No fim do túnel
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— E por que você se importa tanto? — rosnei entredentes, raivoso.
Mas apenas me sorriu de volta.
— Anda, diga! — gritei — Por que faz isso comigo? Por que me repreende? Me atiça? Me faz sentir um merda? Por que me odeia tanto?
Senti as lágrimas voltando com ainda mais força. Ao fim, mal conseguia respirar nos intervalos de um soluço e outro.
Sentia os olhos da minha companhia sobre mim, atentos. Jamais distantes, contudo, para minha infelicidade.
— E o que o levou a essa ilação? — senti sua voz me percorrer cada pelo do corpo.
Calma. Tensa. Limpa.
Arrepiando-me.
Nem um pouco divertida.
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