No litoral do eu.
2 Desencontro.
Sempre que planejo algo
O algo planeja o novoE via o novo como erradoSussurrava a Deus meus planosSem saber que quem ouvia era o DiaboVi-me em rios de desencontroA deriva das parcasSubmisso ao acasoO que me gerou bons contosMas, sempre que sussurrava planosQuem ouvia era o DiaboEntreguei-me ao sopro do incertoDançando como folhas ao ventoAté o momento,Em que o desencontro trouxe vocêO que não ficou claroÉ que esse encontro;Foi DeusOu O Diabo?Pois há perguntas que já não possuem a necessidade de respostas, como também há respostas que já não saciam nossas perguntas. Pois consigo ver luz nas obras do DiaboPois consigo ver trevas nas obras de Deus.
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