- Ella, você ta ai? Abre a porta!

Abri o olho assustada.

- Ella, abre! – era Chad gritando

Olhei pro lado e vi Dougie dormindo.

- Merda! Dougie? Dougie, acorda. – Disse baixo sacudindo ele.

- hm? Que foi? – ele disse sonolento.

- Shhh. Fala baixo. Levanta vai. Você tem que sair daqui.

- Ella, acorda! – Chad gritava.

- Droga! É o Chad?– Dougie perguntou assustado e foi levantando.

- É. Meu Deus, se ele descobre o que aconteceu aqui eu to ferrada!

- Você? Quem vai se ferrar aqui sou eu. – Ele disse pegando as roupas dele no chão.

Dougie vestiu as calças, eu joguei a blusa em cima dele e o empurrei pro banheiro.

- Fica quieto ai. — Vesti minha roupa depressa e fui abrir a porta.

— Ella! Vou me atrasar! Anda logo!

- Calma, to indo. – disse terminando de vestir a blusa e abri a porta. — Que foi?

- Preciso usar seu celular.

- Ai Chad, todo esse escândalo pra isso? Achei que alguém tava morrendo. Por que não usa o seu? – perguntei.

- Não to achando.

- Usa o fixo anta.

- Não sei o numero dele décor.

Peguei meu celular na bolsa e entreguei pra ele.

- A galera já ta toda ai esperando a gente pra ir pra praia e o Dougie sumiu. Viu ele?

- hm? Não. Claro que não. Nem sabia que ele ia dormir aqui. – lembrei que Chad não tinha mencionado nada sobre o Dougie dormir em casa, mas ele não percebeu meu deslize.

- Que idiota, ele não atende o celular. – Chad estava bravo.

Olhei pro chão, perto da minha cama e vi o celular de Dougie ali, vibrando. Meu coração acelerou. Caminhei discretamente até ali e chutei o celular pra de baixo da cama.

- Ai Chad, chega. Me da o celular aqui. Ele não vai atender. – peguei o celular da mão dele. – Anda logo, vai pra praia! – empurrei ele pra fora do me quarto.

Fiquei na porta esperando Chad sair. Quando tive certeza de que o carro já tinha saído, chamei Dougie.

- Essa foi por pouco. – Ele disse enquanto saia do banheiro segurando a camisa nas mãos.

- É. Seu celular tá em baixo da cama.

Dougie pegou o celular e vestiu a camisa. Fui até o corredor ter certeza de que não tinha ninguém na sala.

- Não tem ninguém. Vem.

Ele me seguiu pelo corredor até a porta. Quando ele saiu de casa, chamei:

- Dougie.

- Que? – ele se virou e olhou para mim.

- Olha, sobre aquilo... aquilo foi – fechei os olhos e respirei fundo. – Foi muito bom. – disse sem querer em voz alta.

- É. Foi.

- Mas foi um erro. Uma fraqueza. Foi... um lance físico. Pelo amor de Deus, ninguém pode saber disso.

- Não, claro. Se o Chad descobre...

- Nem pensa nisso! Esse assunto morre aqui ok? – disse olhando no fundo dos olhos dele.

- Ok, a noite passada nunca aconteceu.

- Nunca aconteceu.

Ele se virou e foi embora.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.