Notas iniciais
Muito obrigada pelos comentários e pelos favoritos!!!
Aqui está mais um capítulo.
Boa leitura.
A primeira coisa que o forasteiro fez foi tentar me enforcar. Tirei suas mãos de meu pescoço e fiquei irritada.
Oras, que atrevimento!
Peguei minha espada e a coloquei debaixo do queixo do garoto.
- O que você pensa que é? — perguntei.
- Aniquilar. — ele gritou. Em uma velocidade surpreendente, se colocou de pé e sacou sua espada.
- Senhora! — exclamou Rin.
- Cale-se Kagamine, deixe que eu tiro proveito. — disse.
Ah, tanto tempo desde a última vez que me enfrentaram.
Eram cem.
Matei todos.
O forasteiro começou a correr, o segui.
"Você não vai escapar." pensei.
Ele entrou no bosque e eu fui atrás. Ele corria tão rápido, não conseguiria pegá-lo nesse ritmo.
Comecei a traçar uma armadilha que executava há muito tempo. Era infalível. O forasteiro parara de correr. Parei também.
O que ele estava fazendo?
Saquei a outra espada. Não achei que realmente precisasse usar mais de uma, porém não tinha a miníma noção do que enfrentaria. De que raça exterminaria.
O barulho das folhas ativava meus sentidos. Aquilo era novo. Não estava com medo.
O barulho das folhas...
Aguardei o barulho novamente. À minha esquerda, cerca de vinte metros. Atirei a espada.
Lá estava o forasteiro de olhos e cabelos azuis. Sua cabeça caíra no chão. Eu sorri. Fora fácil, para tudo bastava raciocinar.
Novamente o barulho das folhas mais e mais rápido. Não parava. Virei a tempo de ver o corpo que tinha acabado de desativar, se desintegrar.
Gritei.
O que era aquilo?
- O que é você? — gritei.
As folhas pararam.
Recuei até ver o forasteiro.
- Venha me pegar. — Ele disse, começando a correr.
- Ora, seu. — corri atrás dele, cortando tudo que encontrava com a minha única espada, já que a outra fora absorvida com o corpo.
Eu conseguia vê-lo e não deixaria que escapasse. Eu armaria minha estratégia.
Ele correria mais uns duzentos metros, ao norte, de acordo com meus conhecimentos, e quando ele chegasse lá, um pequeno dispositivo explodiria.
Apertei o pequeno botão de coração, que era o pingente de meu colar.
Duzentos metros depois explodiu, levando o forasteiro. Vi a imagem. As árvores ao redor pegaram fogo. Eu tinha certeza que ele estava morto agora.
- Te peguei. — sorri.
Ah, o cheiro de queimado.
Virei para voltar ao castelo. Me deparei com o forasteiro.
- Bu! — disse.
Recuso a admitir que me assustei. Já o matara duas vezes, por que ele não morria?
- O que você é? — perguntei. Realmente estava curiosa.
- Você tem que parar de usar estratégias antigas, Hatsune. Inimigos podem voltar. — O forasteiro colocou um velho chapéu e uma máscara.
Não o reconhecia. E todos os meus inimigos morreram pelas minhas mãos.
- Como sabia? — Realmente, era insuportável saber que falhara.
- Se conseguir me derrotar, Hatsune, talvez eu lhe digo. — comunicou. — Porém, preciso ir agora.
Fiquei em silêncio. Não sabia reagir.
- A propósito, você não evoluiu nada, Hatsune, a não ser, talvez, a beleza. — Disse o forasteiro, do meu lado.
Como ele chegara ali?
Será que realmente existia?
Saquei a espada, mas ele tinha desaparecido.
Observei as árvores em chamas.
Fale com o autor