No One Like You

1 I Can't Wait For The Nights With You


Notas iniciais
Acho divertido imaginar os personagens em um cenário atual

Dio Brando, um rapaz jovem, inteligente e belo. Adotado por uma família nobre quando era apenas uma criança, ele sempre obteve tudo o que desejava: fama, dinheiro, status, subordinados. Todos sabiam o seu nome, ele era tão apreciado quanto invejado.
Apesar de possuir tudo, Dio nunca havia verdadeiramente amado ninguém, muitas pessoas haviam declarado o seu amor por ele, mas o sentimento nunca foi mútuo. E foi por isso que em um dia monótono no ano de 2011, a vida de Dio nunca mais foi a mesma.

Flórida,2011

Pela primeira vez em anos, Dio Brando havia ido para a igreja, sentado sozinho em uma cadeira feita de madeira, ele mentalmente questionava a razão de ter tomado essa decisão, talvez o Brando já estava cansado de levar uma vida superficial...ou provavelmente foi pelo médico ter lhe dito que ele pode estar com câncer de pele. Eram tantas as dúvidas que ecoavam em sua mente, que Dio nem mesmo percebeu quando o padre disse "Amém" e as pessoas começaram a se retirar, foi um momento de introspecção, tudo que ele conseguia pensar era na sua vida, a sua relação com Jonathan, com o seu pai adotivo, todas as coisas boas e ruins que havia feito e qual seria o seu legado.

Dio não visitava a igreja à cinco anos, e não chorava à dez. Ele tinha tudo, mas naquele momento o jovem rapaz se sentiu como uma pessoa abandonada por todos, rejeitada pela sociedade, nem mesmo o homem mais rico do mundo poderia comprar felicidade. Foi nesse momento de sensibilidade que Dio sentiu uma mão em seu ombro e escutou:

—Você está bem?.- Perguntou um homem magro, com cabelo branco e pele negra, que aparentava não ter mais de vinte anos, uma expressão genuína de preocupação estava exposta em seu rosto.


O loiro não sabia se era o constrangimento por ter sido pego chorando ou o fato de um desconhecido estar o confortando mas ele hesitou durante alguns segundos, que pareciam anos, antes de tossir um pouco e responder:

—Sim, eu estou bem...apenas me perdi um pouco nos meus pensamentos, isso é tudo.

—Tudo bem, não estou te julgando. Eu venho aqui frequentemente, se algum dia você precisar de algo, o meu nome é Enrico Pucci.

E tão rápido quanto apareceu, o jovem foi embora, e deixou Dio sozinho novamente em uma igreja silenciosa e fria.


Dio silenciosamente se questionava se aquilo foi o destino ou apenas coincidência. Exatamente duas semanas depois do incidente, ele viu o empático rapaz novamente, na biblioteca da sua faculdade, sentido-se um pouco envergonhado pela situação patética em que ele o conheceu, Dio quietamente falou:

—Enrico?

Pucci virou-se surpreso pela voz irreconhecível, até perceber que ele já havia visto o jovem loiro antes

—Não sabia que você estudava aqui...- Pucci hesitou ao perceber que ainda não sabia o nome do homem que estava na sua frente

—Dio, Dio Brando.

—É um prazer.

Os dois se cumprimentaram timidamente, um silêncio confortável tomou conta do local por alguns segundos, até Dio indagar com um pequeno sorriso formando-se em seus lábios:

—Então...o que você está cursando ?

—Teologia, e você?- Enrico murmurou enquanto encarava os olhos do loiro, muitas pessoas achavam ele intimidador, mas Pucci sentia um estranho conforto ao conversar com o filho adotivo da família Joestar.

Dio se sentiu estúpido por não ter pensado nisso, o garoto que ele conheceu na igreja estuda teologia, obviamente. Porém, ele não podia se abalar por algo tão fútil. Se recompondo antes mesmo de deixar que Pucci percebesse algo, ele respondeu:

—Design de moda. Aliás, me perdoe se isso soar rude mas você possui um sotaque único, até charmoso eu diria. Você é de outro país, certo?

Pucci ficou envergonhado pelo elogio mas calmamente concordou:

—Sim, eu nasci na itália, mas já faz alguns anos que a minha família veio pra cá...

A conversa entre os dois fluía naturalmente, como se fossem amigos de longa data, Dio sentiu como se o tempo houvesse parado e todas as pessoas do mundo desaparecido, naquele momento só existia ele e o belo garoto na sua frente. Infelizmente, o tempo não havia parado e não demorou muito até Pucci se despedir, mas dessa vez o mesmo deixou o seu número de telefone.

Pela primeira vez em muito tempo, Dio Brando estava verdadeiramente feliz.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!