Notas iniciais
Essa fic antecede a No Alto da Torre, sugiro que leiam essa minha outra fic, está nas minhas histórias.

Hermione olhava-se com vaidade no espelho do quarto de monitora chefe após vestir o belíssimo vestido preto. Passara tanto tempo viajando na clandestinidade que mal de lembrava como era a sensação de se sentir bela e era exatamente como estava se sentindo naquele momento.

Bela

A agora mulher tinha os cabelos soltos, caídos sobre os ombros, traziam seu volume gracioso que emoldurava seu rosto levemente maquiado. Seus lábios traziam um tom avermelhado natural. Em seu colo repousava um singelo colar dourado com um pingente de coração com pequenos cristais brancos.

Por um momento achou que deveria fazer um feitiço que diminuísse seu decote, mas após pensar muito decidiu que queria explorar um pouco mais esse seu lado adulto e deixar a Hermione criança para trás. Afinal, agora ela era uma mulher, uma bruxa adulta de dezenove anos e merecia viver esse momento. Por esse motivo a escolha de usar um vestido preto decotado, com uma abertura lateral mostrando sua coxa e mais ainda o belíssimo salto alto prata.

Sentindo-se linda, Hermione passou as mãos por seu corpo tocando suas curvas, cinturas e seios.

Hermione Granger estava pronta para mostrar que cresceu.

— Ei Mione, está pronta? – Perguntou Rony batendo na porta.

— Pode entrar.

— Pessoal está te procurando. Uau! Você está linda.

Rony estava parado a porta olhando para ela com a boca aberta. Estava tão linda como nunca vira antes, nem mesmo no baile de inverno no quarto ano. Agora era diferente, ela parecia outra pessoa, era uma imagem que mexia com seu corpo fazendo seu coração bombear sangue para onde não devia.

— Eu já vou descer. – Respondeu Hermione sorrindo para o menino. – Sabe, eu pensei muito depois que conversamos sobre nós e acho que você tem razão.

— Eu tenho?

— É, tem sim. Não é o momento para ficarmos juntos. Aquele ciúme e o beijo foram pelas circunstâncias do momento. Como você mesmo falou, precisamos explorar mais da nossa vida e acho que tem razão, eu quero muito me conhecer melhor como adulta.

Hermione se aproximou de Rony e acariciou sua bochecha, Rony respirou fundo.

— Teríamos sido um casal legal, mas não duraria. Eu vou descer, você vem

— Eu já vou. Desço em alguns minutos.

Rony viu Hermione passar por si e observou cada passo da mulher. Admirou cada movimento das pernas e quadris e então soube que não poderia sair daquele quarto tão cedo.

O caminho do quarto dos monitores até o grande salão era curto, mas parecia gigante. O tempo viajando sozinha com os meninos a deixara de certa forma tímida e com um certo receio de contatos sociais. O assédio dos jornalistas após a queda de Voldemort a deixara até mesmo assustada, mas ainda assim ela caminhava com a cabeça erguida, postura reta e um sorriso solto nos lábios pronto para aparecer assim que alguém se aproximasse.

Ao chegar ao grande salão, Hermione respirou fundo e entrou encontrando o local cheio de bruxos e bruxas muito bem vestidos bebendo e comendo ao som de uma banda que não conhecia. Por sorte e ordem da diretora, aquela festa pós guerra estava livre de jornalistas e havia feitiços para detectar qualquer bruxo que esteja em sua forma animaga, oficial ou clandestinamente. Aos poucos os bruxos ao seu redor se aproximavam para lhe cumprimentar. A jovem foi educada e gentil com todos que lhe procuravam. Após vários minutos conseguiu se aproximar da mesa em que estavam seus amigos. Rony chegou quase no mesmo instante a mesa, mas evitou olhar para Hermione, ao contrário dos outros que a olhavam descaradamente.

— Nossa Mione, você está linda. – Disse Gina a chamando para se sentar ao seu lado.

— Obrigada Gina. Eu já venho, vou cumprimentar os professores. Guarda meu lugar.

— É claro. – Respondeu Gina antes de cutucar Harry que olhava boquiaberto para Hermione.

A jovem falou com mais alguns bruxos incluindo o senhor e a senhora Weasley antes de finalmente chegar a mesa dos professores. McGonagall levantou-se imediatamente para abraçá-la. O abraço da diretora foi apertado e amoroso, Hermione sorriu com os elogios e então foi abraçar Hagrid que nem ao menos precisou se levantar. Hermione distribuiu abraços a todos, mas ao chegar no ex diretor de Hogwarts e novamente professor de poções Snape o sorriso se fez tímido e ao invés de um abraço como fizera com os outros, Hermione estendeu a mão para ele.

— Prazer em revê-lo, professor Snape. Que bom que está de volta. – Disse Hermione se referindo a inocência comprovada e mais ainda a cura da mordida de Nagini.

Snape ergueu a sobrancelha e sem tirar os olhos dela, se levantou. Devido o salto alto e aos centímetros que crescera no último ano, Hermione estava quase na mesma altura, podendo olhar dentro dos olhos negros sem precisar levantar a cabeça. Snape estendeu a mão pegando a de Hermione e apertando de leve a princípio e então um pouco mais forte quando seus olhos passaram por seu corpo todo parando alguns segundos em suas coxas, decote e lábios.

— O prazer é todo meu, senhorita Granger. – Falou Snape em uma voz baixa e rouca.

Hermione sentiu um arrepio quando olhou nos olhos negros e viu ali uma chama aparecer. A mesa dos professores estava barulhenta, o corpo docente conversava entre si e não prestava atenção aos dois. O que foi bom, pensou Hermione, assim ninguém veria que Snape estava demorando mais do que seria necessário segurando sua mão e que um dos dedos fizera um leve carinho em sua pele antes de soltar. Hermione engoliu em seco e Snape sorriu de canto antes de voltar a se sentar e a menina voltar para o lado de Gina.

— Tá tudo bem? – Perguntou Gina quando Hermione se sentou respirando rápido.

— Sim, tudo certo.

Estaria tudo certo se sua cadeira não a deixasse virada para Snape que a encarava da mesa dos professores. Aos poucos ela também não conseguia parar de olhá-lo e aqueles olhos intensos a deixavam se ar.

— Eu vou tomar um ar, já volto.

— Está bem.

A grifinória se ergueu e rumou para fora do castelo. Precisava de ar, precisava pensar. A verdade que não queria admitir nem mesmo para si mesma era que aqueles olhos intensos causaram em si sensações estranhas. Ela tinha adorado receber elogios por sua aparência, aquilo alimentara seu ego e vaidade, se sentira muito mais mulher do que jamais sentiu antes. Gostara até mesmo de saber que Rony ficara excitado e por isso não pudera descer, ou que Harry levara uns tapas de Gina por não parar de olhá-la, assim como outros meninos também. Até mesmo alguns adultos a olharam diferente, mas nenhum causara a sensação esmagadora que os olhos negros causaram. Queria que tivesse bebido, para assim poder colocar a culpa no álcool, mas nem mesmo tomara uma gota, estava completamente sóbria e por isso sabia que a sensação no meio de suas pernas era real, o molhado que sentia em sua intimidade não era sonho.

Ficara excitada com os olhares de Severus Snape.

Não conseguia acreditar nisso, mas ao fechar os olhos podia vê-lo a sua frente e aquela imagem só aumentara mais ainda a sensação em seu corpo.

Não havia mais a imagem de comensal para fazê-lo parecer mal. Agora era apenas um homem de trinta e nove anos, alto, vestido completamente de preto, fazendo-a imaginar o que havia por debaixo daquelas roupas. Um homem com olhos afiados cravados em si. Um homem, não um garoto, que claramente cobiçara seu corpo, que olhara para suas pernas e seios com interesse.

Por um momento Hermione deixara sua imaginação vagar nas loucuras dos panos negros que cobriam um corpo másculo, imaginou a mão grande e firme do mestre de poções em seu pescoço, e então os lábios juntando-se aos seus. Sem perceber Hermione mordera o lábio inferior e esfregara uma perna na outra aumentando o atrito em sua intimidade.

Achando que enlouqueceria se continuasse pensando em Snape, a jovem respirou fundo, ajeitou a postura e virou-se para voltar para a festa, apenas para dar de cara com Snape parado a poucos passos com os braços cruzados diante do peito, os olhos mais intensos ainda e um leve sorriso torto.

— Professor Snape, não ouvi o senhor chegando. – Disse Hermione imaginando há quanto tempo ele estivera parado ali a observando. Será que ele viu suas pernas buscando o atrito? E por que imaginar que ele vira a deixava com mais calor?

Não havia ninguém mais no jardim, todos estavam no grande salão. Eles estavam sozinhos.

— Há quanto tempo está aí?

— O suficiente para ouvir algo interessante. — Disse o homem com a voz aveludada.

Hermione franziu a testa, não se lembrava de ter falado nada durante o tempo que estivera ali fora.

— Mas eu não falei nada.

— Eu não disse que foi uma palavra.

Na mesma hora Hermione arregalou os olhos, pois em sua mente estava clara a lembrança de um gemido que dera enquanto imaginava as mãos dele em seus seios.

— Por um acaso está com alguma dor, senhorita Granger? – Questionou dando um passo a frente. – Afinal, por qual motivo estaria gemendo daquela forma não é mesmo?

Ele era perigoso, muito perigoso, pois ele sabia jogar esse jogo de uma forma que ela jamais saberia. Ele dera mais um passo a frente, ficando agora a um palmo de distância da jovem. Sua respiração acelerou com a proximidade daquele corpo e com aqueles olhos que claramente ardiam em chamas. Tudo que mais queria naquele momento era que ele a tocasse, ainda que fosse loucura, ainda que fosse Snape, tudo que queria era as mãos dele em seu corpo. Olhou dentro dos olhos negros. Não poderia ficar na dúvida. Sabia que o queria, sem sentimentos, apenas o desejo louco que subia por suas pernas e ele também queria, sabia disso, via em seus olhos.

— Talvez esteja doente. – Disse Snape pegando uma mecha do cabelo dela que estava caída sobre o colo e colocando atrás da orelha deixando seu decote a mostra. – Olha como está respirando rápido. O que estaria causando isso?

Ah! Que se danasse, ela era Hermione Granger, ajudara a destruir Horcrux para matar Voldemort, é maior de idade e o principal, estava morrendo de vontade de ser tocada por Severus Snape. Era hora de usar a principal característica da Grifinória. A coragem.

— Você.

A princípio Hermione ficou apenas olhando para Snape imaginando que ele iria lhe lançar um feitiço, falar injúrias e a humilhar, mas ele apenas se manteve parado a olhando. Tomando mais coragem ainda, deu um passo a frente encostando seu corpo ao dele, subiu sua mão postando-a no pescoço dele e o puxou tocando seus lábios aos dele. A reação foi rápida a surpreendendo Snape a puxou com força apertando sua cintura com mãos fortes. Seus lábios abriram admitindo a língua doce e atrevida assim como a mão que passeava por seu corpo.

A jovem estava nas alturas com o que estava acontecendo. Ela, Hermione Granger, estava beijando um professor, estava beijando Severus Snape, e por Merlim, como o homem beijava bem, uma boca deliciosa que devorava a sua. Dentes que mordiam seu lábio enquanto uma mão atrevida descia ao seu quadril arrancando um gemido de sua garganta.

Snape encostou sua testa na dela e subiu a mão acariciando o rosto dela.

— Que bom que Minerva me obrigou a vir a essa festa. – Disse Snape. – Me odiaria por perder tudo isso.

— Viva a festa pós guerra. – Disse Hermione sorrindo.

O mestre de poções a puxou para outro beijo, porém um barulho nas portas de entrada do castelo os fizeram se separar.

— Me segue. – Sussurrou Snape virando-se e se encaminhando para a parte lateral do castelo.

Hermione caminhou o mais rápido que seus saltos permitiam. Já caminhara o suficiente para não conseguir ser vista por ninguém, ainda assim parecia que Snape queria ir mais longe. Depois de mais alguns passos Hermione olhava atentamente para seus pés tentando não cair quando de repente sentiu seu corpo ser jogado na parede e seus lábios atacados por uma boca faminta enquanto mãos firmes exploravam seu corpo apertando suas coxas e subindo por suas nádegas

— Você está mexendo comigo, garota. – Sussurrou Snape antes de pegar Hermione pelos braços virando-a para a parede. Com uma mão segurou o cabelo dela e beijou a nuca sentindo-a com os joelhos falhando. – Você me chega com esse vestido atrevido querendo mostrar que cresceu. Agora você que vai sentir o quanto eu estou crescendo por você.

Hermione gemeu quando Snape puxou seu quadril para o dele fazendo com que suas nádegas esfregassem em sua ereção.

— Professor. – Gemeu Hermione com os lábios dele em seu lóbulo.

— Me chame de Severus

— Severus.

Snape soltou um gemido ao ouvir seu nome nos lábios dela. Nem em mil anos imaginaria que sentiria desejo por essa menina, sua aluna, a irritante sabe-tudo, mas quando a viu chegando no vestido preto, tão adulta, tão bonita e diferente do que conhecia. A leveza de não ter mais uma vida de espião o deixara livre para novas experiências e sentimentos e com isso veio o desejo, um desejo que não sentia há muitos anos. Agora, estando com Hermione em suas mãos tudo que sabia era que queria aquela mulher delirando em seus braços.

Atrevidamente Hermione pegou a mão de Snape levando-a até seus seios apertando os montes macios. Ela sentia sua intimidade encharcada, tudo que queria era sentir aquele homem lhe invadindo bem ali, em um canto escuro na lateral do castelo correndo o risco de alguém vê-los. Sentir tudo que estava sentindo nas mãos de Snape era tão novo e tão gostoso. Nem mesmo sabia onde colocara a razão, ela fora perdida há tempos.

— Severus. – Gemeu Hermione quando Snape puxou sua boca para colar na dele enquanto as mãos experientes liberavam seus seios pelo decote ficando a mercê de seus dedos atrevidos que puxavam seus bicos ao mesmo tempo que esfregava seu volume em sua bunda. – Me faça sua.

— Ah, senhorita Granger, não sabe o que está pedindo.

As mãos de Snape abandonaram os seios da jovem e ergueram seu vestido exibindo nádegas pequenas e redondas com uma calcinha preta pequena. Um rosnado baixo saiu da garganta de Snape antes dele dar um tapa em uma das bandas fazendo a menina ofegar. Hermione fechou os olhos e respirou fundo, seu corpo tremia de ansiedade, sentia suas pernas molhadas com o suco que escorria de seu sexo que pulsava com a proximidade dele. Ela deveria estar envergonhada com essa exposição, estava com a bunda desnuda sendo estapeada por seu professor, era isso que dizia sua mente, mas seu corpo e seu juízo queriam que ele a deixasse nua.

Snape deu mais um tapa na bunda de Hermione antes de puxar sua calcinha para baixo até o tornozelo da garota, então delicadamente ele ergueu um pé dela e depois o outro e tirou aquela peça de roupa. A calcinha estava úmida devido o sexo encharcado. Snape levou a roupa até o nariz e cheirou inebriando-se com o odor doce dela. Rapidamente guardou a calcinha no bolso do sobretudo e levantou-se abrindo o zíper da própria calça, seu pênis estava extremamente duro, a cabeça já roxa de tanto esperar. Assim que a puxou para si Hermione pode sentir o mastro duro se esfregar em seu sexo. Ao olhar para baixo conseguia ver a cabecinha esfregando-se em seu clítoris.

— Severus, por favor. – Pediu Hermione já quase perdendo as forças da perna.

O homem riu baixinho e virou a menina ficando de frente para ela e voltando a beijá-la ardentemente. Hermione enterrou as mãos no cabelo dele o puxando para si. Snape se distanciou por um segundo e segurou o rosto de Hermione achando-a a mais bela que já viu na vida. Hermione olhou para Snape e sentiu desejo por ele, por seus olhos negros, seu nariz grande e cabelos compridos. Como que nunca olhara para ele assim antes? Aquele homem alto de ombros largos, másculo, era tudo que ela queria. O mestre de poções olhou intensamente para ela enquanto erguia uma das pernas da jovem e se posicionava em sua entrada. Seu corpo ardia de luxúria, seu desejo doía, ainda assim ele parou e olhou para ela pedindo permissão. Hermione não conseguia dizer palavras, por isso apenas o olhou firme e assentiu com a cabeça.

O gemido que saiu da garganta de Snape poderia ser ouvido do outro lado da Floresta Proibida. Ele apertou Hermione contra si gemendo no ouvido da menina enquanto sentia o corpo dela o aceitar em seu calor interior. Hermione abraçou Snape com força escondendo o rosto em seu pescoço.

— Hermione? – Chamou Snape baixinho.

— Me dá um segundo. – Pediu respirando fundo e então erguendo a cabeça para olhá-lo.

— Te machuquei? – Perguntou Snape com olhos preocupados acariciando a bochecha da jovem.

— Não, de nenhuma forma. – Respondeu colocando a mão sobre a dele. – É só que não estou acostumada.

Snape demorou alguns segundos para entender o que aquilo significava.

— Por que não me disse que era virgem?

— Porque eu queria fazer sexo com você. Se contasse, você desistiria.

— Tão inteligente, mas tão burrinha. – Disse Snape se mexendo devagar arrancando um gemido da garota. – Eu jamais desistiria, você me dominou assim que entrou naquele salão hoje. Tão mulher. Eu ainda transaria com você. Mas a levaria para meus aposentos, para uma cama grande. Te faria nunca esquecer essa noite.

— Tentador, mas eu não quero uma cama. Eu quero aqui e agora.

O mestre de poções não esperou mais nenhum segundo, segurou firme a perna dela no alto e se movimentou rápido penetrando-a com força. Hermione jogava a cabeça para trás gemendo alto sentindo o membro de Snape a disvirginar. Era duro e batia no fundo de seu sexo causando leves gritinhos.

— Como você é gostosa. – Disse Snape deliciando-se com a entrada úmida e quente de Hermione.

— Severus! – Gemeu alto.

Ela estava perto do orgasmo, ele podia sentir seu pau sendo apertado por ela. Ele mesmo estava prestes a gozar. Antes da chegada do ápice Snape a puxou para um beijo intenso, tudo o que queria é que estivessem ligados quando o momento chegasse e ele chegou. Hermione gemeu em seus lábios e seu corpo se contraiu fazendo seu sexo apertar o pau dele causando o gozo que se enterrou no fundo de sua intimidade. Snape abriu a boca gemendo junto com ela que amoleceu em seus braços. Com cuidado o professor a segurou com um braço enquanto usava a varinha para limpar os fluídos dos dois e então enquanto ela ainda sentia os efeitos do orgasmo ele se arrumou e arrumou o vestido dela tapando os seios e descendo o tecido pelas pernas.

— Você está bem? – Perguntou olhando nos olhos dela e acariciando seu rosto.

— Estou. – Respondeu com um sorriso nos lábios. – Só meio mole.

— Isso acontece as vezes.

— Onde está minha calcinha?

— Está no meu bolso, vou ficar de recordação, talvez eu a faça ir buscar em meus aposentos.

— Haverá repetição? Pensei que jamais olharia na minha cara novamente depois disso.

— O que pensa sobre mim chega a me ofender, Granger.

— Desculpe. – Pediu a menina baixando a cabeça.

— Olhe para mim. – Exigiu Snape a fazendo olhá-lo. – Não sou um moleque que se satisfaz e não se importa mais como se a menina fosse um nada. Eu aprecio a mulher, a desejo. – Disse beijando o ombro da jovem. – A cobiço e sempre estou disponível para ela, quando e se ela quiser mais. Você vai querer mais, Hermione?

— Vou Severus, eu vou.

— Então nos esbarraremos por aí, talvez em uma ronda noturna no alto da torre de astronomia.

E com um beijo delicioso Snape foi embora caminhando para a parte de trás do castelo. Hermione permaneceu mais alguns segundos tomando fôlego e então passou a mão pelo vestido e voltou para dentro.

— Mione, onde vocês estava? Demorou.

— Precisava de ar fresco. – Mentiu sorrindo.

— E conseguiu? – Perguntou Gina olhando-a atentamente.

— Ah consegui. – Respondeu Hermione vendo que Snape acabara de entrar no grande salão por uma passagem discreta no fundo para ninguém vê-lo. O professor olhou para ela, colocou a mão dentro do bolso onde possivelmente estava sua calcinha e deu um sorriso torto.

— Está sorrindo que bem boba por quê? – Questionou Harry trazendo-lhe uma bebida.

— Só estou pensando nas rondas noturnas que farei como monitora.

— Nossa Hermione, o ano letivo ainda nem começou.

— Mas sabe como sou. – Disse Hermione e olhou para Snape antes de completar a frase. – Gosto de ser excelente no que faço e o ano promete ser, digamos, bem duro.

Com um gole de bebida, Hermione sorriu pensando na torre de astronomia.

Fim

20/01/2022

25/01/2022

Notas finais
E aí, curtiram? Me deixem comentários. Talvez eu escreva a terceira parte dessas fics.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!