Notas iniciais
Além disso, essa é a minha primeira KyoxShinya, então... por favor, sejam bonzinhos?
No neon rosa que brilha junto com o motivo pelo qual eu não te procuro
Está frio aqui fora. Está escuro.
Não posso voltar pra casa. As paredes me perseguem, me incriminam. A solidão esmaga meu peito. É a falta que você me faz.
Seus pertences então guardados em um espaço reservado de meu armário. Quando me convém, eu me visto igual a você, apenas para não deixar a saudade me consumir por inteiro. Mas eu não entendo o que essa palavra significa, entendo? Você diria que não.
Sei que isso soa um tanto patético. É o que você também acharia se estivesse aqui.
No entanto, você não está.
Porque essa luz rosa sempre brilha ao meu lado, fazendo-me lembrar o motivo pelo qual você não está comigo agora.
Quantas coisas eu deixei de fazer? Quantas vezes eu me escondi? Quantos "eu te amo" eu não respondi? Quantas coisas mais eu deixei de fazer por você?
Você me permitiria voltar e reparar meu erros? Eu não consigo suportar o vazio que você me causa.
Eu quase consigo escutar você dizendo: Quando você se tornou tão sentimental, Tooru?
Imagino você sorrindo. Eu me pergunto se algum dia eu verei seu sorriso novamente.
A incerteza dói.
Se sim, por favor que seja em breve. Se não, eu suplico, me faça esquecê-lo.
É engraçado pensar que talvez você esteja se divertindo com isso. Sim, aposto que está. Você sempre foi um sádico. E eu te amei por isso. Ainda amo. Sempre será assim.
E você nunca soube.
No fundo, eu sei que a culpa é minha. Ela sempre é, sempre foi, sempre vai ser. Eu nunca conseguirei esquecer isso. Assim, como eu nunca conseguirei apagar você de minha memória.
Eu realmente espero que você esteja se divertindo com o meu sofrimento. Caso contrário, ele é completamente inútil.
Passo pelo portão enferrujado, encarando o lugar à minha volta. Sinto meu rosto úmido. Coberto por lágrimas. Engraçado, eu não lembro de ter chorado.
Você está chorando, Tooru? Por quê?
É, eu também não sei.
Olho ao redor do cemitério vazio. Continua escuro. Continuo sentindo frio. Mas não quero voltar pra casa. Lá também é escuro. Lá também é frio. Lá eu me sinto vazio.
A grande lápide de pedra me encara, acusadoramente. Quando leio o nome que há escrito nela, meus olhos ardem, queimam, machucam. Mas a dor não é só física, ela nunca é.
Terachi Shinya.
O neon rosa brilha intensamente sobre seu nome, gravado detalhadamente na lápide. Ele brilha, me lembrando o motivo pelo o qual eu não posso procurar você.
Fale com o autor