No Ritmo do Lustre
2 A visão
Notas iniciais

Bonnie se levantou da cama, que estava infestada de lágrimas, e foi até a janela de sua casa. De lá, dava para ver a enorme festa na praça central de Mystic Falls, na Vigirnia. Era o dia de sua festa de formatura, já estava até pronta com seu vestido deslumbrante cor bege com detalhes de pérolas e listras douradas. Só havia uma pessoa que poderia estragar tudo: Sheila, sua avó. E ela o fez. Esse grande dia era para ser marcado com comemorações, bebedeiras e risadas sem fim. Era para ser o melhor dia de sua vida. E até isso ela estragou. Os motivos dela foram os de sempre.
— Meu amor, eu estou te protegendo das maldades que este mundo te oferece. Ontem eu previ...
— CHEGA VOVÓ. CHEGA! — gritara Bonnie. — Por quanto tempo vou ter que abrir mão da minha vida por visões loucas que a senhora tem?
— Bonnie, querida, as visões são... — mas Bonnie não queria saber ao menos a explicação da avó, então fez menção de que iria correr e sua avó segurou em seu braço. Ela levantou os olhos e soltou Bonnie rapidamente. — Bonnie... Bonnie, não vá! Por favor, não vá! Eu acabei de ter uma... Um corvo e... Um lustre! — Bonnie não esperou sua avó terminar, saiu correndo em velocidade máxima para o seu quarto se enterrar em lágrimas.
Então sua amiga, Elena Gilbert, a ligou super preocupada.
— Alô? Bonnie? — perguntou Elena, que provavelmente a escutara fungar pelo nariz, porque perguntou: — você está chorando?
— Não, não, Elena — disse Bonnie enxugando as lágrimas.
— Cadê você? Eu e Care estamos esperando faz um tempão e você não dá nem as caras. Aconteceu alguma coisa? — perguntou Elena em um tom preocupado.
— Não, Elena. Eu estou terminando de me arrumar. Chego ai em um minuto.
Bonnie escutou o celular apitar sinalizando o fim da ligação e foi correndo por o seu vestido de volta e arrumar o seu cabelo para a formatura.
O celular de Bonnie apitou novamente e agora não era mais uma ligação. Era uma mensagem.
Olá rainha da noite, eu estou aqui fora te esperando.
PS.: vê se não demora!
Bonnie desceu as escadas e andou pela sala de pontas de pé. Bonnie agradecera em silêncio. Sua avó não estava lá. Quando abriu a porta, estava Damon acenando encostado em uma Limousine que alugara para a ocasião, vestia um terno elegante preto com uma gravata azul com listras pretas, que combinava com seu sorriso altamente branco e seus olhos, que iam de um azul claro e intenso, sorrindo alegremente.
— Um carro para dois, senhorita? — perguntou Damon brincalhão. — Devo acrescentar que eu sou uma ótima escolha para acompanhante.
— Você é um idiota, isso sim — exclamou Bonnie rindo.
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