Notas iniciais
Ahhhhhhhh que meus dedos não aguentam mais escreveeer!! E bora pra história!!

Lá estavam. O dia raiou, Haru ainda dormia pesadamente ao seu lado, e Gokudera encarava o teto da sala de estar da casa dos Miura usando um pijama rosa da menina enquanto o pai dela roncava no sofá de um lado e a mãe o encarava feio na poltrona do outro.


Bom… pelo menos agora ele tinha onde ficar.


***


SETE OU OITO HORAS ANTES...


Algo pesado caiu no chão e espalhou folhas de papel pela calçada. De pé, estarrecido, de frente pra eles, um homem grande e pesado com o qual chegara a conversar uma única vez os observa em estado de choque.


“Haru… chan…!?”


Ambos os jovens olham um para o outro, para o homem, então para o anel e suas mãos dadas e de volta para o homem.


“Pai… eu posso explicar…”


Haru tinha duas opções… uma traria castigo… a outra... morte.


E sendo assim... a morena contou tudo o que tinha pra contar sobre máfia, boxes, viagens no tempo e italiano enquanto comiam bolo e tomavam chá na sala de sua casa.


“Ah, sim, sim… Hehe! Faz muito sentido-desu!” Comenta o mais velho limpando a testa com seu lenço de bolso num estranho alívio.


Ouvindo a tudo em comprometido silêncio, Gokudera não sabia ao certo se se incomodava mais com o fato de que, para o pai de Haru, era mais fácil aceitar a existência de animais armas flamejantes e viagens no tempo do que a ideia da filha num relacionamento… ou a hereditariedade do “desu”. Resolveu que estava cansado demais pra se importar e deixou a morena seguir em frente.


Estava exausto e tinha ainda uma série de relatórios bem preocupantes pra fazer… quanto menos frustração, melhor.


“Se-será que… eu posso dar uma olhada nessas chamas?”


Haru e Gokudera se entreolharam.


Passou-se uma hora inteira de demonstrações, Uri, diagramas, termos matemáticos que Haru não entendia, descrições detalhadas sobre disfarces que Gokudera não gostava e até um tempinho extra no qual a garota tentou provar que Trovão NÃO era sua chama principal e, para o divertimento do rapaz, falhou terrivelmente.


Haru tinha mesmo, uma chama de solidificação. Que nem a Vaca Estúpida.


Estava tudo muito bom e até interessante ter alguém tão inteligente e tão encantado com essas revelações para aliviar a situação…


Até a mãe chegar.


Ah…


Ela estranhou o rosto novo ali… ok… Mas não parou ai.


Enquanto o pai fazia mais algumas perguntas sobre a parte técnica do funcionamento da bazuca de tempo, a Sra. Miura chamou Haru pra conversar.


“Haru-chan… quem é esse menino?”


“Ah, é um amigo da escola da Kyoko… ele é grudado com o… namorado dela…?” e completou já prevendo o que vinha a seguir “...sabe, o Tsuna-san...?”


“Aquele que você gostava?”


“Mãe!!”


“Eu disse ‘gostava’, não disse que aibda gosta!” Justo. Mas a mais velha prosseguiu. A essa altura, seu pai já se aproximava pra ver sobre o que cochichavam “E me diz uma coisa… ele não tem casa…?”


“Hahi! Por que?!”


“Oras… eu tenho certeza que já o vi dormindo no banco do parque… A primeira vez achei que era um velhinho solitário… ai quando cheguei perto pensei ser um vândalo juvenil pelo jeito que se veste…”


“Mãe…”


“Eu achei, oras! Vo dizer que não?! Achei, sim, desculpe, ué…” apesar de erguer os ombros na defensiva, no fundo, no fundo, dava pra notar que ainda o achava com cara de vândalo.


Bom… não é como se a própria Haru tivesse tido uma melhor primeira impressão do rapaz…


Olhando-o agora, roupa amarrotadas, toda cheia da poeira da luta, o cabelo sujo já preso, sentado, quieto, cansado e quase dormindo depois de um dia inteiro ajudando-a, aquela primeira aversão que sentira nunca pareceu tão distante.


Naquele momento, sentia-se até preocupada… Mesmo que o imaginasse dizendo qualquer coisa sobre não se importar, se estava mesmo sem ter onde dormir, oferecer ajuda seria um mínimo depois do dia longo que tiveram.


Um peso repousou no seu ombro… seu pai sorriu pra ela e disse que cuidaria do assunto.


Haru sorriu. Depois de tudo o que passaram, poder oferecer um banho quentinho e um lugar pra passar a noite encerraria bem o dia.


“Gokudera, você não quer-” antes que terminasse, o mais velho provou outra vez que o que um Miura tem de inteligente, também tem de sem-noção.


“Esse rapaz veio pedir a mão da Haru-chan.” disse confiantemente o Sr. Miura.


!!!


Pânico, caos, trevas, terror e agonia fez ambos os jovens exaustos pular sobre o enorme homem e arrastá-lo pro outro canto da sala enquanto a Sra. Miura parecia uma tela travada no buffering.


“Ficou louco?!” Reclamaram em raro uníssono.


“Loucos são vocês se acham que minha esposa vai engolir alguma coisa dessa história de máfia!! Mais fácil ela aceitar Haru grávida do que animais flamejantes!”


Não deu tempo de lembrá-lo toda a infinidade de outras desculpas que o suposto professor de universidade poderia ter escolhido… no tempo que o pai dissera essas palavras, a mãe de Haru saiu do choque pra perguntar:


“COMO ASSIM GRÁVIDA!?”


Gokudera e Sr. Miura taparam a boca do mais velho com com as mãos. A pobre menina tentou uma última vez a famosa “calma, eu posso explicar…” mas a história já havia explodido pra um rumo totalmente torto.


“Haru… eu e seu pai vamos ter uma conversa. Você. Fica. De fora. Espera aí até eu vir conversar com você.”


E começou aí uma looonga discussão.


Apesar de terem se retirado para o corredor da casa, os rojões e rugidos que cada um soltava chegava na sala na qual aguardavam como se a briga ocorresse ali. Em silêncio, Gokudera os observava pensando um pouquinho nos próprios pais... Sentada bem quieta ao seu lado, Haru agia como se aquilo fosse até comum… tão comum que chegava a ser chato.


Apesar de tudo… nem uma reclamação sequer. Apenas suspiros conformados e bocejos contidos…


Lembrava agora que ela não havia dormido nada desde a noite anterior, quando ficaram conversando. Nem ele havia, mas, crescendo como cresceu, o rapaz estava convicto que ainda aguentava mais um dia antes de chegar à exaustão completa.


Haru não era guardiã… não precisava ficar passando por isso.


Tch. Era por coisas assim que adultos seriam sempre como seus inimigos.


Até Uri despertara e depois de uma rápida espreguiçada, se manda dali pra alguma empreitada noturna.


Ou matutina.


Já não dava pra saber.


Na verdade… não precisava saber.


Sem mais, Gokudera se levanta do sofá já cheio daquela situação e printo pra ir embora.


Ao chegar na porta, ainda ouvindo nitidamente cada palavra que os pais da morena atiraram um no outro, percebeu que ela não se mexeu.


“Vai ficar aí…?!”


Meio zonza de cansaço e sem jeito ela só fez que “sim”’ com a cabeça e deu de ombros.


“Os pais da Haru não fazem por mal. Eles vão me deixar de castigo, mas depois vai ficar tudo bem.” Definitivamente aquele ciclo de briga-castigo-reconciliação era comum “Gokudera pode ir… a gente se fala amanhã...”


E ficou lá. As bochechas amassadas apoiadas nas mãos já quase tombando de sua posição no sofá enquanto aguardava uma sentença besta por algo que seu pai dissera sem pensar.


Pra quem saiu de casa aos oito, a ideia de ficar e esperar por algo injusto assim parecia impensável. Não conseguia imaginar porque motivo alguém aceitaria isso mesmo que fosse dos pais.


No caso dele, principalmente vindo dos pais.


“Você sabe que não é obrigada a isso, né?”


Não era. Não mais, pelo menos não enquanto dependesse dele, de Tsuna e até de outros guardiões.


Afinal… partiriam de vez em alguns meses.


“Eu sei…” disse baixinho… mas não se levantou.


Não sabia se com pena ou revoltado com essa atitude. Ao mesmo tempo, tonha uma certeza de que ainda mais injusto seria ela arcar sozinha com uma confusão que ele também armou.


Tch. Dignidade as vezes é uma droga...


Gokudera volta a se sentar no sofá enquanto Haru o encara.


“Só até eu terminar de mandar esse relatório.” E mostrou o celular. “A conexão do maníaco-do-beisebol é uma vergonha.”


A garota Hahi sorri.


Ambos ficaram bem alarmados no começo, mas, conforme a discussão dos pais se prolongava e evoluiu para assuntos que não tinham nada a ver com eles, aquela adrenalina ia abaixando e enchendo seus corpos com o lembrete de quantas horas não haviam dormido e do quanto aquilo efazia falta.


Ele ainda aguentaria mais, mas a morena já havia claramente ultrapassado os próprios limites.


O assunto mudou do tema de quem ele era pra a situação econômica do país e depois pra quem continuava deixando roupa suja no chão do quarto, quando Haru se levantou e sumiu no andar de cima sem dizer nada. Alguns minutos depois ela estava se volta de pijama (sim, de Namahage… daqueles com capuz de máscara e tudo), cabelo úmido e trazia umas coisas de banho nas mãos.


Gokudera aceitou e, por pura consideração à situação, não se queixou do pijaminha rosa cheio de sorvetinhos que recebera pra dormir. Afinal, não se imaginava cabendo nem nas roupas de urso do pai, nem sobrevivendo à afronta de pegar as da mãe.


Ele ainda tinha dignidade. Não muita, no momento. Mas tinha.


Quando desceu, a discussão girava em torno do euro, da hipoteca, pensão e até genética. Mas agora tinha um cheirinho de café vindo da cozinha: a mesa estava posta e Haru preparava um lanche da madrugada.


Quando deu uma da manhã, e ela já voltara de uns dois cochilos, o relatório estava entregue, mas Reborn enviara uma série de arquivos em italiano para discutirem com Tsuna no dia seguinte.


Era importante. Ao que tudo indicava, as armas que os atacaram foram roubadas do laboratório Vongola. Haru trouxera um futon grande, com cheiro de guardado e o ajeitou no meio da sala


O rapaz pegou-se grunhindo longamente. Digitar até ia, mas ler os arquivos sem seus óculos seria uma tortura.


“Ow, mulher.. você tem treinado italiano?”


O “hahi” que ela soltou fora tão fraquinho que pareceu um espirro. Ela estava dormindo acordada outra vez.


“Haru sabe ler, mas não tem muito vocabulário ainda-desu” estava até rouca de sono. Se mantinha-se acordada por ele ou pelos pais, não sabia, mas não custava aproveitar o empenho.


Puxou a cadeira ao seu lado pra ela se acomodar


“Tenta ler isso aqui pra mim que eu tenho que traduzir pro Juudaime.” e ofereceu seu celular.


Nenhum deles viu quando a discussão acabou... nem quando ambos os adultos ficaram a observá-los em silêncio, acomodando-se a mesa e servindo-se do lanche enquanto ouviam-no corrigir pronúncia e explicar sentidos com estranha desconfiança.


Gokudera só se dera conta que eram observados quando serviu café pro pai enquanto Haru pegava outro pedaço de queijo na geladeira para a mãe.


Mas não comentou nada.


Quase que discretamente (se for comparar com a proporção dis argumentos), a Sra. Miura puxa o marido de lado.


“Desde quando Haru treina italiano?”


“Pelo que entendi, há uns 3 anos-desu…”


E voltaram a observar calados, certamente preocupados com quão mal andava sua comunicação com a filha.


Outros trinta minutos depois, a dupla já havia limpado a mesa, lavado a louça e agora organizaram tudo o que haviam traduzido para enviar pra Tsuna antes de encerrarem o dia. O pai ligaou a TV, mas, deitado no sofá, começou a roncar cerca de um comercial depois. A mãe estava em sua poltrona em silêncio, não tirando os olhos de cima deles um minuto sequer.


Durante a revisão final que fizera antes de enviar, Haru havia finalmente dormido em sono pesado em cima do que era pra ser a cama dele. À semelhança do pai, ela também babava…


Era patética. Mas não podia negar que ficara impressionado com a boa disposição da morena… Haru tinha um potencial incrivel pra Braço Direito.


Mas ainda tinha a questão da mãe. Pretendia perguntar se devia acordar Haru pra subir pro quarto dela ou ir até se ele deveria embora, mas a mulher já não estava lá...


Antes que pudesse dizer qualquer coisa, ela reaparece da escada trazendo três cobertores. Jogou um na poltrona, usou o outro pro marido, tomando cuidado para retirar os óculos e estendeu o último pra Gokudera.


“Se não tem mesmo pra onde ir, pode ficar.” Não estava feliz com osso, não estava satisfeita. Soltou um longo suspiro derrotado. Estava sendo realista. “Não é como se vocês fossem crianças...”


E foi isso. Depois de uma épica lavada de roupa suja iniciada por algo tão inusitado, estavam todos acomodados na sala praticamente em paz.


Começava a entender o porquê da morena resolver ficar. Era uma relação bizarra que não se imaginava tendo de modo algum... Mas não era ruim.


A mãe desligou a televisão e apagou a luz pra se acomodar com o cobertor sobre sua poltrona. Por um segundo, Hayato pensou consigo se deveria aproveitar pra desmentir o Sr. Miura, mas as chances disso implicar numa nova discussão familiar não parecia valer as bolsas que se formavam abaixo de seus olhos nem o cansaço de seu corpo.


Deixaria pra depois que tivesse descansado.


“Se tentar alguma coisa, menino…” começa a dizer, bocejando ameaçadoramente “eu te castro.”


***


E lá estavam agora, horas depois, ainda quebrados de sono e estresse.


Menos o Sr. Miura. O Orquestrador do Caos da madrugada parecia brilhar de expectativa com os números e informações que levaria consigo pra testar nos laboratórios da universidade na qual trabalhava.


Para não dizer que não haviam conversado nada desde que acordaram, Haru chegara a comentar qualquer coisa sobre o que dizer quando encontrasse Shizuki-senpai…


“A verdade, oras. Só pra variar...” e colocou todo o café da caneca pra dentro, na esperança de que o líquido milagroso lhe tirasse aquele stress. Não estava nem aí se com ‘verdade’ ele se referia as boxes e a Máfia enquanto a mãe da morena entendia ‘noivado’, ‘morar junto’ ou ‘falar italiano’. Àquela altura da frustração, qualquer desconforto que causasse na mais velha lhe descia como lucro. “Além do que, se fosse você, me preocupava mais com as amizades antigas do que com as novas…”


Haru parou a colher cheia de cereal a meio caminho da boca pra pensar. De fato, tinha que voltar a falar direito com Kyoko, Hana, Chrome e as crianças… Apesar do susto e do ataque do dia anterior, agora que os membros específicos da yakuza que se encontravam no terceiro ano não pareciam ameaça, não via porque manter distância…


“Vê se não se ilude…” Gokudera prosseguiu “...elas ainda são suspeitas, principalmente porque…” ia relembrar as boxes roubadas, mas a mãe dela, mesmo de costas lavando os pratos, parecia claramente atenta ao assunto. Arrgh… quanta inconveniência. “Enfim, você devia voltar pro grupo normalmente. Faz mais sentido.”


E a morena concorda com a cabeça.
Só depois de uns bons segundos encarando sua tigela de cereal já se desmanchando foi que veio uma pequena, mais curiosa do que preocupada e mais murmurada do que dita, indagação.


“Por que… Gokudera se importa com isso…?”


Esfregou os olhos outra vez, depois as têmporas. Alcançou a mochila com papel e lápis, riscou brevemente suas motivações e entregou-as à Haru.


No papel podia-se ler claramente:


“Haru longe = Sasagawa preocupada = Juudaime preocupado > PÁRA DE SER BESTA, MULHER!”


“Entendeu?”


E para seu sossego, a única resposta que recebera foi:


“Entendi-desu.”


Tudo que havia de mais sagrado, ela entendeu sem fazer chilique. Deus abençoe o esgotamento mental, a melhor ferramenta pra se fazer pessoas entenderem coisas sem argumentar!


Depois que o pai saiu, tomaram o resto do café em silêncio. A mãe logo começava a se arrumar para o trabalho e Haru se preparava pra voltar a dormir. Se já era sábado, ou se àquela altura ninguém mais se importava, estava difícil de dizer. Apesar de tudo, era um momento razoável para desmentir certas histórias e amenizar o clima quando o telefone tocou e a Sra. Miura foi atender.


Bom… mais tempo pra descansar e inventar alguma desculpa melhor…!


Aproveitando a deixa de Haru, já capotada sobre o futon todo, ele próprio se deu ao luxo de deitar no sofá pra fechar os olhos um pouco mais. Sua cabeça doía tanto e os olhos ardiam com o esforço da madrugada de tal modo que Gokudera começou a se preocupar se não estava perdendo a forma.


A conversa da mais velha ao telefone ia ficando cada vez mais distante e irreal...


Até ela começa a desabafar sobre o “noivado” da filha.


Bateu aí um pressentimento… um tanto… ruim...


Começou a cutucar as costas da mulher com o calcanhar… os músculos da coxa chegaram a dar uma tremida com o pouco esforço.


“Oe… Haru, ta acordada?”


Um grunhido bem fraco foi sua resposta.


“Quem que sua mãe costuma chamar quando quer desabafar?”


A menina soltou outro resmungo.


“Quem?”


Outra vez, resmungo, parecendo até menos articulado, se é que era possível.


“Quem!?”


“A mãe da Kyoko-desu!” E puxou o travesseiro mais próximo pra enfiar a cabeça morena nele encerrando o assunto.


Ah, não…


E em dois segundo, ambos os seus celulares começam a vibrar epilépticamente com sequências enormes de mensagens


Os dele vinham de Tsuna e até Shamal! Antes que pudesse abrir a caixa de texto pra responder, já tinha Ryohei, Yamamoto tentando ligar, mandando emails...


A grande maioria perguntando:


“COMO ASSIM, NOIVOS!?!?!”


Exceto Bianchi. Bianchi queria saber se a cerimônia seria católica ou tradicional japonesa.


Não achou graça e quando sua irmã insistiu, ele bloqueou.


Até ai, tudo bem… seria uma dor de cabeça maior para explicar pra todo mundo, mas era corrigível…


Quando percebeu um email estranho… Abriu, leu e desistiu.


Gokudera desistiu.
Desistiu de dar explicações, desistiu de pensar no assunto, desistiu de tudo. Jogou o celular dentro da mochila,cobriu a vista cansada com o braço e se forçou a pensar.


Quer saber? Que seja! Se além de tudo, isso fizesse completar sua missão mais rápido, tava valendo.


Haru nem pegara o celular, provavelmente lotando de mensagens da Kyoko e das outras meninas, e podia facilmente ter morrido debaixo daquele travesseiro, mas ele voltou a cutucar-lhe até ela reagir.


“Mulher.” E mo apse de sua exaustão ainda se viu obrigado a dizer algo como “Escolhe duas pessoas pra servirem de testemunhas no cartório.”


“Hmmhm…” o resmungo quase concordava, até o recado finalmente chegar ao cérebro exausto e fazer a cabeça morena pipocar pra fora do travesseiro de sopetão. “OI?!”


“Eu sei que não faz sentido agora… Mas meu pai tá vindo.” Ainda sem tirar o braço de cima de seu rosto o tapaz continua “Se você não quiser o desprazer de conhecê-lo…” seu ton deixava muito claro que não deveria querer “É melhor a gente formalizar isso até abaixar a poeira.”

Notas finais
DAN DAN DAAAAAAAAN huhuhuhuhu muitas coisas pra acontecer aqui huhuhuhuhuhuh Não esqueçam de ne contar o que acharam!!! Até terça!!!!!!