Notas iniciais
Primeiro capítulo curtinho demais xD Mas outros serão maiores.

A verdade é que eu amo o Ed. Eu amo, amei e sempre amarei. Sempre irei amá-lo.


Vou amá-lo sempre.



“Ed,



Por favor, volte para casa. Estarei te esperando o quanto demorar. Mas venha rápido, de preferência. Deve precisar arrumar o automail, não é? Eu tenho que te falar uma coisa muito importante que não pode ser dito em uma carta. Estou com saudades. Não me leve a mal, você é como um irmão para mim.



Um abraço bem apertado!


Win.



P.S.: Desculpe por te dar muito trabalho na última vez.”



Escrevia essas palavras num papel que podia ser chamado de carta.


Volte logo para mim, Edward.


Mas porque eu vivo fazendo isso? Dando trabalho para ele? Eu não devia fazer isso.



--Pare de se excluir, Winry – dizia isso para mim mesma. – Eu amo o Ed e devo fazer isso como sempre fiz!



--Isso mesmo, Winry. – disse Pinako, que estava subindo as escadas – Não é só porque você ama ele tanto assim porque você precisa se excluir. Seja feliz mesmo sem eu amor do seu lado, Win. Mesmo se for, você não sabe se ele gosta de você, não é?



--Assim você me faz excluir a mim mesma mais ainda. – Cara, porque Pinako faz isso? Ela sabe que estou me sentindo mal! – Olha, Pinako, não é culpa minha se o seu namoradinho morreu num acidente de trem, tá? Agora não desconte essa raiva em mim!



--Winry! Olhe como fale com a sua avó! – ela percebeu que estava perdendo a cabeça por causa dele?



--Desculpe, . Não sei porque, eu...



Por que eu ainda perco a cabeça por causa dele? Já faz quase um ano que ele não volta mais... Por que diabos eu deveria me preocupar com ele? Ele que me deixa preocupada demais. E também, por que eu amo um ser que nem fala comigo? Que nem se despediu de mim? Que nem ao menos ligou para mim? Que nunca mandou uma carta se quer?



--Tudo bem. Agora, vá tomar banho e depois vá dormir, Winry. Deve estar cansanda. Faz três dias que você não dorme direito. Está ocupada demais com esses automails. E já passa da meia-noite. Pode deixar que amanhã eu continuo a montar pra você.



--Obrigada, vó.



Antes de fechar a porta, minha vó murmurou algo, bem baixinho, como se não quisesse que eu ouvisse. Ah, tarde demais, eu ouvi: -- Por que você ainda gosta desse garoto, hein? Tem garotos um tanto melhores por aí.



--Disse alguma coisa?



--Não, nada – respondeu, com aqueles seus olhos sem cor me fitando – Vá dormir.



E foi o que eu fiz. Peguei a minha toalha amarela e com um desenho de um prego prateado e entrei no banheiro. Depois que saí, desci e tomei um copo de leite. O que me lembrava ele. Edward Elric. Depois subi as escadas e fui para meu quarto e fechei a porta.



Me debrucei na grade da varanda para ver a lua. Ela estava meio diferente, mais... vermelha...



E o sono não vinha. Deitei na cama. Virei pra um lado, virei para outro, mas nada. Nada de sono.



Não sei quando foi que fechei os olhos e adormeci. Mas sei que horas acordei. Eram cinco e meia da manhã.



O que me fez acordar tão cedo? Nervosismo? Quem sabe. Medo? Talvez. Chantagem? Nunca. Vontade? Pode ser. Mas realmente não sei o que... Edward! Isso! Só pode ter sido ele e...



Peguei a minha toalha e fui para o banheiro. Acho que enrolei demais no banho, porque quando sai a Pinako já estava acordada. Desci as escadas procurando por ela, já como a porta de seu quarto estava aberta. Já como não a achei, fui para a cozinha tomar um copo de leite uns biscoitos de chocolate.



Quando terminei, fui no banheiro novamente e escovei os dentes com a minha escova amarela e a minha pasta de dente “Colgate”.



--Winry? Winry! Já está acordada? Winry?!



--Estou aqui, vovó! – ouvi ela gritando um “já vou aí” alto o suficiente para eu escutar. – Estou esperando!



Ela subiu as escadas, e quando chegou no topo, já estava bem cansada. Ignorei o fato. Logo, ela me mostrou uma carta, assinado “Edward Elric”. –Chegou uma carta deles, Winry. Aqui está escrito apenas Edward, mas deve ser do Al também. – Ela me entregou a carta. – Aqui está ela. Abra-a.



E fiz isso. A abri. Iria lê-la com todo cuidado, a primeira carta de Ed para mim!Mas antes Pinako interrompeu. – Depois eu a leio. Não. Ele mandou para você então é só você que tem que lê-la.



--Obrigada, Vó.



“Winry,



Desculpa não ter mandado nenhuma carta antes, ou nenhum telefonema. Desculpa mesmo, estou muito ocupado. E eu já estava indo para aí te visitar e a vovó Pinako, mas o idiota do Coronel não me deixou. E o meu automail não quebrou (ainda). E o que você quer tanto me dizer, hein? (Risos) Você também é uma irmã para mim! Uma irmã que eu adoro muito. Irmã do coração!



Com carinho,


Edward.



P.S.: Que trabalho, hein? Você nunca me deu trabalho nenhum e nunca vai me dar. Ah, eu vou chegar aí amanhã.”



Como assim? Ed disse que me adora. E que vai chegar aqui amanhã. E quando disse que o automail dele não quebrou? Alívio. Sim, alívio. Quer dizer que ele não se meteu em nenhuma coisa perigosa, até agora.

Notas finais
Eu já calculei, a história vai ter no total 83 capítulos. Grandinha, não? Mas acho que vou dividir, quem sabe a história só vá até o capítulo 25, mas depois vai ser "No Need to Say Goodbye II" que vai do capítulo 26 até o 58. Depois vai ser "No Need to Say Goodbye III" que vai do 59 até o 72. O "No Need to Say Goodbye IV" vai do 73 ao 83.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.