Nós somos filhos do pecado

A insignificância que grita

Somos os oprimidos

E a opressão

Somos o sangue que escorre

E a bala que perfura

Personificamos a morte

Mas possuímos medo de morrer

Somos filhos de Júpiter

Seguidores do Hades

Adoradores de Athena

Servos de Marte

Somos grandes como o mar

Secos como o deserto

Diferentes, como as flores,

Que sempre possuem certa semelhança

Procuramos a verdade

Mesmo já sabendo

Que a verdade é uma mentira

E o essencial existe em nós

Abominamos a nossa loucura

E doutrinamos o mais louco

Que dizia ser filho de uma loucura maior

E a mesquinhes transformou suas palavras em negócios

Damos tantos nomes aos sentimentos

E odiamos senti-los

Dizemos amar tantas coisas

Quando não há um coração para amar

Fragmentamos o nosso mundo

Em pequenas casas

Que se degenera ao poucos

Como um todo

Buscaremos sempre a paz

Sem saber

Que existirá paz

Quando nossa hipocrisia perecer.