No campo de Gettysburg
4 Capítulo 4
Notas iniciais
Desesperada, acordei Érica, para me ajudar a procurar a Charlie. Depois de alguns minutos, vejo a Charlie que está com vários galhos em suas mãos, corri ao seu encontro e a abracei, espetei-me toda, por causa dos galhos, perguntei se ela estava bem, ela diz que só havia ido buscar alguns galhos para fazer a fogueira. Percebendo meu rosto pálido, minhas mãos trêmulas e meu desespero para achar a Charlie, perguntam-me o que havia acontecido, para eu estar neste estado de pânico. Resolvi contar tudo à elas, desde o sussurro do meu nome ao ser perseguida por algo no lago. Como eu previ, elas não acreditaram, disseram que eu estava com muito medo, alucinando, que não havia nada, tudo projetado pela minha mente. Fingi que acreditei nelas, e mudei de assunto, falei para irmos arrumar logo a fogueira, para nos aquecermos já que havia escurecido e esfriado.
Comemos “marshmallows” com chocolate, vários salgadinhos, bebemos refrigerante, estava tudo muito bom. Fomos dormir, pois já estava muito tarde, e estávamos cansadas, tivemos um dia intenso, pelo menos para mim. Eram aproximadamente três horas da manhã, quando ouço passos, passos pesados e barulhentos, vi que estavam se afastando de minha barraca e indo em direção a de Charlie, que se aproximava da minha. Vejo a sombra de um homem alto, com algum tipo de chapéu, sua postura bem rígida, então esta sombra desaparece, como uma névoa, surgiu e desapareceu como se nunca houvesse existido. Fiquei bem assustada, mas não queria que as meninas me chamassem de louca novamente, então fecho os meus olhos e volto a dormir.
Acordo com os gritos da Charlie, não sei quanto tempo se passou desde que eu adormecera novamente, só sei que levantei apressada para ajudar a Charlie, mas o maldito zíper da barraca estava emperrado, ouvi Érica gritar que estava presa na barraca, e o pior Charlie não parava de gritar, ela chorava e pedia por socorro, quando vi alguém a arrastar para fora da barraca, e outra pessoa, creio eu, próximo a minha. Então eu comecei a forçar mais aquele maldito zíper, até que consegui abri-lo, sai correndo em direção a Charlie e quando vi que era o Freddy que estava puxando-a fiquei muito irada, ele começou a rir da minha cara, ele e a Charlie. Érica finalmente consegue sair da barraca e fica com raiva também, então saímos nós duas atrás daqueles dois idiotas, dei uns belos tapas no Freddy e mesmo a Charlie sendo minha melhor amiga, ri da marca de mão que a Érica deixou em seu rosto.
Depois de alguns minutos, lembro de ter visto mais alguém, alguém perto da minha barraca, então vejo que Jason estava ali também só ficou na dele sem deixar ninguém o ver, sai correndo o seu encontro e ele saiu correndo, pois achou que eu iria mata-lo, mas eu não estava com raiva dele só queria abraça-lo. Depois de uns minutos consigo alcança-lo e lhe dou um belo abraço e ele me segura em seus braços com força, eis que naquele momento me sinto segura, ele me levanta, fico a apenas alguns centímetros do chão, mas senti como se estivesse voando, então ele me beija, e eu retribuo, Freddy chega e estraga completamente o momento, então pergunto, por que não vieram conosco, o porque de todo este teatro. Freddy diz que ele queria me pregar uma peça há anos, mas nunca havia conseguido. Rimos bastante depois do acontecido. Resolvi perguntar porque o Jason não me puxou também já que ele estava próximo a minha barraca, mas ele disse que não havia estado nem perto das barracas, que ficou observando de longe, pois não queria se meter nas armações de seu irmão. Até parece que eu iria cair nessa de novo, posso ter sido muito boba da primeira vez, mas não iria ser tão idiota a ponto de acreditar que não era ele, mas ele estava sério, todos estavam, a Érica disse eu só viu a sombra de Freddy, a Carlie e o Freddy disseram que não tinha mais ninguém só os dois, que Jason estava falando a verdade. Meu medo voltou, meu corpo todo se arrepiou novamente, as meninas perguntaram-me se era a mesma coisa que supostamente havia me perseguido no lago, e eu disse que não sabia, que havia visto só uma sombra. Eles disseram que devia ser de uma árvore ou algo assim, já estavam me olhando com aquele jeito de ‘ela é maluca’ de novo. Mudei de assunto, perguntei se os meninos ficariam conosco pelos próximos dias, e eles afirmaram, pegaram uma barraca, para dividirem, mas eu estava com muito medo e pedi que Jason dormisse comigo em minha barraca, Freddy contou uma de suas piadinhas idiotas e Jason aceitou. Assim que ajudamos os meninos, fomos dormir novamente, Jason me passava segurança, mas ao mesmo tempo eu ainda estava com um mal pressentimento. Deitei e ele começou a chegar mais perto, me abraçar me beijar, as coisas ficaram mais intensas, então quando ele começou a tirar minha blusa, parei-o disse que não estava na hora, nem no clima, que não estava pronta. Ele parou no mesmo instante e disse que estava tudo bem, não tinha problema, virei para o canto da barraca e ele me abraçou, passamos o restante da noite dormindo abraçados.
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