apaixonados, durou uma eternidade. Já não existia mais Eric Cartman, nem Henrietta Biggle, eles, agora, eram um só, suas almas haviam se entrelaçado. Cartman, estava vermelho como um pimentão, parecia que ia explodir. Os dois se despediram, com seus lábios e corações marcados. Para sempre...
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