No céu & no inferno
4 Bad Girl? ( Prologo )
Notas iniciais
Estou provavelmente bêbada, mas quem se importa, provavelmente ninguém, bom a não ser o cara no volante que esta com a carteira vazia, não e fácil embebeda uma mestiça mistica como eu muito menos mante-la bêbada, mas ele e gente boa, tenho certeza que antes da noite acabar estaremos em outra boate estourando o seu cartão de credito.
— Eai gatinha pra onde agora? — ele pergunta meio alcoolizado
Até que ele é um gatinho, parece viver na academia e seu sotaque britânico e muito sexy, seus olhos verdes dão um contraste especial em sua pele morena, nem tento lembrar o seu nome seria uma perda de tempo já que amanha ele já terá me esquecido mas não custa nada tirar uma casquinha, começo a rir dos meus próprios pensamentos.
— A noite e uma criança gatinho, vamos para a Demons dançar um pouco! — digo animada com a ideia
— Seu desejo e uma ordem gatinha — ele diz pegando o desvio que nos leva ate ao estacionamento da boate.
Sinceramente que nome mais idiota, quero dizer " Demons" os demônios não poderiam ser tão óbvios! e claro que discrição e imaginação não fazem parte dos seus dicionários, mas realmente eu não ligo, eu só queria uma bebida de verdade que me deixasse verdadeiramente legal, bebidas humanas são tão fracas e seus efeitos passam tão rápido que era até uma vergonha sair com um humano, mas esse humano, hum ele tem um cheiro doce, uma energia tão forte que me faz querer me alimentar imediatamente.
Não me entendam mau, eu não sou um vampiro! mas minha alimentação e a energia, ele ficaria algumas horas cansado e iria dormir mas não sangraria ate a morte ou viraria um sangue suga.
Porem minha situação não é nada melhor que a de um vampiro...
Não entro na fila, arrasto meu acompanhante ate a entrada onde um segurança humano nos barra, toda vez é a mesma coisa, seria muito mais fácil se eles se lembrassem de mim e simplesmente me deixassem entrar.
— Qual o problema Bob? — digo ironicamente cruzando meus braços
— Você não é muito nova para estar aqui? não posso deixar você entrar queridinha, já passou da hora das crianças irem para a cama — diz o segurança como se nunca fosse me deixar entrar
Olho fixamente em seus olhos, odeio fazer isso mas os humanos não entendem que quando topam com uma garota má eles devem sair da frente, se não, ops... eles são atropelados
— olha o que vai acontecer, você vai nos deixar entrar, então você vai se esquecer que estivemos aqui e voltar para o seu trabalho — seus olhos ficam nublados e eles repete tudo que eu disse saindo da frente mas antes eu lhe mando fazer outra coisa — E quando chegar em casa derrame feijão no chão e durma em cima deles completamente nu
Não espero ele repetir, sei que quando chegar em casa ele fara exatamente o que eu mandei, sempre que venho aqui eu faço ele fazer alguma coisa significadamente dolorosa, afinal de contas eu ainda tenho uma grande parte de demônio em mim, culpe o meu pai.
Entramos na boate e logo o som de eletrônica alta bate em meus ouvidos, quase ninguém repara em nossa chegada, arrasto meu acompanhante ate o bar e peço o drinque demoníaco (outro jeito idiota dos demônios de se anunciarem ) peço um martine duplo para o meu acompanhante e espero.
Não espero muito tempo, porem não me agrado muito quando a bebida chega, eu nunca me esqueceria desses olhos, não tem como esquecer, toda vez que olho no espelho vejo os mesmos olhos que meu pai, Lúcifer.
— Olá papai, é realmente um desprazer te ver novamente! quanto tempo, dezesse... a não, dezoito anos — digo pegando minha bebida, meu acompanhante pega a dele e fica estranhamente com cara de idiota
— Como seu pai pode ser tão novo? ele parece ter a minha idade! — diz meu acompanhante ainda com cara de babaca
— Eu sou apenas bem conservado — diz meu pai chamando a atenção do meu acompanhante — Eu quero que você tome sua bebida de uma vez e vá embora — comanda meu pai acabando com a minha diversão
Meu acompanhante faz exatamente o que meu pai pediu, toma a bebida em um gole e vai embora me deixando sem carona para casa, volto minha atenção para o homem ou melhor demônio que deveria ser meu pai mais nunca nem apareceu para dar um "oi" e agora decide que quer falar comigo.
— O que você quer? — pergunto terminando minha bebida, a alta musica e as luzes escuras com o ambiente malicioso me deixam desconfortável para ter um encontro familiar desagradável com meu pai.
— Quero conversar, me acompanhe — ele diz já indo na direção dos fundos, pessoas e demônios nos dão passagem ate que entramos por uma porta e entramos no escritório, a mesa de mármore negro e as cadeira de couro formam um ambiente ainda mais desconfortável mas fingo que estou muito bem, sorrio e sento na cadeira dos convidados em frente a mesa enquanto Lúcifer se senta na cadeira do "chefe"
— Bom você me trouxe até aqui, e melhor começar a falar antes que eu morra de tédio — digo ironicamente.
— Não seja insolente Lilith, creio que não foi assim que Gabriel a criou — diz ele tranquilamente, aquilo me deixa irritada, mais irritada do que o normal.
— Olha aqui! Gabriel parece mais um vegetal angelical do que um ser com um celebro, mas não importa realmente, eu sei me cuidar muito bem sozinha, e logo eu serei adulta o suficiente para deixar aquela casa e sumir no mundo — digo mantendo minha voz o mais calma o possível, não conheço meu pai o suficiente porem ser o rei do sub-mundo deve indicar que erguer a voz não me traria nada de bom.
— Você não pode, você não vai! digamos que como mestiça você deve escolher um lado, o "Angelical" ou o "Demoníaco" você tem exatamente dois meses e cinco dias para isso acontecer, espero que escolha o lado certo — ele diz ainda mais paciente, seus olhos não me deixam e isso me deixa nervosa e impaciente.
— O lado certo, deixe-me pensar, hum não! entre a mãe que lhe abandona nos primeiros segundos de vida e o pai que me deixa assim que me da um nome, aliais o nome da primeira mulher que ele amou e a unica que cuidou de mim nos primeiros anos antes de me abandonar também eu prefiro literalmente no sentido humano da palavra ir para o inferno!
— Lilith olha como fala, eu ainda sou seu pai e exijo respeito, você sabe muito bem que nem eu e nem sua mãe pretendíamos lhe abandonar, o criador queria que você fosse criada no mundo humanos onde não podemos ficar por um tempo tão longo — ele tenta se explicar como se eu ligasse, estava apenas constatando um fato.
— Não ligo para o que o criador acha ou deixa de achar, ele não passa de um idiota, exatamente como os humanos — rio da minha própria piada " deus fez os humanos sua imagem e semelhança" grandes merdas isso sim, se eu mesma não fosse uma mestiça, nunca que iria acreditar em um deus que se diz bom mas deixa tanta coisa ruim acontecer no mundo.
— Tente entender...
— Não ha absolutamente nada a entender — levanto-me e começo a ir embora — Não tente me procurar novamente, o criador não liga para o que eu faço da minha vida imortal, ele possivelmente nem sabe que eu existo.
Deixo o escritório, deixo a boate e deixo meu pai para trás, se a vida me ensinou alguma coisa, foi que eu devo ficar longe e muito longe do mundo sobrenatural, eu não tinha mais nada a perder, já perdi tudo que um dia me importou verdadeiramente.
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