No Quarto ao Lado
5 Capítulo 05
Notas iniciais
Grimmjow quase cuspiu o chá. Ichigo estava levando aquilo a sério mesmo? Não. Aquilo era erradíssimo. Não pelo fato de ambos serem do mesmo sexo, mas sim por Grimmjow não querer um relacionamento. Uma ponta de culpa atingiu o interior do moço de cabelos azuis. Já havia brincado com tantos corações... O de Ichigo seria só mais um, certo? Precisava de uma evasiva. Uma evasiva rápida.
“Ichigo.” Grimmjow suspirou. No fundo sentiu uma ponta de arrependimento. Mas era necessário. Por mais adorável que o ruivo fosse, não poderia nem pensar se envolver com ele. Traria decepção para os dois lados. Até voltou a colocar o óculos para conseguir falar.
“Como você pode pensar que é só mais um se nós não temos nada?”
O sorriso fino e o olhar de escárnio desafiaram Ichigo.
Ichigo queria gritar. Falar para Grimmjow tudo o que pensou desde o beijo. Mas e a coragem, onde estava? Tinha o rosto em chamas. Fazendo jus ao seu nome novamente.
A sala, já com um clima pesado, começou a ser dominada por um silêncio perturbador já conhecido. Grimmjow já havia terminado seu chá. E Ichigo apenas aguardava o momento certo.
“Ichigo.” Grimmjow levantou da banqueta e Ichigo o encarava com frieza, tal frieza que foi ignorada pelo rapaz de cabelos azulados. Suspirou. Agora quem não queria olhar para a cara de alguém era o espanhol. “Eu já vou. Obrigado pelo chá.” Se direcionou a porta. Porém antes de encostar sua mão na fechadura, foi impedido por Ichigo.
“Ah. Não tão cedo, Grimmjow.” Ichigo levantou de sua banqueta e encarou os olhos azuis de seu vizinho. Se não falasse agora, talvez a coragem não fosse voltar.
“Olha, é o seguinte, Grimmjow. Você retribuiu o beijo, subiu em cima do meu corpo e agora diz que não temos nada. Você não está errado. Mas bem que você poderia deixar de ser um filho da puta, certo?”
Grimmjow soltou um riso.
“Como assim, um filho da puta? Estou curioso.” A voz irônica do espanhol deixou Ichigo ligeiramente irritado.
“Se você não tivesse me beijado, eu nunca teria pedido pra beijar uma amiga. Eu estou confuso. Eu nunca pensei que eu fosse capaz de sentir atração por um homem, e agora que acontece isso, você já me dá um fora sem ao menos nada ter acontecido? Por que você provoca as pessoas então? Você é realmente a pessoa mais filha da puta que eu já conheci.”
O ruivo colocou as cartas na mesa.
“Você não acha que se apaixona fácil demais? Não ache que um beijo pode mudar sua vida não.”
Jogo empatado.
“Já que você gosta tanto assim de brincar com as pessoas, deve ter algum motivo. Criar falsas expectativas para revidar a falta de respeito de alguém não adianta nada não.” Ichigo aparentemente insinuou uma traição... Golpe sujo. E não parou por aí. “Ou então você só faz isso por ser o filho da puta que eu falei antes?”
“E você sabe alguma coisa da minha vida pra sair falando assim, desgraça?” O espanhol estava quase gritando. Um semblante nervoso tomou conta de seu rosto. Os dedos de Grimmjow iriam deixar sua marca na bochecha de Ichigo. Mas o ruivo não iria ser afetado por um ataque tão baixo. Desviou do soco com facilidade.
“Você vai ter que fazer muito mais do que isso se querer encostar um dedo em mim. Se você acha que vai me fazer ser só mais um, está enganado.” Um sorriso vitorioso apareceu nos lábios do mais novo. Grimmjow encarou a imensidão cor de mel dos olhos de Ichigo. Sem pensar em mais nada, Grimmjow o beijou. E o beijou com vontade, desejo. Ichigo não impediu o encontro dos belos lábios de Grimmjow com os seus. Com certa violência, jogou o corpo de Ichigo na parede ao lado da porta. Desceu os lábios ao pescoço do ruivo. Ichigo mordeu o lábio, para evitar qualquer tipo de reação.
O que ele pensava que estava fazendo?
Ichigo empurrou o corpo de Grimmjow para longe. Colocou a mão em seu pescoço, e sentiu uma marca no local. Desgraça!
“Olha Grimmjow, não ache que só porque você sabe provocar alguém que pode brincar comigo. Eu tenho muitos truques. E quem vai se machucar no fim pode ser você. Agora, vá embora.” Ichigo suspirou e deu uma olhada ligeira no semblante confuso e malicioso de Grimmjow. Soltou um sorriso fino. Seu cabelo bagunçado, óculos fora do lugar... Aquilo era atraente... Perigosamente atraente.
“Não cante vitória antes da hora, Ichigo. Se alguém vai se dar mal no fim será unicamente você.” E com um sorriso mostrando os dentes alinhados e brancos, Grimmjow se retirou do apartamento. Ou tentou, ao menos.
Mal chegou a porta e deu meia volta. Seguiu na direção de Ichigo e jogou o corpo do ruivo na parede, com mais violência do que a primeira vez. Voltou a beijar cada parte exposta de seu corpo que ele conseguia localizar no momento. Seus lábios, pescoço, o início de seu tórax e clavículas. Não bastava beijar; precisava cravar os dentes na pele ligeiramente bronzeada e marcar o corpo que nem lhe pertencia. Seus dedos largos percorriam a extensão do abdômen de Ichigo, coberto apenas por uma camiseta preta de algodão. Ichigo arfou pela primeira vez com Grimmjow. O toque dos dedos esguios sobre seu corpo era interessante.
Mas dessa vez, foi Grimmjow que parou com tudo. Deu uma mordida no pescoço de Ichigo e uma leve arranhada em seu tórax coberto pela malha escura. Ichigo ficou sem se mover após o fim daquilo tudo. Estava fora de si. Era errado desejar que as carícias de Grimmjow continuassem? Mesmo sabendo que ele era uma ‘diversãozinha’ do momento? E que caso se entregasse a Grimmjow, ele iria seguir exatamente a suas vontades?
“Ichigo, você já está tão dependente assim? Uma pena.” O olhar de escárnio e o sorriso fino... Argh. Tentador. Demais até para a pobre sanidade de Ichigo.
“Você não presta.” Ichigo, que não ostentava mais o sorriso fino de antes, falou em tom baixo.
“É, Ichigo. Eu sempre soube que eu não presto. Uma pena que eu esteja começando a te querer cada vez mais.” Após dizer sua última frase com certo desgosto na voz, Grimmjow se retirou do apartamento de Ichigo. E o ruivo continuava sem se mover, absorvendo todo o impacto que os beijos, toques e palavras lhe ocasionaram.
“Miserável.” Ichigo socou a porta, ganhando um hematoma já previsto. Quem Grimmjow pensava que era? Se o espanhol achava que podia capturar o coração do pobre Ichigo em uma só fisgada, estava enganado.
Enganado.
Ichigo já estava preso aos encantos de Grimmjow. Contra seu arbítrio e mente. Mas para preservar a ponta de orgulho que restava em si, nunca confessaria diretamente. Se bem que o ‘showzinho’ que aconteceu há instantes atrás já denunciava os efeitos do encanto.
Se era apenas uma atração, ela iria embora dentro de algum tempo. A única coisa que Ichigo precisava era se manter longe de Grimmjow. Até que sua mente se normalizasse e ele pudesse rir da situação quando ficasse mais velho.
Grimmjow estava sentado em seu sofá de couro preto. Refletia sobre o ocorrido. Como aquilo foi acontecer? Como as coisas chegaram naquela situação? O espanhol soltou um riso. Lembrou-se do vizinho com seu moletom de orelhas de gato; caso tivesse o beijado nestas condições, talvez aquilo fosse tomar um rumo maior e melhor. E bem mais interessante. Suspirou. Se Ichigo não quisesse ter um ‘felizes para sempre’ com Grimmjow, a vida de ambos seria tão mais fácil...
Duas semanas depois.
Ichigo e Grimmjow evitaram qualquer tipo de contato. O clima entre os dois continuava péssimo. Nas pouquíssimas vezes em que se esbarraram, não olhavam um para a cara do outro. Grimmjow tinha se formado oficialmente. Terminou a faculdade e agora tinha mais tempo para tudo. Ichigo estava com um pouquíssimo tempo de descanso na faculdade; dentro de uma semana e meia já iria voltar para o estudo. Arranjou um trabalho temporário e saiu do emprego no posto de gasolina; seria assistente na reconstrução de uma escola. Não iria ganhar muito bem, mas já poderia colocar algumas habilidades em prática. Além de poder oferecer trabalho braçal e mais algumas utilidades no emprego. Iria começar na segunda feira e se sentia satisfeito. Dentro de alguns dias, seria Natal. Por mais que o feriado não fosse de tanta importância, Ichigo costumava comemorar com sua família. Não queria fazer isso, ao menos não nesse ano. Inoue, Sado e Ishida provavelmente comemorariam juntos, mas Ichigo também não sentia o devido interesse em comemorar com os amigos.
Grimmjow.
Sendo o Natal uma época de amor, perdão e coisas boas, talvez tudo voltasse ao normal com Grimmjow. Talvez, realmente. Ignorou o espanhol pelos últimos quinze dias, se ele não quisesse mais olhar para a cara de Ichigo, teria motivos. Mas não custava tentar.
Sendo um sábado, Grimmjow provavelmente estaria em casa. Eram pouco mais de dezesseis horas. Com a coragem necessária, Ichigo deu algumas batidas na porta do apartamento de Grimmjow. O moço de cabelos azuis olhou surpreso e sorriu.
“Mas olhe quem está aqui.” O espanhol olhou de escárnio para o ruivo, que já sentia as bochechas queimarem. Estava frio. Faziam aproximadamente 10 graus, típicos do inverno japonês, e Grimmjow só usava uma calça com tecido aparentemente leve e uma parte da cueca aparecendo. Ichigo não sabia se sentia inveja ou vergonha. Seu abdômen definido e seu ‘caminho da felicidade’ muito bem destacado eram um sinônimo para pecado.
“Entra.” Com o rosto baixo, Ichigo entrou no apartamento vizinho. Começou a sentir calor. Algumas garrafas vazias de cerveja estavam jogadas em alguns cantos do apartamento. Estava estranhamente descalço, e colocou o chinelo de visitantes do apartamento de Grimmjow.
“Você está bem?” Ichigo perguntou já querendo ficar sem roupas. O apartamento de Grimmjow estava muito quente.
“Em que sentido?”
“Acho que em todos.”
“Tô legal sim, Ichigo. Senta aí. Quer uma cerveja?”
“Não, obrigado.” O ruivo se sentou no sofá escuro e soltou um longo suspiro.
“Então...” A voz de Grimmjow mantinha um tom sério. “Por que você veio aqui?”
“Queria me desculpar pelo o que aconteceu da última vez.” O rosto de Ichigo estava vermelho. Grimmjow riu de leve.
“Tudo bem então.” O espanhol levou mais um pouco de cerveja a boca, terminando com o líquido presente na garrafa de vidro. Foi recolher todas as garrafas jogadas no apartamento enquanto Ichigo olhava para o carpete, aparentemente pensando em algo.
“Grimmjow.” Ichigo exclamou. Não queria deixar o clima ficar ainda mais pesado.
“Sim?”
“Como é o natal na Espanha?” Na verdade, Ichigo não iria perguntar aquilo. Mas foi a única questão que encontrou para não piorar ainda mais o clima.
“Grande parte da Espanha é católica. Lá eles celebram o nascimento de Jesus, algo assim. Mas eu nunca acreditei em nada disso, então o natal só prestava pra comer mais do que eu comia diariamente.” Soltou uma risadinha no fim.
“Poxa, legal.” Ichigo já tinha visto algumas montagens de presépios pequenos na internet. Pareciam fascinantes.
“Olha Ichigo, eu preciso te falar uma coisa.” Grimmjow voltava da cozinha e se sentou ao lado do ruivo.
“Diga.” Ichigo estava sentindo um pouco de medo. Vindo de Grimmjow, poderia ser qualquer coisa.
“É sério que você quer ter algo comigo, Ichigo?”
Ichigo engoliu em seco.
Dedicou as duas semanas longe de Grimmjow para tentar tirar a suposta ‘atração’ de sua cabeça. Mas parecia não ter adiantado em nada. Quando Ichigo viu o espanhol pela primeira vez após ‘tanto tempo’, sentiu vontade de fazer várias coisas com aquele corpo bonito. Mas talvez só fosse isso. Atração. E nada mais.
“... Eu não sei.” O ruivo respondeu com a voz baixa. Há duas semanas, estava sentindo vontade de ficar com o moço de cabelos azuis por mais tempo. Hoje, ele já não sabia o que queria. Estava confuso, como sempre.
“Ichigo, eu tenho que te contar uma coisa novamente.”
“Diz.”
“Eu não posso ter um relacionamento com ninguém.”
“Mas por quê?” Ichigo demonstrou curiosidade, com um pouco de desapontamento na voz.
“Porque o amor é uma perda de tempo.” Grimmjow nunca falou com tanta firmeza quanto naquele momento.
“E eu posso saber o porquê de você pensar isso?”
“Ichigo, você não vê o tanto de casamentos que acabam por aí? Se eu quiser ficar com alguém de verdade, tem que ser para sempre.” Ok, por essa Ichigo não esperava. Como assim Grimmjow era romântico? Aquilo não estava certo. Ichigo se preparava para falar alguma coisa, mas foi interrompido por uma risada escandalosa do espanhol.
“Você acreditou nisso que eu falei?” O rapaz de madeixas azuladas aparentemente retocadas continuava rindo.
“Pareceu tão real...” Ichigo falou desolado. Foi enganado de uma forma tão ridícula. Que vergonha.
“Eu não acredito no amor. Desde quando eu era adolescente, eu ficava com um monte de pessoas e não via futuro com ninguém. E até hoje eu não vejo.”
“Alguém te traiu, não é?”
Ichigo colocou as cartas na mesa novamente.
“Não diria trair, mas chegou perto disso.” Grimmjow ficou instantaneamente sério. “Uma vez, eu estava ficando com uma menina. Eu tinha vinte anos, e ela era um ano mais nova. Um dia, eu vi essa menina dando uns amassos em um outro cara. Fiquei meio decepcionado, mas eu nem podia reclamar, já que nós não tínhamos compromisso algum. Até ali eu tinha um tanto de esperanças sobre achar um amor.” Grimmjow fez aspas com os dedos quando falou a última palavra. “Mas acho que eu não nasci pra isso. Eu gosto da minha liberdade. Quem sabe um dia essa minha visão não mude.”
“Então por que você provoca tanto as pessoas?” Na mente de Ichigo, ‘as pessoas’ seriam basicamente ele mesmo.
“O fato de eu não querer me envolver com alguém não significa que eu não vá querer dormir com essa pessoa.” Grimmjow foi direto ao ponto. Ichigo sentiu o rosto corar de imediato. Então ele queria dormir com o ruivo, de verdade? Era surreal, certo?
“Ichigo, você é tão inocente.” Grimmjow aproximou seus lábios perto da orelha do ruivo. “E é exatamente isso que mais me atrai em você.” Sussurrou, e sentiu o corpo de Ichigo tremer. O ruivo estava sem reação. A proposta era tentadora, levando em conta os pensamentos atuais de Ichigo.
Grimmjow se levantou do sofá e foi para a cozinha aparentemente beber água ou cerveja. Ichigo começou a pensar sobre. Aquilo poderia ser vantajoso para os dois lados. Estava na seca a pouco mais de quatro meses, umas fodinhas com Grimmjow seriam bem interessantes até.
Ichigo suspirou. Seria a primeira vez que faria algo assim com um homem. Já ouviu falar que doía bastante. Sentia-se como se fosse perder sua virgindade pela primeira vez. Mas realmente, iria perder sua virgindade pela primeira vez, só que com um homem.
O ruivo estava se sentindo meio ‘sei lá’. Onde estava seu ‘orgulho masculino’? Tinha virado gay? Bissexual? Ah. Ichigo preferiu não achar um rótulo para si. Sentia mais curiosidade do que medo da situação. Grimmjow talvez fosse carinhoso na hora.
“Ei, Ichigo.” Grimmjow voltava da cozinha, com um sorriso largo. Parecia contente.
“Fale.”
“Não precisa se assustar. Eu posso te dar umas preliminares se você quiser.”
Ichigo voltou a ficar com o rosto vermelho. Grimmjow falava daquilo com tanta facilidade, chegava a ser engraçado.
“O que?” Falou assustado. E só despertou um riso vindo da parte do espanhol.
“É simples. Vou te preparar para o que vai vir. Garanto que você vai pedir por mais logo logo.”
“... E quando seria isso?”
“Na hora que você quiser.”
Sugestivo.
“Primeiramente, está tão quente aqui. Você bem que pode tirar essas roupas, não?” Ichigo ficou em silêncio. Grimmjow movimentou o corpo de Ichigo fazendo com que ele deitasse no sofá. Montou novamente em cima de seu corpo, mais especificamente, suas nádegas roçavam no baixo ventre do ruivo. Grimmjow abriu a jaqueta preta de Ichigo, uma blusa de lã com botões e uma camisa branca. Ficou feliz por Ichigo estar usando roupas fáceis de tirar. Sorriu. O corpo de Ichigo não era ruim. Pelo contrário, fazia inveja em qualquer um. Não ficava muito atrás de Grimmjow não.
“Nem fizemos nada ainda e você já faz isso comigo, Ichigo. Que maldade.”
O rosto de Ichigo provavelmente não estava mais vermelho; estava pior do que isso. Inclinou as costas para que Grimmjow pudesse tirar por completo suas roupas e as colocasse no chão. O ruivo preferiu fechar os olhos do que ver seu vizinho fazendo arte com seu corpo.
“Fechar os olhos pode ser bem interessante, Ichigo. Mas eu te garanto que olhar o que eu vou fazer contigo pode ser bem mais.”
Ichigo abriu os olhos, lentamente. Olhou para o rosto de Grimmjow. O espanhol sorria sarcasticamente, mostrando os dentes brancos e alinhados com entusiasmo.
“Bom menino. Agora relaxe.” Grimmjow direcionou sua boca para um ponto já conhecido: o pescoço de Ichigo. Chupava, mordia, beijava. Era inverno, logo usar um cachecol para esconder as marcas não seria tão suspeito. Marcou o lado esquerdo por completo do pescoço de Ichigo, fazendo com que as unhas de seu vizinho fossem passear nas costas do espanhol. Após o ‘tratamento especial’ que deu no lado esquerdo do pescoço do ruivo, Grimmjow desceu a língua para o peito de Ichigo e abocanhou um mamilo. Ichigo subiu as mãos para o cabelo de Grimmjow e começou a puxar. Enquanto Grimmjow fazia todas as coisas possíveis com uma parte tão sensível do corpo do mais novo, também tentava manter uma espécie de ritmo com suas nádegas. Grimmjow mexia seus glúteos de leve, fazendo com que eles tocassem bem de leve no membro de Ichigo, e alternassem com toques mais precisos em seu baixo ventre. Ichigo ofegou de leve.
“Se você guardar seus arquejos para si, acho que pode ser bem mais gratificante.” Grimmjow moveu sua boca para o outro mamilo de Ichigo. O último moveu suas mãos para o cabelo macio de Grimmjow; se não puxasse algo, iria acabar arquejando de alguma forma. O espanhol retirou seus lábios do peito de Ichigo e suspirou com os puxões. Roubou os lábios de Ichigo para um beijo. Invadiu sua boca fazendo todo tipo de malabarismo possível com sua língua engenhosa.
“É, Ichigo. Parece que nossa tarde será longa.”
Ichigo não sabia se aquilo era bom ou ruim. Mas pelo jeito, parecia ser a melhor coisa que ele iria fazer em anos.
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