A luz do sol ofuscava a minha visão, ainda que pelo prisma das janelas e filtrado pelas cortinas finas. Tudo o que eu enxergava era um incômodo clarão. As lágrimas eram tudo o que eu tinha, as lágrimas e meu auto ódio.

— Por que ainda insiste em se manter nesse estado de catáfora? — interrompeu o meu sofrimento.

Ouvir sua voz, carregada de um quê sarcástico, foi o suficiente pra somar a raiva aos sentimentos que se misturavam no meu âmago.

— O que você ganha me atiçando dessa maneira? — disse.

— E o que você ganha revisitando todo esse passado doloroso? — devolveu.