No lugar mais inesperado...

1 Capítulo 1 - O dia que te encontrei


Era 9 de julho, Eric Cartman estava sentado, deprimido, a frente da TV, assistindo seu programa preferido. Mas parece que nem mesmo Terrance & Philip podem apagar Heidi de sua mente, a garota ainda o assombra, em seus sonhos e pesadelos. Eric Cartman, o gordinho que todos julgavam ser um psicopata sem sentimentos, manipulador, nazista, se sentindo triste? Ninguém nunca imaginou. Como última tentativa de animar seu tão precioso filho, Liane decide levá-lo ao shopping, para assim, comprar alguma coisa que o agradasse. Mas, mesmo com a fala de sua mãe, Cartman não se sentiu empolgado como antes, apenas levantou-se do sofá e abraçou a mãe, e com uma voz fraca, disse:

— Vamos, mãe...

Chegando lá, Eric decidiu dar uma olhada na Best Buy. quando estava à caminho, tropeçou em um longo pano preto e caiu. Não se contendo, gritou:

— Ei, olhar por onde anda de vez em quando é bom!

Quando olhou para cima, viu uma menina, uma menina diferente, de cabelos pretos e batom de mesma cor. Segurando seu cigarro entre os dedos, a misteriosa menina, até então desconhecida para Cartman, disse com uma voz firme:

— Vá se foder.

O menino continuava bravo, porém agora com outro sentimento misturado. Ele já havia reconhecido a menina, era Henrietta, a gótica, a estranhona, a puta dos outros góticos (era um apelido, mesmo os boatos sendo falsos). Cartman não se conteu e disse:

— Cala a boca, puta!

Ao dizer isso, notou que Henrietta não parecia brava, mas um pouco triste. Henrietta vinha de um lar deveras despedaçado, onde seu pai era um alcoólico sem causa e sua mãe, bem, uma mulher que buscava sempre mimar seus filhos ao extremo. Ao perceber as feições da garota, Cartman levantou-se do chão e pediu desculpas a gótica, o que não era de seu costume. Com ar de desdém, a menina dá um tapa no rosto de Eric e diz que não precisa de suas desculpas, Henrietta coloca seu cigarro de volta na boca e continua a andar pelo shopping de South Park. Cartman, não entendendo o ocorrido, segue seu caminho também.

Não encontrando nada de seu agrado, decide ir embora, sua mãe estava o esperando no estacionamento. Ao sair do shopping, vê Henrietta encostada em uma parede, seus olhos? parecem transbordar, seu cigarro? Apagado, sua alma? perdida. Mesmo com o tapa que havia tomado anteriormente, Eric decide falar com a garota:

— O que você tem?

Com um olhar agressivo, a gótica responde:

— Não é da sua conta, gordo!

— Eu não sou gordo, tenho ossos largos! E você não está em posição de dizer isso a ninguém!

— Não sou gorda, sou fofinha!

Ao dizer isso, não pode se conter e soltou uma risadinha, risadinha essa que pareceu perfurar o coração de Cartman como uma espada. Henrietta, pela primeira vez, conseguiu confiar em alguém além de seus próprios amigos góticos. Sem jeito, o gordinho respondeu:

— B-bom, só estou tentando ajudar, se não quiser...

Enquanto o garoto se afastava, a gótica sentiu um pequeno e momentâneo impulso, que fez com que a mesma gritasse:

— Espere, não vá!

Com simples três palavras, a menina convenceu que Eric ficasse. Sua mãe parecia não se importar com o tempo, pois havia dias que não via o filho tão feliz. Henrietta viu em Cartman, um ombro amigo, um porto seguro, e para ele, contou tudo, suas angústias, seus problemas familiares... Notando o quanto eram parecidos, Cartman não hesitou de falar:

— Bom, eu sou fruto de um caso, minha mãe era amante do sr. Tennerman. Consegui estragar meu único relacionamento com a menina que amava, e hoje, estou aqui, me sentindo o pior menino do mundo.

Ao escutar isso, Henrietta deu um beijo no rosto de Eric e disse, indo embora:

— Você não é de todo mal, "menino dos ossos largos"!

Vermelho, o garoto respondeu:

— N-nem você, "menina fofinha"!

Na cara dos dois, já não havia nenhum sinal de tristeza, apenas uma pequena marca de beijo preta na bochecha de Cartman. Enquanto se afastavam, pensavam em como era estranho aquele sentimento que sentiram ao estar perto um do outro e refletiam, também, sobre como o encontraram no lugar mais inesperado...

Notas finais
Foi um capítulo pequeno, eu sei, mas foi só o começo, aguardem
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.