No Meu Pégaso Branco

20 Luta com a Duda é sempre desigual




BRIGA COM A DUDA É
SEMPRE DESIGUAL



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É, mas olha as roupas que estamos usando! – Eduarda falou apontando para si
mesma, realmente, short velho, não estávamos com um casaco preto, mas sim uns
que achamos no esconderijo do Luke, nada muito bonito.



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Bom, acho que posso dar um jeito nisso. – Falei, me lembrando que filhas de
Afrodite podem mudar coisas assim, se me concentrasse poderia mudar a roupa de
todos ali. Primeiro Nico, me concentrei em uma caça jeans, camisa do Guns N’
Roses e uma jaqueta de couro, e um par de tênis qualquer, ótimo, já foi um.



Então
Vita, primeiro fiz ela parecer alguns anos mais nova, isso me deu bastante
trabalho, mas funcionou, ela parecia ter 16, coloquei um vestido, não muito
justo até um palmo acima do joelho, azul marinho, sapatilhas prateadas, o
cabelo em um meio rabo bem bonito e uma maquiagem de leve. Ela estava linda.



Travis,
uma calça jeans, camisa polo verde escura, tênis também, aproveitei ajeitei um
pouco o cabelo. Duda eu coloquei com um short jeans de cintura alta, uma
camiseta meio larga, preta para dentro do short, o cabelo solto, um pouco mais
alisado, uma maquiagem leve também e uma sandália gladiadora.



Por
último, eu, uma camisa navy, listrada de branco e azul marinho, um short jeans
meio escuro e uma bota indo quase até o joelho, preta, no cabelo um headband
vermelho meio escuro e uma maquiagem leve também, não queria ninguém muito
carregada.



-
Estamos prontos para a festa. – Falei quando acabei, me senti meio cansada,
nada que não fosse melhorar daqui a pouco. Nico e Travis esconderam as mochilas
no tronco de uma árvore e fomos em direção a casa, estava lotada.



Pela
quantidade de gente, entramos sem chamar muita atenção, mas tínhamos que achar
o tal Tim, quanto antes começássemos a falar com ele, melhor. As pessoas na
festa estavam pouco arrumadas, bem como a gente, garotas estavam com um salto
alto e maquiagem ridiculamente forte, cabelos chapados, eu olhei para aquilo
com cara de nojo, mas decidi me conter.



Vi
algumas garotas um pouco menos parecidas com prostitutas precoces e fui falar
com elas.



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Oi, desculpa interromper, mas vocês sabem onde eu posso achar o Tim? –
Perguntei, elas me olharam com uma cara estranha, se entreolharam e a de cabelo
ruivo respondeu.



-
Deve estar na parte de trás da casa! – Ela gritou, para que eu a ouvisse com a
música alta, agradeci com a cabeça e fui para onde ela indicou.



-
Vocês se espalhem – Falei para Travis e Vita. – Tentem achar algum colega aqui
que possa ser uma empousa ou outro monstro. – Eles assentiram e se misturaram
na multidão. – Nós vamos para a parte de trás, disseram que o Tim deve estar
lá. – Os dois assentiram, fomos passando pela multidão com dificuldade ao som
de uma música que eu não conhecia, lá no orfanato eram proibidos aparelhos
eletrônicos em geral. Pelo visto essa noite seria cheia de surpresas, na parte
de trás da casa estava uma grande piscina, fundo azul claro, toda iluminada e
cheia de gente, pessoas circulavam ali intensamente. Comecei a percorrer o
ambiente com meus olhos a procura de Tim, achei um garoto que poderia ser ele
do outro lado da área externa, fui apressadamente até ele.



Nico
já havia sumido no meio das pessoas por ali, Duda estava por perto, sentada em
uma mesa observando quem passava. Acontece que quando virei para trás pra ver
Duda, acabei esbarrando em alguém, e que alguém...



-
E aí gatinha, precisa de ajuda? – Ela um garoto um pouco mais alto que eu, pele
clara, olhos verdes e um cabelo tão escuro quanto uma noite sem estrelas. Ele
me olhava com um olhar que eu conhecia, acho que gostou de mim... Hm... Mas eu
estava em uma missão.



-
Não, estou ocupada. Preciso achar o Tim. – Quando eu falei isso vi um fogo
crescer em seus olhos, aquela expressão simpática sumiu em questão de segundos.



-
O Timothy? Sou muito melhor que aquele lá! – Ele gritou me segurando pelos
ombros e me assustando.



-
Me solta. Eu preciso mesmo falar com o Tim. – Falei tentando me desvencilhar,
mas não deu certo.



-
Não! Eu sou muito melhor que ele! – Ele gritou tentando me agarrar a força.



-
Fica longe de mim! – Gritei, mas ele ficou bravo e me lançou pra trás, o que
não seria um problema tão grande se atrás de mim não estivesse a piscina...



-
Seu idiota! – Eu gritei para ele, que começou a rir, mas ele não riu nada do
que aconteceu a seguir



-
É melhor você pedir desculpas! – Duda falou se aproximando dele.



-
Olha pra minha cara de quem vai se desculpar. – O garoto falou em tom
debochado.



-
Toma noção do perigo, otário. – Ela gritou ameaçadoramente.



-
Perigo da princesinha aí? – Ele perguntou observando Duda.



-
Princesinha é a sua avó! – Ela gritou, ela estava se controlando, mas nesse
momento começou a fazer com que ondas enormes se formassem na piscina, até que
surgiu um punho feito d’água que voou para fora da piscina e acertou em cheio a
cara do garoto. – Quem é a princesinha?



O
garoto não conseguiu responder, Duda fez outra onda o acertar em cheio.



-
Calma Duda! – Nico falou a segurando.



-
Isso, ouve o seu amiguinho, fica calma aí princesinha. – O garoto falou
tentando se levantar, Duda tentou avançar sobre ele mas Nico a impediu.



-
O que houve? – Ele perguntou segurando a filha de Poseidon.



-
Esse aí tentou agarrar a Vic e depois a jogou na piscina, ainda por cima me
chamou de princesinha e insinuou que eu não boto medo! – Ela gritou na cara do
garoto.



-
Não... Não foi isso não... – O garoto tentou se explicar quando viu a cara de
ódio se formando em Nico, como todos já devem saber ele é super protetor e as
coisas não deram muito certo para o último que tentou chegar perto de mim, bom
eu não sei, nunca mais ouvi falar dele, foi embora do orfanato na semana
seguinte...



Então
uma áurea negra começou a expelir de Nico, seus olhos ficaram estranhos, o
garoto começou a se contorcer de dor no chão, por mais que o desgraçado
merecesse eu não podia permitir tanta exposição dos nossos poderes, saí da
piscina em um pulo e segurei Nico, hora perfeita para usar o Charme.



-
Nico, para... – Falei usando o máximo que eu conseguia. – Você não quer fazer
isso. – Bom, acontece que alguma coisa deve ter mudado em mim, pois todos à
minha volta me encaravam. – Se acalma, deixa o garoto em paz... – Então o
garoto parou de se contorcer, tentou se levantar, quando conseguiu foi embora.



-
Ele não sofreu o suficiente... – Nico falou quando já tinha voltado a si.



-
Qual de vocês é Timothy Thamminis? – Perguntei para todos lá, até que um garoto
levantou a mão e deu um passo a frete, ele me lembrava Zack... – Você, fica, o
resto é melhor ir para casa... – Falei com uma voz doce, todos foram se
dirigindo à porta de saída, em alguns instantes Travis e Vita apareceram.



-
Nossa garoto, você é doido pirado hein... – Ele falou se dirigindo a Nico. –
Mas o que vocês querem comigo? E por que botaram o Henry pra correr?



-
Ah, então é Henry o nome do desgraçado... – Nico falou cerrando os punhos.



-
Nico... Se acalme... – Falei apoiando a mão sobre seu ombro. – Bom, Tim, acho
melhor você se sentar... – Falei e fomos para dentro da casa, estava uma zorra.
– Nossa, que bagunça... – Falei botando a mão na frente dos outros, impedindo
que entrassem, Afrodite e suas filhas odeiam bagunça, me concentrei e fiz com
que tudo voltasse para seu lugar e todo o lixo sumisse, era uma sala bonita,
mas não parei para prestar atenção em detalhes.



-
Nossa, você também é doida pirada! Você e a garota que mexeu na água! – Ele
falou se dirigindo a mim e Duda.



-
Garoto se você me chamar de doida pirada mais uma vez... – Duda falou se
aproximando do loiro, mas Nico a impediu de continuar.



-
Então Tim, você conhece as histórias dos deuses gregos e toda a mitologia...? –
Perguntei, levou alguns minutos para explicar todos os detalhes para ele, mas o
garoto até que entendeu bem que os deuses existiam e tinham se mudado para a
nova potência mundial, Estados Unidos.



-
Mas o que essa história tem a ver comigo? – Ele perguntou.



-
Bom, as histórias contam que os deuses desciam à Terra e tinham filhos com
mortais, esses filhos eram chamados semideuses. Bom, nós somos semideuses, eu
sou Victoria filha de Afrodite, esse é Travis filho de Hermes, Nico filho de
Hades, Eduarda filha de Poseidon – O garoto fez uma cara de agora tudo tá explicado – e Vita filha
de Apolo. Você, também é um semideus e ainda não sabemos de quem é filho.



-
Ah, então eu também sou doido pirado? – O garoto perguntou, eu apenas assenti.



-
Acontece que as forças do mal, Cronos e seus aliados, estão organizando
ataques, no momento liderados por Tífon que está sendo representado por um
semideus, filho de Hermes. Um desses ataques tem o intuito de te matar. – Vita
explicou com a maior calma do mundo.



-
Mas eu não posso faltar aula amanhã! – Tim falou, nossa era tão difícil
perceber que era a vida dele em jogo?



-
Garoto vê se me escuta eu vim até Minneapolis pra te salvar. Se você for para
aquela escola amanhã eu vou ter gasto meu tempo à toa! – Duda gritou com o
garoto, a essa altura até eu já estava perdendo a paciência.



-
Olha, vamos fazer assim, temos que ir embora agora, amanhã de manhã a gente vem
aqui e discute isso melhor pode ser? – O garoto fez uma cara de que entendeu e
nós nos despedimos.



Antes
de ir embora o observei um pouco mais, ele tinha os mesmos olhos de Zack, o
mesmo cabelo bagunçado, o mesmo ar que parecia que por mais sério que ele
estivesse, tudo era uma brincadeira. Mas acontece que a prova de que nem tudo
era brincadeira, é que Zack se foi, e acima de livrar a minha mãe, agora estava
nessa para vingar Zack e mandar o responsável pela sua morte para o fundo do
Tártaro!



-
Terra para Victoriaa! Vamos embora! – Travis falou balançando a mão na minha
frente.



-
Ah, sim, vamos, até amanhã Timothy! – Falei me despedindo, mas ele segurou meu
braço.



-
Pode me chamar de Tim. – AAAHHHH ele usou um tom de voz, é, eu tenho um
problema com tom de voz, eu consigo diferenciar cada detalhe e aquele tom de
voz eu conhecia, era o mesmo que Zack usou naquela tarde, enquanto ele tocava
violão, será que tudo me lembraria dele?



Claro
que depois dessa fiquei mais um tempo encarando o garoto, Travis me puxou para
fora da casa.



-
Vê se não baba gatinha. – Ele falou quando já estávamos na rua.



-
Ele... Ele me lembra... Zack. – Falei com dificuldade, depois abracei Travis,
ele não entendeu, mas não se soltou, era tão bom ter em quem confiar nessas
horas, estar cercado de amigos que te apoiam...



Fomos
para o Hotel que não era muito longe dali, pedimos dois quartos, um com duas
camas de solteiro para Nico e Travis e outro com três. Foi uma noite de sono
bem calma, por incrível que pareça e pela primeira vez desde entrei nesse mundo
de loucuras, foi uma noite sem sonhos.



Quando
acordei olhei o relógio, ainda sonolenta demoraram alguns minutos para
conseguir desembaçar a vista e decifrar a hora... 7:30... SETE E MEIA! Levantei
da cama em um pulo, a aula do garoto já tinha começado.



-
Vita! Duda! Estamos atrasadas! – Gritei as acordando, Vita ainda aparentava ter
dezesseis anos, parei e me acalmei, tive uma ideia, a fiz parecer ter cerca de
trina anos.



Nos
arrumamos em um pulo, então fui até o quarto dos garotos e fiz com que uma
camareira o abrisse para mim, ela o fez sem pestanejar, pulei na cama de Nico e
o joguei para fora, o mesmo com Travis, joguei roupas nas caras dos dois,
expliquei tudo falando numa velocidade de cem quilômetros por hora e disse que
os esperaria no café.



Quando
eram sete e cinquenta, todos estávamos na entrada, Vita pagou tudo, a atendente
estranhou que ela parecia muito diferente, mas saímos de lá rápido.



Travis
conseguiu quatro uniformes da tal escola, eu achei melhor não perguntar como,
eu e Duda estávamos um uma camisa polo branca com o emblema da escola e uma
saia azul escura, meias brancas que iam até quase no joelho e sapatos fechados
pretos. Travis e Nico usavam uma calça azul escura e camisa polo branca,
sapatos fechados pretos também.



-
Me sinto em um filme, naquelas escolas certinhas... – Duda reclamou mexendo na
saia.



— Não
reclame, sobrinha. – Vita falou,
deixe eu explicar, para a diretora da escola nós quatro somos sobrinhos da Vita
e estamos indo para aquela escola como alunos novos, usei o charme e ela
engoliu tudo, em dez minutos de caminhada tínhamos chegado à escola, com as
mochilas nas costas, o pequeno detalhe é que em vez de livros as mochilas
continham poções, dracmas e outros, incluindo as armas de Duda, Travis, Nico e
Vita. O meu prendedor estava na barra da camisa polo.



Chegamos
correndo, estávamos uma hora atrasados, mas a professora nos indicou o lugar da
sala. Eu, Duda e Nico estávamos na mesma sala que Tim – Muita coincidência não?
– já Travis que é dois anos mais velhos estava na classe do primeiro ano.



- Atenção alunos. – A
diretora falou entrando na sala. – Quero apresenta-los os alunos novos. – Ela
falou, nós quatro entramos na sala sobre dezenas de olhares curiosos.