No fundo há paixão, difícil vai ser ela admitir...
4 Será que a convido pra jantar?
Notas iniciais
Pov. Poseidon
Sabe quando você vê a pessoa que você ama na sua frente e não se declara? E ela te odeia? Bom esta é a minha situação no momento, eu amo perdidamente a pessoa que mais me odeia.
De quem estou falando? Da Atena, deusa da sabedoria e estratégia em batalha. Por mais que a gente brigue não consigo parar de ama-la. Cada pequeno detalhe dela me fascina, o modo como ela revira os olhos quando não gosta de algo, os olhos cinza brilhando de raiva quando a irrito. Resumindo tudo nela eu amo.
O motivo que estou em debate comigo mesmo é que eu quero conquistá-la aos poucos e não tenho coragem o bastante para fazer isso, não sei o que fazer.
Faz exatamente meia hora que estou andando de um lado para o outro, sem ideias, para como começar a conquista-la.
–Já sei vou convidá-la para um jantar no meu restaurante italiano favorito. Vou pedir uma trégua para ela, do nosso ódio por pelo menos um tempo e assim ela poderá perceber que eu não sou tão ruim assim-falei para o nada.
Mas será que ela aceitara? Só espero que ela não me bata, nem nada do tipo.
Pergunto-me quando foi que comecei a gostar dela, antes eu achava que era apenas uma atração física, eu me enganei. Quando vi ela após ter levado a Medusa no templo de Atena, percebi que eu a amava, porém tinha ódio no olhar dela, após aquele dia o ódio reinou sobre nós.
Apesar de ter passado muito tempo após este fato, parece que o ódio dela por mim aumentou e muito. Quando nossos filhos começaram a namorar, pensei que ela me picaria em mil pedaços e colocaria fogo.
Sinceramente eu estou disposto no momento com todas as minhas forças, para conseguir com que ela me odeie um pouco menos, e quem sabe possa assim ir conquistando-a aos poucos.
Agora estou parado na frente do templo dela, me preparando para ir convida-la para jantar. Bati na porta e esperei um pouco e ela abriu.
–Atena, podemos conversa?-perguntei receoso
–Claro-disse fria
–Bem antes de tudo, prometa que não irá, me bater, ou qualquer coisa do tipo-disse para minha própria segurança.
–Tudo bem prometo. Agora fale logo o que quer-disse ela. A sua curiosidade é uma das coisas que seus olhos mais apresentam fora o ódio por mim.
–Curiosa sempre não é?-digo com um sorriso brincalhão só para irrita-la.
–Não mude de assunto-diz com seu melhor olhar mortal.
Resolvi tomar coragem, acho que ela não quis me forçar a falar, porém a curiosidade está presente no seu olhar. Falei de uma vez só...
–Quer ir jantar comigo amanhã?
Acho que a peguei de surpresa porque ela ficou sem se mexer, espero que ela aceite...
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