No Other

30 Capítulo 30 - I Miss You


Notas iniciais
Pessoas, minha vida tá uma bagunça. Serião '-' Por mim eu fazia enem amanhã e desembolava a vida, mas não...tem que guentar Enfim, a música é nova, mas acho tão fofinha que meti ela na música :) Let's Not Fall in Love do Big Bang...meu bias gnt *-* E a do capítulo msm é I Miss You (veia igual ao pé da serra huahuhsuhauhsuhuah) do Blink-182: https://www.youtube.com/watch?v=s1tAYmMjLdY Perdoem minha demora, mas agora devo agilizar porque tenho menos fics :) Um beijo

Não toquei mais no assunto briga com Duran nas férias. Só aproveitei para passar meu tempo com ele. Até filme com ele e os pais eu vi. Quem diria que algum dia eu estaria assistindo um filme com meu professor de música.

No último dia de férias eu consegui encontrar com Kyu. Liguei pedindo ajuda com algo e ele foi lá pra casa, sorridente.

– Bom dia. – Ele falou. Eu ainda estava de pijama quando abri a porta. Até estranhei Kyu não estar de terno. Estava com a bermuda que eu pegara emprestada dele e uma camisa de malha. – Chamou?

– Chamei. – Deixei ele entrar e fechei a porta. – Vem, sobe ai.

Subi as escadas bocejando, batendo na porta de Elijah só para acordá-lo. Kyu riu, sentando na minha cama ainda bagunçada.

– Do que precisa?

– Que me conte porque brigou com Duran.

– Ele não te falou disso? – Peguei-o desprevenido.

– Falou, mas eu não entendi uma coisa.

– A gente se desentendeu e depois eu pedi desculpas. – Ok, aquela parte eu conhecia. – Ai ele perguntou da Ali e da minha família. Eu achei que ele estivesse me provocando.

– E socou a cara dele? – Ele concordou. – Achou que fosse de Hye-In?

– É.

– Acha mesmo que eu contaria para ele, seu idiota? – Peguei meu travesseiro e coloquei na cara dele, para sufocá-lo. Ele pegou o travesseiro e jogou em mim.

– Nem passou na minha cabeça. Só que eu confesso que ando meio paranoico por causa dela.

– Ok, mas por que ele revidou? – Duran não era de apelar, nem quando estava no limite. – O que você respondeu?

Vi que ele hesitou. Opa. Não era bom sinal. Não gostei nem um pouco. Antes de responder, ele coçou o olho, nervoso.

– Eu vou morrer se eu te contar isso. – Ele respirou fundo. – Sabia que seu namorado tem uma direita bem forte? Ele tem.

Segurando a mandíbula, ele ainda evitava responder. O que Kyu sabia de Duran que eu não poderia saber?

– Kyu, por favor. Eu me entendo com ele. – Falei, segurando a mão dele.

– Eu falei que...pelo menos eu enfrentaria minha família. – Aquilo me deixou confusa. Fiquei esperando uma explicação. – Megs, o pai dele o obrigou. Duran vai embora.

Acho que eu deveria reagir de algum jeito, mas não consegui. Eu lembrava dele falando que as brigas com o pai estavam ficando constantes. Ele não queria ir para a Dinamarca.

– Megs? – Kyu me chamou, me tirando de algum transe estranho em que entrei. – Tudo bem? Não devia ter dito isso, sinto muito.

– Estou...bem, estou... – Concordei com a cabeça, deixando meu cabelo cair sobre meu ombro.

Ficamos os dois sentados na cama em silêncio por alguns instantes. Acho que eu ainda não tinha digerido aquilo. Ele tentou amenizar um pouco.

– Ei, ele não te falou nada porque ainda estava tentando convencer o pai. – Ele suspirou. – E tem certeza que está bem? Ficou mais pálida do que quando desmaiou.

– Eu estou, só acho...que preciso de consolo. – Minha garganta doía, como se eu tentasse fazer um bola de boliche passar por lá. Kyu hesitou um momento antes de me dar um abraço e começar a murmurar alguma coisa em coreano.

Chorei em silêncio, sem saber o que ele falou. Kyu começou a cantar passando a mão na minha cabeça. Eu nem entendia a letra, mas só aumentou minha urgência em botar aquilo pra fora.

Era uma música bonita. Eu podia até pedir uma tradução depois, mas agora eu estava que nem uma criança chorando. Fui me acalmando aos poucos, até conseguir parar de chorar.

Ele percebeu que eu já queria me soltar do abraço e afrouxou os braços, secando meu rosto. Me deu um beijo na bochecha. Sorri, arrumando meu cabelo.

– Você tem essa música no seu celular? – Perguntei, passando a mão no nariz. Catarrenta, que nojo de mim. – Você podia me passar depois?

– Posso, assim que eu descobrir que música é essa. Era alguma canção de ninar de quando eu era criança. – Ele coçou a cabeça. – Eu nem sabia que me lembrava dela toda.

– Oh, tudo bem.

– Algo mais em que eu possa ajudar?

– Você já conversou com a Ali? – Perguntei, querendo ignorar o assunto de Duran.

– Ok, eu não consigo. Sério, não dá. – Ele falou, cobrindo o rosto com as mãos. – Me ajuda nessa.

– Quando acha que ela vai desistir? Hye-In, eu digo. – Me sentei sobre uma perna, abraçando meu travesseiro.

– Eu sei lá. Nunca? – Ele suspirou, parecendo cansado. – E eu tenho medo dela não por mim, mas por vocês.

– É mais um motivo para avisar Ali. – Eu dei de ombros. – Sabe que não vou parar de te cobrar.

– Sei. Eu sei disso. – Ele encarava o chão. – De qualquer jeito, você devia falar com ele. Duran. E tomar cuidado.

– Você já vai? – Perguntei, vendo-o ficar de pé. Ele riu e abraçou minha cabeça.

– Eu não tenho férias. – Ele suspirou. – Kyle já deve estar indo embora do clube em que o deixei. Vou lá.

– Ok. – Desci com ele e o levei até a porta. – Te vejo depois.

– Até mais. – Percebi que ele procurou alguém na rua antes de entrar no Jaguar.

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Pouco depois que Kyu foi embora, Ali e Annie me chamaram para sair com elas. Concordei em ir para tentar me distrair. Fui com elas ao shopping, para andarmos à toa.

Só que não funcionara muito. Eu olhava o celular a cada cinco minutos, pensando se devia ligar para Duran ou não.

– O que foi, Megs? – Annie percebeu que eu não estava legal. A gente tinha acabado de se sentar na praça de alimentação, e eu não parava de rodar o celular em cima da mesa.

– Nada. – Neguei com a cabeça, mas nem eu me convenci.

– Fala, Megs. Se não vou ficar com raiva. – Ali falou.

– Cresce, Ali. Se eu não quiser falar, não vou. – Aquilo da Ali de falar que ia ficar com raiva me deixava irritada. – É só uma coisa com Duran, mas eu nem tenho certeza de nada.

– Liga para ele e pergunta. – Annie falou. Não era tão simples, eu tinha medo.

– Ok, tudo bem. – Peguei o celular e disquei o número dele, respirando fundo.

As duas me encaravam, curiosas com o assunto. Eu também queria saber mais daquela história. Ele atendeu no segundo toque, aparentemente tranquilo.

– Ei, Megs. Tudo bem? – Como ele conseguia ficar tão feliz me escondendo aquilo?

– Não muito. – Respirei fundo, coçando um olho. – Duran, não mente pra mim. Você realmente...vai embora?

Vi Annie e Ali se entreolharem, de olhos arregalados. A pergunta deixou meu choque mais evidente também. Duran ficou alguns segundos em silêncio. Dei um suspiro.

– Eu não estava escondendo. Eu ia te falar amanhã. – Ele falou, sério. – Megs, eu juro para você que eu tentei, eu ainda estou tentando, mas meu pai é tão irredutível.

– Ah. E quando você vai?

– Sábado que vem. Meu pai já pediu minha transferência. Só vou nessa primeira semana do semestre pra pegar minhas coisas.

– Desculpa, mas eu posso dizer que odeio seu pai agora? – Mesmo que ele não me visse, ainda dei um sorrisinho triste.

– Olha, eu falo com você amanhã. Direito. Prometo. Eu te amo. – Murmurei de volta. – Um beijo. E, por favor, não odeie meu pai.

Ri, desligando. Coloquei o celular sobre a mesa, calada. As outras duas pareciam ter medo de me fazer qualquer pergunta. Então, me antecipei e expliquei a situação. Não sei como minha voz ficou tão calma, porque eu com certeza estava nervosa.

– Duran vai se mudar para a Dinamarca no sábado que vem. É isso.

– Ai meu Deus. E agora, vocês?

– Nós? Eu não sei, An. Não mesmo. – Fiquei de pé, catando moedas nos bolsos. – Vou comprar um sorvete.

Eu queria grita, queria sair correndo e chorando. Pelo menos sentir minha voz tremer, de algum jeito descarregar aquilo. Só que tudo que eu conseguia fazer era pedir meu sorvete com um sorriso gentil no rosto.

Voltei para a mesa, tomando meu sorvete. Era que nem afogar minha tristeza em sorvete de flocos. As outras duas sabiam porque me conheciam, mas eu não aparentava estar triste.

Estava.

Fiquei calada o resto da tarde, pensativa.

“E agora, o que seria de nós?”

Não queria pensar naquilo, mas não sei se seria.

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Estávamos no telhado do prédio de convivência. A brisa fazia as mechas mais finas do meu cabelo voarem. Duran me abraçou por trás, jogando meu cabelo todo sobre o ombro esquerdo.

– Você me odeia? – Ele perguntou, sussurrando no meu ouvido.

– Claro que não, idiota. Só estou triste. – Sentia os olhos marejados, mas ainda sorri para ele.

– A gente ainda tem cinco dias. – Ele beijou meu pescoço. Fechei meus olhos, arrepiando. – Espero que não se canse de mim nesse tempo.

– Temos que voltar para a aula. – Falei, me virando para ele. – Vamos.

Ele concordou e me seguiu escada abaixo. Tivemos que ir para a sala correndo, chegando assim que o segundo sinal tocou. Não prestei muita atenção na aula. Até porque, meus olhos ainda ardiam.

Assim que a aula acabou, eu fui para meu armário. Os fones nos ouvidos, colocando a combinação no automático. Let’s not fall in love. Era isso que tocava na minha cabeça.

“Talvez tivesse sido melhor, se não tivéssemos nos apaixonado.” Pensei, jogando os livros dentro do armário.

Duran ainda não tinha chegado quando Albert me chamou. Estranhei, mas tranquei o armário e o segui até sua sala. Ele fechou as persianas das portas.

Esperei ele acender a luz, mas a sala continuou no escuro. Ele parecia tanto Duran, não fosse meio loiro e mais velho. Sentou-se na mesa e esperou eu me aproximar.

Parei de frente para ele. Não tinha desligado o Ipod, então T.O.P cantava na minha cabeça.

– Megan, deixa eu te explicar uma coisa. Não vou tomar seu tempo mais que o necessário. Bem, explicar e te pedir um favor. – Respirei fundo, esperando ele continuar. – Megan, Duran vai se mudar para a Dinamarca e isso já está decidido.

– Eu sei...

– Ele não está indo por inteiro. Megan, parte dele quer ir. Há muito tempo eu falo com ele desse assunto, e ele sempre parecia tão animado. Até você chegar.

Não tive reação. Ele estava me xingando por ter me mudado para a Califórnia? Porque também não tinha sido minha maior alegria até pouco tempo.

– Não me entenda mal, meu bem, eu te adoro. Tanto como aluna, quanto como pessoa. Mas sejamos realistas, essa é a maior chance que Duran vai ter na vida. É a chance de crescer. E se ele não for por inteiro, não vai funcionar.

– Sem querer faltar ao respeito, mas dá pra falar o que quer? Por favor. – Completei em seguida, olhando o chão.

– Megan, tem que deixá-lo ir. – Ele se levantou. – É só o que te peço. Como pai dele. Sei que não é fácil. Não acha melhor deixá-lo ir por inteiro e ser feliz?

Assenti com a cabeça, já passando as costas das mãos pelo rosto. Antes que ele falasse mais alguma coisa, eu saí da sala. A cada corredor que eu atravessava, todo mundo me olhava. Porque eu era a única chorando.

Não ter gostado um do outro poderia ter sido difícil, mas possível. Mas esquecê-lo, como Albert pedira, eu não ia conseguir. Era ainda mais doído.

Só que eu reconhecia a verdade no que ele dissera. Se Duran fosse, não podia deixar nenhum pedaço, nenhuma ponta solta aqui. Fui para o banheiro, digerindo o que eu tinha que fazer.

Engoli o choro, lavei o rosto e arrumei meu cabelo. Com o nariz ainda meio vermelho, voltei para o meu armário. Só tinha Louis lá. A maioria dos alunos já tinha ido embora. Ele tirou um dos fones e falou.

– Você fugiu do Duran?

– Ahn? Não. – Dei de ombros. – Albert queria falar comigo. Duran já foi?

– Ele falou que tinha que passar no escritório para falar com Kyle e depois ia até sua casa.

– Entendi.

– Tenho que ir. – Ele me deu um abraço, daqueles que só Louis sabia dar, e foi embora. Segui o exemplo dele e deixei a escola, indo embora com passos arrastados.

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Estava uma noite meio fria. Fiquei toda encolhida, com as mãos enfiadas nas mangas do moletom branco que eu usava, mas as minhas pernas expostas pelo short estavam geladas.

Duran olhava fixamente para a porta da casa do lado oposto da rua, apoiando o queixo nas mãos. Estávamos os dois sentados no meio fio, sob a luz amarela de um dos postes.

– Você tem alguma ideia de quando volta? – Tomei coragem e perguntei.

– Não sei. No mínimo dois anos. Talvez mais.

– Ah. – Ficamos em silêncio de novo. Era mesmo muito tempo, até o mínimo. Olhei para o céu. Entre as nuvens, vez ou outra, eu conseguia deslumbrar uma estrelinha brilhando. Suspirei.

– Vou sentir sua falta de todo jeito. Sabe disso, certo? – Ele voltou a me encarar, tranquilo. Tão tranquilo que nem parecia o mesmo cara que me respondera segundos antes.

– Não quero que você me esqueça, Duran. E também não quero te esquecer, não é isso. Só quero que não fique imaginando no que poderia ter sido se você ficasse aqui. – Apertei o rabo de cavalo, sentindo-o mais firme. – Se você ficasse aqui eu ficaria me perguntando também. E se ele tivesse ido, se formado lá? E se, e se...Não quero isso pra nós.

Ele riu e acabei rindo com ele. Não era fácil falar aquilo, mas era a verdade.

– Só quero que você aproveite tudo por lá. Aproveite cada minuto, cada minuto. E se você voltar, que seja por você. Escolha sua. Sei lá, faça amigos, cuide da sua avó...

– Arrume uma namorada. – Ele atravessou minha fala, se aproximando e me abraçando. De quebra, me esquentou. – O que acha disso?

– O que você acharia se eu arrumasse um namorado? – Perguntei de volta, vendo-o franzir o nariz. – Duran, a gente tem 15 anos. Isso não é uma novela, ou um livro, onde você nunca mais ama ninguém.

– Estou chocado. A maior leitora do mundo não acredita em amor?

– Não é isso. – Eu ri. – Na nossa idade não acredito mesmo. E eu sei que as chances de ser o amor da sua vida são mínimas. Há muitas opções por ai.

– Minha avó vive dizendo isso. – Ele me soltou e ergueu um dedo no ar, agitando-o enquanto imitava a voz duma velha. – Seu avô foi meu primeiro namorado, mas você acha que eu me casei com ele de primeira? Céus, claro que não. Imagine só. Como é que eu saberia se ele era mesmo o certo se nunca tinha tido nenhum dos errados?

– Faz sentido, não? – Respondi, gargalhando. Ela tinha razão. Eu amava ficar com Duran, e cada beijo e cada abraço. Não precisava ser um fim definitivo. – Me promete que vai aproveitar essa chance?

– Promete que vai procurar seu “cara certo”?

– Por que quer que eu faça isso?

– Pode ser que eu não te veja em alguns anos. E se você não achá-lo, as chances de eu ser esse cara aumentam. – Ele encostou a testa na minha. – Promete?

Fazia sentido. Ficar ansiosa, afobada, não ia me ajudar em nada. Eu estava até muito calma naquele instante. Podia ser que eu acharia alguém que me faria feliz, mais do que Duran. Mas também podia ser que ele era o tal cara certo e pronto.

Eu tinha que acreditar que, se estivéssemos destinados um pro outro, o universo conspiraria a nosso favor.

– Prometo. – Sorri. – E você?

– Prometo também. – Ele me beijou. Aquele jeito doce, calmo de Duran. Talvez nosso último beijo. – You know I’m such a fool for you.

– You’ve got me wrapped around your finger. – Completei, sorrindo de leve. Ele ficou de pé e estendeu sua mão para mim.

Aceitei a ajuda e fiquei de pé, dando-lhe um abraço. Ele sorriu e me apertou.

– Tenho que ir. Te vejo, Megs. – Ele beijou minha testa antes de ir embora. Eu sabia que aquele te vejo não faria mais sentido, mas ainda assim respondi, quando ele já estava mais longe.

– Te vejo, Duran. – Entrei em casa, as pernas geladas. Fechei a porta, sorrindo. Claro que parte de mim estava desolada por ter que dizer aquilo. A outra estava leve, feito um balão subindo no céu.

Sem arrependimentos.

Notas finais
Espero que tenham gostado :) Por favor gente, não me abandone '-' Pode me xingar, me ameaçar de morte e tals...mas por favor, eu to me esforçando bastante pra continuar aqui ;q