No Meu Pégaso Branco

13 No Meu Pégaso Branco


Notas iniciais
Gente, é o seguinte, to ficando triste sabe, to mandando o ferre-se e tal, mas poxa, mandar review não cai a mão, não mata, nem nada cara, então é o seguinte, vou continuar postando, mas quero que vocês saibam que eu to MUITO triste e que só ainda posto pelo Lippe. Aproveitem seus ingratos... Mentira, aproveitem amores, vejo vocês lá em baixo. ps. vai com a formatação ruim hoje, desculpa



Passamos boa parte do tempo
sobrevoando estradas pouco movimentadas, sempre acima das nuvens para não
sermos vistos, mas cerca de quarenta minutos depois, as nuvens acabaram e
estávamos perto de uma rodovia muito movimentada nos arredores de Nova Iorque.



-
Acho melhor descermos, podemos esperar que algumas nuvens surjam ou uma hora
que a rodovia esteja menos movimentada! – gritei para que eles pudessem me
ouvir, ambos concordaram e começamos a descer, procurando passar por áreas com
bosques, achamos uma clareira que parecia abandonada, pousamos ali.



-
Voar no acampamento é bom, mas voar fora dele é ainda melhor. – Duda falou
enquanto descia de Nigrum.



-
Também achei. – Falei quando já tinha descido de Pietro, estava amarrando suas
rédeas em um cano que parecia realmente forte.



-
Esperem aqui, vou ver se a cabana está realmente abandonada. – Travis falou
deixando as rédeas de Cadu comigo, eu as prendi.



Eu
e Duda sentamos na terra e ficamos esperando, instantes depois de Travis ter
entrado, ouvimos o grito de uma mulher, duas espadas se batendo.



-
Semideusa! Você é uma semideusa! Eu também! – Ouvimos os gritos abafados de
Travis. Depois alguns segundos sem nada, voltamos a ouvir a vós de Travis. –
Garotas! Podem entrar!



Entramos
pela porta da frente, era uma decoração muito bonita, não era moderna, era mais
clássica, fomos passando primeiro pela sala de estar, depois uma porta que dava
na cozinha, um corredor com um banheiro e um quarto, no final dele tinha outro
quarto no qual estava Travis e uma mulher, jovem, devia der 20 anos no máximo.



-
Olá garotas! – Ela falou estendendo a mão sorridente, claro que eu estranhei.



-
Olá... – Falei, mas me interrompi, não sabia o nome dela.



-
Vita! Vita filha de Apolo! – Era loira, olhos azuis, pele morena, é, filha de
Apolo.



-
Victoria filha de Hermes, esse é Travis meu irmão e Eduarda filha de Poseidon.
– Falei ainda apertando sua mão.



-
Você não precisa mentir para mim. Você não é filha de Hermes. É filha de
Afrodite, não? – Ela perguntou, lembrei que ainda não tinha contado Travis e
Duda sobre esse detalhe, bom, chegou a hora de descobrirem.



-
É, só disse que era filha de Hermes para não ser expulsa do acampamento e dar
continuidade a missão, mas Hermes me reclamou, sou oficialmente filha dele também.
– Falei enquanto soltava sua mão.



Eduarda
e Travis já haviam se acostumado com a nova informação, fomos buscar nossas
mochilas e coloca-las dentro da casa, fomos alimentar os Pegasos e depois
pararíamos para conversar sobre nosso próximo passo. Mas enquanto alimentávamos
os Pégasos, Duda deixou os torrões de açúcar caírem, praticamente entrou em
choque.



-
Vita... Vita é vida em latim! Vamos deixar a vida nos levar! – Ela gritou
quando conseguiu se recuperar. – Já desvendamos o começo da profecia!



Fiquei
muito feliz, era quase óbvio, Vita, bom, pelo menos naquela hora soubemos que
podíamos confiar na nossa nova amiga. Voltamos para casa, já era hora do
almoço, Vita cozinhou para todos nós e serviu a mesa, comemos o quanto pudemos
– incluindo Vita – pois não sabíamos quando íamos poder comer de novo,
descobrimos que aquela cabana tinha um campo de força, assim como o
acampamento, mas a partir do momento que saíssemos, quatro meios-sangues
incluindo uma filha dos três grandes chamariam muita atenção.



— Posso ver as poções que você tem na mochila?
– Ela me perguntou, primeiro eu estranhei ela saber o que tinha na minha
mochila, depois me contentei com o fato de ela saber de tudo pois era filha de
Apolo. Entreguei a mochila e ela começou a separar as poções. Eram 22 poções e
7 pozinhos mágicos.



-
Já que você sabe de tudo, pode me dizer se um amigo meu, que é seu irmão e está
numa situação complicada, você pode dizer se ele vai morrer? – Perguntei
esperançosa, apesar de ter dúvidas de se eu queria ou não saber a resposta.



-
Você não quer saber a resposta. Quando for a hora certa tudo vai se esclarecer.
– Ela falou enquanto ainda observava as poções, ela pegou um saquinho cheio de
bloquinhos quadrados dentro. – Vocês podiam prestar mais atenção no que tem –
Ela falou apontando para o que estava escrito no saquinho “Disfarçe para
Pégasos”. – Nosso problema está resolvido, agora é só eu achar o Dijan. – Algo
me disse que aquilo era o Pégaso dela, ela saiu da casa e restamos nós três.



-
Então agora nós vamos para Nova Iorque, procurar Afrodite. – Travis falou, mas quando ele disse o nome
da minha mãe eu cambaleei, me senti meio tonta, caí no chão, minha visão estava
turva e minha audição completamente comprometida.



Me
sentaram em uma poltrona e me deram água, em alguns instantes já estava melhor.



-
Não vamos atrás da minha mãe. – Falei assim que me foi possível. – É como se
isso fosse um sinal dela avisando para não nos aproximarmos.



-
Mas como você sabe que foi ela? Não podemos mudar os planos por causa de uma
tont... – Duda começou a falar, mas não acabou pois eu mostrei para ela o
prendedor, a pomba de Afrodite estava brilhando, mas logo se apagou.



-
Então vamos para o orfanato em Washington? – Travis me pergunto, eu assenti, de
lá que eu vim, do orfanato... Então ouvimos Vita prender seu Pégaso do lado de
fora e entrar, Travis se virou rapidamente para ela. – Mas uma jovem tão bela
como você, deve ter um namorado não?



-
Eu tinha, George, filho de Hefesto, foi morto 8 meses atrás em um ataque de
dracaenas. – Ela respondeu apontando para uma foto no móvel da sala, com ela e
um garoto moreno, alto e forte, na época ela devia ter 15 anos.



Travis
se calou, Vita continuou a mesma, sempre com aquele sorriso gigante que chega a
irritar, Duda tratou de colocar as poções de volta na mochila e em uma hora
estávamos prontos para partir, já eram três da tarde.



Levantamos
voo como sempre, estava cada vez mais ligada à Pietro, já estava me acostumando
com meu cabelo curto, agora eu só andava de faixa, arco, headband ou bandana.
Mal havia me acostumado com os olhos azuis, então não estranho tanto me olhar
no espelho e ver meus olhos castanhos como sempre.



Foram
três incrivelmente entediantes horas até podermos ter uma visão parcial de
Washington, já eram seis da tarde, tínhamos pouco tempo até que escurecesse.
Pousamos os Pégasos e os deixamos em uma casa abandonada perto do orfanato,
onde íamos à noite para nos esconder ou assustar alguém. Amarramos os quatro
pégasos por lá e verificamos que os dispositivos de “Disfarces para Pégasos”
estavam no lugar certo.



-
O orfanato é por ali. – Falei apontando para aquela rua que eu tanto
conhecia... Fomos caminhando apressados, em cerca de 7 minutos estávamos lá.



Tudo
ainda estava em ruínas, os destroços estavam intocados, haviam algumas flores e
cinco cartazes, cada um em homenagem a um dos mortos do acidente, primeiro
Lilian, uma menina de 5 anos que tinha chegado lá há 5 meses, depois Adam, um
garoto de 8 anos que estava lá há 1 ano, Ursula, uma garota de 7 anos, Theo, um
garoto de 10 anos e... O último cartaz era em minha homenagem: “Em homenagem a
Victoria, que chegou há 9 anos e morreu neste trágico acidente, descanse em
paz.” Em volta do cartaz flores e um bichinho de pelúcia.



Aquelas
lembranças me deixavam muito atordoada, principalmente por que a maioria era
falsa, se as lembranças falsas já são ruins, não quero imaginar as reais... Não
quero imaginar como foram mais de oito anos aí até a chegada de Nico... Me
segurei para não chorar, tinha que me segurar, alguma coisa ali ia me ajudar a
ajudar minha mãe.



-
Bom, precisamos começar a procurar, ela foi acusada de se aliar a Tifon,
podemos procurar alguma coisa que possa ser relacionada a Tifon. Ou talvez uma
bomba como a que estava no chalé de Apolo... – Travis começou a fazer
suposições, mas Vita o interrompeu.



-
Está escurecendo crianças, estamos todos cansados da viagem, vamos arranjar um lugar
para dormir e amanhã de manhã poderemos vir aqui. – Ela falou calmamente.



-
Mas amanhã de manhã esta rua estará cheia de gente, não podemos chamar atenção,
principalmente acompanhados de uma morta. – Ela falou apontando para uma foto
minha que estava do lado do cartaz.



-
Não terá ninguém aqui, o quarteirão inteiro foi interditado. – Vita falou, nos
mostrando um jornal com a matéria sobre o desabamento e o anúncio de que não
era seguro permanecer perto dessa área. – Vamos.



Fomos
caminhando até onde deixamos os Pégasos, demos a eles alguns torrões de açúcar.



-
Ei Pietro, preciso de um lugar para dormir, mas não posso te levar amiguinho...
Qualquer coisa que aconteça é só pisar nisso aqui. – Falei entregando para ele
um tipo de dispositivo que eu tirei da mochila, que no momento que fosse apertado
faria meu prendedor brilhar. Ele apenas assentiu com a cabeça. – Vou sentir sua
falta, durma bem. – Falei dando um último abraço nele antes de irmos achar um
hotel.



Fomos
caminhando pela sombra, afinal não podíamos ser vistos saindo de uma área na
qual não se podia andar. Além disso coloquei uma bandana e deixei a franja cair
sobre o rosto, pois me dei conta de que meu rosto estava estampado em todos os
cantos. Fomos caminhando até um hotel 4 estrelas não muito longe dali, quando
morava no orfanato, costumava fantasiar o dia que eu ia poder me hospedar ali.
Entramos e eu fui com Duda para a parte mais afastada das câmeras e da atenção,
Travis e Vita foram nos registrar. Voltaram com a chave do quarto nas mãos.



-
Uma cama de casal, uma cama de solteiro – Travis começou a listar os lugares
para dormir. – E um sofá...



-
Vocês duas podem dormir na cama de casal? – Vita perguntou, nós duas
assentimos.- E eu na de solteiro.



-
E quem será que vai dormir no sofá? Quem será, quem será? – Travis cantarolou
com um tom de voz especialmente irônico.



Estávamos
no oitavo andar, quarto 812, era bem arrumadinho, tinha um banheiro, uma tv, um
armário onde botamos nossas mochilas, um telefone, as duas camas e o sofá.
Decidimos tomar um banho, descansar um pouco e ir jantar. Primeiro Duda tomou
banho e colocou uma calça jeans, uma blusa azul marinho que Vita emprestou e o
casaco. Depois Travis tomou seu banho, colocou uma calça jeans, uma camiseta
lisa e o casaco. Depois Vita, colocou uma bermuda, uma camiseta listrada, navy,
seu belo cabelo loiro preso em uma trança meio desfiada, linda.



Por
último fui eu, tomei meu banho calmamente, lavei meu cabelo, coloquei minha
calça jeans, uma camiseta emprestada de Vita e o casaco.



-
Olha, eu sei que a ideia de vocês é não chamar atenção, e os casacos pretos
combinando realmente não estão ajudando... – Ela falou apontando para um
espelho, realmente estávamos chamando mais atenção com os casacos do que se
Travis usasse um terno colorido lotado de purpurina.



-
Travis e eu tiramos os casacos, a Duda é filha de um dos três grande, não
podemos correr esse risco. – Falei tirando o casaco. Coloquei a bandana, soltei
a franja, prendi o prendedor na barra da camisa e estava pronta.



Fomos
até o segundo andar do hotel, onde era o maravilhoso restaurante, Duda pediu um
prato de arroz, farofa, bife e salada – a salada vinha junto do prato, não
tinha como pedir separado – sim, ela tentou avisar que não precisava da
salada—então veio com salada mesmo -. Vita pediu uma salada cristal e carpaccio,
Travis pediu um cheese burguer e eu macarrão com bife e molho de tomate.



No
final pagamos a conta e já estávamos todos quase caindo de sono, fomos
cambaleando até o quarto, só deu tempo de botar o casaco e cair nas mãos de
Morfeu.



Claro
que eu tive um sonho estranho daqueles, tinha um cara loiro, lindo, abraçando
alguma coisa ou alguém no chão, no meio da rua, Travis, Duda e eu estávamos um
pouco atrás, todos muito machucados, tomando ambrosia. Quando o cara se
levantou e eu estava quase conseguindo ver o que ele estava abraçando no chão,
fui acordada.



-
Vamos gente! – Era Vita, balançava todos na tentativa de nos acordar, Duda já
havia pulado da cama, Travis estava no processo de acordar. – Temos que sair
daqui! – Ela falou, pulamos todos de onde estávamos, pegamos a mochila e fomos
o mais longe possível do hotel, depois de 10 minutos correndo, ouvimos uma
explosão. – Temos no máximo um dia até eles descobrirem que não morremos nessa
explosão.

Notas finais
É, eu sei que a formatação tá muito ruim, mas sabe, não tenho mt paciencia pra ficar ajeitando uma coisa, a qual vocês nem comentam, é, vejo vocês nas reviews, ou não, tanto faz
Bjinhos,
Vicky