No Ritmo de um Divorcio

4 Finalmente o Divorcio!


Notas iniciais
Karin: Oi pessoal! Sim, finalmente voltamos! Não se preocupem, ISTO NÃO É UM AVISO. É o penultimo capitulo! Weeeeee *O* que feliz! Bem, Keithy andou ocupada esses dias e etc. E eu... Er... Pura preguiça ♥ (hauhuahuahuah)
Enfim :D espero que curtam o capitulo (espero que ainda existam leitores >.<)! Créditos pra Keithy porque eu não colaborei muito. '-'
É isso!
Ah e esse capitulo dedico especialmente a Brenda Lohanna que faz aniversario hoje! Feliz Aniversario fofa!
Até depois o///

– Você quer uma segunda chance? Então me faça acreditar que você mudou. Faça-me acreditar em suas palavras e promessas, Kurosaki Ichigo. Surpreenda-me.

O ruivo retirou sua mão do ombro dela, que logo foi em direção a porta fazendo Ichigo pensar bastante nas palavras dela.

– "Eu vou te provar que por você eu posso mudar" – pensou ele.

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Rukia voltou à empresa, logicamente pensando o tempo todo na conversa que tivera com Ichigo. A morena entrou em sua sala e simplesmente se jogou em sua poltrona.

– Vai mudar por mim, é? – disse ela, Rukia realmente não sabia se ele mudaria de verdade – Segunda chance...? Ah droga! – Rukia pôs as mãos no rosto demonstrando certo estado de estresse misturado a uma quantidade de duvidas e indecisões. Logo sua linha de pensamento é interrompida por algumas batidas na porta.

– Rukia, tem um minuto? – perguntou Ukitake Juushirou, um de seus companheiros da empresa. Rukia faz um sinal para que ele entrasse e fechasse a porta. – Bom, aqui estão aqueles relatórios e documentos que você me pediu, estão todos aqui.

– Ukitake, muito obrigada. – disse Rukia com um fraco sorriso. – Mais tarde eu analiso toda essa papelada.

– Rukia-chan, o que você tem? – perguntou Ukitake. – Você está diferente da pequena que eu conheço.

– Ah, não é nada... – Rukia olhou para o homem e viu que ele não havia acreditado então resolveu falar de uma vez, ate porque Juushirou era um grande amigo. – Sabe Juushirou, lembra que uma vez eu disse que a vida é como um bote?

– Lembro sim. É uma bela música. – disse ele em meio á um pequeno sorriso.

– Realmente, a música está certa... Não sei nem como explicar, mas de alguma forma ela diz boa parte do que sinto agora.

– Está se referindo ao Ichigo-kun, não é? – Juushirou indagou seriamente – Eu soube do ocorrido. Já se decidiram?

– Já. Amanha, ele e eu temos de ir ao tribunal para nos divorciar oficialmente. – explicou ela tentando esconder uma parte da tristeza.

– Rukia-chan... – Ukitake falou em seu tom calmo de costume.

– Sim?

– É isso mesmo que queres? Você,... Quer isso a qualquer circunstância?

– Vou ser sincera,... Sim! Eu quero me divorciar do Ichigo a qualquer circunstancia. – ela disse mostrando firmeza...

– Rukia, não siga teu coração. O coração é enganoso. Olhe ao seu redor e pense: quem te fez sorrir nos últimos anos? Quem te fez feliz de uns tempos pra cá? Rukia quando vocês se casaram, eu me lembro de vocês dois fazendo uma promessa... – Juushirou é interrompido.

– "Vamos ficar juntos sempre, não importa o que aconteça. Porque eu sempre vou te amar. Aconteça o que acontecer eu sempre continuarei te amando" – Rukia pronunciou. Ela se lembrava dessa promessa e muito bem. Logo ela deu um pequeno sorriso, Ukitake percebeu e não deixou isso passar...

– Viu? – ele disse calmamente esbanjando um sorriso.

– O que? – ela estava confusa.

– Rukia! Pare e olhe ao seu redor! Veja o estado de vocês dois. Em toda essa situação, ele conseguiu fazer você sorrir. Por uma lembrança! Rukia, o Ichigo é o homem da sua vida, mesmo que tu tentes esquecê-lo, não vai conseguir... Porque ele, somente ele é o amor da tua vida e mais ninguém! Ele errou? Sim! Mas você o ama, e isso é o que importa! Quando se ama alguém você vai longe por ela. Perdoar não é fácil, mas eu sei que tu tens esse dom. – a cada palavra que Ukitake dizia ele olhava Rukia com mais seriedade. – Pense em todas essas palavras que foram ditas agora e antes. É pro teu bem.

Logo Juushirou se retirou da sala deixando Rukia com seus pensamentos...

– Não,... Não dá mais pra voltar atrás! Já está feito. – pensou a baixinha, logo ela continuou a trabalhar, mas não parava de pensar nas palavras que Ukitake dissera.

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Já à noite em seu apartamento encontrava-se Ichigo completamente bêbado...

– Rukia! – gritava o ruivo olhando para o teto. – Rukia! Preciso de você!

Ichigo cambaleava pela sala de estar, talvez procurando algo. Era difícil se saber o que o Kurosaki pensava. Ele procurava uma direção até lembrar-se da foto que estava em seu quarto. A foto que marcou o pedido de casamento dos dois.

– Ru-Rukia! – Ichigo subiu a escada e foi em direção a seu quarto. – Deve estar por aqui. – disse ele segurando uma garrafa de vodka. Logo ele sentou-se na cama com o porta retrato em uma das mãos e ao observar aquela foto lembranças inundavam sua mente como ondas devastadoras.

– Droga... – ele balbuciou baixinho e logo depois deu um gole na bebida.

Agora com a garrafa de vodka em uma das mãos e o porta-retratos na outra, Ichigo resolveu descer as escadas... Cambaleou até o primeiro degrau e num momento de desequilíbrio ele acabou por rolar escada abaixo...

– Puta que pariu! Porra escada! O que você ta fazendo aqui? Porque me derrubou sua bandida? Vou te matar! Sua maldita! Eu te ode- Ichigo é interrompido por mais uma queda seguida.

Ele deu de cara com o chão e lentamente tentou se levantar.

– Vadia... – disse ele olhando para a escada de canto de olho. O ruivo se sentou e percebeu que a garrafa quebrara junto com o porta retrato além de que um filete de sangue corria por sua face. Ele não ligou muito para este detalhe e apenas pegou o porta retratos, agora quebrado, e ficou a observá-lo durante alguns minutos. Logo algumas lágrimas começam a rolar por seu rosto e ele abaixa a cabeça. – Por quê? Porque Rukia?! – suas lágrimas caiam sobre a foto em suas mãos. – Porque isso está acontecendo conosco? Eu te amo tanto! – mais lágrimas caiam sobre a foto. Logo depois Ichigo pegou o telefone discando o número de Rukia...

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A passos lentos caminhava Rukia com os pés enterrados na areia e com os saltos altos em mãos. A lua estava brilhante e extremamente grande e a brisa que vinha do mar tocava a pele alva dela.

De baixo, olhando para cima

O luar despedaçado sobre o mar

Reflexos ainda parecem os mesmos pra mim

Como antes de eu afundar


Rukia para de andar e olhou para o mar. Logo viu o enorme reflexo da lua sobre a água e as várias lembranças que invadiram sua mente de forma avassaladora. Lembranças de quando Ichigo e ela viviam em plena paz. Quando eram realmente felizes. Naquele momento ela lembrou-se da última vez que esteve intimamente com o ruivo. E lembrou-se da última frase que ele disse aquela noite. “Rukia, eu te amo”.

– Eu ainda o amo? – perguntou ela em tom baixo enquanto olhava para o mar.

Outras lembranças vêm à mente da morena... O pedido de casamento... A primeira noite... O primeiro aniversário de casamento... Todos os momentos bons que se passaram ao lado de Ichigo. Rukia ouve uma voz em seu consciente que dizia:

“Porque isso está acontecendo conosco? Eu te amo tanto!” era a voz de Ichigo. De repente se viu chorando. Lágrimas grossas percorriam sua face sem ao menos ela perceber. Então ela sentiu o telefone vibrar no bolso da calça jeans. Ela viu um número conhecido na tela, mas sua mente dizia para não atender. Seu corpo não obedeceu e logo se viu atendendo a ligação. Porém,... Nada disse.


E é pacífico lá no fundo

Catedral na qual você não pode respirar

Sem necessidade de rezar, sem necessidade de falar

Agora que estou no fundo

– Rukia... – com a voz um tanto embargada chamava ele.

Rukia manteve-se calada. E apenas escutava a voz do ruivo com os olhos fechados e lágrimas caindo.

– Rukia! Você está aí? Por favor... Fala comigo.

– Ichigo. – disse ela de forma calma.

– Eu...

– Não diga nada, Ichigo. – ela fez uma pausa e enxugou as lágrimas – Então. O que quer?

– Eu preciso muito de você agora... Quero te ter de volta. Quero poder dormir com você e acordar com teu sorriso. Quero poder sentir teu perfume, sentir teu toque. Sorrir contigo de novo. Quero te amar.

Rukia apenas ouvia.

– Nós podemos ir juntos para o tribunal amanhã. Eu posso ir te buscar. Ai nós conversamos melhor e desistimos dessa ideia absurda.

– Não, obrigada. – disse rapidamente.

– Rukia... – dizia ele de maneira cansada o nome dela.

A morena sentiu uma dor aguda no peito por ouvir a voz devastada do ruivo, do homem que amou e ainda amava, sim ela ainda o amava só não tinha coragem o suficiente de admitir isso. Mais lágrimas começavam a molhar seu rosto, queria dizer a ele que estavam fazendo tudo errado, queria dizer para ele voltar para casa, queria dizer que sentia saudades do calor dele ao seu lado na cama, queria dizer tanta coisa, mas principalmente que o perdoava.

E está arrebentando sobre mim

Mil milhas em direção ao leito do mar

Achei um lugar para descansar minha cabeça

Nunca me deixe partir, nunca me deixe partir

Nunca me deixe partir, nunca me deixe partir

E os braços do oceano estão me carregando

E toda essa devoção avançou sobre mim

E o peso do paraíso, para uma pecadora como eu

Mas os braços do oceano me livraram

Embora a pressão seja difícil de aguentar

É o único jeito de escapar

Parece uma escolha difícil de se fazer

Mas agora estou abaixo de tudo


Rukia se sentia da mesma maneira que Ichigo, devastada. Quando criança sempre se imaginou casada e envelhecendo ao lado do mesmo homem e quando se casou com Ichigo imaginou sua velhice com aquele ruivo chato, com esse pensamente ela deu uma leve risada despertando Ichigo do outro lado da linha. – Ichigo porque as coisas tinham que ser assim?

– Como assim? – ele deu uma risada forçada, não sabia o que a Kuchiki pensava no momento.

– Você sabe! Toda essa situação de divorcio. – ela deu uma breve pausa. – Isso porque você é muito chato! – ela riu do silencio dele.

– Ah é? Sendo assim essa situação é culpa da sua altura! – ele disse fingindo está com raiva.

– O que minha altura tem haver com divorcio? – disse com raiva.

– Nada! – ele falava mais algumas coisas que Rukia não conseguiu distinguir.

– Ichigo por um acaso você está bêbado? – perguntou um pouco preocupada não gostava de saber que o ruivo havia bebido, já o tinha visto completamente bêbado e não era nada agradável, ele ficava completamente vulnerável aos outros.

– Preocupada comigo Kuchiki? – ele deu uma pausa. – Você não precisa mais se preocupar comigo, já que você mesma está me deixando.

Ela se assusta com o tom frio na voz dele, não queria ter escutado isso, não queria que ele estivesse daquele jeito, sentia que ele iria se afundar na escuridão e isso seria culpa dela. Não queria mais ouvir a frieza das palavras dele. – Certo, então! – Ela segurava, com todas as suas forças o choro que insistia em persistir. – Nos vemos no tribunal! – E sem ouvir mais nenhuma palavra dele ela encerra a ligação.

E está arrebentando sobre mim

Mil milhas em direção ao leito do mar

Achei um lugar para descansar minha cabeça

Nunca me deixe partir, nunca me deixe partir

Nunca me deixe partir, nunca me deixe partir

E os braços do oceano estão me carregando

E toda essa devoção avançou sobre mim

E o peso do paraíso, para uma pecadora como eu

Mas os braços do oceano me livraram

E está acabado

E eu estou afundando

Mas não estou desistindo

Apenas estou me entregando

Rukia volta a chorar enquanto escutava as ondas do mar...

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Ichigo jogou o telefone contra a parede e se perguntou o porquê de tudo isso mais uma vez. O porquê de ter agido de tal forma que fez com que os dois se separassem. A verdade era que no intimo de seu ser sabia o porquê de tudo isso, sua ausência na vida da esposa, ele ter praticamente rejeitado um filho e principalmente seu descuido com a mulher que tanto ama. Ele era o culpado de tudo. Ichigo sentia-se no fundo do poço, afinal ele estava para perder a coisa mais importante de sua vida. E num ato desesperado e fecha os olhos e faz uma oração. – Deus, eu sei o quanto sou errado e misero inseto, mas eu lhe peço, eu imploro. Não me deixe perder a Rukia. Eu preciso dela... – suas lágrimas eram mais grossas ainda. Não era nada fácil aguentar toda a dor que se sentia. Mas o pior momento seria aquele no qual teriam de assinar papéis... Eles estariam se distanciando cada vez mais até serem desconhecidos um para o outro. Com esse pensamento e lágrimas nos olhos ele adormeceu.

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Rukia volta a caminhar na praia, mas resolve ir para casa. Precisava descansar.


Oh, deslizando para o fundo

Oh, tão frio, mas tão doce

Nos braços do oceano, tão doce e tão frio

E toda essa devoção, bem, nunca conheci de verdade

E o peso do paraíso para uma pecadora liberta

Mas os braços do oceano me libertaram

Nunca me deixe partir, nunca me deixe partir.

Never let me go – Florence+The Machine

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No dia seguinte...

– Ichigo! Ei, Ichigo! – gritava uma voz feminina familiar do lado de fora do apartamento do Kurosaki.

Logo o ruivo acordou e cambaleando foi até a porta. Ele abriu se deparando com sua amiga Neliel.

– Até que enfim! Eu – Nell olhou para o ruivo e se sentiu enraivada. – Mas o que...? O que aconteceu com você Kurosaki?

– Nell... Não grita. – ele falou com a mão na testa. – Estou com uma puta dor de cabeça. Então não grita, por favor.

– Você bebeu? – ela séria perguntou.

– Um pouco. – ele desviou o olhar.

– Um pouco? – ela se aproximou e o empurrou levemente. Ichigo foi ao chão com facilidade. – Ah sim, um pouco não é?

Ichigo apenas resmungou um pouco, mas não chegou a debater com Neliel, pois sabia que ela tinha razão.

– Como você pode ser tão covarde em deixar a Rukia ir embora desse jeito?

– Ela não me ama mais. Nosso casamento acabou – ele olhou para baixo e abriu um pequeno sorriso irônico – Ela já deve estar com outro cara a este mome-

Ichigo é surpreendido por um tapa de Neliel. A moça enraivada disse:

– Como pode dizer isso da Rukia? Seu idiota! — dizia ela de maneira raivosa.

Nell logo se arrependeu ao ver o olhar derrotado do amigo. E Ichigo, ainda no chão, escondeu a face nas mãos tentando a todo custo não chorar.

– Nell... – ele disse em tom baixo. – Eu sou um ser humano horrível, não é?

– Sim, você é! – disse ela com os braços cruzados.

– Sabia.

Neliel se abaixou e tirou as mãos de Ichigo de sua face e diz:

– Olha pra mim, Ichigo.

Ele lentamente, com os olhos marejados e cansados, observou à amiga.

– Eu sou um lixo mesmo. Não fui nem capaz de fazer a mulher que eu amo feliz. Não fui capaz de ao menos ficar feliz com a chegada de um filho. Ela tem razão em me odiar.

– Você está enganado. – falou Nell – Você errou, sim. Mas erros podem ser concertados. Basta correr atrás. Você não imagina o quanto Rukia está sofrendo com tudo isso. – Nell sorriu – Você não imagina o quanto ela ainda te ama Ichigo! – ela o abraçou de maneira acolhedora. – Não desista de vocês. Não desista dos sonhos que vocês desejaram. – ela se afastou e o encarou sorrindo. – Sei que faz pouco tempo que nós somos amigos Ichi, mas me sinto na obrigação de dar um empurrãozinho. Então o que me diz? Vai ficar aqui nessa depressão deixando a mulher que você ama partir ou vai agir como um homem de verdade e vai correr atrás do seu amor, do seu futuro. Da mulher que ama?

Ichigo ficou surpreso com as palavras da moça, então Rukia ainda o amava? Ela ainda o queria? Um fio de esperança invadiu o coração do Kurosaki e imagens do sorriso de sua Kia o fizeram sorrir e ter a certeza que não iria desistir dela. – Nell... – ele olhou para a amiga de forma carinhosa. – Sabe obrigado pelo puxão de orelha. E saiba que eu já me decidi.

– E o que decidiu Kurosaki Ichigo? – ela sorria.

– Que vou me divorciar! – dizia determinado.

– O QUE? – indagou mais que surpresa.

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Rukia já havia acordado, ou melhor, não havia praticamente dormido. Estava exausta e iria ficar mais ainda depois de assinar os papeis do divorcio. A morena estava na cozinha preparando um café bem forte quando sentiu uma forte tontura. Ela se apoiou na mesa e respirou fundo. – Preciso relaxar, estou muito cansada. – ela se recompôs e terminou de preparar o café para logo após tomar um pouco e sair de casa indo em direção ao escritório de sua advogada.

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– Mas como assim Ichigo? – dizia um tanto exasperada pela resposta do ruivo. – Você está de brincadeira não é mesmo?

– Não, nem um pouco! – dizia ele sorrindo. – Relaxa Nell. Eu sei o que fazer!

– O que vai fazer? – perguntou com Nell com certa indiferença.

– Primeiramente tomar um banho! – dizia o ruivo indo em direção ao banheiro com um sorriso bobo nos lábios. – Me espere um pouco enquanto tomo um banho e troco de roupa. Preciso que me acompanhe em um lugar antes de eu ir para o tribunal. – ele sumiu das vistas da mulher que ficou na sala mais que curiosa com o suspense do amigo.

– O que você esta aprontando Ichigo? – suspirou Neliel um tanto cansada.

Ichigo entrou no grande banheiro e se despiu rapidamente não desejava mais perder nenhum segundo sequer. Ele ligou o chuveiro e deixou a água morna cair sobre o seu corpo deixando assim seus músculos relaxarem. Em sua mente imagens de Rukia reinavam e principalmente a ideia para tê-la de volta. Sim ele não desistiria de sua amada baixinha! Ele saiu do banheiro enrolado numa toalha branca e foi rapidamente se trocar se vestiu e foi ao encontro de Nell que estava o esperando. – Desculpe a demora, precisava de um bom banho para melhorar a cara de ressaca. – ele riu do próprio comentário.

– Para quem está indo assinar papéis de divorcio, você esta bem feliz! – de forma chateada falava a moça.

– Hoje é um dia importante! Hoje eu vou deixar um momento ruim de minha vida e vou começar uma nova fase. – ele sorriu. – Me acompanha em um lugar?

– Em que lugar? – desconfiada falava Nell.

– Vem comigo e saberá! – ele pegou a chave do carro e foi ate a porta de seu apartamento. – Então você vem?

– Ah! Vou sim, quero saber o que você esta aprontando. – ela saiu do apartamento sendo seguida pelo ruivo que estava sorridente demais.

– Você não ira se arrepender! – em tom misterioso falava o ruivo indo para o estacionamento.

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Num espaçoso escritório de advocacia encontrava-se uma bela mulher de pele bronzeada e cabelos loiros curtos esta é Tier Halibel, advogada de Kuchiki Rukia. Halibel estava ainda a analisar alguns documentos referentes ao divorcio do casal Kurosaki. – Mais um casal que se desfaz, que triste. – pensou depois de ler algumas coisas sobre o casal. Ela é interrompida por sua secretaria que avisara que sua cliente havia chegado. Rapidamente a advogada pediu para a jovem Kuchiki adentrasse seu escritório. – Kuchiki-san como vai? – cumprimentou ela, mas ao perceber a expressão cansada de Rukia logo deduziu que a morena não estava nada bem. – Creio que deve estar cansada, sente-se. Vou pedir um chá de camomila, você quer? — ofereceu gentilmente a mulher.

– Halibel-san agradeço sua gentileza, mas não desejo nada, apesar de que um suco de laranja com couve não seria má ideia. – dizia Rukia de forma pensativa. – desculpe-me é que derrepente fiquei com o desejo de tomar esse suco. – ela riu um pouco sem graça.

– Tudo bem Kuchiki-san vou pedir para que lhe tragam o suco. – a morena já pegava o telefone para fazer o pedido a secretaria quando é interrompida por Rukia.

– Não precisa Halibel-san! Estou bem assim. – Rukia apertava bruscamente as mãos, isso mostrava o quão nervosa ela estava.

– Kuchiki-san, quero que seja franca com que lhe vou perguntar agora.

– Sim?

– A senhorita não deseja esse divorcio não é mesmo? – olhando de forma tranquila para sua cliente perguntou a advogada.

– Sinceramente? – Rukia fechou os olhos tentando não se lembrar de Ichigo, o que foi um erro porque no mesmo momento a imagem do ruivo sorrindo lhe apareceu a mente. – Algum tempo atrás o que eu mais queria era o divorcio, mas isso tudo só me trouxe mais tristeza. Halibel-san estou com medo! – ela cobriu a face com as mãos tentando evitar as lagrimas.

– Kuchiki-san... – Halibel se aproximou de Rukia tocando-lhe os ombros e dizendo. – A senhorita não precisa fazer isso. Diga ao Kurosaki-san que o quer de volta, que não deseja o divorcio.

– Não consigo... – Rukia começou a chorar borrando assim a leve maquiagem que havia feito.

Halibel ficou sem saber o que dizer a sua cliente, já havia visto muitos divórcios, mas o divorcio Kurosaki mexia de forma estranha com ela. A loira torcia para que o jovem casal se acertasse e ficassem juntos. Tanto que por muitas vezes conversou com a Kuchiki sobre o assunto, mas a mesma sempre lhe dizia que o casamento não tinha mais volta. E isso a deixava um tanto triste. – Kuchiki-san acalme-se, por favor. – dizia a loira carinhosamente enquanto afagava os cabelos da sua cliente.

– Porque não consigo dizer a ele que não quero mais o divorcio? – ela escondia a face nas mãos. – Eu sou uma inútil mesmo! Uma inútil que sempre fica a esperar pelos outros!

– Não diga isso Kuchiki-san! As coisas vão se resolver, apenas confie nisso. Ok? – disse Halibel tentando consolar a morena.

– Uhum. – um pouco mais calma ela sussurrou.

– Kuchiki-san precisamos ir. – disse Halibel sorrindo.

– Vamos. – Com um sorriso triste falou Rukia.

– Mas antes creio que a senhorita queira refazer a maquiagem.

– Verdade! Afinal não posso aparecer desse jeito toda largada. – Rukia riu sem graça. – Eu já volto!

– Ok, lhe espero. – a advogada ficou a esperar sua cliente. No seu intimo ela realmente tinha esperanças desse divorcio não ocorrer.

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Ichigo dirigia praticamente com um sorriso estampado no rosto e Nell procurava entender a atitude do ruivo. Ela estava preocupada com sua amiga, sabia que se realmente o divorcio se validasse Rukia entraria em depressão.

– Porque essa cara tão preocupada? – disse Ichigo sem olhá-la.

– O que vai fazer Ichigo? Estou curiosa! Não quero que minha amiga sofra.

– Ela vai gostar do que vou fazer! – ele sorriu. – Chegamos!

– Mas o que...? – falou surpresa.

– Acho que você vai me ajudar muito aqui. – ele estacionou e saiu do carro sendo acompanhado de uma Nell muito surpresa.

– Será mesmo que é o que estou pensando?

– Shiiu! – ele fez um gesto para que ela não falasse nada.

– Ela vai ficar surpresa. – disse Nell sorridente.

– Eu espero que sim! Vamos! – eles entram na loja.

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Já na sala do tribunal encontravam-se Halibel e Rukia sentadas próximas a uma grande mesa de madeira e do outro lado havia um homem alto e de aparência boa, este é Coyote Starrk advogada de Kurosaki Ichigo, ele esta bastante impaciente com o atraso de seu cliente. E na ponta da mesa esta o juiz KyourakuShunsui que estava com uma expressão entediada.

– Se Kurosaki Ichigo não chegar em cinco minutos esta reunião será cancelada. – já animado com a ideia de poder sair mais cedo do trabalho e poder saborear seu sake já lhe deixava contente.

– Meu cliente vem só esta um pouco atrasado. – se pronunciou Starrk. Nesse instante a porta foi aberta e Ichigo entrando apressadamente comprimento seu advogado. – Está atrasado Ichigo! – falou o advogado.

– Me desculpe tive que passar em certo lugar. Mas já podemos começar. – ele olha na direção de Rukia, mas ela desvia o olhar.

– Já que o Kurosaki-san chegou podemos começar. Mas antes preciso conversar com os advogados em particular. Por favo me acompanhem. – Kyouraku se levantou sendo seguido por Halibel e Starrk.

– Kuchiki-san espere só um instante sim? – disse Halibel.

– Tudo bem. – disse Rukia.

– Você pode esperar! Fez-me esperar então não vai se incomodar em esperar um pouco. – disse Starrk ironicamente.

– É muito esperar uma frase só. – ele riu.

– Idiota. – disse o advogado e Ichigo riu. Eles eram amigos há alguns anos. – Eu não demoro.

– Hai.

Os advogados e o juiz saíram deixando na sala apenas Ichigo e Rukia que ficaram em silencio por alguns segundos até Rukia se pronunciar.

– E então...? – ela estava um pouco nervosa.

– E então o que? – disse o ruivo seriamente.

– Você não quer mesmo que eu volte? – com uma pontada de esperança questionou ela.

– Não eu quero outra coisa.

– O que? – em tom triste ela disse.

– O divorcio! – ainda serio ele falou.

– O qu... – ela iria dizer algo a mais, mas é interrompida pelos advogados que haviam retornado.

– Bom – começou a falar o juiz. – Kurosaki Ichigo e Kurosaki Rukia eu conversei com seus advogados e pelo que pude constatar o divorcio é inevitável. Mas numa ultima tentativa lhes questiono: Vocês têm certeza do que querem? – Kyouraku dizia olhando para o casal.

– Eu tenho certeza vossa excelência. – confiante respondeu Ichigo.

– É sim. – muito triste Rukia confirmou.

– Então que assim seja. Aqui estão os papeis de divorcio. – ele entregou os documentos nas mãos dos advogados e se sentou. – Agora é com vocês!

– Sim vossa excelência. – em uníssono falaram os advogados.

Halibel e Starrk leem os documentos e dão para seus clientes assinaram.

– Rukia assine aqui e depois aqui. – disse a advogada.

– Claro... – Rukia sentia-se vazia naquele momento, sua vontade era chorar e evitar tudo aquilo. Mas pelo visto Ichigo não a queria mais. Ela lentamente assinou os papeis e com pesar devolveu os documentos para a advogada.

– Ichigo assine aqui e aqui. – disse Starrk.

– Ok! – Ichigo parecia animado e isso deixou Rukia mais triste ainda. Ele terminou de assinar e deus os papeis para o advogado.

Starrk assinou seu nome e depois Halibel fez o mesmo e por fim a assinatura do juiz e finalmente o pronunciamento de Kyouraku. – Kurosaki-san o senhor é homem solteiro e Kuchiki-san também. Estão legalmente divorciados. – ele se levantou indo embora juntos com os documentos.

– Kuchiki-san vamos? – chamou Halibel.

– Hai. – Rukia naquele momento estava no modo automático.

– Rukia espere! – chamou Ichigo.

– O que quer? – ainda sem olha-lo ela perguntou.

– Preciso te dizer algo. – um tanto nervoso ele disse.

– Não temos mais o que conversar. – ela falou um tanto cansada. E começou a andar em direção a saída.

– Por favor, fica! – ele segurou o pulso dela.

– Ichigo... – ela pensou em ir embora assim mesmo, mas ao encontrar o olhar dele não pôde mais se mexer. Aquele olhar determinado e radiante. O que ele estaria aprontando? – Está bem, fale logo eu tenho mais o que fazer.

– Obrigado. Você não vai se arrepender! Deixa-me só chamar uma pessoa. – ele pegou o celular discando um numero. – Nell pode vir!

– Nell? – perguntou a morena curiosa.

– Só espere! – apreensivo disse Ichigo.

A porta da sala foi aberta dando a visão de Neliel segurando vários balões coloridos que estavam amarrados em um fio vermelho de cetim. Ela segurava firmemente a ponta do fio.

– Ichigo aqui está. – ela entregou os balões a ele e sorriu para Rukia e disse: — Espero que goste da surpresa. – ela sussurrou.

– Obrigado Nell! – disse Ichigo.

Rukia estava confusa, o que realmente Ichigo estava fazendo? Eles tinham acabado de se divorciar ele estava com todo esse mistério. Isso já estava deixando Rukia mais que nervosa.

– Ichigo que está acontecendo seu idiota? – em tom de raiva falou Rukia.

– Rukia... – ele estendeu a mão junto os balões deixando a mostra algo brilhante amarrado na ponta do fio vermelho. – Sabe hoje quando assinei aqueles papeis eu deixei para trás todos os erros que cometi, deixei para trás toda dor que te fiz passar. O tempo que fiquei longe de você eu percebi o quanto errei muito e me arrependo muito por isso. Mas eu aprendi muito também! Você Rukia é o presente que Kami-sama me enviou.

Rukia estava sem palavras e lagrimas começaram a descer em seu rosto. Ela não acreditava no que ele estava falando, então ela percebe que na ponta do fia havia um anel de ouro branco com uma pedra brilhante. Aquilo tudo deixou a morena sem ação alguma ela apenas digeria as palavras do ruivo.

– Eu não seria o mesmo sem você minha pequena! Então se você ainda me quiser,... – ele respirou fundo e se ajoelhou e disse: – Quer casar comigo?

TO BE CONTINUED...

Notas finais
Karin: E então? *OOOOOO* reviews? Etto... Espero que tenham curtido. Acho que ficou bom. Espero que concordem. Peço perdão pela demora toda. Espero que o capitulo tenha compensado a demora toda.
Mil beijos! Até mais :D